Another Man With A Lion Tattoo
4 I'm Sorry
Notas iniciais
Depois de passar algumas horas no cofre, Regina resolveu ir para casa, ela precisava descansar e esquecer toda essa loucura por alguns momentos. Quando chegou na mansão a morena foi direto tomar um banho de espumas, na esperança de que aquilo a deixasse relaxada, ao chegar no banheiro ela apenas estalou os dedos e a banheira estava cheia. Assim que se despiu e entrou na banheira, a morena estalou os dedos novamente e várias velas apareceram no cômodo, deixando tudo com um clima mais calmo.
Apoiou a cabeça na borda da banheira e fechou os olhos. A primeira coisa que veio em sua mente foi o homem no bar. Era difícil de acreditar que sua alma gêmea era ele depois do romance que teve com Robin, se é que aquilo poderia ter sido chamado de romance. Lembranças de Robin invadiram sua mente, a lembrança dele abraçando Marian no Granny's, praticamente ignorando sua presença, mas tinha as boas lembranças, que vieram logo atrás. O primeiro beijo, a primeira vez que eles se amaram, na frente daquela lareira, um pouco antes de eles saberem sobre a volta de Marian.
Ela queria chorar novamente, mas não fez, na tentativa de ser forte. A morena apenas deslizou para dentro da banheira até sua cabeça está de baixo d'agua e depois voltou a superfície e fechou os olhos novamente.
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Robert e Robin caminhavam pela cidade e contavam o que fizeram da vida esses anos todos que eles não se viam.
– Então você deixou Regina sair correndo e nem ao menos foi atrás dela? — Robert perguntou assim que o outro homem terminou de contar sobre seu relacionamento com Regina.
– Eu não sabia o que fazer! Marian estava ali de volta, eu simplesmente não pensei em mais nada! — Ele tentou se explicar
– Isso não importa mais, a besteira está feita, mas você poderia ir falar com ela — Eu já tentei, você viu aquele dia lá no Granny's, ela não quer falar comigo, e mesmo se eu conseguisse fazer ela ouvir, o que eu diria?
– Diga a verdade, apenas isso. Agora eu vou voltar lá para o Granny's, pense no que eu disse — Robert deu uns tapinhas camaradas nas costas de Robin e saiu, deixando o mesmo pensando no que fazer.
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A rainha havia acabado de sair do banheiro quando a campainha tocou. Seu primeiro pensamento foi de não atender, mas então ela se lembrou que poderia ser Henry e resolveu abrir.
Quando abriu a porta a surpresa: Robin
– Olá Regina, posso entrar? Nós precisamos conversar
– Robin...- A rainha o encarou, ainda procurando uma resposta. Ela queria conversar com ele, mas ela estava com medo de se machucar, mais ainda. Porém ela sabia que não ia consegui mandar-lo embora, não com a saudade que estava sentindo dele — Entre — Ela deu passagem e ele entrou.
Eles se sentaram no sofá, mas a uma distância considerável. — Me desculpe — Ele começou meio hesitante, com medo de falar algo errado.
– Por que você está se desculpando? Tudo que Marian disse é verdade, eu sou um monstro.
– Não Regina! — Ele segurou a mão dela — A pessoa que eu amei — Ele fez uma pausa, pensando nas palavras certas — que eu amo está muito longe de ser um monstro.
Regina sorriu, por um momento ela pensou que tudo voltaria a ser como era — Então... Você ainda me ama?
– Sim...- Ele parou novamente, agora vinha a parte difícil — Mas eu tenho um código que venho seguido a vida inteira, e fiz um voto com Marian, desculpe mais eu não posso quebra-los.
O sorriso de Regina diminuiu a cada palavra. Ela tentou novamente ser forte e não chorar, porém já era tarde demais. Robin ao perceber as lágrimas nos olhos da rainha se arrependeu de tudo que havia dito, se ele conseguisse pelo menos dar um jeito em tudo.
– Então nós dois não...- Ela deixou a frase morrer.
– Regina eu sinto muito — Por instinto ele se aproximou mais dela e delicadamente passou o dedo em sua bochecha, secando uma lágrima. A prefeita não disse nada, deixou apenas que as lágrimas falassem por si.
O ladrão continuou com a mão no rosto dela, acariciando aquela pele macia, olhando naqueles olhos castanhos. Então sem pensar duas vezes ele deixou seus lábios encostarem em um beijo calmo, quase como uma despedida. Ela não negou, apenas se deixou aproveitar a sensação de um provável último beijo.
Eles só se separaram quando realmente precisavam de ar — Robin, por favor, vá embora — Ela pediu ainda de olhos fechados. Ele não disse nada, apenas se levantou e saiu.
Assim que ouviu a porta bater Regina correu para o quarto e se jogou na cama chorando, com o coração partido, mais uma vez.
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