Another World

1 Nunca é bom sinal ter uma noite normal


Notas iniciais
Olá semideuses!

Essa ideia me surgiu enquanto eu la fanfic de Universo Alternativo. E se Percy acordasse nesse Universo? Onde ninguém em semideus e magia não existe?
Bom.. eu espero que gostem da fanfic e se estiver lendo, comente.

Boa leitura.

Se eu soubesse como seria meu dia, teria considerado minha noite normal.

Mas não era normal um semideus ter uma incrível noite sem sonhos, até porque nossos sonhos nunca são exatamente sonhos. Talvez isso seja pelo fato de estarmos finalmente vivendo um momento de paz nas nossas vidas, os ataques de monstros diminuíram drasticamente com a derrota de Gaia, os deuses que aquietaram e cada vez mais semideuses são achados pelo mundo e mandados tanto para o Acampamento Meio-Sangue quanto para o Acampamento Júpiter.

Os acampamentos estavam fazendo o melhor para conviver em harmonia, mas é claro que nem tudo era um campo de flores. Os filhos de Ares e Marte não conseguiam se dar muito bem apesar de serem tecnicamente irmãos, e Jason estava enlouquecendo com as construções de templos para os Deuses Menores. Leo ainda estava desaparecido, apesar de que na noite anterior Nico apareceu dos dando uma noticia animadora.

“Eu vasculhei cada canto, até o Elísio, onde ele deveria estar... Leo não está no mundo Inferior, disso eu tenho certeza.”

Piper tinha ficado eufórica com a noticia e logo queria comandar uma missão para encontrar Leo, mas riscando o Mundo Inferior da lista nós não tínhamos ideia de onde procurar por Leo. Tudo que podíamos fazer era confiar nele.

Eu e Annabeth estávamos finalmente aproveitando nosso namoro. Ao invés de cruzar o Tártaro e lutar contra gigantes agora nós passeávamos na praia e nos encontrávamos a noite para ... bem, namorar. Íamos estudar na mesma escola este ano, um Internato nos arredores de Nova York, e depois com sorte podíamos ir para a faculdade em Nova Roma.

Acordei com o sol batendo na minha cara e essa foi a primeira coisa estranha. Numa batia sol na minha cara no chalé. A segunda coisa que notei era que não ouvia o barulho na minha fonte de água salgada, nem os gritos dos campistas, só ouvia...buzinas!? Um barulho de transito infernal.

Abri meus olhos e encarei o teto branco. Eu não estava no meu chalé, mas eu reconhecia o lugar, era meu quarto no apartamento da minha mãe em Nova York. Mas as paredes do meu quarto antes brancas agora eram azuis e cheias de pôsteres de bandas, tinha uma cômoda cheia de livros e roupas jogadas, um violão encostado na parede perto da janela e perto da porta uma cesta de basquete. A bola grande e laranja estava jogada na beira da minha cama.

Ou minha mãe tinha redecorado meu quarto ou algo muito estranho estava acontecendo. Eu apostava na segunda opção, porque na minha vida é sempre a segunda e estranha opção.

Me levantei da cama e notei que estava só de cueca, tratei de encontrar um calça e uma camiseta azul naquela bagunça e assim que me vesti algo apitou na minha cama. Achei um celular vibrando e o nome “Nico”, brilhava na tela.

_ Alo? – atendo hesitante.

_ Percy seu filho da mãe, onde você está? – a voz de Nico pareceu irritada, mas ainda sim era o Nico. – Hoje é o primeiro dia de aula, espero que não esteja desmaiado em algum bar ou enfiado em uma cama cheia de mulheres nuas.

_ O q..? Não! Nico... eu estou na casa da minha mãe. – digo olhando pela janela e me certificando de onde estava. – Só não lembro de como vim parar aqui.

_ Então está vivendo uma manhã comum certo? – ele comenta soltando um riso. – Apenas joguei uma água fria nessa cara de ressaca ok? Vou ligar para o Jason e ver se ele também está vivo.

_ Nico, espera eu... – tu, tu, tu, tuuu. Suspirei e encarei o celular. Nico devia ter comido flor de lótus, só pode. E ele disse que hoje era o primeiro dia de aula? Que eu me lembre faltava uma semana para o inicio das aulas.

_ Percy, acorda ou vai se atrasar! – minha mãe bate na porta e eu corro para abri-la, encontrando-a no corredor. – Olha, já está pronto? Que milagre é esse?

_ Mãe! – digo incerto e ela arqueia as sobrancelhas. – Como eu cheguei aqui?

_ Sendo um filho exemplar é que não foi. – ela diz cruzando os braços. – Eu não vi você chegando ontem, mas o barulho de tropeços me deu uma ideia. Só espero que isso tenha sido um evento isolado certo? E continuar saindo e bebendo com seus amigos em dias de aula eu lhe boto em um castigo terrível Perceu Jackson.

_ Hãm... Não, mãe! Eu não estava bebendo ontem! – digo confuso. – Eu estava no acampamento, no eu chalé e agora eu estou aqui. Só quero saber como vim parar aqui.

_ Você usou drogas Perceu? – minha mãe indaga estreitando os olhos.

_ Mas o q... Não!

_ Então pare de dizer coisas sem nexo menino. – ela diz balançando a cabeça e seguindo pelo corredor. – Coloque um sapato e venha comer.

Fiquei alguns minutos tentando entender o que houve com minha mãe, o que houve com Nico e o que diabos houve comigo, mas como nenhuma resposta caiu na minha cabeça eu voltei pro quarto e coloquei tênis, uma mochila estava jogada na cadeira e decidi pegá-la também, assim como o celular.

Fui para a cozinha olhando meus contatos... Nico, Jason, Grover, Frank, Annabeth, Charles... Espera, Annabeth. Ela vai saber o que está acontecendo. Esperei o telefone chamar e então ouvi a voz sonolenta na minha namorada.

_ Alo?

_ Annabeth? – indago.

_ Claro que é a Annabeth imbecil, o que foi? – ele responde se derramando em doçura.

_ Hãm... É que eu meio que acordei na casa da minha mãe, e Nico me ligou dizendo algo sobre eu estar em um bar e ligar para o Jason, e minha mãe acha que eu usei drogas e que hoje eu tenho escola e...

_ AH MEU DEUS! – afasto o celular no ouvido com o grito estridente de Annabeth. – Meu despertador não tocou! Eu estou atrasada, muito atrasada...

_ Espera, Annabeth, me explica primeiro como eu cheguei aqui! – peço ouvindo ela xingar algo do outro lado da linha.

_ Não tenho tempo para te ajudar a se lembrar do que faz quando está bêbado Percy, te ligo mais tarde. – e mais uma vez alguém desligou na minha cara. Bufei e guardei o objeto na meu bolso pensando que minha namorada ficou doida e caminho até a mesa do café.

_ Com quem falava? – minha mãe pergunta enquanto me sirvo de ovos e bacon.

_ Annabeth. – respondo dando de ombros. – Nem ela sabe como eu vim parar aqui.

_ Você sabe que Annabeth não aprova essa sua... vida social. – minha mãe diz me lançando um olhar reprovador. – E eu entendo que a adolescência é um tempo para se divertir, mas concordo com sua amiga nesse ponto.

_ Annabeth não é só minha amiga, você sabe. E o quer dizer com “essa sua vida social”? – digo franzindo a testa, mas minha mãe ignora a pergunta.

_ Annabeth não é só sua amiga? – indaga me analisando.

_ Não... – digo estranhando sua expressão. –Nós já namoramos há um bom tempo, lembra?

_ Como... Mas quando... Porque não me contou Percy? – ela pergunta parecendo raivosa.

_ Mas eu já te cont...

_ Eu estou tão feliz por isso! Oh meu filho, finalmente! Achei que você nunca ia abrir os olhos e perceber que Annabeth não era só uma amiga para você! – minha mãe diz sorridente enquanto eu não podia estar mais confuso. – Ela deve ter ficado surpresa com o pedido hm? Como foi? Porque não me contou mais cedo? Nós temos que chamar ela aqui para oficializar em um jantar.

_ Ok, mãe, eu tenho que ir para o acampamento, agora. – digo me levantando. Um estranho incomodo no meu estomago começou e eu senti que tinha algo muito errado acontecendo ali.

_ Acampamento? Do que está falando Percy? – minha mãe indaga franzindo a testa. – Tem certeza de que não usou nada suspeito ontem garoto?

_ Mãe, eu não estou drogado! – digo respirando fundo. – Só sinto que tenho que descobri como vim do Acampamento para cá no meio da noite e não me lembro de nada. E meu quarto está diferente, Nico está estranho, Annabeth está estranha e você está estranha e algo me diz que está acontecendo algo!

_ Eu vou levar você para a escola. – minha mãe diz apontando o dedo para mim com uma expressão séria. – E a tarde nós vamos ter uma conversa séria Percy, você está muito estranho hoje.

Eu estou estranho? Eu? Olhei incrédulo para minha mãe que pegava as chaves do carro e me empurrou de mochila e tudo para fora do apartamento. Decidi ficar em silencio enquanto descíamos as escadas e procurei algo que me indicasse o que estava havendo, mas o prédio parecia normal para mim, e todas as minhas memórias estavam intactas, tirando minha ultima noite quando eu me teletransportei misteriosamente.

Entrei em um carro que nunca vi na vida com minha mãe e ela seguiu tranquilamente ouvindo as noticias do rádio e batendo os dedos no volante. Meu celular vibrou um monte de vezes com mensagens cada vez mais estranhas.

Jason: “Cara, ontem foi sinistro! Sinto como se tivesse levado um raio, e Nico está furioso porque ninguém esperou ele para dar carona kkkk “

Drew: “Hey gatinho! Tô louca para te ver hoje! Bjo!”

Hazel: “Percy você embebedou meu namorado ontem? Eu vou te matar menino!”

Clarisse: “É bom estar preparado para perder esse ano idiota, porque o time feminino de basquete foi afundar com seu timinho de merda!”

Fiz uma careta de confusão para cada mensagem que li, e elas não eram as únicas, tinha gente que eu nunca ouvi falar que me mandavam mensagens e minha cabeça doía quando minha mãe parou o carro em frente a uma construção branca cheia de adolescentes.

_ Quem é Ashley? – indago olhando pro meu telefone para as mensagens pornográficas e essa tal de Ashley me mandou.

_ Eu certamente não sei Percy. – minha mãe responde revirando os olhos. – Mas agora que está namorando a Annabeth é melhor excluir essas garotas do seu celular.

_ Eu nem sei que ela é! – me defendo encolhendo os ombros e observando a escola. –Eu não ia para o Internato de Udge?

_ De onde tirou isso Percy? – minha mãe indaga rindo. – Você sempre estudou na Half-Blood!

Pensei em discutir com minha mãe mas ela claramente não estava notando a loucura de tudo isso. Balançei a cabeça e saí do carro pensando em qual Deus maluco devia estar fazendo isso, provavelmente algum que ficou entediado e resolveu deixar todos que eu conheço doidos!

Enquanto andava pelo gramado até o prédio várias pessoas me cumprimentaram ou acenaram para mim, mas me concentrei em chegar até dois que eu reconheci. Connor e Travis Stoll estavam encostados na escada frontal na escola conversando com duas outras pessoas. Eles certamente poderiam me explicar o que estava acontecendo, mas minha voz morreu assim que vi com quem eles estavam conversando.

Notas finais
Gostaram? Tem alguém aí???

Por favor, se tem alguém lendo isso me mande um comentário, uma MP, uma mensagem de Íris, tanto faz!