Annyeong, Doctor!

1 Capítulo I- I miss you here, boy.


Notas iniciais
Essa fanfic ocorre na Coréia do Sul e para deixar mais ligada a cultura de lá, deixarei algumas palavras em coreano.
Para melhor entender, aqui o vocabulário:

Appa: Papai
Hyung: Forma de respeito para mais velhos.
Dongsaeng: Forma de respeito para mais novos.
Ulzzang: Significa bonito. É um estilo variado sul coreano.
Kimchee, Kimchi, Bibimbap: Comidas típicas coreanas

Bem, boa leitura o/

Primeiramente, eu me chamo Lee So Hyun.

Sou um médico pediatra bem sucedido e trabalho na província de Seul, em um grande hospital particular. Recebo um salário ótimo, podendo manter minha moradia fixa. Moro em Cheongju, em um apartamento consideravelmente grande e confortável, juntamente com meu sobrinho (quase filho), Choi Ne Hyun.

Choi Hyun, com seus 17 anos de idade, estuda na Seul Arts High School e planeja seu futuro com tanta antecedência que chego a me orgulhar! Não nego que Choi é um garoto muito bonito, na verdade, é lindo. Obrigo ele a todos os dias se cuidar e manter toda sua beleza e fofura. Seus cabelos negros são cortados com uma franja levemente jogada para a esquerda, assim como grande parte de seu cabelo também é jogada para o mesmo lado, deixando seu cabelo ligeiramente alto. A parte inferior traseira é suavemente repicada e ligeiramente longa, terminando um pouco acima dos ombros, no final de sua nunca. Sua pele é clara, macia e pode ser marcada por qualquer toque mais forte por ser tão delicada. Seus lábios são rosados e declaram que ele é um ulzzang, o que o deixa mais fofo. Seus olhos, como os de qualquer coreano, são estreitinhos e escuros, porém, são um pouco maiores do que olhos asiáticos habituais.

Mesmo sendo um garoto inocente e discreto, Choi é bastante esforçado em seus estudos, assim como seu namorado, Hwang So Min, que é dois anos mais velho e estuda na mesma escola.

Choi é homossexual desde os 14 anos, quando percebeu que estava apaixonado por Hwang, o garoto que morava (e mora até hoje) em sua rua. Quando minha irmã descobriu, expulsou-o de casa e eu o acolhi de braços abertos.

Hwang Min é um garoto dedicado, respeitoso, maduro e extremamente cuidadoso. Não tenho o que reclamar dele, ele cuida tão bem de Choi e é sempre o primeiro a pedir-me permissão quando querem sair juntos (O que é raro, pois ambos são muito caseiros). Eu me orgulho dos dois como um pai se orgulha dos filhos.

Além de Hwang e Choi, tenho como companhia Mary, uma inglesa que veio tentar a sorte na Coréia e conseguiu. Mary é minha vizinha e já deve ter uns 10 ou mais namorados com expectativa para cada semana. Ela é bonita, está sempre maquiada e de unhas feitas. Seu cabelo de um escuro tom ruivo está sempre bem hidratado e macio, com um brilho único e ela sempre se encontra bem vestida. Ela é 8 anos mais nova que eu, tendo gloriosamente seus 24 anos de idade. Estou farto de ouvir da ruiva, coisas como: “Argh! Por favor, Lee! Você é a coisa mais fofa desse mundo. E a mais bonita também” ou “Meu Deus, você é ‘tãão’ fofo!”. Eu não consigo me achar fofo, de maneira alguma.

Obviamente, tenho 32 anos de idade, porém, aparento ser mais novo. Minha pele é clara, minimamente mais escura que a pele de Choi. Tenho olhos escuros e suavemente alongados, que dizem ser bonitos e uma boca naturalmente rosada que Mary diz ser um “charme”. Meu cabelo negro forma uma franja que cobre toda minha testa com as pontinhas jogadas para direita, a parte de trás é alongada no fim e cobre minha nuca, como o fim do cabelo de Choi. Somente para piorar, possuo covinhas. Mary aproveita meu rosto para sempre maquiar meus olhos e adocicar meus lábios com um gloss qualquer. Ela diz que sou um ulzzang e que devo aproveitar isso.

Mary é realmente uma companheira, quase irmã. Tanto é que ela é uma das únicas que... Que sabe “dele”.

Eu devo falar bastante dele, mas não percebo. Eu não posso estar apaixonado por ele... Eu não posso! Mesmo depois de todo esse tempo, não posso... Talvez eu não queira. Mas só de pensar naquele sorriso bonito, naquela boca... Ah, eu fico tão envergonhado. Meu coração fica a mil e meu estomago fica estranho... Mas eu... Eu na verdade não gosto disso. Não quero gostar de um companheiro de equipe e ainda mais homem. É claro que não sou homofóbico, mas... E-eu não sei... Eu estou, sou confuso... Mesmo depois de cinco anos com ele turbilhão de pensamentos, eu continuo confuso.

...

-Bom dia, Appa.- Choi coçou os olhos.

-Bom dia, pequeno. – Sorri fraco e mexi a colher na panela. –Sentiu o cheiro?- Eu sempre fui aquele que acordava cedo para cozinhar. Tanto Choi quanto Hwang adoravam minha comida e eu acabava sendo alvo de muitos elogios (ambos sempre amaram o cheirinho de kimchee ou bibimbap pela manhã). Como habitualmente, eu estava descalço, com uma simples calça de moletom azul-marinho e uma blusa fina de mangas longas.

-Talvez, Appa.- Ele riu baixinho e se aproximou, ficando ao meu lado. Ele usava peças de moletom acinzentadas e tanto o blusão quanto a calça estavam grandes e cobriam suas mãos pés.

-Porque não me avisou que suas roupas estavam grandes demais? Eu poderia ter ido trocar.- Falei abaixando o fogo do fogão e fitando suas roupas.

-Eu gosto assim, Appa. Não fique preocupado com essas coisinhas simples.- Ele esfregou os olhos.

-Hm.- Concordei com a cabeça. –Que... Que horas são?-

-Sete e... Sete e quinze... Eu acho.- Ele disse estreitando os olhos e fazendo um biquinho, como se tentasse se lembrar.

-Ah, não...- Suei frio e mexi pela ultima vez na panela. O cheiro invadiu minhas narinas e desliguei o fogão, tirando a panela de modo apressado e correndo para o balcão. Neste desespero, acabei por me queimar. –Ah! Mas que droga! Puta que...- Xinguei alto e soltei bruscamente a panela sobre a cerâmica do balcão.

-A-Appa!- Choi deu alguns passos para trás, me fitando com os olhos arregalados. Ele pareceu me bronquear com a atitude.

-Ah!- Me arrependi de imediato. Virei e o abracei carinhosamente. –Me desculpe, pequeno... Foi sem querer.-

-Tudo bem.- Ele deu um sorriso. –Não se preocupe com coisas pequenas, Appa! Já lhe pedi.-

-Me desculpe mesmo. Choi, eu já estou atrasado, pensava que era mais cedo e por isso fiz um kimchi fresco para Hwang. Não se importa de por seu café da manhã, não é? O kimchi de Mary está na geladeira, se importa de entregar a ela às... Oito e meia?- Falei apressado, retirando a tigela de Choi do armário e logo abrindo a gaveta, sacando rapidamente os hashi e os pondo delicadamente sobre a tigela.

-Não e não.- Ele falou, levemente confuso. –Mas... Lee Appa, hoje é sábado. Como assim atrasado?-

Corri para o quarto e Choi me seguiu, como sempre fazia quando eu estava atrasado.

-Eu tenho plantão hoje. Desculpe-me, Choi. Sei que prometi levar você e o Hwang para o zôo.- Abri o guarda-roupas e tirei uma camisa branca social de botões dourados. –Um paciente piorou e Kim não dará conta sozinho. Ele precisa de ajuda no hospital.- Retirei a blusa que usava e a deixei no chão. Meu rosto corou quando falei o nome calmo do médico por quem eu perdia meu tempo com pensamentos amorosos. Pus a camisa social e puxei a peça de calça que a acompanhava.

-Entendo. Voltará tarde?! Se você chegar no horário do almoço, poderemos ir ao zôo.- Choi disse, puxando minha mochila debaixo da cama e a arrumando.

Entrei rapidamente no banheiro e vesti a calça de modo desajeitado, quase se esquecendo de fechar a porta.

-Desculpe, Choi! Meus planos são de ficar até tarde da noite. Se eu for liberado, poderei chegar mais cedo e iremos ver as girafas.- Respondi alto, antes de sair do banheiro. Corri até a gaveta e puxei um par de meias acinzentadas.

-Torcerei para que chegue cedo, Appa!- Ele sorriu e pôs um carregador no bolso pequeno da mochila.

Pulei como um retardado em um pé só e coloquei as meias. Mexi no cabelo, tentando o ajeitar pelo menos um pouco.

-Eu torcerei também, pequenininho.- Sorri e estendi a mão. Choi me deu a mochila. –Obrigado.- Falei e mexi a cabeça em aprovação.

-Tenha um bom trabalho!- Meu pequeno sorriu e se curvou. Pus a mochila sobre o ombro e andei até Choi, segurando suavemente seu rosto e dando um beijo leve em sua testa.

-As chaves reservas estão em cima da mesa, se precisar, esquente a comida de Hwang quando ele chegar. Não se esqueça de Mary e se eu voltar tarde não me espere acordado.-

-Okay, Appa.- Choi disse, me dando um abraço. –Se cuide.-

-Você também.- Retribui o abraço e assim que solto, corri para a porta.

Calcei os sapatos apropriados, preparei a mochila no ombro. Acenei para Choi e sai, me preparando para um dia corrido.

Apertei apressadamente os botões do elevador, como se aquilo fosse adiantar de algo. Assim que a porta de metal abriu, entrei com um passo longo e cutuquei o botão de térreo, respirando fundo e descendo meu dedo para o botão de fechar a porta.

Moro no nono andar do prédio e quando o elevador anunciou o quinto andar, meu celular tocou no bolso da mochila.

Certo de que Choi havia o colocado no bolso esquerdo, o abri e puxei o telefone celular, o atendendo rapidamente sem ver o contato.

-Alô?- Falei, fitando a porta do elevador.

-Lee, onde está você?- A voz grossa e gostosa de Kim Sang Ju invadiu meus ouvidos e eu me arrepiei. Pude ver pelo reflexo de meu rosto no metal do botão do terceiro andar que eu estava completamente corado.

-H-Hyung... Eu estou saindo de... Casa agora.-

-Desculpe. Eu estava tão preocupado.- Ele pareceu aliviado. –Você sempre chega tão cedo aqui. Estou tão acostumado a chegar e te ver na minha sala, me esperando com os papeis do dia.-

-Me perdoe.- Falei envergonhado. –Eu tive problemas ao fazer o café da manhã. Me esqueci que o namorado dele iria para minha casa hoje e não fiz comida a mais. Fui fazer e não vi o horário, acabei me atrasando.-

-Eu não quero que se preocupe com isso, dongsaeng! Eu só... Senti sua falta por aqui.-

Fitei o chão, completamente sem graça. Seria possível? Kim Sang Ju teria mesmo sentido minha falta?

-Eu já estou indo, Hyung.-

-Tudo bem, então. Eu não preciso mais me preocupar tanto.-

-Te vejo em no máximo meia hora.- Falei, já ficando sem fôlego.

-Até.- Pude ouvir aquele delicioso riso baixinho de alívio que ele sempre dava e desliguei.

Cai no elevador, sentando no chão, corado, sem fôlego algum. A porta se abriu e eu ainda fiquei alguns segundos lá, como um completo idiota.

Eu estava em completo êxtase. Kim havia mesmo sentido minha falta?! Aquelas palavras... Tão verdadeiras...

Kim Sang ju é também médico pediatra no mesmo hospital em que trabalho. Ele é meu parceiro de equipe. É alguns anos mais velho que eu, com 36 anos de idade e aquele bonita cara de 29. Kim é consideravelmente mais alto, com 1,83 de altura (sendo que tenho 1,77, sendo um baixinho) e é também mais forte. Ele é tão bonito com aquele cabelo longo e repicado, com aquelas mechas curtas lhe caindo sobre os ombros... Seu pescoço definido, marcado, sua boca levemente rosada que sempre me faz corar, seus olhos tão atraentes e arredondados de inicio e puxadinhos, alongados no final, e isso o deixa com um charme tão fofo e atraente. Ele mora na província de Incheon, em Seul, com sua irmã Nae, Nae Sang Ju e seu sobrinho, Jae Sang Ju, que estuda com meu pequeno Choi.

É por esse médico tão amável por quem me sinto apaixonado há 3 anos.

Kim Hyung... Eu amo você.

...

Notas finais
Espero que tenham gostado ♥
XOXO,
Taakanori :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.