Another Chance For Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Don't you struggle, don't you fight, don't you worry 'cause it's your turn tonight; let me put my love into you, baby; let me put my love on the line; let me put my love into you, baby... cantei baixo junto com a música da minha banda favorita tocando no meu iPod.
Sabe aquele momento em que você está tão entediado que sente que precisa fazer alguma coisa se não acha que vai pirar ou algo assim? Bem, eu sei; e era exatamente assim que eu estava me sentido. Afastei-me de todas aquelas pessoas na festa, a maioria sócios e empregados da senhora Mandy Teefey; minha mãe.
Caminhei até onde ela se encontrava conversando com duas mulheres do outro lado do luxuoso salão retirando os fones dos meus ouvidos ao parar ao seu lado, e essa seria a sétima vez na noite em que pedirei para irmos embora. Eu estaria junto da minha melhor amiga agora me divertindo provavelmente dentro de uma sala de cinema se não fosse pelo desejo da minha mãe em exibir para todos os seus amigos a filha adorável e perfeita que ela tem mas essas são apenas suas palavras de mãe coruja. Sussurrei um ''até que enfim'' quando ela finalmente começou a despedir-se daquelas pessoas, por educação comecei a fazer o mesmo antes de nós deixarmos a festa.
Senti uma forte dor na cabeça, em um segundo eu estava no carro ao lado da minha mãe voltando de uma festa da sua empresa e outro eu estava em um lugar completamente desconhecido. As vozes misturadas e alteradas daquelas pessoas estranhas ao meu redor vestidas em um uniforme azul marinho se tornavam cada vez mais inaudíveis, eu não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo comigo; eu estava deitada em uma maca sem conseguir me mexer com um negócio prendendo meu pescoço e aquelas pessoas levando-me rapidamente para algum lugar por um corredor longo, havia muito sangue nas mãos e roupa de uma das mulheres.
Minha respiração se tornou fraca e minha visão embaçada, olhei para o rosto distorcido do homem acima de mim fechando os olhos automaticamente pelo clarão forte do teto que tomou minha visão, luz; foi tudo o que havia visto antes de acordar ao lado desses rostos estranhos. As lembranças rapidamente vieram á minha mente junto de uma forte pontada na cabeça; a dor, o grito da minha mãe, o caminhão atingindo nosso carro, o estrondo. Tudo muito rápido.
- Selena Marie Gomez; 18 anos; grave acidente de carro — eu ouvi uma voz masculina falar para uma mulher ao lado
- Chame a Doutora Lovato.
E as duas vozes desconhecidas foi tudo o que ouvi antes da minha visão desaparecer completamente.
2 dias depois.
Acordei confusa olhando tudo ao meu redor, esfreguei os olhos notando alguns fios presos em meu braço direito; eu estava deitada em uma cama dentro de um quarto de hospital com um aparelho ao meu lado, senti uma leve dor no lado esquerdo da minha cabeça e minha boca estava seca. Virei meu rosto para onde meu padastro dormia em uma poltrona de couro, tentei chamá-lo mas minha voz saiu fraca. Eu estava certa de que tinha sofrido um acidente e tudo o que queria agora era saber se minha mãe está bem, olhei para a porta do quarto ao ouvir o som da maçaneta.
- Está acordada á muito tempo?
Uma moça jovem de cabelos negros e pele clara vestindo um jaleco branco por cima do uniforme azul marinho aproximou-se de mim.
- Não, a-acordei agora. Minha mãe está bem? — perguntei preocupada enquanto a doutora checava o aparelho ao lado da cama
- Sel? — ouvi a voz de Brian ao lado — Você acordou, obrigado Deus — ele aproximou-se beijando o topo da minha cabeça
- Eu vou deixar vocês á sos, qualquer coisa chame a enfermeira — a doutora avisou antes de sair do quarto
- Você está bem Sel? Está sentindo alguma coisa?
- E-eu estou bem — respondi — Onde está a mamãe? — perguntei notando a expressão de tristeza tomar seu rosto — Brian, onde está a minha mãe? — comecei a sentir medo e um aperto forte no peito com a falta das suas palavras.
- Sel, sua mãe não.. — seus olhos entristecidos já revelava a resposta, senti as lágrimas começarem a rolar pelo meu rosto — Sua mãe não conseguiu sobreviver.
- Não, não é verdade. — Brian abraçou-me enquanto eu deixava todo meu choro sair — O que eu vou fazer s-sem minha m-mãe? — falei em soluços
- Eu estou aqui Sel, sempre vou estar; você não está sozinha meu anjo.
- Com licença? — um homem jovem de cabelos cacheados adentrou o quarto seguido pela mesma doutora de cabelos negros — Senhor Teefey eu sei que esse não é um bom momento mas eu preciso falar com o senhor agora, pode me acompanhar?
- Ok está bem, eu já volto Selly — Brian beijou-me na testa antes de seguir o jovem médico para fora do quarto
Passei as mãos pelo meu rosto secando as lágrimas notando um curativo no lado esquerdo dolorido da minha testa, olhei para a doutora em pé á alguns passos da cama; ela usava um óculos de armação preta e seu olhar atento em uma prancheta médica enquanto escrevia chamaram-me a atenção. Seu cabelo negro antes solto agora estava preso em um rabo frouxo, ela não era muito alta e parecia tão jovem para ser médica; uma linda médica por sinal. Guardou a caneta no bolso do seu jaleco branco e andou até mim pousando a prancheta no lado vazio da cama, li rapidamente o nome no seu crachá; Doutora Lovato.
- A enfermeira que cuida dos seus arranhões está ocupada no momento — ela revirou os olhos por algum motivo — Então vou fazer, já que é minha paciente. Mas antes preciso fazer algumas perguntas básicas já que bateu com a cabeça.
- Então foi você quem impediu-me de morrer? — perguntei
- Sim, é o meu trabalho. — ela pegou novamente a prancheta — Ok vamos ser rápidas; Seu nome completo?
- Selena Marie Gomez.
- Data do seu aniversário? — ela fazia-me as perguntas sem tirar seus olhos da folha branca enquanto marcava tudo na mesma
- É.. 22 de Julho.
- Em que mês nós estamos Selena? — ela olhou-me esperando pela resposta mas meu nome saindo da sua boca distraiu-me, não sei mas soou bem em sua voz.
- Não se lembra?
- Sim.. é; fevereiro.
- Ok, está certo — ela afastou-se andando até um armário de aço branco pegando alguns objetos médicos — Esse definitivamente não é meu trabalho — ouvi ela sussurrar para si mesma
A doutora aproximou-se novamente inclinando-se em minha direção enquanto cuidava do corte em minha testa, sua pele clara parecia tão macia que sentia vontade de tocá-la; seus olhos eram castanho escuro e seus lábios rosados não tinham muita cor, seu perfume era doce e seu hálito fraco se chocando calmamente contra meu rosto cheirava a menta, observei cada centímetro de pele da doutora e desci meus olhos para seu largo uniforme azul que deixava a visão dos seus seios cobertos por um sutiã preto perfeitamente á mostra.
- Eu sei como você se sente — ela disse afastando-se ao terminar o curativo — Eu sei como é perder alguém em um acidente de carro.
- Sua mãe? — perguntei incerta
- Não. — ela pegou a prancheta e andou até a porta — Descanse, seu pai estará de volta daqui alguns minutos.
- Doutora Lovato? — chamei antes que pudesse sair
- Sim? — ela virou-se para mim
- Obrigada.
Notas finais
Planejo postar todos os domingos mas como está no começo, vou postar o segundo cap quarta-feira :)
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