Os calendários mostravam que o mês de Julho tinha acabado de entrar. O que era muito bom. Começo de segundo semestre significava que as provas do primeiro tinham terminado; o que fazia com que os cursos da UCLA dessem uma folga de uma semana para os estudantes. Embora a Universidade continuasse aberta, obviamente, ninguém ia lá.

Tony aproveitava a Segunda-Feira para fazer alguns uploads em J.A.R.V.I.S. nem tinha chegado a dormir mesmo, somente tomou um banho frio quando era por volta das nove e tomou um café forte – cortesia do AI. -, saindo assim rumo às Indústrias Stark.

Na empresa foi recepcionado por uma morena muito atraente, a qual ele cantou, claro. A mesma o levou até o andar da presidência onde ficava a sala de Obadiah.

Quando adentrou a sala do conhecido, o mesmo estava ao telefone.

Tenho que desligar, temos uma visita ilustre hoje! – ele dizia sorrindo. – Tony! – Stane exclamou quando colocou o aparelho na base. – o que faz aqui filho? – ele se levantou para abraçar o Stark.

– Tomar conta do que é meu! – o moreno respondeu depois do abraço.

Anthony caminhou até o bar e serviu-se de seu costumeiro Scotch. Nem percebeu o olhar um pouco alarmado que Obadiah demonstrou. Tony se interessar de repente pelos negócios da família, nada bom...

– Como é Tony?

– Quero fazer parte da empresa Obie! – ele tomou uma golada da bebida ardente, porém o ardor nem fazia mais efeito em si.

– Por que isso agora Tony? – ele tentou desconversar. – você não precisa! Tenho tudo sob controle! Preocupe-se com a Universidade!

Obie! – Tony rebateu. – eu sou um gênio! Só estou fazendo esse Mestrado pra ter um nome bonito pro que eu sei! Eu vou terminar no fim do ano, de qualquer jeito! – o moreno deu de ombros, como se fosse pouca coisa terminar um Mestrado de três anos em um. – e eu não quero ficar naquela casa. É a minha empresa, ninguém melhor do que eu pra trabalhar aqui!

Obie respirou fundo. Sabia que o mais novo estava certo. Howard, onde quer que esteja, estaria menos aborrecido com o filho, talvez, até orgulhoso.

– Certo! – Obie voltou a sentar-se na cadeira da presidência. – vamos cuidar pra que você se torne o C.E.O. então.

Tony mostrou um sorriso. – eu aceito o nome de CEO, mas quero trabalhar desenvolvendo o armamento. Eu não sirvo pra comandar daqui como você faz Obie... – ele foi até a janela.

– Tudo bem Tony... – o calvo iniciou. – vou cuidar pra que tudo saia como você quer...

***

Steve recolocou o celular no criado mudo. Já passava das 11h e ele ainda estava na cama. Mas, com uma companhia tão agradável como a de Peggy ele não sairia do quarto tão cedo.

Ele encarou a morena que ainda dormia tranquila com a cabeça apoiada em seu peito. Beijou os cabelos dela e respirou fundo. Seria um crime se o pegador Steve Rogers estivesse apaixonado? Talvez sim, talvez não. Ele gostava de pensar que ele e Peggy estavam se conhecendo melhor, que daqui uns dias esse romance todo iria findar, mas o loiro gostava de estar na presença dela, ele não queria que ela fosse embora nunca, com ela tudo era intenso, dos olhares, ao sexo. Tudo era perfeito. Peggy era perfeita.

Ele sentiu ela se mexer em seus braços. Carter levantou os olhos, com os mesmo ainda semi-serrados por conta do sono. A moça lhe sorriu e o loiro não deixou de retribuir.

– Bom dia... – ela murmurou.

– Tarde, você quis dizer né? – ele riu pra ela e beijou-lhe o topo da cabeça.

– Ou isso... – ela fechou os olhos quando sentiu os lábios de Steve descer pro seu nariz e depois pro seu queixo. – você errou um lugar! – ela sorriu marota.

– Errei foi? – ele indagou travesso abrindo um sorrisinho. Ela assentiu. – aonde? – a morena apontou nos lábios com o indicador. – podemos resolver isso... – ele dizia se aproximando novamente dos lábios dela e dessa vez tomando-os com os seus.

***

Clint estava sentado despreocupadamente no Starbucks perto de sua casa. Esperava por uma garota qualquer. Mad, Mag, Barbie, ele nem se deu muito ao trabalho de gravar o nome/apelido da garota. Ele só queria uma diversão naquele momento.

Como todo aluno da UCLA ele estava aproveitando a semana de folga enquanto só era Terça-Feira. Nem estava muito preocupado com nada ultimamente. A “conversa” que tivera com Darcy há poucas semanas, o fizera perceber que ele fora um verdadeiro trouxa em pedir para voltar. Claro que a morena tinha seu charme, ela era simpática, muito divertida, meio maluquinha sim, mas era bom estar com ela. Quando ele percebeu que pensava assim ele bateu a mão na testa – o que no dia ocasionou um considerável barulho na sala quieta, onde ele fazia uma prova de fim de semestre. -, enfim, no coração de Clint Barton, Darcy Lewis era somente uma amiga e nada mais. Ele tinha que resolver isso, as coisas tinham ficado estranhas entre eles e... o loiro bufou. Mas que merda! Essa tal de Mad, Mag, Barbie, Susy, Poli Pocket que nunca chegava! Levantou-se do balcão e ia saindo porta afora quando esbarrou numa cabeleira ruiva.

Cacete! – ele ouviu sua trombada exclamar.

– Foi mal tá? – ele indagou encarando a menina. – Natasha? Tá meio longe de casa hein!

A ruiva o encarou com o olhar fulminante antes de falar: — não foi mal, foi péssimo! E se você ‘tivesse com um copo de café na mão?! Eu teria tomado um banho! – ela bufou e saiu da frente da porta do estabelecimento, notando que estava atrapalhando o trânsito de pessoas no local. No processo, puxou Clint com ela.

– Calma Nat! – ele exclamou ao ser puxado pelo lado da jaqueta que usava. – se me quer pra você é só pedir, não precisa ficar de violência!

A ruiva revirou os olhos. – Barton, você é um idiota mesmo! – ela o soltou. – o que ‘tá fazendo por essas bandas?

– Eu quem te pergunto, eu moro num prédio aqui perto, mas você ‘tá meio longe de casa!

Natasha bufou e já ia caminhando de volta pra porta do estabelecimento quando Clint puxou o braço dela.

– ‘To aqui esperando uma garota, mas parece que ela me deu um bolo! – ele explicou. Natasha voltou-se pra perto dele, que soltou seu braço.

– O quê?! – ela sorriu maldosa. – deram um bolo no grande garanhão, Clint Barton?! – ela olhou pro céu. – mas, não parece que vai chover hoje!

– Idiota! – ele comentou e deu um sorriso.

– Esse é você! – ela deu de ombros.

– Tá, mas e você?

– A empresa do meu tio é por esses cantos, eu estava indo pra lá, mas antes queria um cappuccino.

– Beleza! Então vamos lá! – ele comentou e abriu a porta do Starbucks novamente.

– Eu não vou tomar café com você! – ela exclamou enquanto ele a guiava para o balcão.

– Primeiro, não é café, é cappuccino e segundo, você está na minha area, então considere um privilégio, okay? – ele viu a ruiva arquear as sobrancelhas. – por favor?

Natasha rui alto e seguiu pra fazer seu pedido, com o loiro atrás dela.

***

Semana de recesso na UCLA, todos comemoram seu merecido descanso e... PARA! Era melhor nem lembrar Betty Ross sobre essa bendita semaninha de folga! Por que ela não estava de folga coisa nenhuma!

Trabalhava feito uma louca desvairada no Hospital infantil Geral. Era no centro da cidade e financiado pelo Estado, então o que não faltavam eram casos de doenças sérias, vindas de outras localidades, em crianças que nem tinham noção do que estava acontecendo! E isso a deixava meio chateada, embora ela quisesse ser Pediatra e estivesse fazendo uma bendita especialização pra isso, ver aquelas crianças tristonhas, às vezes arredias, e algumas sem família até, a deixava pra baixo e era assim que estava agora.

Encontrava-se sentada na sala de descanso do Hospital. Estava em sua pausa de 30min do PA. Como era só uma residente ali não poderia parar por muito tempo e nem queria também. Gostava do que fazia, afinal.

Se surpreendeu quando ouviu um burburinho estranho no corredor, ouviu gente falando alto, e depois passos rápidos, só pegou seu estetoscópio e saiu da sala às pressas, viu uma maca vindo no final do corredor com um médico ao lado e mais alguns caras do Corpo de Bombeiros.

Ela olhava curiosa, queria ajudar de todas as formas, mas era só uma residente, provavelmente não saberia o que fazer e poderia piorar a situação do que ela percebeu agora ser um menino. Já ia virar as costas e chamar um médico mais experiente quando ouviu uma voz familiar chamar o nome dela.

– Betty! – era Bruce. Mas, o que raios, ele estava fazendo ali, ele estava de jaleco e tudo!

– Bruce? – ela inquiriu e começou a andar ao lado da maca.

– Não dá pra explicar agora, você é pediatra, vem me ajuda, esse menino sofreu um acidente de carro com os pais! – ele exclamou enquanto sinalizava pro socorrista começar a falar a situação do garoto.

Não demorou muito e eles chegaram num ambulatório, para tentar estabilizar o menino antes de levá-lo para a sala de cirurgia.

– Ele precisa ser entubado! – Bruce gritou para outros enfermeiros que estavam próximos. Houve uma correria para ligar a criança aos monitores, enquanto isso Betty e Bruce colocavam as luvas, mesmo que as mãos do homem já estivessem sujas de sangue.

A mulher morena encarou o menino que estava desacordado. Era a pior parte ver o rostinho com uma expressão sofrida, mas não poder saber com exatidão o que ele estava sentindo. Na certa seria dor. Por outro lado, era bom ele estar desmaiado, significava que o corpo não tinha aguentado e usado sua defesa para que a situação não ficasse pior, mas se já estava ruim, para se tornar pior, era péssimo!

– Não! – Betty exclamou chegando mais perto do menino.

– Não o que Betty? Ele não está respirando! – Bruce já tinha a mangueira de oxigênio em mãos.

– O ar não está entrando! – ela explicou enquanto checava a boca dele e o movimento do peito. – bisturi! – ela pediu e viu o utensílio perto dela.

A morena cortou próximo à ferida nas costelas do garoto. Abriu um pouco, o que fez um pouco de sangue jorrar na roupa dela. Normal.

– Preciso de algo pra manter isso aberto! – ela pediu e um enfermeiro lhe entregou outro utensílio pra aquela finalidade.

Logo, ela viu os movimentos do peito voltar e o menino começar a abrir os olhos. Ela o encarou e sorriu singela, tentando o tranquilizar, dizendo que tudo ficaria bem.

Quando a situação do menino, que ela tinha descoberto se chamar Josheph, estava estabilizada, ela saiu dali. Nem tantos passos longe ela ouviu seu nome.

– Betty! – ela virou-se e viu Bruce dando uma corridinha até ela. Ele se aproximou e apoiou uma mão no ombro dela. – foi ótimo o que você fez lá!

– Era meu trabalho Bruce. – ela falou normalmente.

– Não seja modesta, eu sei que nós devemos salvar vidas, mas você foi corajosa, poderia ter chamado outra pessoa ou tê-lo entubado somente, mas você descobriu o que ele tinha! – ele sorriu abertamente. Betty decidiu que era o sorriso mais bonito que ela já tinha visto em vida.

– Sério Bruce! Eu fiz o que eu estou estudando pra fazer, eu só tinha que ajudá-lo. – ele continuava sorrindo e ela fez o mesmo. – agora me conta, o que ‘tá fazendo aqui?

– Eu trabalho aqui!

– Não, não trabalha! – ela sorriu. – fala! – os dois caminhavam lado a lado, rumo a sala de descanso.

– Okay, eu meio que estava passando e vinha ver se você estava livre por agora, e tinha esse garoto entrando, eu mostrei minha carteirinha do Conselho Nacional de Medicina e me deixaram ficar. – ele explicou.

– Nossa! – ela exclamou e riu.

– Então...

– Então o que? – ela inquiriu sem entender.

– Você está livre agora?

– Você ‘tá me chamando pra sair?

– Estou oras! – ele disse. – não é bem um encontro, se você não quiser que seja! – ele coçou atrás da cabeça.

– Passa aqui daqui... – ela olhou no relógio de pulso. – duas horas. – ela sorriu.

– Ou...

– Ou... – ela esperou ele continuar.

– Eu posso ficar e fazer um “bico”.

– Você é maluco! – ela riu e continuou seu caminho no corredor, com ele ao seu lado.

***

Já passava das 20h quando Pepper saiu de uma loja de roupas. Não tinha mais movimento nos arredores, como as lojas eram de grife, costumavam fechar cedo e aquele sendo um bairro comercial, não tinha muita gente mesmo. A loja que estava fora uma exceção em ficar aberta até mais tarde.

A ruiva tinha estacionado seu carro há algumas quadras da loja, foi o único lugar que encontrou vagas. Caminhou até seu Audi, modelo clássico, parecia um carro de passeio mesmo, nunca foi chegada a carros esportivos. Destravou o alarme do carro e abriu o porta-malas para colocar suas sacolas dentro e foi o que fez. Quando ia abaixar a tampa de trás do carro, sentiu seu cabelo ser puxado e sua cabeça impulsionada na tampa do porta-malas.

Ficou alguns instantes atordoada e sentiu sangue escorrer de sua testa, além da dor cortante que lhe atingiu a cabeça. Tentou se levantar, mas ainda estava tonta, apoiou-se no carro, mas foi puxada pelos cabelos de novo e arrastada até a calçada.

– Ginny... querida... – ela ouviu a voz asquerosa de Aldrich dizer. – é difícil te encontrar sozinha, sabia?

Pepper tentou se soltar do aperto que ele tinha em seus braços, mas fora em vão.

– Você está sempre com seus amiguinhos idiotas! Me deixando de lado, logo eu seu noivo!

– Você ‘tá doido! – ela exclamou. Quando abriu a boca sentiu o gosto de sangue que vinha de sua testa. – me solta seu maluco! – ela exclamou mais alto.

– Ginny! – ele passou os dedos pelo rosto dela. – você é teimosa! Me deixou pra ficar com o Stark e ele te ignorou! Eu vi! – ele tinha um pouco de remorso na voz. – mas, agora, tudo pode voltar a ser como era antes, milady...

– Me solta seu maluco! – ela gritou. Lágrimas corriam por seu rosto.

Ela nunca esperou isso de Killian. Sabia que ele era possessivo, mas já fazia um tempo que ela tinha terminado com ele. Até já o tinha visto com uma garota no campus. Pelo visto, era só fachada.

– Socorro! – ela voltou a gritar.

– Cale a boca Virginia! – ele exclamou apertando mais os braços dela.

Num impulso ela levantou o joelho e o golpeou em suas partes baixas. Saiu correndo quando ele caiu de joelhos. Tentou abrir o carro, mas ele estava com o alarme ligado novamente. Ela procurou as chaves no chão. Provavelmente caíram quando ela foi golpeada na testa.

Pepper tinha lágrimas correndo pelo rosto, estava assustada, nervosa, não conseguia raciocinar. Começou a correr e lembrou-se do celular no bolso. Apertou um número qualquer na discagem rápida

Oi? – ela ouviu a voz de Tony do outro lado.

TONY! – ela gritou, enquanto olhava pra trás pra ver de Killian a seguia, mas não viu nada. Estava tentando voltar pra loja.

Pepper? – ele inquiriu surpreso. Logo percebeu o tom estranho na voz dela e um barulho, parecia que ela estava correndo.

Tony! Você tem que me ajudar! Por favor! É o Killian ele... – o moreno ouviu um barulho do lado dela da linha.

Pepper? – ele chamou. — Pepper?! JARVIS rastreia a ligação! AGORA! – Tony ordenou ao AI.

Enquanto isso, Aldrich tinha a derrubado, chegando pelo lado. O celular dela caiu longe.

– Fugindo de mim Pepper? – ele disse o apelido com desgosto. – o Stark... a droga do apelido pega mesmo! – ele riu malicioso. – por que estava correndo meu amor?

– Aldrich... – ela tentava se soltar do aperto dele – por que você está fazendo isso? – ela inquiriu com a voz chorosa.

– Só pegando o que é meu, Virginia! – ele foi tentar beijá-la, mas a ruiva mordeu seu lábio inferior. – tsk tsk tsk... – ele sibilou. – não era pra ter feito isso! – ele lhe deu uma tapa forte no rosto o que a fez ficar tonta novamente.

Alguns instantes mais e o barulho de sirenes foi ouvido. Killian deixou Pepper no asfalto e saiu correndo, provavelmente iria pegar o veículo e fugir dali.

A moça viu os carros de policia chegando e mais um esportivo próximo. Depois viu Tony correr até ela e agachar-se na ao seu lado.

– Pep! – ele exclamou pegando o rosto dela em suas mãos. Pepper fala comigo! – ele pediu a encarando preocupado.

– T-tony... – ela balbuciou o encarando com os olhos semi-abertos. – você veio... – ela tossiu e cuspiu um pouco de sangue na camisa do Stark.

– Claro! Você me ligou eu fiquei desesperado! Mas, acabou! – ele disse apoiando as mãos atrás do pescoço dela e por detrás dos joelhos – vai tudo ficar bem Pep... eu estou com você... – ele dizia enquanto a pegava nos braços e a levava até a ambulância estacionada no local.

***

Notas finais
E AEW GENTE?! Mereço pedradas ou flores?! *------* *tacam pedras* mals’z hehe e.e Ai cara esse final me doeu! Mas e ai Clintashas, eu prometi que ia ter e vai okay, foi só o começo! Bruce e Betty ai eu to apaixonada por eles! *----* gente eu pensei na Betty e tal, mas não descrevi muito ela por que não sabia que atriz colocar, se alguém tiver uma opinião, sintam-se a vontade okay? Então é isso, bjundas e até o próximo! Seu dlcs *3333*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.