Another Chance For Love
23 Capítulo 23
Notas iniciais
- Por que não me contou sobre isso antes? Desde o começo? Sua mãe e eu teríamos evitado tudo. — Passou a mão pelo cabelo raspado. Estava nervoso, não achei que iria ficar tão enraivecido.
- Vocês dois mal tinham tempo pra me ouvir direito, e quando tinham eu preferia me divertir e aproveitar com vocês do que tocar nesse assunto. — Desviei o olhar do homem sentado em minha frente.
Um silêncio incômodo formou-se no escritório, havia acabado de contar tudo o que venho passando na escola à mais de um ano, falei sobre Justin e principalmente do ocorrido no estacionamento na tarde de ontem. Revelar as coisas ao meu padrasto foi meio como tirar outro peso das costas, mas ao mesmo tempo me encontrava um tanto quanto arrependida de ter feito, não queria preocupá-lo, fazê-lo se sentir um padrasto ruim ou culpado de alguma forma.
Estávamos praticamente no meio do ano, era difícil mas eu poderia aguentar tudo aquilo calada mais alguns meses, havia me acostumado e com o tempo aprendi a não deixar as coisas me afetarem. Mais alguns meses e tudo teria um fim, porém as coisas aconteceram diferente; por Demi eu estava alí sentada na poltrona do escritório encarando Brian.
- Eu sinto muito. — A voz baixa rompeu o silêncio, observei os olhos claros caírem em direção do porta-retrato de família sobre a mesa. — Não sou um padrasto muito bom pra você, muito menos um pai.
- Não, não diga isso. — Senti meus olhos marejarem assistindo Brian se levantar de seu lugar, pensei que iria sair mas o corpo alto parou diante à porta fechada, permanecendo de cabeça baixa. — Você sempre foi mais do que bom pra mim, não permito que diga isso. — Eu disse me levantando.
Passei as mãos pelo rosto rapidamente secando as lágrimas que caíram de meus olhos e me aproximei de meu padrasto.
- Eu... estou tão... perdido sem sua mãe. — Olhou-me com os olhos tristes marejados, sei que não iria derramar uma lágrima; não na minha frente. — Me perdoe por aquele dia aqui no escritório, eu quero que saiba que sua mãe é insubstituível, sempre irei amá-la pelo resto da minha vida.
- Eu sei. — Abracei-o fortemente sentindo meu coração se apertar. — Eu sei. — Fechei os olhos com força deixando mais lágrimas rolarem, recebendo um longo beijo no topo da cabeça.
Não tinha idéia de quantos minutos permanecemos assim, havia me perdido em lembranças durante o pouco tempo. Soltei um longo suspiro sem vontade de me desvencilhar dos braços acolhedores.
- Brian? Sel? — Ouvimos leves batidas na porta. — Tudo bem aí? — Maria perguntou.
- Sim, está tudo bem. — Brian respondeu ainda abraçado à mim.
- Só conferindo... e Selena querida, Demi está aqui. — Avisou fazendo um sorriso surpreso surgir em meus lábios.
- Diga que já vou. — Falei, afastando-me dos braços de Brian.
- Irei conversar hoje mesmo com a família de Bieber. — Dirigiu-se à mesa, guardando alguns dos documentos dentro de sua pasta preta.
Suspirei sabendo mesmo que pedisse, ele não iria deixar as coisas quietas.
- Eles não se importam com as atitudes de Justin, podemos apenas esquecer sobre esse assunto, por favor? — Tentei.
- De jeito nenhum senhorita, isso é sério e a propósito preciso agradecer pessoalmente à sua namorada por ter feito você vir até mim. — Sorriu. — Vamos lá! — Abriu a porta do escritório me dando passagem, balancei a cabeça sorrindo. Agora satisfeita pelas coisas estarem melhor entre nós.
Chegamos na sala de estar e eu apenas observei quieta meu padrasto começar uma conversa com Demi à alguns passos de mim. Às vezes ela sorria tímida, os olhos castanhos encontravam com os meus rapidamente voltando encarar Brian, em um momento percebi as bochechas corarem e sorri me divertindo com a cena.
- Querida tem hambúrguer na cozinha se sentir fome, e deixe algum bilhete caso for sair com Demi. — Maria chegou ao meu lado falando rapidamente enquanto vasculhava a bolsa de couro.
- Por que onde você vai? — Olhei-a confusa.
- Brian me deixará no banco, você vai ficar bem? — Franziu o cenho analizando um boleto antes de guardá-lo novamente e fechar a bolsa.
- Claro mas como você vai voltar pra casa depois? — Perguntei preocupada.
- Pego um táxi, não irei demorar. — Beijou minha bochecha.
- Tem certeza? Pode me ligar e eu busco você. — Eu disse acompanhado-a até onde Brian e Demi se encontravam.
- Não precisa meu amor. — Beijou-me na testa virando-se para meu padrasto. — Vamos, vamos logo! Ainda teremos que enfrentar o trânsito. — Apressou o homem já abrindo a porta de casa.
Ri baixo abraçando Demi por trás, inalando o perfume suave do pescoço. Brian trocou mais algumas rápidas palavras com ela agradecendo-a mais uma vez antes de se despedir e seguir Maria para fora de casa.
- Não estava esperando por você agora no meio do dia. — Comentei fechando a porta.
- É que eu tenho um tipo de proposta pra você e não queria falar pelo telefone. — O sorriso enfeitou os lábios perfeitos.
- Proposta? — Levantei uma sobrancelha puxando-a pela cintura. — Bem, eu aceito me casar com você. — Brinquei fazendo-a rir.
- É sério. — Disse risonha. — Lembra do quarto livre no meu apartamento que eu queria fazer pra Liz? — Perguntou.
- É claro, como eu poderia esquecer? — Sorri significativa lhe dando um breve selinho. — O que tem ele?
- Então, Liz vai passar o fim de semana comigo e ainda não tive tempo de fazer nada lá e nem pensei em algo direito mas queria surpreendê-la, sabe? — Assenti interessada. — Aí pensei em você pra me ajudar, tem algo em mente? — Mordeu o lábio, os dedos brincando com a ponta de meu cabelo.
- Hum, talvez eu tenha sim. — Sorri imaginando o quão legal seria decorar o quarto para Lizzie. — Adoraria ajudar!
- Obrigada, obrigada! — Abraçou-me alegre distribuindo beijos pelo meu rosto.
- Dem qual é, você não tem que me agradecer. — Ri.
- Sim eu tenho. — Sorriu docemente fitando-me durante um bom tempo, fazendo as batidas do meu coração acelerar. Logo o sorriso desapareceu dos lábios bonitos. — Tenho algum tempo agora, quer sair e comer alguma coisa? Não sei. — Sugeriu.
- Ou podemos ficar aqui, tem hambúrguer na cozinha. — Dei de ombros.
- Okay. — Concordou selando nossos lábios brevemente. — Me conte como foi com Brian.
[...]
Mergulhei minhas mãos nos fios macios do cabelo negro investindo minha língua na boca lasciva explorando cada centímetro com urgência, aprofundando mais o beijo intenso. Suspirei sem largar os lábios carnudos sentindo meu corpo ser facilmente levantado do chão me sentando sobre o balcão da cozinha, envolvi a cintura fina com minhas pernas trazendo o corpo da médica pra mais perto possível do meu. Uma das mãos me segurando firmemente pelas costas adentrou o tecido fino de minha camiseta simples percorrendo as pontas dos dedos pela pele quente me causando arrepios enquanto a outra apertava e arranhava minha coxa desprotegida.
Demi separou nossas bocas escorregando os lábios inchados pelo meu maxilar e pescoço, distribuindo beijos molhados, sugando, mordiscando. Puxei o ar com força mordendo meu próprio lábio, meu corpo inteiro estava quente, um gemido escapou de minha garganta ao ter o lóbulo de minha orelha mordido com certa força, sentindo o hálito quente contra minha pele.
A mão em minhas costas deslizou pra frente de encontro ao meu seio massageando, os dedos rapidamente começaram a brincar com o bico rígido deixando-me mais excitada, pressionei com mais força o corpo contra o meu em busca de mais contato. Arfei levantando o rosto bonito de encontro ao meu capturando com rapidez a boca atrativa iniciando outro beijo ávido, desci com minhas mãos à gola da camisa social feminina tentando com dificuldade desabotoar os botões do tecido branco.
- Sel... — Soprou contra meus lábios, mordi o queixo perfeito trilhando beijos molhados pelo pescoço alvo. — É melhor par...ahn, pode chegar... alguém...
- Não tem ninguém em casa. — Sussurrei em seu ouvido mordendo a cartilagem da orelha. — Vamos pro meu quarto... — Afastei a camisa aberta pela metade revelando o sutiã preto, desci os beijos ao colo sentindo as mãos afagarem meu cabelo.
Subitamente o contato de nossos corpos foi quebrado com rapidez por Demi, ela se afastou ajeitando a roupa, deslizando as mãos pelo cabelo levemente alvoroçado, franzi o cenho desnorteada e confusa avistando a figura loira e desagradável presente na entrada da cozinha segurando um envelópe cinza. Bufei aborrecida.
- Desculpem, realmente não foi minha intenção interromper. — Susan disse, sua voz me irritando completamente.
- Que merda você faz na minha casa? Como entrou aqui? — Saltei da bancada fitando a mulher.
- Eu só vim trazer esse documento para senhor Brian assinar mas não o encontrei no escritório entã...
- Então decidiu sair procurando pela casa? — Interrompi expressando minha raiva. — Ele não está, então por que você não cai fora agora?
- Está bem, como quiser. — Sorriu cinica. — Mas entregue isso à ele, é importante. — Avisou estendendo-me o envelópe.
- Que seja. — Peguei o objeto sem muita delicadeza. — Dá próxima vez use a campanhia.
Larguei o documento de qualquer jeito sobre o balcão suspirando frustrada.
- Então acho que essa é a tal da secretária de quem me contou? — Demi perguntou.
- É, é ela. — Respondi um pouco mal humorada.
- Por que não tenta conhecê-la melhor? Não sei, talvez as coisas não sejam como você pensa. — Sorriu de lado, abraçando-me pela cintura.
- Duvido muito, mas... — Envolvi meus braços em seu pescoço. — Não vamos perder tempo com isso e... — Aproximei minha boca de seu ouvido. — Ainda podemos subir pro meu quarto.
- Sel... — Riu baixo. — Preciso ir para o hospital, já era pra eu estar lá na verdade. — Beijou-me brevemente me fazendo soltar um muxoxo. — Nos vemos à noite está bem?
- Tudo bem baby. — Coloquei uma mecha do cabelo negro atrás da orelha juntando nossos lábios.
Acompanhei Demi até a sala, começando a pensar no que havia quase acontecido à minutos atrás, mordi o lábio reprimindo o sorriso bobo. Girei a maçaneta da porta arqueando as sobrancelhas em surpresa ao encontrar a garota parada do lado de fora, Debby sorriu ao me ver abaixando a mão estendida em direção da campanhia.
- Não é a primeira vez que isso acontece comigo. — Comentou divertida. — Está de saída? — Perguntou olhando brevemente para a morena ao meu lado. — Olá!
- Oi. — Demi respondeu gentil. — Sel, estou indo. — Pressionou os lábios nos meus. — Até mais tarde.
- Até! — Sorri lhe dando um beijo na bochecha. — Então, a saudade bateu e você veio me ver? — Brinquei desviando meu olhar para a garota ao meu lado.
- Oh sim. — Riu. — Na verdade eu vim te buscar, pegue um biquíni e vamos pra casa da Brenda!
- Mas eu tenho que estu...
- Não não, nada de mas Selena! — Interrompeu-me empurrando-me para dentro de casa. — Vamos nos divertir um pouco garota!
- Se eu negar é capaz de você me arrastar até lá! — Comentei rindo enquanto seguíamos em direção da escada.
- Praticamente! — Concordou. — Te espero aqui embaixo. — Acertou um rápido tapa em minha bunda soltando uma gargalhada, balancei a cabeça subindo rapidamente os degraus.
(...)
Levei outro tanto de pipoca à boca sentindo os dedos repousados em minha coxa nua se moverem com lentidão em uma carícia inocente, um breve sorriso surgiu em meus lábios ao parar para observar a mulher atenta na tela plana em nossa frente onde as garotas atraentes eram esfaqueadas pelo famoso maníaco mascarado. Apenas a televisão ligada no filme de terror e a luz de fora iluminando o jardim impediam a sala de se tornar totalmente escura, no sofá ao lado estava Hayley deitada com outro pote de pipoca nas mãos, seus pais haviam saído então ela iria dormir em casa. Já tínhamos visto aquele filme outras vezes antes mas sempre era divertido quando repetíamos.
O som alto do celular da garota ecoou na sala em um momento de silêncio fazendo com que a morena com minhas pernas sobre seu colo saltasse brevemente no acento do sofá levando a mão ao peito, não resisti e comecei a rir de Demi assustada recebendo um leve tapa na coxa.
- Relaxe amor, não é o assassino. — Brinquei.
- Engraçadinha.
Ainda rindo desviei meus olhos assistindo Hayley pegar rapidamente o celular tocando sobre a mesa de centro e sair da sala sem dizer uma palavra deixando-me um tanto quanto intrigada.
- Hey... — Chamei a atenção de Demi me deslocando no sofá para sentar em seu colo, envolvendo minhas pernas em sua cintura. — Sabe o que eu acho? — Sussurrei contra os lábios entreabertos.
- O que? — Descançou as mãos em minhas coxas.
- Acho que... — A beijei na bochecha escorregando meus lábios para o maxilar. — Já está meio tarde pra você voltar pra casa. — Comecei a distribuir breves beijos pelo pescoço quente.
- Você acha? — Sua voz saiu rouca.
- Uhum. — Colei nossas bocas a puxando delicadamente pela nuca.
Estremeci sentindo as mãos adentrarem minha camisa, as unhas curtas arranhando levemente minhas costas. Nossas línguas se encontravam aprofundando mais o beijo.
- Jesus Cristo. — Afastei-me um pouco ofegante ao ouvirmos a voz da garota. — Não posso sair nem cinco minutos e vocês duas já se pegam. — Suspirou se jogando no sofá.
Um riso escapou pelo meu nariz, ainda sentada em seu colo fitei a morena acariciando o queixo bonito com o polegar.
- Então. — Eu disse baixo. — Durma aqui hoje. — Pedi.
- Por que será que não consigo negar? — Sorriu.
- Porque você gosta de dormir agarradinha comigo e também porque eu sou fofa. — Selei nossos lábios sorrindo entre o beijo singelo.
- E convencida. — Riu.
Me aconcheguei ao lado de Demi no sofá aveludado pra terminar de assistir o filme que já estava na parte final.
- Vai começar outro de terror, vou pegar mais refrigerante. — Avisou Hayley se levantando. — Vão querer? — Perguntou gentil.
- Não, obrigada. — Disse a morena sempre educada, eu apenas neguei com a cabeça começando a ficar sonolenta com o carinho que recebia em meu cabelo.
- Não pensem que estou gostando de segurar vela. — Exclamou a garota saindo da sala.
Demi e eu rimos brevemente, percebi o visor do celular repousado na mesa de centro acender apitando ao mesmo instante, olhei alguns segundos para o portal da sala voltando a fitar o aparelho. Eu já estava intrigada sentindo que a garota estava escondendo alguma coisa de mim, então sem mais me conter saí de meu lugar confortável pegando o celular de minha amiga.
- O que foi? — Demi perguntou confusa.
Estou feliz que tenha aceitado meu convite, nos vemos no baile linda ;) -Justin
Reli aquilo sem acreditar no que eu estava vendo, não havia apenas uma mas várias mensagens daquele garoto no celular de Hayley e eles pareciam bem íntimos por sinal. Sei que não era o certo e não deveria bisbilhotar, olhar sem permissão mas não esperava encontrar aquilo sinceramente, o que diabos estava acontecendo entre os dois e como isso é possível? Logo ele, me senti traída de certa forma. Olhei pra Demi que ainda esperava alguma resposta minha mas antes que eu pudesse dizer algo a garota apareceu novamente na sala segurando uma garrafa média de coca-cola, ao me ver com seu celular ela largou a bebida no sofá e arrancou o aparelho de minha mão com rapidez.
- Sel, eu posso explicar isso. — Tentou parecendo nervosa.
- O que você tem com esse garoto? E desde quando? Eu... achei que você o odiasse. — Eu disse aborrecida.
- O que está havendo? — Demi se levantou completamente confusa.
- Minha melhor amiga está saindo com Justin. — Falei em voz alta me movendo na sala para acender as luzes.
- Não, não estou. — Negou. — Quero dizer nós não chegamos a sair, eu entendo que esteja com raiva Sel, mas é que... nós começamos a flertar e, eu não controlo meus sentimentos tá legal? Eu conheci uma parte dele que você desconhece, Justin é bom e gentil comigo e... eu vou ao baile com ele. — Confessou.
- Você só pode estar brincando. — Ri em deboche cruzando os braços no peito.
- Eu sei que é difícil de você acreditar depois de tudo que ele já te causou e eu sempre o odiei por te machucar mas ele me prometeu que mudou.
- É... hm, é melhor eu deixar vocês duas sozinhas. — Demi sugeriu se dirigindo para fora da sala.
- Como você pode confiar tanto assim nele? Talvez isso faça parte de alguma vingança estúpida depois do que Demi fez com ele. — Considerei.
- Estamos próximos antes disso acontecer, isso basta? — Arqueou as sobrancelhas bem feitas.
- Eu... — Suspirei indecisa. — Eu não te culpo por estar gostando do... desse imbecil, por que não me contou?
- Não estava preparada pela sua reação... me perdoe Sel, será que ainda... nós somos amigas? — Sorriu de lado.
Rolei os olhos com a pergunta idiota puxando a garota em um abraço. Ela era como uma irmã que nunca tive, não poderia deixar que essa coisa entre Justin destruísse a única e mais verdadeira amizade que tenho. Claro que ela merece um cara melhor, mesmo essa situação não me agradando completamente eu iria me esforçar pra aceitar o que viesse, e se Justin a trata bem como me disse então eu estava bem, além do mais depois do que houve no estacionamento da escola o garoto não me insultou ou encostou em mim.
- Quero que vá ao baile também. — Hayley disse afastando-se do abraço.
- Sem chances. — Afirmei.
- Ah qual é Sel faz por mim, vai ser divertido. — Insistiu. — Vamos lá, leve a doutora sexy com você!
- Não sei se é uma boa idéia... — Mordi o lábio pensando na possibilidade.
- Fale com ela e depois me diz, tá legal? Por favor!
- Tá, tá bom eu falo. — Me rendi. — Mas não prometo nada.
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