Anna's Life
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Notas iniciais
Anna estava se mudando, junto com seus pais e seu irmão mais novo, o carro da família era velho, eles demoraram horas de seu estado natal para o novo. Talvez o dobro devido as paradas por causa do carro. Era uma família não rica nem pobre, estavam se mudando devido a uma oferta de emprego vinda para o pai, que era contador. A mãe de Anna não trabalha, pois seu irmão era ainda muito novo e precisava de cuidados especiais por ser autista. Anna também não ia bem na escola, os alunos nãos gostavam de sua presença, era uma garota de 15 anos, simples, de mais para os alunos de sua antiga escola.
Chegaram a casa, 3 quartos, dois banheiros, cozinha, sala e garagem. Uma casa rustica e acolhedora, Anna ligeira se levantou do carro, o caminhão já estava sendo descarregado pelos funcionaria que haviam chegado a pouco antes deles, se dirigiu até as caixas que já estavam fora do caminhão e achou as suas, pegou a mais leve e entrou na casa indo em direção ao quarto, o dela não teria um berço, nem uma cama de casal, então ela já sabia onde dormiria, largou a caixa lá e voltou para buscar o resto. Quando saiu da casa viu os vizinhos do lado esquerdo e direito conversando com seus pais, sorrindo e a descobrindo com olhares carinhosos, eram dois casais, um deles estava com uma menina de aparentemente sete anos ao lado. Anna se dirigiu até eles tímida e bastante cautelosa, sua mãe, orgulhosa por ter uma filha bonita começou a se vangloriar.
-Essa é a Anna, minha filha mais velha, brilhante na escola.
-Muito prazer.
-O prazer é nosso Anna, temos um filho da sua idade, mas ele deve estar na escola agora. É um pouco difícil de fazer amizade, mas espero que se entendam.
Eles continuaram com a conversa, Anna voltou a seus afazeres. Os móveis do seu quarto já estavam todos montados, uma cama de solteiro num canto do quarto, um guarda roupa branco a frente da cama e uma escrivaninha ao lado da cama. A porta ficava na outra parede e havia uma janela na parede em que a cama ficava encostada.
Anna abriu as caixas e começou a arrumar suas coisas, as roupas, os cadernos novos para a escola, etc. Já estava quase escurecendo quando sua mãe veio lhe chamar.
-Anna, sabe o casal simpático que disse ter um filho da sua idade? Bom, eles nos convidaram para jantar amanhã, então já separe uma roupa bonita. E dessa, o jantar está quase pronto.
-Certo, mãe.
Depois do jantar Anna foi dormir, era noite de sexta, usaria o fim de semana para ir até a escola, conhecer o prédio, seus horários e o novo uniforme escolar. Ela acordou oito horas, vestiu uma calça jeans preta, al star vermelho, uma blusa branca e um moletom azul claro, prendeu os cabelos num alto rabo de cavalo e foi para a cozinha, sua mãe estava lá, preparando o café, seu irmão também estava lá, sentado na cadeirinha.
-O pai já foi trabalhar?
-Foi.
-Hm... Vou na escola hoje, pra ficar livre amanhã, talvez eu passeie pela cidade.
-Boa ideia, se você e o rapazinho da Srtª. Miller se derem bem, talvez possam sair juntos, ele pode te apresentar os amigos dele. Seria muito bom se você fizesse amigos por aqui.
-Eu sei Mãe, vou me esforçar, eu juro.
Anna saiu e já se deparou com o senhor Miller regando o jardim, ele era um senhor muito simpático.
-Bom dia senhor Miller.
-Ah! Bom dia Anna. Acordada tão cedo?
-Vou a escola nova, quero passar o dia terminando de arrumar minhas coisas.
-Muito bom. Quem dera meu filho fosse mais organizado. –e ele soltou uma gargalhada preocupada.
-Cada um tem seu jeito.
-Certo, certo. Bom, até de noite Anna.
-Até.
Ela saiu contente por ter sido tão bem recebida pelos novos vizinhos, estava se esforçando para ser simpática, ela era muito calada, e isso prejudicava muito seus relacionamentos, principalmente com jovens da sua idade. Sua escola era fácil de achar, aquele era um bairro pequeno, era só ela seguir reto pela calçada que o prédio se estendia a sua frente, era como uma biblioteca, um lugar enorme. Ela entrou no salão principal e já foi recebida por uma mulher de expressão fria e temível.
-Bom dia, o que deseja?
-Eu sou a aluna transferida, vim conhecer o prédio e pegar os materiais, como já foi marcado por meus pais.
-Nome?
-Anna LaVour.
-Ah sim! Claro, já vou chamar seu “guia”, é o representante estudantil. Ele vai te mostrar a escola inteira principalmente as salas do seu horário que já vou buscar, ele também vai te explicar as regras da escola.
-Certo.
-Espere aqui, já volto.
Passaram-se alguns minutos, 14 para ser mais exata. E a moça volta com um rapaz da idade de Anna, o que a surpreendeu um pouco, e uma pasta pequena cor de azul nas mãos.
-Aqui estão seus horários. –ela entregou a pasta- e esse é o representante da nossa escola, Ryan Bell. Espero que se entendam.
Ela saiu de novo e lá estava o rapaz com um sorriso triunfante no rosto. Ele era loiro, alguma sardas quase imperceptíveis no rosto, olhos castanhos e um corpo mediano.
-Muito prazer Anna.
-O prazer é meu.
Ela abriu a pasta e pegou o horário de aulas, leu rapidamente e entregou para ele.
-Certo... Primeiro ano? Parece mais velha. –ele sorriu.
-Só um pouco.
-Vamos começar com as sala então, todas do primeiro e segundo ano estão no segundo andar, os terceiros anos e os laboratórios, ficam no terceiro, e aqui no térreo, é a secretaria, diretoria, auditório e quadra de esportes. Vamos?
Ela assentiu simpática e lá foram eles.
No último lugar, a quadra de esportes, Anna não conteve sua curiosidade.
-O que você faz aqui aos sábados? Desculpa... Não quero parecer rude, nem intrometida.
-Imagina! É minha atividade extracurricular. Como um trabalho voluntário. Dedico minhas manhas de sábado pra trabalhar voluntariamente na escola. Isso acrescenta alguma coisa no meu currículo.
-Ah sim. E você gosta?
-Um pouco, tem seu lado positivo. – ele sorriu pra ela de um jeito um pouco intimidador e Anna sorriu de volta, se sentindo um pouco envergonhada.
-Alguma dúvida?
-Não, tudo certo. Só espero não me perder no primeiro dia.
Os dois riram um pouco do nervosismo dela.
-Não se preocupa, vou estar com você se quiser.
Eles já estavam na secretaria novamente, se despediram quando a senhora voltou. Entregou alguns livros e o uniforme para Anna.
-Até segunda, esse livros não precisa trazer a escola, o resto estão no seu armário, cuja a chave está dentro da pasta.
-Certo, obrigada.
Anna voltava felicíssima para casa, já havia feito um amigo, e ele era simpático, bonito, dedicado, devia ser muito popular também. Ela passou pela casa dos Miller e viu um skate jogado no jardim. Ouviu som de guitarra e olhou para a janela de cima, não conseguiu ver direito, mas havia alguém lá, tocando guitarra. Provavelmente o garoto. Não deu muita bola para isso e entrou na sua casa, sua mãe já estava colocando a mesa para o jantar.
-Oi querida, voltou cedo, como foi?
-Foi legal, a escola é linda, e já fiz um colega.
-Sério? No sábado?
-Isso, ele ajuda lá aos sábados, é o representante da escola, é muito comunicativo por sinal, seu nome é Ryan.
-Ryan? Chara do seu irmão!
-Isso mesmo.
As duas riem um pouco e almoçam em seguida. Anna lavou a louça para a mãe e foi terminar de arrumar suas coisas. Já estava escurecendo então resolveu tomar banho.
Já estava terminando quando seu pai chegou do trabalho. Anna vestiu um vestido de mangas longas preto, uma meia calça cor da pele e sapatilhas pretas, pegou um casaquinho de lã vermelho e já estava pronta para o tal jantar. Sua mãe também estava pronta, estava arrumando o irmão mais novo, que não gostava de sair. O pai estava se arrumando, tomando banho. Em pouco tempo já estavam todos prontos. Anna estava terminando de pentear os cabelos, mas sua franja reta estava teimando com ela. Depois de algum tempo, com a ajuda de um spray fixador, ela estava totalmente pronta, e curiosa para conhecer o menino “rebelde” da casa ao lado.
Eles foram para a casa dos vizinhos e foram recebidos calorosamente pelos Miller. Sentaram no sofá da sala de estar enquanto esperavam a comida ficar pronta, pelo cheiro Anna deduziu que era lasanha, por sorte, o prato preferido de seu irmão caçula, de apenas 4 anos. Podia ter problemas e tudo mais, mas comida era algo que ele não resistia.
Quando a comida ficou pronta, o rapaz misterioso finalmente desceu as escadas, e Anna se impressionou, não era nada como ela havia imaginado, não parecia totalmente um rebelde, além dos cabelos negros e levemente ondulados. Era uma pele extremamente branca e livre de imperfeições, ele estava usando um moletom preto por cima de uma camisa de banda também preta, calça jeans também preta e um vans clássico preto e cinza. Tinha os olhos cinza, totalmente frios e sem brilho, os lábios eram levemente rosados, finos. Quando recebeu muita atenção das pessoas, pareceu não gostar muito. Sua mãe, a senhora Miller foi até ele e o apresentou.
-Esse é o meu filho Luigi. Filho, esses são nossos novos vizinhos.
Ele arqueou um pouco a sobrancelha e balançou a cabeça assentindo lentamente. Foram todos para a sala de jantar, onde a mesa já estava posta, Luigi e a mãe foram para a cozinha e voltaram pouco tempo depois, ele carregando a travessa de lasanha, provavelmente a mãe pedira ajuda.
A lasanha estava maravilhosa, Ryan, o irmão mais novo, reclamou algumas vezes sobre algumas coisas insignificantes, mas nenhum escândalo. Os pais não paravam de falar, então, finalmente a senhora Miller falou sobre os dois jovens sentados e calados.
-Por que vocês dois não sobem pra conversar? Sem os adultos e seus assuntos chatos. – os pais riram um pouco, Anna assentiu um pouco hesitante, Luigi também hesitou, levantou da cadeira e olhou fixamente para Anna, que entendeu aquilo como um convite e levantou também.
Eles subiram as escadas até o quarto de Luigi, o que era meio desconfortável para os dois, obviamente, entraram e se sentaram na cama, mudos. O quarto consistia de uma cama, um guarda roupa uma escrivaninha pouco maior que a dela que estava com alguns cadernos abertos em cima, havia uma guitarra num canto no quarto, muitos pôsters nas paredes, haviam um par de all star preto jogado num canto do quarto. Ele estralou os dedos e suspirou.
-Ahn... Legal o seu quarto. –Anna tentou puxar assunto, não sabia o que falar.
-Valeu.
E ele cortou o assunto.
-Hm... Eu já ouvi você, com a guitarra.
Ele a olhou um pouco surpreso e ela continuou.
-Hoje de tarde, eu estava passando e ouvi. Você toca bem.
-Valeu... Anna.
Ela sorriu e pegou uma mexa do próprio cabelo, trançando em silencio absoluto. E finalmente ele resolveu conversar.
-Entrou no primeiro ano?
-Isso! –ela arregalou os olhos com sua empolgação momentânea- Desculpe. –e não conseguiu conter os risos. Luigi apenas sorriu um pouco.
-Estou no segundo.
-E essa escola é muito difícil?
-Com certeza não. E você... Toca algum instrumento?
-Ah, definitivamente não. Sou descoordenada.
-Não parece, tem jeito de violinista, sei lá.
-Violinista? Quem dera. Acho lindo o som, mas não consigo nem batucar na mesa.
Finalmente ele riu um pouco, e se sentiu mais à vontade com ela.
Estavam conversando quando as duas mães apareceram na porta do quarto e os interromperam no meio de uma conversa sobre música -Filha, o Ryan já dormiu, vamos voltar pra casa.
-Mas pode ficar se quiser querida, sua casa não é tão longe.
As duas mães riram, e Anna sorriu, mas levantou, e preferiu ir em bora com a mãe que já havia descido junto com a senhora Miller.
-Eu já vou, amanhã quero conhecer mais o lugar. Passear por ai, só espero não me perder. –ela riu um pouco convidativa.
-Posso ir com você. Se quiser... Conheço bem a cidade.
-Adoraria, seria ótimo. Que horas?
-Você que sabe.
-Depois do almoço eu passo aqui, certo?
-Certo.
-Boa noite Luigi.
-Boa noite Anna.
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