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5 Má Noticia
Notas iniciais
Má Noticia
Ali ficamos abraçados por um longo tempo. Mil coisas se passavam pela minha cabeça enquanto as lágrimas rolavam em meu rosto, odiava aquele silêncio que ficou entre nós.
- Você é linda, pare de chorar, não vale a pena chorar por mim.
- Não estou chorando. Quem disse que estou chorando? — dei uma risadinha e sequei de le ve as lágrimas do rosto, para que Charlie não percebesse.
- Está sim, pequena, não tente mentir, você fica vermelha sempre que mente.
- Só você para me conhecer muito bem, né? – dei um sorriso tímido. — Bom, vou deitar um pouco, para esfriar a cabeça. Até mais.
Quando me virei, Charlie me puxou pelo o braço, me beijou e disse que tinha algo para me mostrar. Foi me puxando até a porta do quarto dele.
- Charlie, eu não quero arriscar de novo. Por favor, me escuta.
- Confia em mim.
Aquela era a primeira vez que eu realmente não conseguia acreditar nele, pela primeira vez! Algo estava me dizendo para não fazer aquilo, e algo para fazer. Droga eu queria fazer aquilo, mas infelizmente não estou segura do que devo fazer.
- Relaxa. — Charlie estendeu a mão para mim.
- Não, Charlie, isso não vai dar certo. –mesmo estando insegura, eu fui em direção a ele e ao seu lindo corpo irresistível.
- Já não te disse para confiar em mim?
- Continuo não me sentindo segura, algo vai acontecer.
- Não vai. — Charlie se aproximou, e começou beijar meu pescoço, subiu e terminou na boca.
Não sei como ele conseguia, mas enquanto ele fazia isso, ele me induzia lentamente até a cama, acho que pelo o jeito que aquilo me fazia sentir eu não resisti. Ele me deitou na cama, uma de suas mãos desceu lentamente pela a minha cintura, indo para minhas coxas e parando um pouco a cima do joelho.
-Eu sei que você quer. –sussurrou. Sua mão foi subindo novamente, desta vez por de baixo do meu vestido, suas mãos foram para os meus seios, e os apertaram lentamente. Charlie não parava de me beijar, comecei a ficar um pouco sem ar, ele estava me beijando desesperadamente, toda vez que nossas línguas encostavam uma na outra fazia com que o meu coração disparasse cada vez mais. Ele estava me deixando excitada, suas mãos, seu beijo, seu corpo, eu estava desejando o corpo dele. Porque este pressentimento de que algo vai acontecer, justo agora que estou gostando. Charlie parou de me beijar e foi beijando o meu pescoço até chegar no meu umbigo. Subiu novamente para minha boca. Suas mãos foram tirando meu vestido aos poucos, e logo uma de suas mãos desceu para minha parte intima, isso me fez gemer um pouco.
-Charlie? –era minha mãe, o som vinha da escada.
-Droga eu disse, será que você não me escuta? –falei saindo de cima dele e pegando meu vestido.
-Como eu ia saber?
-Eu te avisei.
-Não importa.
-Charlie? –minha mãe bateu na porta. Nesse mesmo instante Charlie me arrastou para o seu banheiro.
-Fique aqui e ligue o chuveiro.
-O que você vai fazer?
-Deixe isso comigo e faça o que eu mandei. –Infelizmente eu obedeci. Consegui escutar a conversa dele com a minha mãe.
-Oi tia, me chamou?
-Sim...viu a Claire?
-Ela esta tomando banho.
-No seu banheiro? Por quê? –fiquei desesperada. Espero que você saiba o que esta fazendo Charlie.
-O Chuveiro dela queimou, e enquanto eu fui comprar e trocar a extensão, ela foi tomar banho no meu banheiro.
-Interessante. Já arrumou o chuveiro dela?
-Sim.
-Okay, me ajude a tirar algumas coisas do carro.
-Claro, vou avisar a Claire e já desço. –ouvi a porta do quarto bater.
-Uffa. –falei assim que Charlie abriu a porta.
-Desculpa não ter te escutado, agora você realmente precisa tomar um banho, molhar o cabelo ou qualquer coisa parecida.
-Esta bem.
-Use minha toalha se precisar.
-Mas por quê?
-Não vai dar muito certo se você sair daqui deste jeito. –ele jogou a toalha dele para mim e saiu do quarto. A toalha dele tem o cheiro dele, isso atormentou meus pensamentos e o meu corpo. Tirei o restante de minhas roupas e entrei de baixo do chuveiro.
Enquanto tomava o meu banho, ouvi Charlie entrando no quarto de novo.
- Claire?
- Fala...
- Ainda no banho? Você demora hein — esbravejou
- Sim, ainda estou aqui... E não enche, todas mulheres demoram no banho.
- Tá, mas não demora muito não.
- Ok, minha mãe está ai?
- Não...
- Onde ela foi? — o interrompi
- No Hospital levar algumas frutas e enfins para o Tio Ben, mas ela disse que logo mais ela está de volta.
- Ah, tudo bem. Obrigada.
- Por nada. Claire, posso usar o seu computador por um instante?
- Para fazer o que?
- Posso ou não?
- Claro, mas me fale o que você vai fazer nele primeiro. — Ouvi a porta do quarto bater. — Charlie!
Por quê será que ele fechou a porta? Minha mãe não está em casa. Tem algo de estranho acontecendo. Sai do banho, olhei para os lados, tinha roupa dele espalhadas pelo o quarto inteiro, estava todo bagunçado. Por quê os homens sempre tem os quartos desarrumados? Preciso me vestir, ficar só de toalha no quarto do Charlie não é bem apropriado né, apesar de que a toalha dele é muito cheirosa, o cheiro dele me faz delirar, mas não posso ficar aqui o dia todo, saí do quarto em um só pulo, e corri para o meu, chegando lá, não vi o Charlie. Onde será que ele está? Entrei no meu quarto e fechei a porta, corri até o meu guarda-roupa e peguei um short jeans rosa e uma regata branca, estava muito calor, saí do quarto e fui em direção a cozinha, chegando la tinha um bilhete.
"Claire, sua mãe me pediu para ir ao hospital ajudar ela a trazer o tio Ben de volta para casa, ele já está bem melhor e recebeu alta, se cuida. "
Beijos, Charlie.
Meu pai já estava vindo para casa de novo, estava morrendo de saudades dele, também é de se esperar, né. Só fui uma única vez o visitar no hospital, espero que a perna dele esteja melhor.
- Ai, ai, estou com sono. — Fui andando em direção a escada quando o telefone tocou, corri para atender. — Alô
- Alô... Quem fala?
- Claire, quem é?
- Oi Claire, é o seu Tio Richard, sua mãe está por ai?
- Oi tio, quanto tempo, tudo bem?
- Bom, nem tanto.
- Então, o Charlie não está aqui não, o que aconteceu?
- Poxa — percebi que sua voz entristeceu de repente, ele me deu a notícia ainda entristecido, aquilo foi um impacto para mim.
- Nossa tio... — fiquei sem saber o que falar por um instante, estava pasma e comecei a chorar.
- Não chore, Claire. Pelo o menos ela não sofreu muito.
- Entendo, tio. — falei soluçando de tanto chorar.
- Fale para a sua mãe quando ela chegar, por favor. — no momento em que ele disse essas palavras minha mãe, pai e Charlie entraram em casa.
- Só um momento tio — fiz um sinal para a minha mãe para ela vir atender o telefone
- O que aconteceu, querida? — minha mãe estava preocupada
- É o tio Richard — passei o telefone para as mãos dela
- Por quê ele está ligando? — Charlie estava com um olhar confuso.
Pulei em seus braços chorando muito, o abracei com uma força tremenda, aconcheguei meu rosto em seu ombro.
- Charlie... — eu soluçava — Aconteceu algo horrível...
- O que aconteceu? — ele me chacoalhou pelos ombros com um olhar penetrante.
- Charlie, por favor venha aqui. — minha mãe o chamou e passou o telefone para ele.
- Oi, quem fala? — perguntou — Não... não acredito que isso possa ter acontecido, por quê?
Charlie entrou em desespero e começou a chorar, caminhei até o lado dele, e o abracei de novo, dessa vez mais forte do que antes.
- Esta bom... Ok. Tchau. — colocou o telefone em seu devido lugar, e retribuiu meu abraço, ainda chorando e indignado.
- O que aconteceu, pessoal? — disse meu pai mais cismado e confuso com o que pudera estar acontecendo.
- Minha mãe, tio... Ela... Faleceu.
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