Anne
18 Arma Nuclear
Notas iniciais
– Vamos logo fósforo, não quero me atrasar pra aula. — falou Sam ainda irritado com o último acontecimento.
Eu literalmente estava desistindo da escola. Como alguém pode simplesmente acordar às seis e meia e ir para um lugar cheio de gente vestida com roupa cor-de-rosa — vulgo Leah e suas amigas.
Gostaria de saber o motivo/razão/circunstância de Sam sempre — e quando digo sempre é sempre — dirigir rápido. Dentro de menos de cinco minutos a gente já estava entrando no inferno.
O real motivo de eu nunca gostar da escola não é matérias, provas e etc. o motivo é que existe muita gente que se importa mais com a vida dos outros do quê com sua própria vida.
– Olha lá gente — falou Leah — com tanta roupa dá até pra fazer um vestido pra cada um do colégio. — ela e suas amiguinhas riram.
De que eu sempre fui a irmã mais sensata nunca duvidei. Me aproximei de Leah e apenas falei perto de seu ouvido:
– Pelo menos eu não saio mostrando meu útero por aí. — caminhei.
Antes que eu pudesse sair de onde estava senti uma força me puxar pelos cabelos. Adivinhem quem foi?
– Com meu cabelo nem o Obama mexe! — gritei — Você vai experimentar um pouco da minha arma nuclear. — ri.
Arma nuclear nada mais nada menos é que meu chulé! Sim, eu tenho isso, mas não é apenas um chulé, é o pior chulé de todo o mundo!
Esfreguei meu sapato lindo e maravilhoso em sua cara, e eu acho que todos esses anos sem lavar um sapato valeu a pena. Minha querida irmã começou à ter um daqueles típicos chiliques dela. Ela é do tipo de pessoa que se assusta com baratas, e tem nojo de sapos, é fácil saber como calar a boca dela.
Depois de usar minha arma simplesmente me virei e fui para a sala.
...
– Pedro, eu não sei quais cartas você tem na manga, mas será que você podia dar um jeito na Leah urgentemente? — falei enquanto dava uma mordida na maçã — Eu não aguento mais! Ela está pior que a mãe.
– Você precisa ter paciência com ela Anne! — disse ele calmo.
– Lindinho, se o Bin Laden fosse vivo era mais fácil eu ter paciência com ele do que com ela. — sorri irônica.
Eu não sei se Leah é algum tipo de bruxa, mas basta falar seu nome que ela parece do nada. Ela pareceu irritada por eu estar com Pedro e se aproximou e sentou no colo dele.
– Oi pê! — ela falou com aquela voz de galinha.
– Leah. — ele falou indiferente.
– Nossa você tá tão lindo hoje. — ela disse e me lançou um olhar mortal.
– Se você estivesse com um pouco mais de pano eu diria mesmo.
– Eu avisei. — falei.
Ela saiu batendo seu salto agulha. Cinco segundos depois Sam apareceu do meu lado.
– Meu Deus! Eu estou rodeada de gente inconveniente.
–Não é pra tanto Anne. — Pedro me repreendeu — E aí cara! — Ele deu um daqueles apertos de mão que os homens tem costume de dar.
– Isso é algum tipo de ritual de acasalamento? — perguntei.
– Ignore. — Pedro disse pra Sam.
– Já me acostumei. — ele riu
– Oi? Eu tô aqui! Parem de falar de mim!
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