Notas iniciais
Olá! Voltei e com mais um capítulo! yay! E obrigada pelos comentários no ultimo cap, não sei como responder a todos, mas eu li eles. ;)

No carro estava um silêncio pertubador, Robert queria falar algo para tentar animar Regina, mas ele achou melhor deixar- la quieta. A viagem de volta parecia estar demorando muito mais do que a da ida, o que deixava as coisas mais tensas ainda.

– Obrigada — Regina resolveu falar — Pela carona... E por não me fazer perguntas sobre o que aconteceu lá.

– Não foi nada, eu só achei que se quisesse conversar você falaria algo.

– Obrigada mesmo assim. Estou acostumada a ser sozinha, então eu não tenho costume de desabafar.

– Sem querer ser intrometido, mas você sempre foi tão sozinha assim?

– Nem sempre, mas coisas aconteceram e eu acabei assim, uma pessoa que foge dos sentimentos, e que não os demonstra.

– Essa não me parece você.

– Essa é uma das vezes que eu resolvi me entregar a um deles e não acabou bem.

– Não veja assim, acho que você e Robin ainda tem alguma esperança de ficar juntos.

Regina riu, sabia que ele estava apenas tentando anima-la — Eu sei que você só está dizendo isso para me deixar feliz. Robin não abandonaria sua esposa, ele tem aquele maldito código dele. E quer saber: Eu não me importo, o que tínhamos acabou, hora de seguir em frente.

– Está falando sério?

– Eu tenho que fazer isso — Regina sorriu. Ela ainda amava Robin, mas estava se convencendo pouco a pouco de que não havia como eles ficarem juntos, ela iria esquecê-lo, estava decidido. — Obrigada por me ouvir.

– Se precisar de alguém para desabafar, eu vou estar aqui. — Robert colocou uma de suas mãos na de Regina, que repousava na perna da mesma. Não havia pensando em dizer a última frase e nem fazer esse último ato, mas foi automático, como se já quisesse fazer a muito tempo.

– Por que está sendo tão bom comigo? Quero dizer, nós nos conhecemos a alguns dias e...

– Sinceramente, eu não sei — Ele colocou a mão novamente no volante — Acho que de todas as pessoas que eu conheci aqui, você foi a que mais me chamou atenção. — O rapaz parou um pouco, pensando nas palavras certas — Não sei dizer ao certo.

– Isso é bem... interessante. Talvez seja o fato de que eu fui a primeira pessoa que você encontrou quando chegou aqui — Regina não pode deixar de reparar no que ele falou. Ela foi a que mais chamou a atenção dele. Será que aquilo era por que eles eram alma gêmeas?

– Acho que sim — Ele sabia que não. Algo nela realmente chamava atenção, Robert só não sabia o quê.

– Mas deixando esse assunto de lado, posso te fazer uma pergunta?

– Você acabou de fazer uma, mas pode

A morena riu — Quando você e Robin se conheceram? Ontem lá no Granny's ele me disse que vocês eram amigos, quase irmãos.

– Isso é uma longa história, que tal nós almoçarmos juntos hoje? Assim eu posso te contar

– Claro, eu adoraria

–Vamos para o Granny's então? — Perguntou, já que ele estava pensando em deixa-la em casa.

– Hum...Não, está lotado a essa hora, vamos lá para casa, eu posso fazer uma lasanha como você nunca comeu antes.

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Quando chegaram a mansão Mills, a morena disse que iria preparar o almoço, e Robert como um perfeito cavalheiro se ofereceu para ajudar.

Depois de algumas horas a lasanha finalmente ficou pronta, e eles foram desfrutar-la.

– Realmente, ficou incrível — Elogiou. Regina apenas riu — E eu acho que estou de devendo uma história.

– Sim, está mesmo. Como conheceu Robin?

– Nós estávamos numa espécie de orfanato na floresta encantada. Na época eu tinha 7 anos e ele 6, mas eu era apenas alguns meses mais velhos. Os anos foram se passando e de amigos passamos a irmãos e quando nós completamos a maior idade, saímos de lá e fomos viver a vida. Nós vivamos como podíamos, caçando, até roubamos um gigante uma vez — Ele riu da lembrança — Então nós fomos inventar de roubar um rei, fomos pegos, ele ia nos matar, mas por sorte ele pensou em outra coisa: queria que nós matassemos uma quimera. O que não foi uma tarefa fácil, mas nós conseguimos, foi assim que ganhamos essas tatuagens — Ele esticou o braço e mostrou a tatuagem. Regina olhou admirada, lembrando do que ela significava — Ela apareceu magicamente quando o bicho morreu. Porém o rei não queria só aquilo, ele contava que um de nós morreriamos, e o outro se casaria com sua filha.

– Como vocês fugiram disso? — Ela perguntou entusiasmada com a história.

– Nós havíamos roubado um feijão mágico do gigante, eu decidi usar-lo para fugirmos, mas quando eu contei a idéia para Robin ele disse que eu poderia ir sozinho, que ele iria fugir, mas não para outro mundo. Então eu fugi e vim para esse mundo. Desculpe eu acabei contando toda a nossa história — Robert riu

– Tudo bem, é uma história incrível.

Eles dois voltaram a comer — Já que eu contei sobre a minha vida, acho que estou direito de pedir que conte algo da sua?

– Sim — Ela sorriu e Robert não pode deixar de reparar o quão bonita a rainha era — Minha vida não tem nada de interessante, fui a rainha má que lançou uma maldição que mandou todos para esse mundo, adotei um menino que me fez mudar, depois me apaixonei e acabei com o coração partido.

– Não acredito que seja só isso, você nem sempre foi a Evil Queen, certo?

– Sim, houve. Uma jovem e inocente garota, que teve seu primeiro amor morto na sua frente por sua mãe impiedosa — Regina sentiu as lágrimas rolarem por sua bochecha — Desculpe, é que eu não costumo falar muito sobre isso — Ela limpou as lágrimas.

– Tudo bem, eu não deveria ter tocado no assunto.

Um silêncio se instalou no lugar, até que o celular de Regina tocou.

– Alô?

– Regina, você precisa vir aqui no Granny's, rápido — O tom de voz de Snow era preocupado.

– Estou indo — Ela se levantou e desligou.

– O que aconteceu?

– Era a Snow, ela disse para mim ir até o Granny's — Ela respondeu enquanto pegava a bolsa.

– Eu vou com você até lá — Regina o encarou com uma expressão que ele não conseguiu decifrar — Claro que se você quiser.

Ela riu — Sim eu quero

Os dois saíram e resolveram ir andando até o Granny's, chegando lá o lugar estava lotado como Regina previa, mas havia uma movimentação estranha. Logo a morena encontrou Snow, e a princesa a levou até a área onde ficava os quartos.

– O que houve? Está tudo bem? Henry está bem?

– Sim ele está, o problema é com a Tinker — Ela respondeu e levou Regina até um dos quartos, onde estavam Emma, Henry e a Madre Superior.

– Mãe que bom que chegou! — Ele correu até ela — Você precisa ajudar a Tinker.

Regina foi até a cama e percebeu que a fada estava deitada lá, mas estava congelada — Tinker! O que aconteceu com ela?

– Não sabemos — Respondeu Emma — Ela chegou aqui e desmaiou, então começou a congelar.

– Não! Não! Não — A rainha gritou enquanto tocava no rosto da amiga completamente congelado.

– Ela está morta? — Henry perguntou

– Não sei, eu não conheço esse feitiço ou seja o que isso for, mas sei de alguém que conhece.

– Gold — Emma falou.

– Sim. Eu vou falar com ele — A rainha saiu do quarto antes que alguém falasse algo e Henry foi atrás dela.

– Mãe, eu vou com você. Acho que posso ter uma idéia de quem fez isso.

– Quem?

– Regina! — Robert alcançou ela e seu filho quando os dois estavam quase saindo do local. — Está tudo bem?

– Não... — Ela não conseguiu terminar de falar, pois a porta do restaurante se abriu e um vento frio fora do normal, então uma mulher entrou no local.

– Ora, ora, parece que eu dei sorte de te encontrar aqui — Ela disse indo na direção de Regina.

– Quem é você? — A rainha perguntou.

– Não sabe o quanto me agrada você não saber quem sou, e por enquanto isso não interessa. Vim aqui apenas para avisar: Aquilo que fiz a sua queria amiga foi só o começo da minha vingança contra você — Dizendo isso ela desapareceu.

Notas finais
Oq acharam? Beijos :*