Another Man With A Lion Tattoo
8 Don't fall in love
Notas iniciais
– Regina — Emma chamou e os dois se separaram, assustados.
– Eu já vou, tchau.
– Tchau — A morena fechou a porta e se virou e viu a loira no topo da escada.
– Desculpe, eu não queria incomodar — Ela fechou os olhos, já sabendo que a rainha começaria a gritar, mas ela não fez nada, apenas foi para a cozinha.
– Regina! — Emma foi atrás dela — Eu juro que não queria interromper, foi sem querer.
– Eu entendo Emma.
– Eu estou falando sério!
– Eu também! E eu não me importo, não era nada demais.
– Era sim, você está seguindo em frente.
– Eu não precisaria estar seguindo em frente se você não tivesse trazido Marian de volta.
– Já pedi desculpas por isso.
– Desculpas não vai fazer tudo a voltar a ser como era antes! — Regina levantou o tom da voz, ficando visivelmente irritada.
– Mães? Está tudo bem aqui? — Henry apareceu na porta da cozinha.
– Está kid, vamos?
– Sim — Henry deu um abraço em Regina e foi embora junto com Emma.
A rainha se jogou no sofá e se lembrou do beijo, da sensação dos lábios de Robert nos seus. Ela suspirou como uma jovem apaixonada. — Não, não, não! — Gritou. Não podia pensar nisso, não podia se envolver com alguém e não poderia se apaixonar novamente. Ela fechou os olhos e acabou caindo no sono.
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O dia mal havia chegado quando a tempestade de neve começou. Os Merry Men resolveram desfazer o acampamento e ficar na pousada da vovó e levaram a manhã toda para fazer isso e quando terminaram, Robin, Marian e Roland foram almoçar no Granny's. Assim que chegaram no local Roland viu Regina em um dos bancos no balcão, onde ela quase sempre sentava, e correu até ela.
– Oi titia Regina! — Ele a abraçou.
– Olá meu querido — Ela deu um beijo na testa dele e o colocou em seu colo — Tudo bem?
– Sim, mas eu estou com saudades de você — O menino deitou a cabeça no ombro dela.
– Também estou com saudades de você, mas agora que sua mamãe voltou eu achei que você não queria mais ficar comigo.
– Eu quero sim! Mas minha mamãe não gosta que eu fale de você! Por que ela não quer?
– Os adultos são assim mesmo, mas que tal eu falar com seu pai e pedir para ele te levar de noite lá em casa? E você pode dormir comigo!
– Sim! Eu quero.
A rainha se levantou com Roland no colo e foi até a mesa onde Marian e Robin estavam — Mamãe, papai, eu posso ir pra casa da tia Regina?
– Não! — Marian respondeu na hora.
– Marian, eu sei que você me odeia, mas Roland disse que estava com saudades. Eu nunca fiz e nunca vou fazer mal a ele e também não prendendo tomar seu lugar de mãe, só quero passar um tempo com ele.
Maria percebeu que a prefeita falava a verdade — Tudo bem — Respondeu sem vontade.
– Robin, você pode leva-lo até meu escritório por volta das cinco? De lá eu vou para casa.
– Sim, eu levo — O homem respondeu feliz por perceber que Regina ainda se importava com seu filho.
Ela se despediu deles e voltou para seu lugar no balcão. Enquanto comia suas panquecas com calda de maçã ela começou a pensar na ameaça que aquela mulher havia feito e o fato de não saber como derrota-la estava deixando a rainha com medo. Ela parou de pensar nisso e se concentrou em saborear o seu café, quando estava quase acabando viu que alguém adentrava o local: era Robert. "Droga!" Pensou quando viu ele se sentar em uma das mesas perto da porta, ela teria que passar por ele para sair, porém se lembrou da porta de trás do local.
Robert apenas observava Regina, ele queria falar com ela sobre ontem, sobre o beijo, mas estava com medo. Então ele viu a rainha se levantar aquele era o momento, ela iria passar por ele para sair, mas para sua surpresa ela foi em direção a parte de trás do local. "A saída dos fundos!" Pensou. Ele se levantou e foi atrás dela.
Robin viu quando Regina se levantou e quando Robert foi atrás dela. Ele suspeitava que estava acontecendo algo entre os dois, então resolveu ir atrás.
– Eu vou ao banheiro — Ele mentiu e Marian apenas concordou com a cabeça.
Regina andava apressada até a saída, quando ouviu Robert chamar seu nome, mas ela ignorou e continuou andando até sentir ele segurar seu braço. — Eu preciso falar com você!
Ela se virou — O que você quer?
– Falar sobre o que aconteceu ontem.
– Não aconteceu nada ontem e agora me solte!
– Porque você agindo desse jeito comigo? — Perguntou ele sem solta-la
– Por que eu estou atrasada para o trabalho — Ela voltou a andar para saída, mas Robert a segurou novamente, mas dessa vez a puxou para perto.
– Regina, você me beijou ontem e ainda vem me dizer que não aconteceu nada?
– Aquilo foi apenas... — Não sabia o que dizer. O que havia sido aquilo? Nem ela sabia dizer.
– Apenas o quê? — Eles estavam tão próximos que podiam sentir as respirações um do outro.
– Eu não sei o que foi aquilo — Respondeu.
Robert não pensou em mais nada, ele a puxou pela cintura para um beijo. Foi diferente do outro, não era tão calmo e era cheio de desejo. Ela passou a mão pela nuca dele, tentando o trazer mais para perto, ele foi a guiando para trás até que ela encostasse na parede. Eles se separaram para respirar mas voltaram a se beijar logo depois.
"Não" Regina pensou, estava tudo errado. Ela o empurrou — Isso não era para ter acontecido — Disse com raiva de si mesma.
– Desculpe, eu não sei o que deu em mim.
– Eu preciso ir — Ela falou e depois saiu correndo do local.
Robin acabava de presenciar todas a cena, escondido, e não acreditava no que havia visto. Estava acontecendo algo entre Regina e Robert, isso era óbvio, mas ela havia saído correndo de lá, isso significava que algo estava errado e ele iria descobrir o que era.
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