Another Day in Paradise

26 You Will Not Miss Anything


Notas iniciais
Tá, eu sei, estou mto,mto,mto atrasada. Perdão gente, eu tive provas... Tanto que me atrasei para postar minha outra fanfic na minha outra conta também. Então, não me culpem por favor! Bem, é isso. Boa leitura!

Quarto da casa de Marshall ( Mesmo dia – 23:07 da noite)

–Está tudo certo aí? – Perguntou Marshall antes de fechar a porta.

–Sim, obrigada. – Sorriu Jujuba.

Assim que após ajudar as garotas a arrumarem os colchões, fechou a porta. Deixando-as em paz.

Elas compartilhavam dois colchões, mas elas as juntaram e formou uma perfeita de casal. As duas estavam abraçadas uma na outra, enquanto Jujuba já estava pegando no sono, devido ao cansaço, Marceline mexia nas mechas rosas, sem sono.

–Jujuba...

–Hum...? – Perguntou a outra, sonolenta.

–Acho que não estou com vontade de dormir ainda.

A rosada respirou fundo, sabia o que ela queria dizer.

–Eu estou um pouco cansada agora.

–Não precisa ser isso, mas só um pouquinho, para esgotar minhas energias.

–Marceline... – Murmurou, estava realmente querendo dormir.

A outra bufou.

–Beleza, vou ficar acordada a noite inteira.

–Como você é insistente!

–Estou apenas dizendo a verdade.

Jujuba saiu dos braços da garota e se sentou, pensando no que iria fazer. Era óbvio que se não fizesse nada, ficaria acordada a noite toda (Porque Marceline simplesmente não para quieta.) Mas, ao mesmo tempo não queria fazer nada, pois estava exausta, temia dormir no meio de tudo.

–Que tal jogarmos um jogo? – Perguntou, olhando para a morena.

–Um jogo? – Sentou-se, interessada.

–É assim: Faremos perguntas uma para a outra sobre nossa vida: Por exemplo filmes favoritos, data de nascimento, eventos marcantes, entre outros uma para a outra. Porém, se errarmos, teremos que sofrer castigo de um minuto.

–É mais do que suficiente. – Sorriu a morena.

–E quem disse que você vai ganhar alguma coisa? – Sorriu a rosada provocante, se levantando para pegar seu celular. – Vai durar somente meia hora, depois disso vamos dormir, entendidas?

–Entendida. Mas ei, no final, o que o ganhador vai ganhar?

–Se eu ganhar, vamos dormir, agora se você ganhar... Bem, você que sabe.

–Já sei o que vou pedir. – Sorriu a outra, maliciosa.

–Ok... – Falou nervosa, acendendo a luz e colocando no cronometro de seu Iphone. Em seguida, sentou-se de frente para a morena.

–Quem começa?

–Eu. Já que eu estou sofrendo aqui de sono por sua causa.

–Chata. – Falou a outra, mostrando a língua.

–Bem... – Falou pensativa. – Ah, quantos anos eu tinha quando descobri que gostava de garotas? E o que houve?

–Quando você tinha 12 anos, você descobriu isso quando beijou um garoto que achou que estava a fim, mas viu que não sentia nada com o sexo masculino.

–Acertou. – Falou, marcando um ponto para ela.

–Minha vez: Qual é o brinquedo que eu mais gosto?

–É sério isso? Bem, pelo que eu saiba é a Marceline Jr.

A outra sorriu.

–Estou só querendo ser boazinha com você.

Jujuba odiava isso.

–Eu quero jogar pra valer.

–Beleza. – Sorriu malvadamente, adorava ela, tornava tudo mais interessante. – Você que pediu.

–Tá, qual é o meu doce favorito?

–Você gosta de Jujubas, principalmente as rosas, mas também gosta de cupcakes.

A outra sorriu de canto.

–Tá, sua vez.

–Qual a minha posição favorita?

A outra corou.

–Você é extremamente sádica, e gosta quando eu sou a passiva. Mas gosta também de contato, assim que gosta de que eu olhe em seu rosto. Diria a posição clássica.

–Ótimo nome, criatividade em pessoa. – Riu a outra.

–Cala a boca! – Gritou irritada.

–Shiu! Vai acordar os outros!

A rosada se acalmou.

–Tá, mal aí.

–Ok, sua vez.

Desta vez, Jujuba sorriu de canto.

–Quantos dez eu já tirei na escola?

A outra ficou boquiaberta.

–Isso é mancada!

–Faltam quinze minutos, estou a fim de deixar isso mais emocionante. – Sorriu, Jujuba conseguia ser um pesadelo quando queria.

Marceline coçava a testa, tentando fazer a soma de todos aqueles anos, e tentando recordar também de todos os dez que ela tirou.

–A cada ano temos oitos provas que duram duas semanas, com 14 matérias, multiplicado desde o seus sete anos... Mas também não foi todas que você tirou dez.

–Ei!

–Umas 998 vezes.

–1001. – Sorriu.

–Droga! Como você pode me provar que é verdade?!

–Eu sempre marquei no meu celular as minhas notas. – Mostrou o arquivo, realmente, era isso mesmo. – Conforme ia trocando de celular, eu passava de um para outro.

–Tá, o que você quer que eu faça?

A outra sorriu malvadamente, tinha uma única coisa que Marceline odiava, mais do que tudo.

–Quero que você cante e dance aquela música.

A outra levantou a cabeça, assustada.

–Não! Definitivamente não!

–Ah, quer perder o jogo então? Tudo bem, acabamos por aqui e eu vou dormir.

–Droga! Sua merda!

Marceline pegou o celular emburrada e colocou no youtube. Assim que se levantou, começando a dançar desastrosamente.

– “I’m a Barbie Girl in a Barbie world

Life in plastic, it’s fantastic

You can brush my hair,

Undress me everywhere.

Imagination, life is your creation

Come on Barbie, let’s go party!”

Infelizmente, infelizmente mesmo, o tempo havia acabado.

–Ah! Que droga! – Falou Jujuba, mas o seu ataque de risada não acabava nunca.

–Você vai ver quando eu ganhar de você, vou te fazer gritar a noite toda. – Falou a outra, com ódio no olhar.

Jujuba ficou nervosa com a ameaça, pois ela sempre os cumpria, mas nunca iria se arrepender. Nunquinha!

–Ok, sua vez.

–Tá... Deixe-me pensar...

O silêncio predominou o quarto, Jujuba sabia que viria uma difícil.

–Em questão sexual, o que eu nunca fiz?

Jujuba ficou boquiaberta, muito corada.

–Você devia fazer perguntas normais! Sua vadia!

A outra riu, na verdade gargalhou.

–Vamos, espertinha, me responda essa.

A rosada ficava olhando para todos os cantos.

–Você já fez isso... Aquilo também... Isso também... Droga! O que ela nunca fez?

–Fala sério, essa é fácil.

–Calada! – Gritou brava. Tentando pensar em algo, mas a verdade era dura de aceitar.

Passou um longe tempo, mas nada, ela havia feito de tudo!

–Está bem, desisto. – Rendeu-se.

–Transar com membro de verdade, idiota!

A rosada ficou boquiaberta.

É claro! Ela é garota!

–Que isso... Essa foi fácil.

A Jujuba olhou no relógio, faltava dez minutos. Torcia para que não fosse constrangedor.

–Fique nua na minha frente, e se esfregue em mim.

Só faltava a boca dela cair no chão.

–P-Pera aí! Isso já é baixo!

–Vamos... Estou esperando. Ou vai perder o jogo e vamos finalmente poder fazer algo legal?

Jujuba colocou a mão na boca, estava com tanto, mais tanto arrependimento de ter feito aquele jogo idiota!

–E-Esta bem...

Ela retirou sua camiseta, em seguida o resto de sua roupa. O olhar que a outra dava para ela era realmente de constranger até mesmo uma prostituta. Assim que ela caminhou na direção da outra, cabendo perfeitamente em seu colo, ficando face a face com ela. Suas pernas estavam entre suas pernas, assim que começou a se esfregar seu corpo inteiro na outra, beijando o seu pescoço.

Jujuba sentiu as mãos dela passarem pelas suas costas, fazendo um trajeto em sua coluna, de cima para baixo, provocando arrepios.

–Linda. – Sussurrou em seu ouvido. – Gostosa.

–Cala a boca! – Gritou, dando uma pequena mordida em seu pescoço.

A outra deu um pequeno pulo de susto, mas logo sorriu.

–Adoro seu ódio.

Elas ficaram assim por mais poucos segundos, até finalmente o tempo passar. Foi bem a tempo, Marceline já iria tocar em outros lugares.

Em um estalo de dedos, Jujuba saiu de cima dela, e em outro ela colocou suas roupas de novo.

Mas quando finalmente acabou, ela caiu de joelhos no chão, com a testa no chão.

–Ahh... Que vergonha...

A outra mandou beijos para ela no ar.

–Quem mandou brincar com a Marceline, queridinha?

A rosada olhou para ela, ainda muito corada.

–Idiota...

–Vamos, o tempo está passando, Jujuba.

Terminaria nela mesmo, faltava apenas três minutos.

Estava empatado. A morena daria a revelação final.

Tinha que caprichar, não podia deixar...

Bem, havia uma coisa que ela nunca lembrava, nunca mesmo. Apesar que as vezes isso a deixava triste, pois era muito importante para ela.

Mas, achava que seria perfeito.

–Quando é nosso aniversário de namoro?

A outra sorriu amorosamente para a outra, sabia muito bem o quanto era importante para ela essa data. Pois foi onde tudo começou, onde todos os momentos tão especiais aconteceram, simplesmente pôr as terem passado juntas.

–Dia 25 de Março, para poucos que conhecem, é o dia da Paixão. E vai ser esse sábado...

A rosada ficou boquiaberta, mas logo um sorriso feliz radiou, deixando ela mais perfeita do que já era para a morena.

–Acertou.

–A vitória é minha... – Falou carinhosamente. – Sabe o que isso significa, meu amor?

A rosada respirou fundo, iria aguentar seu sono, afinal, ela havia ganhado.

Assim que a rosada se deitou no colchão, totalmente entregue para ela.

–Só deixa a luz acesa, senão eu durmo. – Pediu.

A morena ficou de quatro em cima da rosada, chegando cada vez mais perto até encostar seus lábios. Em um longo e carinhoso beijo.

Jujuba segurou fortemente na sua camiseta, para se segurar.

Suas línguas se entrelaçavam com necessidade, a morena sorria interiormente, tinha gosto de pasta de dentes de morango...

Ela se afastou, depositando um longo beijo em sua testa.

–Se você está cansada, não vai ter graça.

–Mas Marcy... Você ganhou.

–Já disse, não vai ter graça, afinal, você não vai gritar com vontade.

–Boba. – Sorriu, dando um tapa de leve no braço da outra.

–Olha, vamos guardar para outra hora, ok?

–Tudo bem. Mas e você? Como vai dormir?

–Depois do jeito que você se esfregou em mim, minha excitação me cansou.

Dessa vez, o tapa foi mais forte.

–Aê! – Ria a outra, massageando o braço. – Isso dói!

–Sua... Sua...

Era impossível, não existia xingamento que coubesse em tanta raiva que ela sentia.

Assim que pegou sua coberta e se deitou no lado oposto da morena.

Marceline revirou os olhos, mas com um sorriso bobo no rosto. Assim que apagou as luzes.

–Boa noite. – Falou, entrelaçando a outra com seus braços.

Jujuba expirou, não havia como ficar brava com ela.

–Boa noite, Marcy.

Quarto da casa de Marshall (Mesmo dia – 23:07 da noite)

Assim que fechou a porta das garotas, Marshall se encaminhou para seu quarto. Por sorte, cabia os dois colchões mais sua cama no quarto.

Quando chegou, já estava todo arrumado, os meninos estavam no banheiro escovando os dentes. O moreno já havia feito tudo, assim que deitou em sua cama, exausto.

–Preparado para a escola amanhã? – Perguntou Finn, surgindo do banheiro de seu quarto.

–Ainda estou pensando no caso, mas se você for comigo, estarei sempre pronto.

Finn sorriu amorosamente, correndo rapidamente para depositar um pequeno selinho em Marshall antes que o rosado aparecesse.

Por fim, o pequeno se deitou no colchão de baixo, o que mais estava perto da cama do moreno.

Logo após alguns minutos, Chiclete surgiu.

–Essa roupa está um pouco larga... – Murmurou, estava sentindo como se fosse um vestido a camiseta do moreno.

Não era mentira, o vampiro queria tirar uma onda com o rosado, assim que deu a maior camiseta que tinha, até mesmo para o próprio moreno ficava grande, agora, para o outro, parecia um vestido.

–Já disse, é a única que encontrei. – Falou normalmente. Cara, para atuar ele era perfeito.

–Sei... – Murmurou, estava um pouco envergonhado ainda.

–Deita do meu lado, Chiclete. – Chamou Finn, já se encontrava debaixo das cobertas, com o braço direito na testa, relaxado.

Para o rosado, aquilo já era incrivelmente sexy. Teve que disfarçar muito bem para que eles não descobrissem.

–Bem, vou apagar as luzes.

Assim que se encaminhou para a parede e o fez. Voltando logo em seguida para o colchão, era bem macio, e a coberta era bem quente, mesmo sendo um pouco velha. Tá, era muita maldade reparar nos objetos que o moreno gentilmente o emprestava, assim que parou. Deitando a cabeça no travesseiro.

–Boa noite, Chiclete. – Disse Finn, podia enxerga-lo com seu rostinho e seu sorriso tão branco e tão certinho: Perfeito.

–Boa noite, Finn. – Sorriu.

E assim se encerrou a conversa e fecharam os olhos, prontos para dormir. Entretanto, Chiclete estava com dificuldade para pegar no sono, e não era por causa do colchão ou da coberta velha, mas de outra coisa...

Flashback On

Estavam no banheiro do quarto de Marshall, Finn e ele estavam escovando os dentes.

O loiro acabou primeiro, assim que depois de gospiu ele secou sua boca e se dirigiu para o rosado:

–Chiclete, me desculpa por fazer você vir na casa de Marshall, eu sei que vocês nunca se deram tão bem assim, e acho que dormir na casa dele já era algo muito adiantado para se começar.

O rosado gospiu, limpando e depois secando sua boca.

–Não se preocupe Finn, está tudo bem.

–É que eu gosto muito de sua amizade... – O coração do rosado sofreu um arrepio gelado. – E do Marshall. Queria que todos nós ficássemos juntos, assim nossos dias seriam mais felizes.

–Do que você está falando, Finn? – Perguntou o rosado, confuso: Ele estava sugerindo um relacionamento de três?

O loiro corou, se tocando que as palavras tinham duplo sentido.

–A-Ah! Estou falando de amigos! Três amigos juntos.

–Entendo. – Falou o rosado, mais tranquilo. – Finn... Você já pensou sobre nós?

O loiro congelou, mas sabia que devia essa resposta para o rosado.

–Eu já pensei, bastante. Mas eu estou um pouco confuso ainda com meus sentimentos e...

–Você gosta do Marshall? – Atreveu-se a perguntar, mesmo sabendo que talvez a resposta pudesse magoá-lo.

–Eu... Eu gosto dele.

O rosado expirou fundo, sabia.

–Mas eu não posso dizer também que não gosto de você, é que eu sinceramente não sei... Só nos beijamos naquela vez.

A feira... Verdade, fazia muito tempo.

–Quer descobrir agora? – Sorriu sacana, olhando para o pequeno maliciosamente.

Finn corou instantaneamente, era cômico.

–E-Eu...

–Vamos... – Insistiu o rosado, chegando perto dele. Tinha saudades desse seu lado safado, havia uma certa pessoa que gostava bastante disso nele. – Você não vai perder em nada.

Ele estava perto demais, tanto que Finn colocou as mãos em seu peito para conseguir um pouco de espaço e olhou para o chão, envergonhado. Mas não deixava de ser uma ótima oportunidade para ele se descobrir.

Quando se voltou na direção do outro, percebeu que já estavam à milímetros de distância.

–Posso? – Perguntou Chiclete, não tirando o seu olhar dos olhos do pequeno.

Finn realmente gostava muito disso do outro, ele pedia permissão, não iria fazer nada contra seus sentimentos.

–Pode. – Disse num sussurro.

De vagarosamente, Chiclete chegou aos lábios do pequeno. A delicadeza do começo do beijo fez Finn relaxar, conseguindo ter maior proveito. Assim que se sentiu pronto, abriu a boca, fazendo com que a língua do outro aceitasse o convite e entrasse em sua boca com a língua. Naquela parte sentiu uma intensificação, mas tudo era tão bem equilibrado que fascinava Finn, que sem ao menos perceber já estava com a mão na nuca do rosado, segurando-o com um pouco de força.

O cada contato era necessário naquele momento. Chiclete sentiu que o pequeno pedia por mais. Assim que ele foi andando, fazendo com que o pequeno se movesse também, até suas costas encostarem na parede, dando a chance perfeita para o outro prendê-lo.

As línguas entreolhavam-se com necessidade, entretanto, a falta de ar era notável para os dois. Fazendo com que as línguas se afastassem e se encerrasse com um selinho longo.

Finn expirou baixinho, olhando nos olhos do outro.

Eles ficaram assim por uns instantes, nenhuma palavra, apenas pensamentos...

Finn estava surpreendido.

–Descobriu? – Perguntou Chiclete, sorrindo.

O loiro retribuiu o sorriso.

–Descobri.

O pequeno deu um último selinho no rosado de agradecimento e se encaminhou para a porta, saindo do banheiro. É claro que os olhos do rosado não se separaram do loiro até ele não conseguir vê-lo mais.

Ele tocou em seus lábios novamente, esquecera como era a sensação após um beijo. Era tão prazeroso. Principalmente quando você amava alguém.

O que Finn disse para ele o havia tocado de uma certa maneira.

Ele gosta do Marshall, e também dele...

Será que não está preso também em um triangulo amoroso?

Amava Finn, mas Marshall... Bem, não sabia explicar se o que sentia pelo moreno vergonha pelo passado que já tiveram ou algo que pensou que tinha esquecido. Algo maior.

De repente, o seu celular tocou. Assim que pegou seu iPhone, vendo ser Fionna.

–Droga... – Murmurou, trancando a porta.

–Chiclete? – A loira perguntou.

–Sim, sou eu. – Falou, ela deveria querer falar de sua aliança para conseguir separar os dois. – Pode deixar que tudo está sob controle comigo e com o Finn.

–Não é disso que eu quero falar.

O coração do rosado pulou.

–Do que então? – Perguntou confuso.

–Eu vi você conversando com Marshall, depois junto com o Finn, vocês foram para a casa dele.

Ah...

–Você não está querendo fazer amizade com o Marshall, né? – Ela começou a rir.

–Eu não estou entendendo...

–Você odeia o Marshall, lembra? Ou não?

–Fionna, eu...

–Escuta aqui, Chiclete. – Dessa vez ela foi mais ameaçadora. – Eu sei que o Marshall Lee é incrível, mas não vai querer se apaixonar por ele, pois ele é meu. Está entendendo, viado?

O coração do rosado doeu, odiava essa palavra.

–Eu não gosto do Marshall Lee. – Disse, disfarçando sua tristeza.

–Bom mesmo. – Falou.

Nem uma despedida, apenas desligou na sua cara.

O rosado colocou de volta o celular no seu bolso, olhando para o chão. Desanimado.

Odiava a Fionna. A “nova” Fionna.

Flashback Off

Ele expirou fundo, só o tempo que levou para relembrar tudo que aconteceu no banheiro já lhe fez gastar uma hora.

Finn já estava dormindo, podia ouvir seu ronquinho. Meu, até isso era fofo!

–Está acordado, Chiclete? – Ouviu o sussurro do moreno.

–Estou.

Não era surpreendente, Marshall sentia as coisas.

O moreno saiu da sua cama de vagarosamente, deitando-se entre Finn e o rosado nos colchões. Foi fantástico, era como se o loiro sentisse que ele estava ali do seu lado, se virando e abraçando o moreno.

O vampiro deu um beijo na testa do loiro, voltando-se para o rosado.

–Aconteceu alguma coisa?

–Nada demais, Marshall Lee. – Mentiu.

O moreno expirou fundo.

–Por que você não conta para mim? Sou seu amigo, lembra?

Sim... Amigo.

–É um rolo que eu estou com a Fionna. – Falou, olhando para o cobertor velho. – Mas não posso te contar.

–Por que não?

–É melhor para você... Vocês. – Corrigiu, olhando para o pequeno. – Marshall, ele sabe sobre nós?

–Não. – Falou, massageando os cabelos dourados e perfeitos. – Mas ele sabe que tem alguma coisa, ele é esperto.

–Se ele souber... O que faremos?

O moreno sorriu.

–Entregamos o jogo, simples.

O rosado acenou com a cabeça. Não teria nada demais que pudessem fazer mesmo.

E a conversa acabou por ali.

O rosado se acomodou ali, fechando os olhos.

–Chiclete...

O outro abriu novamente os olhos, encarando os de Marshall.

–Quer dormir abraçado com a gente também? – Sorriu.

Os dois estavam tão confortados naquele abraço, Finn mesmo parecia que dormiria assim para sempre, ressonando tranquilamente.

Entretanto, se fosse só pelo loiro... Mas teria que ficar assim com Marshall também.

–Eu...

–Vamos. – Falou o moreno. – Dormimos abraçados muitos dias no acampamento para você se acalmar, o que é só uma noite agora?

O pior de tudo é que ele tinha razão.

Chegou perto do moreno, encostando seu peito do outro lado, segurando as mãos do loiro por cima da barriga do vampiro.

Marshall abraçou os dois, como uma mãe abraça dois filhos.

E assim eles dormiram.

Notas finais
Bjus! >3