Anonymous Killers
2 A casinha calma da rua luxuosa
O lugar estava cheio de fotógrafos e fãs eufóricos, um carpete azul se estendia até a entrada, que estava toda enfeitada com ramos brilhantes, os atores estavam chegando, passando pelo carpete, sorrindo para os fãs, autografando papéis, todos felizes.
Pedi para o motorista do taxi me deixar uma rua antes da entrada da coletiva de imprensa, dei uma nota de vinte reais para ele e ele foi embora. Entrei em uma esquina que desembocava em um beco escuro e sombrio, o quanto mais eu ia caminhando para dentro dele, mais pude ver uma sombra alta e robusta encontada na parede do fundo.
Jake, o ajudante do papai estava lá, encostado na parede, vestindo um terno preto e elegante, me perguntei como ele tinha conseguido dinheiro para comprar uma roupa tão cara, ja que papai não lhe pagava pelos seus serviços. Logo vi que jogado em um canto, estava um homem com o rosto inchado, e só de roupas intimas, e deduzi que aquelas roupas eram dele.
O olhar de Jake éra frio como um dia de névoa e mau como lobos esfomeados, eu teria medo dele se ja não o conhecesse á tempos.
— Olá, como vai Mary Jane? Quanto tempo faz que eu não te vejo?
— Desde que você foi enganado por aquele tal de Chane, seu comparsa?
— Maldito Chane! Ele ainda me paga!
— Estou aqui, qual é o plano?
— O Sr. Hill disse que você iria dar um golpe milionário?
— Qual é o plano?! — ele está enrrolando demais!
— Digamos que eu vou ser um certo motorista que vai levar um certo ator super famoso para a casa de uma certa mulher.
— A certa mulher então seria eu?
— É claro!
— E que casa é essa?
— Não se preoculpe com a casa, a dona dela está bem trancadinha no sótão.
O olhei com desprezo e murmurei um "hum"
— Se queremos que dê certo vamos agora, a coletiva deve estar acabando
— Te levo lá Srt. Hill
Fomos com a moto velha de Jake e depois de alguns minutos passamos em uma rua luxuosa, com casas luxuosas e um ambiente luxuoso e paramos em frente a uma casa branca de tres andares, no ultimo andar tinha uma varanda de mármore decorada com lírios brancos, era o que se poderia chamar de casa perfeita.
— Aqui esta a casa senhorita!
— Ótimo, agora vá!
Jake montou na moto e saiu voando pela rua calma. O ar cheirava a lírios, a calçada tinha graminhas em volta e o jardim da casa era perfeito, dividido em dois lados por um caminho de pedras de mármore branca que dava na porta grande a branca da casa, bem no centro do lado direito havia uma bacia sustentada por pedras, onde os pássaros deviam se banhar, ao seu redor, vários tipos de flores em cor clara, que dava ao lugar um aroma floral. No lado esquerdo, bem no centro, havia uma cerejeira recheada de cerejas, se fosse de dia os pássaros iriam estar se divertindo muito naquele lugar. Caminhei até a porta da frente, girei a fria maçaneta e me deparei com uma sala totalmente com cores claras, vários porta retratos estavam pendurados nas paredes e o chão pacecia que fora envernizado a pouco tempo. Fechei a porta e começei a andar pela sala de estar, no pé da escada que levava para o andar de cima havia uma penteadeira de vidro com uma pequena caixa dourada em cima, da penteadeira se levantava um grande espelho oval sustentado por perninhas que davam no vidro. Olhando para meu reflexo pude ver que não sou mais a mesma, meu cabelo que era longo agora esta chanel com pontas de bico, meu rosto estava pálido e eu não acreditava em ter olheiras tão escuras, meu olhar era sombrio e minha boca era dura como pedra, como eu havia mudado! Subi as escadas e me deparei com um corredor cheio de portas para os quartos com uma escada em formato de "L" levando para o sótão. Jake disse que a senhora dona da casa estava presa lá dentro, mas tudo parecia calmo, melhor ir lá me certificar de que ela esta lá mesmo. O sótão era escuro, então acendi a tela do meu celular para iluminar onde eu piso, o lugar é cheio de coisas velhas e jogadas, mas no fundo da sala tem uma outra porta muito estranha, puxo do meu bolso um canivete que sempre tenho guardado e consigo abrir a fechadura da porta. Abro e vejo a senhora encostada num canto, ela estava amarrada e imóvel, deveria estar desmaiada. Fecho a porta e a tranco novamente no quartinho, saio do sótão e desço as escadas. Minhas roupas parecem não estarem adequadas para uma garota que foi acordada no meio da noite, entro em um quarto e abro o guarda roupa que tem nele, encontro uma camisola bege de cetim comprida e com mangas longas, sem decote, é perfeita. Saio do quarto rumo ao corredor, ele é cheio de janelas cobertas por cortinas que balançavam com o vento. Estava tudo normal mas da rua veio um barulho imenso, algo como alguma coisa de quebrando, puxo as cortinas e vejo a cena que tanto me ansiava, um carro branco lindo e comprido batido em um poste e soltando muita fumaça, um ser se arrastava do asfalto para o meio fio, e ja sei quem é, melhor eu ir lá para baixo se não quero perder a cena.
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