Notas iniciais
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No outro dia eles se encontraram na mesma mesa.
–Desculpe pela invasão da minha irmã, ela ficou te perguntando um monte de coisas.
–Tudo bem, de verdade, adorei ela. Ela não estuda aqui?
–Não, estuda em casa. Aulas particulares.
–Mas... Por que?
–Bom... Ela tem leucemia... –Ele percebeu a cara de Anna. Mas está bem. Só que... Não tão bem, entende?
–Sim... Sinto muito...
–Hm... Tudo bem. –Ele sorriu de novo, e Anna entendeu o que dizem, que os sorrisos mais bonitos são os das pessoas mais tristes. Ela pegou a mão dele e sorriu de volta. Estava ansiando por mais um beijo dele.- Ela gostou muito de você Anna. Pediu pra te ver de novo.
–Eu adoraria.
–Vai fazer alguma coisa hoje? Planejamos dar banho no Bastião... Não sei se você vai querer fazer isso –ele riu. Mas é bastante divertido.
–Claro que quero. Depois da aula? –ele assentiu. Podemos passar na minha casa antes, certo?
–Sim.
–Então está combinado! –ela fez um positivo com o polegar e piscou o olho.

Eles saíram e foram até a casa de Anna, entraram e viram o irmão dela desenhando na sala, ela beijou a testa do irmão e encontrou a mãe na cozinha preparando o almoço.
–Oi meninos. Querem almoçar?
–Não mãe, vou sair e volto no fim da tarde, certo?
–Tudo bem querida.
–Eu já volto – ela se referiu para Rilley que assentiu, então subiu as escadas para trocar de roupa. E depois desceu, viu Rilley brincando com seu irmão e o chamou. Eles saíram andando tranquilamente até Anna sentir sua mão ser tomada pela dele. Olhou surpresa para o mesmo que estava olhando para o chão com o rosto muito mais vermelho que ela. Anna entrelaçou os seus dedos com os dele e também olhou para o chão, com um sorrisinho bobo.

Andaram alguns minutos e pararam em frente a uma casa azul claro, parecida com a de Anna, só que um pouco maior, não tinha vizinhos tão próximos, o jardim era impecável, com flores de todos os tipos os guiando até a porta, Rilley soltou a mão dela e pegou a chave no bolso, destrancou a porta e abriu, dando espaço para Anna passar primeiro, e lá estava Mia, sentada no sofá provavelmente fazendo alguma lição, pois segurava um livro e um lápis, ela estava com o cabelo preso numa trança frouxa, usava uma camiseta justa e um short jeans. Já havia reclamado pelo atraso do irmão, mas assim que viu Anna seus olhos se iluminaram e ela levantou num pulo.
–Anna! Que bom que veio!
Em seguida surgiu Bastião enlouquecido vindo do corredor e pulou em cima de Anna que caiu espatifada no chão, rindo.
–Nossa, você está realmente sujo!
–Você veio nos ajudar?
–Sim. –ela sorriu, viu Rilley subindo as escadas. O que estava fazendo?
–Ah sim, lição de história, mas é muito difícil. O Rilley me disse que você tem as maiores notas da escola.
Anna ruborizou um pouco, primeiro por receber esse titulo, e segundo por saber que Rilley falava dela com a irmã.
–é... Bom, eu me esforço. Você precisa de ajuda?
–Um pouco, mas depois vemos isso. Você trouxe uma muda extra né?
–Ahn... Não achei que seria necessário...
–Bom, ai que está. Bastião tem muito pelo, você vai ficar encharcada!
Rilley desceu e as chamou, o quintal era o dobro do de Anna, mas não havia piscina, apenas um jardim impecável novamente, numa área apenas de grama se encontrava dois frascos de shampoo para animais e a mangueira já pronta, além da corrente amarrada a uma pilastra da varanda. Rilley pegou bastião pela coleira e o arrastou até a corrente, o prendendo com dificuldade, afinal, o animal já sabia suas intenções e tentava a todo custo escapar. Mia foi correndo até eles e pegou um dos fracos para si, entregou um sabonete para Rilley e a mangueira para Anna, e começaram com a missão, realmente Anna ficou encharcada, o cachorro se sacodia de dois em dois minutos causando gritos e risos nas garotas.
Ao final do banho Bastião ficou preso pra não se sujar novamente na grama e os três se jogaram no chão, molhados e cansados, rindo. Mia pegou a mão de Anna e sorriu quando a mesma a olhou surpresa. Então se levantou.
–Vou tomar banho!

Ela saiu correndo e os dois restantes se sentaram.
–Você não trouxe nem uma blusa?
–Não –ela riu. Sou burra!
–Não é não –ele riu também. Eu te empresto alguma coisa... Mia é muito pequena, não acho que vá caber alguma roupa dela em você.
–Certo.
Eles se olharam por alguns instantes até Anna sentir aquele desejo de beijar ele de novo, como se lendo os pensamentos dela ele o fez, puxou a pela cintura e a deitou no chão ainda a beijando, e se encaixou entre suas pernas, Anna pensou que Mia pudesse ver e o afastou rapidamente.
–O que...
–Sua irmã Rilley...
Ele riu zombeteiro
–Não precisa se preocupar com ela.
–Incrível como sua timidez some rápido!
Ele corou e olhou pra ela com os olhos um pouco arregalados.
–Isso te incomoda?
–De jeito nenhum. Só que…
–Tudo bem. Só amigos! –Ele ergueu as mãos e suspirou.
–Oi? Não! Não tem mais essa de só amigos. –Anna colocou as duas mãos na boca como se arrependida por ter dito aquilo sem pensar, mas fez Rilley sorrir e a beijar de novo, de um modo apaixonado.
–Vem, vou te levar até o banheiro do meu quarto, se não se importar de se limpar lá.
–Claro que não.
Eles levantaram e as más intenções estavam explicitas no olhar dele. Subiram as escadas tomando cuidado pra não encharcar a casa inteira e entraram na última porta do corredor, entraram no banheiro e ele abriu o armário de baixo da pia e retirou uma toalha e entregou pra ela que pegou e colocou em cima da pia. Rilley ia sair do banheiro mas ela o segurou com uma coragem tirada do submundo e o puxou para beija-lo e já tirou a camisa dele, Rilley ficou praticamente roxo de vergonha e ela também mas não parou, deslizou as mão pelo peito dele, sentindo os quase imperceptíveis pelos loiros que ele tinha, encaixou os dedos no cós da bermuda dele mas não pode tira-la pois ele já puxava a blusa dela pra cima, apertando seus corpos enquanto a beijava e mordia.
Anna conseguiu tirar o resto da roupa dele e ele a dela e o puxou para o box, ele ligou o chuveiro e ela arqueou as costas quando a agua ainda gelada tocou seus corpos, logo se aqueceu, ela sentiu o desejo dele se contraindo em seu ventre.
Depois do “banho” ele a pegou no colo e a jogou na cama se colocando entre ela de novo. Não imagina que ela ainda era virgem e Anna não pararia pra falar. Ela não estava com medo, nem arrependida, queria aquilo mais que tudo e ainda mais quando sentiu o membro dele a roçando e a boca contra seu corpo, descendo pela sua barriga e encontrando seu destino. Anna gemeu com a surpresa e mais ainda com o processo, ele voltou a boca dela e a beijou com desejo, esticou um pouco seu corpo até o criando mudo e abriu a gaveta, estava pegando os preservativos, e nessa hora Anna sentiu um frio na barriga indescritível. Ele voltou a beija-la, pegou suas pernas com firmeza e as encaixou envolta de seu quadril, se separou dela para olha-la enquanto lentamente e sem que ela percebesse introduziu um dedo, Anna deu um gritinho com a surpresa o que o fez sorrir, brincou com ela mais um pouco, até colocar um segundo dedo, ela mordia o próprio lábio se segurando para não fazer muito barulho. Mas foi um esforça em vão quando Rilley se debruçou sobre ela após tirar os dedos e finalmente, muito lentamente a penetrar, Anna soltou um gemido alto seguido de um suspiro aliviado por não ter sentido tanta dor, e o agarrou as costas quase cravando suas unhas na pele dele. O arranhava com mais força conforme seus movimentos se intensificavam, ele suspirava em seu ouvido e chegou a gemer quando ela o arranhou com força.
–Rilley... Eu...
Ela estava chegando no seu ápice, e ele também, Anna foi a primeira, se desmanchando em baixo dele, e alguns segundo depois foi a vez de Rilley, ofegantes, ele saiu de dentro dela e percebeu um pouco de sangue em seus lençóis e deu um pulo com a cena.
–Anna!
–Hm... –Ela estava tão extasiada com o momento que nem se importou, ou se quer o ouviu.
–Você... Era virgem?
Ela sentou num pulo corada.
–Por que?! –Ela viu o sangue e seu rosto conseguiu ficar mais vermelho. E... Eu... Me desculpe...
–Desculpar por que? Você que tem que me desculpar, devia ter me dito, seria mais cuidadoso...
–Não... Foi... Perfeito... –ela baixou o rosto e sorriu. Rilley a puxou para si e a abraçou, estava tão feliz quanto ela.

–Anna.
–Hm?
Eles se olharam por alguns segundos antes dele a beijar ternamente e prosseguir sério.

–Você quer namorar comigo?
–Rilley... Você... Tem alguma dúvida?
Ele sorriu e a beijou do jeito mais apaixonado que poderia dar...

FIM

Notas finais
Acabou, os ultimos caps postei bem apressada pra n deixar nada pendente k Espero que tenham gostado, Beijos e leiam minhas outras fics *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!