Another Day
2 Capítulo dois
Capítulo dois
Duas ruivas toparam-se de testa. Também, quem mandava andarem andar olhando pro celular?!
– Mas, que merda?! – a ruiva pintada exclamou.
– Ai meu Deus! – a ruiva natural dizia esfregando a testa com uma cara de culpada. – você ‘tá bem?
– É... – Natasha pensou um pouco – eu ‘to legal!
– Me desculpe por isso! – Ginny deu um sorrisinho simpático – eu estava tão distraída!
– Ahh tudo bem! – Natasha também sorriu. Era difícil não sorrir de volta para a ruiva à sua frente. – eu também estava distraída.
– Eu sou Virginia. E você?
– Natasha. – ela deu um sorriso fraco. – olha, eu gostaria muito de conversar, mas eu tenho um voo agora! E ‘to meio atrasada!
– Eu entendo! – Ginny disse ainda com o sorriso simpático. – também tenho que ir. – ela puxou a alça da mala de rodinhas. – até Natasha. E desculpe pela pancada! – ela riu e foi na direção contrária.
Era estranho, mas Natasha sentia que iria encontrar a ruiva novamente. Deu de ombros e seguiu o caminho que antes fazia.
***
Já passava do meio-dia quando Peter acordou. Ele deu um longo bocejo e levantou-se da cama. Tinha cerca de uma hora e meia para se aprontar.
Quando ia entrar no banheiro, ouviu seu celular tocar.
– E ae viado?! – ele atendeu rindo
– Viado é seu pai! – Clint respondeu. Ambos riram feito idiotas
– Fala logo o que você quer por que eu tenho que tomar banho! – Peter rolou os olhos
– Ixi! Tem que tomar um bom banho man! ‘To sentindo sua catinga daqui! – Peter pode ouviu Tony rindo ao fundo junto com Clint.
– Sabe, você deveria fazer curso de palhaço e não Educação Física! – totalmente sarcástico o moreno soltou. – e o que o Tony tá fazendo aí? Estavam dormindo juntinhos? – ele riu.
– Teu cu! – Tony gritou na linha. Clint tinha colocado a ligação no viva voz.
– Falem porra! – exclamou Parker.
– Se liga... – começou Barton. – temos que chegar com estilo no primeiro dia, os carros do Tony são bons, mas precisamos de algo a mais! – Peter podia ver a cara que Clint e Tony faziam. Só poderia dar merda, mas foda-se, os pais dele não estavam na cidade e man! Era a Universidade! – digam o que tem em mente!
***
Loki dirigia tranquilo seu SUV. Tudo parecia perfeito.
– Loki, falta muito? – Thor indagou como uma criança numa viagem de carro.
Só parecia perfeito.
– Caramba Thor! – Loki exclamou batendo no volante. – é a terceira vez que você me pergunta isso e a resposta continua sendo a mesma!
– Okay... – o loiro balbuciou irritado.
A pior parte de ficar sem carro por tempo indeterminado era ter que pegar carona com o irmão. Seu pai, um ser muito bom, não lhe cedeu o motorista. Merda!
Thor ligou o rádio numa estação de country music e ficou curtindo o som e tomando um vento no rosto, até que pararam no engarrafamento.
– Grande merda! – disse o loiro e bufou.
Loki o encarou e sorriu. Embora estivesse irritado com o trânsito, ver a cara de desapontamento do irmão era algo recompensador.
***
Gwen já estava atrasada para a tal “palestra de iniciação” da UCLA. Sua mãe não deveria cozinhar tão bem, a fazendo repetir o prato e se atrasar. Pra melhorar a situação, seu carro tinha dado pau e ela teria que ir de metrô. Deveria ser conspiração os Deuses do Olimpo! Só poderia!
Estava saindo meio afobada pela rua da sua casa quando um cara de moto quase a atropelou.
– Filho de uma Medusa! – ela gritou. Pensou que ele continuaria seu caminho, porém, seus olhos se arregalaram quando a moto deu ré. Já procurava uma rota de fuga, quando viu o ser que pilotava tirar o capacete e MEU ZEUS! Ele era um Apollo! Pra dizer o mínimo!
– E ai? ‘Tá indo pra onde? – o Apoll... digo, o cara desconhecido perguntou.
– E te interessa? – Gwen respondeu receosa.
– Olha moça, você parece apressada, eu quase atropelei você, será que dá pra falar pra onde ‘tá indo? Assim, posso te dar uma carona. – ele disse já entregando seu capacete pra ela.
– Tá! Eu to indo pra UCLA. Estranho. – ela disse.
– Beleza, somos dois! – ele sorriu e Gwen só percebeu como ele era mais lindo com um sorriso no rosto. – me chame de Steve. – disse ele enquanto ela subia na moto e colocava o capacete.
– Okay, me chame de Gwen. – ela disse e segurou-se na cintura do rapaz antes dele dar a partida.
Com certeza era doideira pegar carona com um completo estranho. Mais loucura ainda se fosse um estranho que tentou te atropelar, mesmo assim, Stacy estava atrasada e aquele dia não podia ficar pior. Ou podia?
***
– I found my way back to you and meeeeeeee
Found my way back to Tennesseeeeeeeee – cantavam tresloucados Darcy, Jane e Bruce dentro do carro da segunda. Estavam a caminho da UCLA.
Depois que Bruce as convenceu a não arrombar nada na Universidade, pelo menos não por agora, eles tomaram café e ficaram batendo papo e vendo MTV, quando viram já era quase 13h e eles tinham que ir pra UCLA.
Bruce não morava muito longe da faculdade, porém o trânsito na Segunda era uma porcaria, além do mais, eles queriam chegar cedo e pegar um lugar de pouco destaque na platéia, ou pelo menos, um lugar na sombra, já que seria uma cerimônia a céu aberto.
– Cara! Eu amo Billy Ray! – Jane dizia enquanto virava o carro numa esquina.
– A gente percebeu Jane! – Darcy rolou os olhos.
– Nem vem! Vocês gostam! – a morena/loira se justificou.
– Tá! Mas, não amamos! – Bruce retrucou rindo enquanto Foster rolava os olhos e Darcy ria no banco de trás do Sedan.
– Ah calem a boca! – ela exclamou e aumentou o som do carro mais uma vez.
***
O Reitor da UCLA, Nick Fury, cumprimentava alguns professores, alunos e até mesmo pais, que estavam já presentes e distribuídos nas muitas cadeiras num dos jardins da Universidade.
Quando Steve chegou com Gwen logo algumas meninas próximas encararam ambos, com uma visível cara de nojo direcionada à loira.
– Qual é a dessas piranhas? – ela inquiriu pra ele, enquanto andavam até uma fileira no fundo das cadeiras dispostas no local.
– Acho que pelo menos três daquele grupinho já saíram comigo no Ensino Médio! – ele disse e sorriu besta.
– Cafajeste... – ela rolou os olhos e ele esticou o braço, indicando que ela poderia sentar-se primeiro.
Era estranho estar interagindo com um cara que ela tinha acabado de conhecer, mas Steve era uma pessoa bacana. Na breve conversa que tiveram do estacionamento até o jardim, ela percebeu que mesmo sendo um galinha, se você soubesse lidar com ele e fugir das cantadas, ficava tudo bem.
Enquanto isso uma ruiva natural chegava num conversível. Infelizmente não estava sozinha. Aldrich Killian tinha seu braço exageradamente protetor, na cintura da namorada. Coisa que não era nenhum pouco agradável à Ginny.
Ela já gostou muito do namorado, porém, depois que ele se mudou para Los Angeles, no ano anterior, eles perderam um pouco do contato, literalmente falando, e não era só isso... Virginia sentia que ele não era mais o mesmo... ainda que distantes, quando se reencontraram não era pra ser como era antigamente?
Com essas dúvidas lhe rondando os pensamentos ela sentou-se na primeira fila de cadeiras, com Aldrich ao seu lado, lhe mostrando em volta, ela fingiu estar interessada e sorriu fracamente.
Quando o Sedan esbarrou numa moto Harley cromada Jane sabia que estava fudi$@.
– Puta que pariu! – exclamou Darcy saindo do carro e olhando o estrago. – caralho! Vamos! Temos que fugir! Esconder as evidências! Estaciona em outro lugar Jane! Rápido! Melhor, manda o carro pro conserto agora! – a morena estava desesperada olhando pra moto no chão. Só tinha o retrovisor amassado e uma parte do tanque da mesma forma, claro e alguns arranhadinhos.
– Cala a boca! – Jane exclamou mais nervosa ainda. – Bruce! – ela rogou o amigo.
– Olha, a faculdade tem câmeras, então temos que encontrar o dono agora, ou ele nos encontra furioso e com a policia depois! – o moreno disse sensato.
– É incrível como tudo pro Bruce envolve polícia! – Darcy bufou.
– Ele ‘tá certo! – Jane dizia quando escutaram uma espécie de urro.
– Mas, que porra?! – uma ruiva dizia olhando pra moto no chão, coisa que ele logo reverteu. – quem foi o filho da puta?! – logo, ela encarou a traseira do Sedan amassada e ligou os pontos. – mas que cacete! Você não tem olhos não?! Ou não sabe usá-los?! – ela foi logo pra cima de Bruce que ia dando passos pra trás até bater em outra pessoa.
– Mas que merda?! – o loiro alto encarou o grupo meio alterado que estava presente.
– Thor? – a morena/loira indagou.
– Jane? – ele sorriu galante. – ‘tá fazendo o que aqui?
– É meio óbvio né não? – Darcy respondeu pela amiga.
– Tá! Depois vocês paqueram! – Natasha exclamou nervosa. – quero saber quem vai pagar o concerto da minha moto?!
– Eu pago, me passa seu número e combinamos tudo – Banner disse na tentativa de amenizar a situação.
– Nada disso! – Jane disse – eu bati Bruce, eu arco com isso! – ela sacou o celular e anotou o número que a ruiva lhe passou. A morena/loira já pensava o que seu pai falaria quando ela pedisse um empréstimo a ele.
– Se você não me ligar, eu vou te caçar! – Natasha disse acertando a bolsa no ombro e saindo a passos duros dali.
Enquanto a ruiva procurava um lugar pra se sentar, viu o grupo que encontrou há instantes sentando-se no fundo da platéia. Viu um cara loiro numa ponta e um lugar vago ao lado da garota que estava perto dele. Provavelmente seria um casalzinho nojento! Mesmo com a careta de asco ela foi sentar-se ali mesmo, pelo menos, tinha sombra.
***
Peter e Clint gritavam e jogavam algumas notas de dez e/ou vinte dólares pra fora do balão. Notas verdadeiras. Os amigos riam a valer enquanto jogavam o dinheiro e se aproximavam do campus onde acontecia a tal “cerimônia de iniciação”. Eles podiam ver Tony vindo num Monster Truck há algumas quadras, obviamente no chão. Também podiam ouvir um ruído, provavelmente do som do carro em que o Stark vinha. Ambos se olharam e sorriam. Iria ser uma entrada memorável!
Enquanto isso, Nick Fury ouvia um ruído bem alto, que logo se mostrou uma música do AC/DC. Back in Black, pra ser mais exata, os presentes também escutaram o ruído bem alto agora, e olharam pro fundo do jardim.
– Tá chovendo dinheiro! – alguém gritou no meio da platéia e todo mundo olhou pra cima. Avistaram um balão e dele eram jogadas várias notas e verdadeiras ainda por cima. Enquanto algumas pessoas se estapeavam pra pegar algumas cédulas, outras só tinham uma cara de WTF.
E o ruído se fez nítido e os presentes tiveram outra surpresa ao ver uma fila de Monsters Truck. As caminhonetes com rodas gigantescas e suspensas e ainda por cima, se aproximando perigosamente de onde estavam as pessoas, fez com que as mesmas dessem um jeito de sair dali.
A confusão se fez naquele momento. Gente correndo pra tudo quanto era lado, enquanto o balão chegava mais perto do chão e os Monsters Trucks vinham a todo vapor com o Rock n’ Roll alto e vibrante, era tão forte, que o chão chegava a tremer um pouco.
Quando Clint e Peter saíram rindo do balão, logo puderam ver Tony abrindo a porta de um dos grandes caminhões e gritando:
– Aeeeeew Feliz primeiro dia de aula rapaziada! Uhuuuuuuul! – ele ria abertamente junto com os amigos em volta, alguns poucos playboys que vinham com ele.
– Caralho Tony! – Clint ria e organizava as coisas no balão, para que o mesmo não subisse novamente. – essa foi a coisa mais foda que já fizemos! Haha!
– Foi melhor do que roubar o carro da diretora na oitava série! – Peter comentou enquanto tirava uma selfie próximo aos Monters.
– Meu caro, não se esqueça que vocês estavam na oitava série, eu cursava o segundo ano ta bom? – Tony disse, referindo-se aos amigos.
– Tá Tony, menos! – Clint disse rolando os olhos. Tony sempre fora adiantado na escola mesmo. Grande idiota.
– Gente... – Peter iniciou. – não era pra ter glamour, as gatinhas aqui, pessoas gritando... cadê os fogos de artifício? – ele rodou, sem sair do lugar.
Os amigos fizeram o mesmo e depois deram de ombros.
– Acho que acabamos assustando elas... – Peter concluiu o raciocínio.
– Okay... – Tony iniciou. – vamos galera, vazar fora antes que o Reitor chegue aqui. – ele acenou para os outros playboys e alguns roqueiros que tinham vindo com ele, um homem responsável pelo balão também chegou levantando voo com a estrutura.
Os três amigos começaram a caminhar pro lado do jardim, a fim de escapar de Fury e foram surpreendidos.
– Que porra foi essa Tony? – Steve veio correndo ao encontro dos amigos.
– Hey hey man! – Peter exclamou um pouco surpreso.
– E ae Steve? – Tony e Clint disseram separadamente.
– Veeeeey vocês não são normais! – Thor apareceu junto com outro grupo, desconhecido pelo resto.
– Isso virou reunião agora? – Tony indagou olhando ao redor mais uns quatro que tinham se aproximado.
– Natasha? – uma ruiva natural chegou um pouco perdida perto do grupo.
– Virginia? – a ruiva pintada perguntou indo cumprimentar a conhecida.
– Peraí, seu nome é Virginia? – Tony indagou meio perplexo.
– Ginny? – uma loira indagou.
– Gwen?! – ela exclamou, indo abraçar a loira.
– Hã? Vocês se conhecem? – Steve indagou.
– HEEEEEEY! – Tony gritou, chamando atenção pra ele.
– Você não é a namorada do Killian? – Loki indagou.
– Sou. – Ela falou seca e se virou pra Gwen, sorrindo.
– Daquele ser? Como você beija ele? – Tony fez uma careta de asco.
Ginny rolou os olhos e ignorou o homem.
– Quem é essa com você Steve? – Peter indagou olhando pro amigo que estava ao lado de Gwen.
– Ahh essa é Gwen Stacy pessoal, eu quase atropelei ela vindo pra cá, ai dei-lhe uma carona – ele riu e Gwen revirou os olhos.
– Caraca... – Clint balbuciou e soltou um risinho depois.
– Tá, não quero ser “empaca reencontros”, mas o Reitor ‘tá vindo lá e os playboys estão encrencados! – Darcy disse apontando pros três amigos e depois pro outro lado do jardim, mostrando Nick Fury ao longe.
– Puta merda! – Peter disse e começou a correr na direção contrária.
– Tá correndo por que gatão? Você tá fudido! – Steve ria, enquanto via Parker, Barton e Stark correrem pra longe dali.
***
Ginny andava distraída pelos corredores quando avistou o namorado. Olhos pros lados e entrou na primeira sala que encontrou.
Arrependeu-se na mesma hora, ver um tal de Thor quase comendo uma garota em cima da mesa não tinha sido nada agradável.
Do mesmo jeito que entrara, saiu da sala, dessa vez dando de cara com ninguém menos que Tony Stark.
– Virgenzinha! – ele disse lhe sorrindo cafajeste.
Ela rolou os olhos e já ia se afastar dele, quando o mesmo segurou o braço dela.
– O que você quer Stark? – ela pronunciou o sobrenome dele com desdém.
– Hey, calma lá gatinha... – ele sorriu e alisou um braço dela com as costas das mãos. – vi você tão sozinha aqui, no corredor lotado, resolvi vir te ajudar, afinal, você é nova aqui, e eu como bom veterano...
– Primeiro, não me chame de gatinha, é escroto! Segundo, meu nome é Virgínia! Terceiro, você é tão calouro quanto eu, pelo menos aqui na UCLA, quarto, mas não menos importante, meu namorado já me mostrou a Universidade. – ela ia se afastar de novo, mas ele a segurou. Ela bufou – mas que merda! – ela já estava vermelha. Agora ela entendia por que era recomendável não andar armado, ela por exemplo, já teria cometido assassinato. – diga logo o que quer! E me solte!
– Olha só! A gatinha fala palavrão! – ele caçoou.
– Fury sabe que você tá por aqui? Onde estão os seus amigos idiotas?
Tony rolou os olhos.
– Pimentinha... Pepper... tai! Pepper! Vai ser seu novo nome pra mim Pepper Potts!
– Mas, que mer... – ela foi cortada quando sentiu uma mão em seu ombro.
– Ginny, ‘tá tudo bem aqui? – Killian ficou ao lado dela encarado uma das mãos de Tony no braço da namorada.
– Claro Killian, está perfeito, o Sr. Stark só estava pedindo ajuda pra chegar à sala dele, mas lhe disse que não poderia ajudar, não é mesmo Stark?
– Na verdade... – Tony ia contar que estava cantando a namorada de Aldrich, mas viu nos olhos de Pepper que a história dela seria o certo a se fazer. – estava falando com a Srta. Potts que pode levar você à minha “fogueira particular” hoje mais tarde. – ele voltou-se pra Pepper. – será um prazer ter você e ele lá! – ele enfatizou com deboche.
– O Reitor já lhe deu sermão sobre hoje mais cedo Stark? – Killian indagou.
Tony sorriu falsamente. E apertou os punhos involuntariamente quando viu um braço de Killian descer para a cintura da namorada. Isso mesmo Tony, namorada dele! Pare de ser idiota e vá caçar sua presa!
– Você mais do que ninguém sabe o que um sobrenome pode fazer Aldrich Killian... – ele deixou a frase morrer e saiu dali com seu ar superior.
– Esse Stark... – Aldrich apertou os punhos. – nós não vamos a essa festa!
– Tudo bem... – Ginny – agora Pepper -, respondeu no automático, enquanto o namorado a puxava para outro extremo do corredor, ela encarava o lugar por onde Tony tinha passado.
Tony... Tony Stark.
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