Notas iniciais
Esse capitulo equivale ao capitulo 8 do livro..espero que gostem...aceito criticas ( construtivas) e elogios ((:

Em alguns dias dava para ver que Percy estava se acostumando com a idéia de estudar junto com sátiros, ninfas e com Quíron....em nosso tempo de folga, estudávamos juntos, mas aprendi a não perguntar mais sobre nada, o garoto não sabe sobre a situação atual, e ia só complicar as coisas, estudava com ele sobre os deuses gregos e tudo mais, ele é inteligente mas demora para raciocinar. Minha vida está girando em torno dele, claro tenho minhas próprias aulas separadas, chalés separados. Mas eu tenho que ajudar ele no que ele precisar, ordens do Quiron: Fique de olho no semideus novo, Annabeth!

Oh deuses, se ele pelo menos fosse um pouco menos chato, ou um pouco menos bonito. Depois de algum tempo Percy ainda não havia sido reclamado, é horrível eu sei, mas bem...ela parece não ter talento para nada, é engraçado pois ele matou o minotauro. Enquanto jogava vôlei em uma das quadras, ouvi dizer “ Percy Jackson está enfrentando Luke na esgrima: coitado.” Imediatamente pensei “ Aquele semideus idiota, mais uma vez se metendo em confusão” e corri para a sala de treinamento fiquei espionando, mas eles estavam treinando, e Percy parecia reagir aos ataques de Luke, o que era estranho, Luke era mais do que um ótimo espadachim, e Percy mau conseguia segurar a espada. Mas para a surpresa de todos, Luke estava dizendo que ia demonstrar um movimento de como desarmar alguém coisa e tal, quando Luke foi para atacar, parece que os sinais vitais de Percy acordaram da soneca, ele se protegeu dos ataques de Luke, e ainda foi tentar um dos golpes mais difíceis da esgrima...e para surpresa de todos em alguns segundos a espada de Luke retiniu contra a parede, e Percy segurava a própria contra o peito desprotegido de Luke. Sim eu sei, todos estavam chocados, inclusive eu.

Logo que vi a cena sai imediatamente, era perturbador ver alguém derrotando digamos assim, Luke na esgrima é quase impossível. Corri imediatamente para o banheiro, joguei um pouco de agua em meu rosto, e fui para fora, hoje a noite terá a captura da bandeira, preciso descansar então decidi não ir para aula de arco e flecha, entrei no chalé de Atena, e passei um bom tempo desenhando. Monumentos, prédios e tudo mais. Acabei caindo no sono.

- Annabeth sua maluca, perdeu um dia de treinamento! – disse Zoar batendo em mim com uma camiseta. – Levanta!

-Ah!- exclamei – Que horas são?

-Hora de comer é claro...- disse ela – Fica ai se preocupando com o semideus novo e vai deixar tudo de lado?

-Não, é que...pode ser minha única chance, Zoar! – disse eu.

-Claro claro, mas a captura da bandeira é daqui a pouco, se prepare e venha, vamos nos aliar ao chalé de Hermes e de Apolo. – disse Brandon.

-Sim eu sei...- disse – Alias, fui eu quem fiz a aliança!

-Então vamos para o pavilhão?- perguntou Zoar – Juntos!

-O.K- disse levantando por fim cedendo aos meus irmãos babacas, e então nos dirigimos para o pavilhão, já estava escurecendo, eu dormi bastante. Fizemos o mesmo ritual de sempre, a comida, oferecemos, nos sentamos juntos e esperamos.

- Annabeth – chamou-me Quiron – Vá buscar o estandarte.

-Claro, Quiron. – disse a ele – Brandon, Zoar venham comigo. – E fomos até o galpão e pegamos o estandarte, ele é de seda, tinha lá seus três metros de altura, e a cor: cinza, com uma pintura de uma coruja. Para semideuses desenformados, coruja é o símbolo de minha mãe Atena, não é o símbolo do Harry Potter Ok? Apesar de eu gostar muito da Edwviges. Para minha tristeza, Clarisse apareceu do outro lado com outro estandarte eram parecidos mas era de um vermelho brilhante, e tinha o desenho de uma lança suja de sangue e uma cabeça de Javali. Tipico dos filhos de Ares. Enquanto o chalé de Hermes e de Apolo se juntavam ao Chalé de Atena, fiquei observando Percy ao lado de Luke. Um loiro, outro moreno. Olhos verdes, olhos comuns. Corpulento, magricelo. Lerdo, esperto. Bom Percy realmente não parecia ameaça diante Luke. Então Quiron bateu seu casco no mármore desviando minha atenção:

– Heróis! – anunciou. – Vocês conhecem as regras. O riacho é o limite. A floresta inteira está valendo. Todos os itens mágicos são permitidos. A bandeira deve ser ostentada de modo destacado e não deve ter mais de dois guardas. Os prisioneiros podem ser desarmados, mas não podem ser amarrados ou amordaçados. Não é permitido matar nem aleijar. Servirei de juiz e médico do campo de batalha. Armem-se!

Ele estendeu as mãos e as mesas subitamente se cobriram de equipamentos: capacetes, espadas de bronze, lanças, escudos de couro de boi recobertos de metal. Peguei minha adaga que estava presa em minha cintura, peguei também um capacete com penachos azuis. A hora é agora.

-Equipe azul, para frente! – gritei.

Aplaudimos e agitamos nossas espadas, e a seguimos para baixo pelo caminho para os bosques do sul. A equipe vermelha gritou nos provocando enquanto seguia em direção ao norte. Até que Percy Jackson me alcançou meio desajeitado mas conseguiu.

- Ei – chamou ele. Eu o ignorei. Foco

- Então, qual é o plano? – perguntou ele. – Tem alguns itens mágicos para me emprestar?- Subitamente fiquei com medo e coloquei a mão no bolso, meu boné dos yankes era só meu.

– Só digo para ter cuidado com a lança de Clarisse. Você não vai querer que aquela coisa toque em você. Fora isso, não se preocupe. Vamos tomar a bandeira de Ares. Luke determinou sua tarefa? – perguntei

– Patrulha de fronteira, seja lá o que isso for – respondeu ele


– É fácil. Fique junto ao riacho, mantenha os vermelhos longe. Deixe o resto comigo. Atena sempre tem um plano. – disse a ele e sai correndo. Logo encontrei um semideus, era Polux filho de Dionisio. Ele só teve tempo de erguer sua espada, antes que eu quase arrancasse o braço dele. Estava no piloto automático, mas só pensava: se minha teoria der certo, o chalé inteiro de Ares irá atrás de Percy, que está longe da bandeira, nisso ficaríamos com o chalé de Dionisio, Demeter, Afrodite e Hefesto para derrotar, bem o único chalé preocupante era o de Hefesto, mas sei que Luke deu um jeito rápido. Nessas alturas Clarisse deve estar se divertindo com Percy. Droga, não é legal. Voltei a tempo de ver ele se defendendo de Clarisse...e também ver Luke com seu lindo sorriso carregando o estandarte do chalé de Ares, que imediatamente ficou cinza, todos estavam comemorando com Luke, um clic na minha cabeça, coloquei meu boné de invisibilidade e fui até Percy.

-Nada mau, herói- disse, ele tentou me olhar porque não me via, hilário.

– Onde diabo aprendeu a lutar assim? – Perguntei tirando meu boné, para que ele pudesse me ver.

– Você armou isso para mim – disse ele me acusando. – Você me pôs aqui porque sabia que Clarisse viria atrás de mim, enquanto você mandava Luke dar a volta pelos flancos. Já tinha tudo preparado.
Eu encolhi os ombros.
– Eu disse para você. Atena sempre, sempre tem um plano.
– Um plano para que eu fosse reduzido a pó. – respondeu
– Eu vim o mais rápido que pude. Estava pronta para entrar na briga, mas... – Encolhi os ombros. – Você não precisava de ajuda.
Então eu reparei que o ferimento em seu braço estava desaparecendo.
– Como arranjou isso? — perguntei
– Corte de espada – disse ele. – O que você acha?
– Não. Era um corte de espada. Olhe só.
O sangue se fora. No lugar do rasgo enorme havia uma longa cicatriz branca, e mesmo estava desaparecendo. Enquanto eu olhava, ela se transformou em uma cicatriz pequena e sumiu.
– Eu... eu não entendo – disse ele.

Olhei para o local que ele estava, e depois para a lança quebrada de Clarisse
– Saia da água, Percy.
– O que...
– Apenas saia.
Ele começou a parecer mais cansado, quase caiu mas eu consegui segurar ele.
– Oh, estige – praguejei. – Isso não é bom. Eu não queria... Eu pensei que podia ser Zeus... -
Antes que eu pudesse terminar meu raciocínio ouvi o rosnado canino bem perto. Um uivo cortou a floresta. A comemoração dos campistas cessou imediatamente. Quíron bradou alguma coisa em grego antigo:
– Preparem-se! Meu arco!
Eu saquei minha adaga. Sobre as pedras, logo acima de nós, havia um cão preto de tamanho de um rinoceronte, com olhos vermelhos como lava e presas que pareciam punhais.
Estava olhando diretamente para Percy
Ninguém se moveu mas eu gritei:
– Percy, corra!
Tentei me por entre o cão e ele, mas o bicho foi rápido demais. Pulou por cima de mim – uma enorme sombra com dentes – e, assim que atingiu Percy, as garras afiadas do animal perfuraram a armadura dele, houve uma cascata de sons de pancadas, como quarenta pedaços de papel sendo rasgados um após o outro. Um amontoado de flechas brotou no pescoço do cão. O monstro caiu morto aos meus pés.
Por algum milagre Percy Jackson ainda estava vivo, ferido mais vivo. E aquilo era.....
– Di immortales! – exclamei. – Aquilo é um cão infernal dos Campos de Punição. Eles não... eles não deviam...
– Alguém o convocou – disse Quíron. – Alguém de dentro do acampamento.
Luke se aproximou de Percy, o estandarte esquecido em suas mãos, o momento de glória acabado.
Clarisse berrou:
– É tudo culpa do Percy! Percy o convocou!
– Fique quieta, criança – ordenou-lhe Quíron.
Nós assistimos enquanto o cão infernal se dissolvia em sombra e era absorvido pela terra até desaparecer.
– Você está ferido – disse a ele. – Rápido, Percy, entre na água.
– Eu estou bem.
– Não, você não está – disse – Quíron, veja isto.
Então ele se arrastou para dentro do regato, e os ferimentos dele foram cicatrizandos.
Alguns dos campistas sufocaram um grito.
– Olhem, eu... eu não sei por quê – falou ele, tentando se desculpar. – Sinto muito.

Mas não era por isso que todos estávamos olhando para ele, Percy Jackson fora reclamado assim como eu, com o símbolo de seu pai acima de sua cabeça – Percy – disse eu apontando. – Ahn...
Ele olhou para cima e viu o holograma de luz verde, girando e cintilando. Uma lança de três pontas: um tridente.
– Seu pai – murmurei. – Isso realmente não é bom.
– Está determinado – anunciou Quíron.
Então todos nos ajoelhamos, inclusive o chalé de Ares.
– Meu pai? – perguntou ele, completamente perplexo.
– Poseidon – disse Quíron. – Senhor dos Terremotos. Portador das Tempestades. Pai dos Cavalos. Salve, Perseu Jackson, Filho do Deus do Mar.