Ano 2073

2 Prologo Parte 2


Scoporos oxigênio telefonema Ygridi tragédia guarda sangue garoto soldado munição escola janela perguntas...

-Por que, por que? Oh! Deus, ajude-me! Ah! Meu braço está me matando. -Reclamou Lisa com o braço todo ensanguentado — Preciso encontrar uma forma de sair daqui. Terei de me certificar que na...

Sons de tiros interromperam Lisa que por instinto sabia que era aquele momento, o momento perfeito para sair correndo, a cada passo uma vida acabava ali, sonhos estavam mortos naquele momento, naquele momento sorrisos deixaram de existir perpetuamente naquelas pessoas. Cada batida de pé nas poças de sangue que estavam no corredor caia uma lagrima dos olhos de Lisa. Cada gota de sangue derramado ali foi uma história descartada. Sem olhar para o chão Lisa sentia os dentes arrancados a base de surra entrando em seu tênis, sua calça grudava em sua pele ensopada de sangue, que ao mesmo tempo aquecia ela naquele dia frio e nublado. Para cada piso a frente que ela chegava ela agradecia, mas os agradecimentos cessaram e foi ai que um homem apareceu na frente dela. Um homem velho, aproximadamente 70 anos, ele estava chorando, fazia gestos com a mão para ela ir para longe. Ela não estava entendendo, até olha para barriga dele, havia uma granada presa ali, uma granada de mão. Ela apenas fechou os olhos, foi anestesiada.

Abriu os olhos, estava confusa não sabia o que estava fazendo ali, e onde estava, sua boca tinha gosto de sangue, não era atoa ela estava deitada em cima de uma poça de sangue fresco, era quente. Sua mão esquerda estava dormente, ela estava fraca. Sua visão aos poucos voltara ao normal, e então ela pode ver onde estava. Não conseguia reconhecer muito bem, mas parecia estar no inferno. Havia fogo e sangue para todo o lado, já era noite, em sua frente onde o velho explodiu, havia um buraco que levava ao andar de baixo da escola, lá havia alguns pedaços de corpo humano, pedaços com a pele enrugada, era o velho, ele continuava ali, não só ali, como no teto, nas parede, e no meio das pernas de Lisa, uma parte da cabeça dele estava entre suas perna, Lisa assustada tentou arremessa-la longe, porém falhou, era canhota, sua mão não tocava mais nada, a explicação era obvia; sua mão havia sido decepada, mas ela não sentia dor. Já não bastava o que acontecera ali, ela ainda havia de sofrer mais. Arrasada, pôs se a chorar, e a andar. Sua visão pouco turva atrapalhava sua locomoção, tropeçava em qualquer obstaculo a frente, e cada tropeção mais sua mão despertava, chegara ao ponto em que seu antebraço ardia a ponto de fazer ela soar, o corte foi instantaneamente cauterizado, fazendo com que ela não sangrasse até sua morte, aquilo adiara as formigas que um dia entraram em sua boca. Não suportando mais a dor decidiu parar, lembrou de quando era criança, adorava cantar mesmo que como um papagaio, gostava de dançar e amava chocolate, uma garota assim tão feliz, que nunca fez mal para ninguém sofrendo mais do que qualquer assassino ou estuprador no mundo.

Não estava se aguentando em pé, achara que iria morrer ali mesmo, nem mesmo um enterro digno teria. Ela ouvia passos batendo em poças, passos calmos, como os do soldado, um barulho de sirene dançava em seus barulhos, talvez pura alucinação vendo que qualquer coisa naquela situação era uma esperança para poder morrer perto da família. Uma voz suave e encantadora disse para ela:

-Não hoje minha querida, não hoje...

E então ela desmaiou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.