Another Undertale

9 A festa (parte 2) - Capítulo 8


Notas iniciais
Eeeee capítulo novo de madrugada!! Eu gosto de escrever/desenhar de madrugada porque sempre sai uma parada aleatória estranhamente bom (no meu ponto de vista). Bem espero que gostem desse capítulo e não reparem na brisa porque é isso que acontece quando eu to com sono. Boa fanfic

Frisk passando o olho de rosto em rosto a procura de seu irmão naquela festa que segundo sua amiga havia falado ele estava se metendo em briga, o que era normal, mas sempre acabava sobrando pra Frisk cuidar dos machucados do irmão, antes que seu irmão se machucasse, Frisk o achou tentando bater em um cara maior que ele, ainda não se sabia o porquê da briga mas Frisk já puxava seu irmão para fora do cômodo, o levou para o corredor e o maior se apoiou na parede ficando da altura de seu irmão, — Você tá maluco?

—Ah, qual é! Só uma briguinha... Tu já lidou com outras...

—Não quero que nossos pais se preocupem, o que Ariel vai falar se te ver machucado depois de chegar de uma festa? Ela vai ficar louca e nunca mais vai te deixar sair de casa, vai te prender no quarto dela até você ficar com quarenta anos!

—...você sempre me acobertou, não vai ser agora que vai dar merda.

—Evite brigas cara.

—Evite me achar até seis da manhã.

Carlos saiu de lá procurando outro cômodo que poderia ficar sem se preocupar com que seu irmão não intrometesse com sua 'diversão', Frisk não gostava de brigas, as evitava de chegar em pessoas que ele amava, Carlos pelo contrário, gostava da adrenalina da luta, o sentir machucar outra pessoa e saber que isso dói nela, o deixava uma boa sensação, que seu irmão mais novo nunca deixava acontecer se ele soubesse.

Passando pela porta do cômodo que Carlos acabara de entrar, Frisk foi ver se seu irmão não estava arrumando encrenca, viu então seu irmão sentado em um sofá com o braço em torno do ombro de uma menina que ele nem sabia quem era, Frisk deu um bufo divertido por se sentir tão responsável por seu irmão e vê-lo como criança apesar de ele ser considerado mais velho por ser mais explosivo e aparentar ser dominante, enquanto Frisk se esquivava dentre as sombras do adversário, uma briga entre os dois seria eterna, por cada um ser especialista em uma arte da briga e conhecer o movimento um do outro, como uma dança sincronizada angustiante para Carlos e divertida para Frisk ao ver a raiva nos olhos do irmão.

Frisk perdido em seus pensamentos nem percebeu que uma garota estava na sua frente o chamando — Oi?

—E aí? O que aconteceu entre você e Sam?

—Olha Tina, não foi nada, sério! Aliás, foi você que interrompeu quando chegou lá...

—Ah se eu tivesse chegado dois segundos depois!

—Aí meu irmão iria apanhar, dentre as duas coisas acabo preferindo o que aconteceu...

—Você é estranho...

—Você também é estranha!

—Haha... Obrigada!

—Rhm, obrigado...

—Bem, vou ali fazer umas paradas...

—Tipo?

—Tipo ficar vigiando você e Sam, já estraguei uma chance, vou ver se dessa vez eu os vejo hahaha!

—Hahaha, você não presta garota!

—Heh, okay apaixonado, vai procurar sua esqueleto...

—Tchau.

Frisk olhou em volta para ver se Sam tinha o seguido, olhou novamente para seu irmão e saiu do corredor, indo novamente para fora da casa a procura da garota que estava lá com ele antes, ela não estava mais lá, ele riu em decepção, voltou para dentro e decidiu que iria visitar a casa toda, que na verdade estava mais pra mansão, três andares enorme, e ele só tinha explorado o primeiro... Sim, definitivamente era uma mansão!

Ele subiu um enorme lance de escadas, se viu no segundo andar e foi procurar o que fazer, o primeiro andar era onde tinha mais gente, por lá estar a sala de estar, sala de televisão, bar, tudo que os loucos bêbados precisariam estar no primeiro andar para não cair da escada, diferente do primeiro, o segundo andar estava com apenas algumas pessoas, alguns casais para ser mais específico, várias portas, logo Frisk viu que estava em um andar cheio de quartos, e sabia muito bem o que acontecia neles, foi de corredor em corredor procurando o segundo lance de escadas para ir ao terceiro andar, até que viu Sam andando pacificamente até um quarto no fim de um dos corredores, diferente dos outros corredores que eram espelhados, mas esse tinha esse quarto, só esse, Frisk sem hesitar seguiu a garota sem querer fazer muito barulho, apesar de que, a música do primeiro andar era alta e as portas batendo no segundo também abafavam os passos do garoto, ao entrar no quarto se viu na frente de uma escada-caracol, logo ouviu passos, percebera que Sam tinha subido aquela escada já que o barulho vinha de cima, ele subiu com curiosidade, viu que a escada dava em um corredor cheio de janela, mas a escada continuava para cima, ele tinha acabado de parar de ouvir passos e ouviu uma porta fechando, então ela tinha subido mais, ele percebendo então que a música não estava tão alta e não se ouvia o bater de portas, ele começou a subir com mais delicadeza, chegando no topo da escada viu uma porta, logo pensou que tinha chegado no telhado, então... Por que Sam andou até lá e não simplesmente se teletransportou?

—Heya kiddo... — ela estava sentada no canto do telhado balançando sua perna na alta queda igual uma criança sentada em um penhasco, balançando a perna sem preocupação da altura e perigo.

—Como que..?

—Amigo, não ache que você é irrastreável, eu ouvi seus passos e a porta se abrindo, sem falar que--

—Você veio andando só para eu vir junto? — Frisk se sentou do lado da amiga com uma perna levantada e outra solta na queda, apoiado pelos cotovelos no telhado ficando levemente deitado.

—...Nah, vim andando porque...

—Você odeia lugar cheio de pessoas, você veio andando apenas para eu te seguir não é? Sabia que eu estava lá...

—Rhm... Você é bem inteligente kiddo...

—Obrigado, eu acho...

—De qualquer forma... O céu é mais bonito daqui de cima...

—Sim, é mesmo...

—Estranho né?

—O que?

—O céu... Parece estar tão perto e tão longe ao mesmo tempo, está muito longe, mas ao mesmo tempo toca nossas peles...

—Você bebeu?

—O que? Não! É que tipo, o céu é tecnicamente ar da nossa atmosfera e vácuo depois dela certo?

—Sim.

—As estrelas e o vácuo estão tão longe de nós, mas o mesmo ar que toca nossa pele pode tocar o vácuo, que toca a estrela...

—Sério cara, você tá drogada de ciência?

—Provavelmente...

—Hum, sei como é isso, estar drogado de ciência, é uma sensação boa, se sentir filosófico e inteligente demais ao mesmo tempo...

—Bem isso... Acho que é o sono que me faz ficar assim...

—Falando nisso, a quanto tempo você não dorme?

—Uns... Três dias, por..?

—Três dias?!

—Já passei cinco, não fale nada...

—Por que tá passando tanto tempo sem dormir?

—Ah, muita coisa pra fazer...

—Tipo?

—Por que você insiste hein?

—Não, só quero saber mesmo... — a garota olhou para ele e deitou no telhado.

—Tenho faculdade e trabalho cara, não dá pra escolher...

—Mas você não precisa necessariamente trabalhar não é?

—Ah, preciso sim!

—Por quê?

—Não posso mais sair.

—Os professores te ameaçam por acaso? Haha!

—Não é desse trabalho que eu to falando.

—Qual é então? — Frisk levou as mãos para trás da cabeça e se deitou do lado da amiga.

—Não é algo que eu posso falar... Que horas são?

—Acho que são umas quatro, por quê?

—Hum...

—....Por que você não responde minhas perguntas?

—Por que você insiste em eu responder? E por que faz tanta pergunta?

—Porque é assim que uma conversa flui, eu pergunto tu responde daí eu comento e assim por diante....

—Hum...

—Até parece que nunca parou pra conversar com alguém, haha...

—Minhas conversas estão mais para provocações ou brigas, não lembro mais como é conversar assim, como pessoa normal...

—Você não se acha normal?

—Não...

—Acha isso bom?

—Nem um pouco...

—Por quê?

—Virou interrogatório essa merda?

—Hum, eu só quero saber--

—Agora eu vou perguntar! Por que quer saber tanto o que eu penso ou acho? Tá me espionando? Achando que minha cabeça vale alguma coisa?

—Do que você tá falando? Eu só quero conhecer ainda mais a amiga que tenho.

—Você me considera sua amiga?

—Claro! Por que não?

—É, você definitivamente não me conhece...

—É tão ruim assim?

—Pior do pior que pode imaginar...

—Como assim?

—Não é algo que você vai me fazer falar tão cedo...

—Você sempre desvia o assunto quando chega nessa parte.

—Exatamente porque não quero falar.

—Sério que eu vou ter que te embebedar pra me falar?

—Começa a tentar cara, também acho que só assim haha...

—Por que você sempre se deixa se esconder nas sombras do mistério?

—Prefiro assim, vai que o mundo não me aceite quando me virem sair da sombra do mistério, me escondendo já tá assim imagina não me escondendo...

—Ah, vamos lá, não á algo tão ruim assim é?

—Definitivamente você é louco, não se deixe levar no pensamento que vou falar tão fácil...

—Então é algo que você quer esconder de você mesma por motivos passados?

—Por aí... Por..?

—Então vou parar de te encher... Eu entendo.

—Entende? HAHAHA, você não tem ideia kiddo, o quão obscuro é o motivo--

—Não me importo, apenas vou parar de te encher por enquanto...

—Huh? Ah... Err.. Obrigada eu...acho?

—Heh... Você com essa cara de confusa é fofa...

—Ah é? E se eu fizer cara de assassina?

—Aí já é o capeta em pessoa, você fica muito assustadora se quiser...

—Obrigada haha...

—Você é estranha... Legal...

—Hum? Ah, ninguém é normal, algumas loucuras apenas não são tão aparentes... A minha no caso é insanidade, qual a sua?

—Não sei bem, acho que pode ser se levar pela emoção do momento...

—Hum, bom... Pacífico... Mas você não gosta da adrenalina de briga por quê?

—Prefiro outras fontes de adrenalina, essa sempre saio com remorso, sabe?

—Outras fontes tipo..?

—Sei lá, que não machuque ninguém, tipo tomar um susto de brincadeira, ir em um brinquedo radical, essas coisas...

—Hum... — a garota se apoiou em seu braço direito ficando virada para Frisk que estava de olho fechado apenas curtindo a conversa, quando ele abriu seus olhos a garota estava o beijando, ele se assustou primeiramente por ter sido tão espontâneo da parte dela, ela levantou a cabeça olhando para ele com olhar estranhamente feliz, ele sem pensar duas vezes a puxou novamente para ele novamente, ela se assustou pela rapidez dele mas acabou por se deixar levar pelo beijo, se sentia estranhamente segura com ele a envolvendo com os braços, mas quando ela voltou a consciência se empurrou para longe dele, ambos agora sentados de frente um para o outro se olhando, ainda em choque com o que acabara de acontecer, Frisk ainda tentando entender porque havia feito aquilo enquanto Sam ficando cada vez mais corada, se levantou e saiu deixando o garoto sozinho no telhado, antes de ele se virar pra chamá-la ela se teletransportou, provavelmente para sua casa, ele então olhou para suas mãos ainda pensando no que ele tinha feito, e como queria voltar para aquela sensação, ele passou a ponta do dedo indicador da mão direita em seu lábio inferior com as duas salivas misturadas ainda. Ele então se levantou sabendo que ela não voltaria mais, quando estava indo até a direção da porta de saída a porta se abriu desesperadamente, ele ainda drogado com a sensação de ter beijado uma garota, nem percebeu que Tina estava o perguntando onde estava Sam, Tina percebeu que ele estava mordendo o lábio inferior, mas não era de frustação como das vezes que ele costumava fazer, -Peraí, v-vocês...?

—Hum? Tina, você tá aqui nem te vi...

—To te sacudindo a um minuto cara, você tá drogado?

—Não sei... Acho que quero ir pra casa...

—Já entendi o que aconteceu... Okay, hoje sou eu que te levo em casa...

—Não! Eu.. Posso ir sozinho, você sabe que minha casa é meio longe e não quero que você ande sozinha por minha causa...

—Então tá... E como fica seu irmão?

—Hum, verdade... Como você vai pra casa?

—Bem, eu vou dormir aqui, daí amanhã de manhã meu tio vem me buscar, por quê?

—Acho que eu vou pra casa agora, daí amanhã eu venho buscar ele, pode cuidar dele pra mim?

—Claro! Para isso existem amigos-irmãos, cuidam do seu irmão enquanto você está pensando no beijo que deu em uma garota.

—Como que você sabe? Você nem tava aqui garota!

—Você tá mordendo o lábio mais que o normal, e passando a língua nele também, tá tentando recordar do que aconteceu né?

—Você me lê muito bem, to assustado!

—Nah, tudo bem, vai pra casa antes que você caia aqui mesmo.

—Tá...

Frisk pegou um belo copo de refrigerante antes de sair da casa, e foi saindo de lá bebendo o refrigerante, deixando o copo já vazio na mureta que tinha se sentado antes, foi indo para casa caminhando bem lentamente, chegando na sua casa olhou para o céu meio rosado por conta do amanhecer, abrindo a porta delicadamente para que não acordasse ninguém, quando viu sua mãe parada na sua frente com um sorriso paciente, — Que bom que você veio ainda hoje, onde está seu irmão? Ele decidiu ficar por lá? — Frisk apenas acenou com a cabeça enquanto coçava um olho, sua mãe beijou sua testa e o deixou passar para o corredor, antes de ir pra cama ele foi para o banheiro, tomou um banho para tirar toda a maquiagem, quando percebeu que não tinha pego seu pijama, quando abriu a porta para chamar por sua mãe ouviu um som abafado de algo caindo perto da porta, quando viu, era sua roupa que tinha sido apoiada na maçaneta e agora ele pegava, se vestiu e antes de fechar a porta de seu quarto por de trás dele agradeceu sua mãe com sua voz meio rouca, sabia que a casa estava silenciosa o suficiente para ela o ouvir.

Notas finais
Bem, esse finalzinho que a Toriel coloca o pijama de Frisk na maçaneta porque ela sabe que ele esqueceu, então, minha mãe fazia muito isso comigo, então eu achei que seria mais um detalhe pra essa história, aliás, ninguém merece dormir de maquiagem, imagina no corpo todo, e se ele visse sua cama iria cair nela na hora. Bem, espero que tenham gostado do capítulo (devia ter escrito isso enquanto tomava café). —Meh