Another Beginning
14 Capitulo 13
Notas iniciais
O natal se aproximava. Certa manhã em meados de dezembro, Hogwarts acordou coberta com mais de um metro de neve. O lago congelou e os gêmeos receberam detenção por terem enfeitiçado varias bolas de neve fazendo-as seguir Quirrell aonde ele ia e quicarem na parte de trás do seu turbante. As poucas corujas que conseguiam se orientar no céu tempestuoso para entregar correspondência tinham que ser tratadas por Hagrid para recuperarem a saúde antes de voltarem a voar.
Todos mal agüentavam esperar as férias de natal. Embora a sala comunal de Slytherin e o salão principal tivessem grandes fogos nas lareiras, os corredores varridos por correntes de ar tinham se tornado gélidos e um vento cortante sacudia as janelas das salas de aula. As piores eram as aulas de Poções nas masmorras, onde a respiração dos alunos virava uma névoa diante deles e eles procuravam ficar o mais próximo possível de seus caldeirões.
Quando deixamos as masmorras ao final da aula de poções encontramos um grande tronco de pinheiro bloqueando o corredor à frente. Dois enormes pés que apareciam por baixo do tronco e alguém bufando alto denunciou a todos que Hagrid estava por trás dele.
_Oi Rubeos, onde você vai?_ perguntou Chris.
_Para o Salão principal, Chris, Por quê? _ Ele respondeu, bufando de novo.
Chris retirou a varinha e apontando a mesma para a arvore murmurou um encanto sob a respiração e se dirigiu para o salão principal, a arvore seguindo ela sem problemas, deixando Hagrid boquiaberto para trás.
Chegamos no salão para o almoço uns quinze minutos antes dos outros alunos, Professor Flitwick já estava lá, decorando as arvores que estavam lá dentro.
_Professor! _ Chamei
_Sim, Sr. Potter? _ Ele perguntou sem olhar para mim.
_Onde colocamos a arvore?
Ele olhou incrédulo para a arvore que flutuava atrás de Chris.
_ Coloque do outro lado da Grande que já esta decorada... E 15 pontos para Slytheirn pelo encanto bem feito. Se me ajudar a decorar essa arvore eu posso pensar em dar mais 10..._Prof. Flitwick sabia que Chris não recusaria de maneira nenhuma. E, de fato, não o fez. Nos quinze minutos que faltavam a arvore foi totalmente enfeitada.
Os alunos começaram a entra e logo estávamos almoçando.
Nosso almoço foi interrompido pela entrada de um velho homem pelas portas do salão. O diretor se levantou para cumprimentar o homem.
_Nicolaus, meu velho amigo, o que o traz para Hogwarts nesse momento?_ Dumbledore perguntou após apertar a mão do homem.
_Dois de seus alunos me contaram no mês passado e com algumas trocas de correspondência eu fiquei intrigado, que eles diziam-se alunos do primeiro ano, mas suas cartas me lembram alunos de sexto e sétimo ano, se duvidar eu diria que são alunos formados e trabalhando. _ Flamel falou verdadeiramente estranhado.
_Você sabe seus nomes?_ Severus perguntou, tendo em mente quem poderia ser.
_Claro, uma menina, Chris Benedetti, e um menino, Harry Potter. _
_Gostaria de falar com eles?_ Dumbledore se pronunciou após um momento de silencio, Flamel simplesmente assentiu.
_Srta. Benedetti, Sr. Potter. Venham ao meu escritório. _Ele chamou um pouco mais alto do que tinha falado até agora, direcionado para gente.
Levantamo-nos, ao mesmo tempo, e nos dirigimos ao escritório do diretor.
Pelo caminho conversávamos.
_ Eu sabia que não iria demorar para ele aparecer, não podíamos escrever como as outras crianças, eu me sentiria estúpida fazendo isso!_ Chris exclamou, bem...O que ela mais odeia é se sentir estúpida.
_ Pelo menos ele não cortou o contato conosco sem verificar nossa veracidade. _ Comentei tentando acalma-la. Chegamos à gárgula que guarda o escritório do diretor muito mais rápido que o previsto.
_ O diretor nos convocou. _ Chris verbalizou para a gárgula. Dito isto a mesma se moveu para nos deixar passar. Subimos nos primeiros degraus que apareceram deixando que a gárgula nos levasse até a porta.
Chris bateu educadamente na porta antes de entrar. O diretor e Flamel já nos esperavam enquanto tomavam chá.
_Boa tarde, Professor Flamel, Professor Dumbledore. _ Falamos ao mesmo tempo, nos curvando um pouco.
_Srta. Benedetti... É verdade que entraram em contato com Nicolaus? _ Dumbledore perguntou.
_Sim, Professor.
_E, por quê, se é que posso perguntar?
_Bem, Professor Snape passou-nos uma pesquisa sobre como a alquimia antiga contribuiu para a evolução das muitas formas de fazer poções. Lemos muito sobre as conquistas do Professor Flamel e pensamos que não poderia ser tão ruim perguntar... _ Respondi.
Eu podia sentir ondas de reconhecimento e interesse vindo de Flamel e pura curiosidade vindo do Diretor.
Nesse momento eu sabia que tínhamos ganhado mérito com uma das mentes mais inteligentes e antigas de todo o mundo mágico, isso por si só era um premio.
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