Notas iniciais
Esse capítulo corresponde ao capítulo 9 do livro Boa leitura!

Na manhã seguinte, Jackson se mudou para o chalé de Poseidon onde ficaria sozinho, uma vez que não tinha nenhum irmão para compartilhá-lo. Acho que devia ser uma droga para ele. Mesmo odiando os meus irmãos ás vezes, eu sei que não gostaria de ter um chalé apenas para mim, isso soava um tanto solitário.

Todos os campistas falavam sobre o acontecido. Nós queríamos saber quem fora o infeliz que invocara o cão infernal. Aquilo dizia muito sobre a atual segurança do Acampmento e isso me preocupava.

Mas essa não era a única curiosidade dos campistas, Jackson ser filho de Poseidon causou um enorme alvoroço, porque isso significava que um doa três grandes não havia honrado o juramento de não ter mais filhos semideuses. Eles eram perigosos demais, os filhos de Hades, Zeus e Poseidon.

Isso me lembrava muito da minha amiga Thalia e todo o poder que ela possuía antes de...

Eu não gostavanem mesmo de pensar sobre isso, era doloroso demais.

Alguns meios-sangues estavam com medo de Percy depois do que viram no capture a bandeira e procuravam manter distância dele. Soube que o chalé 11 se agitou tanto depois dele ter massacrado o Chalé de Ares, que Percy passou a ter aulas particulares com Luke. Bom para ele! Luke era um espadachim excepcional e não estava dando folga a Jackson.

Enquanto isso, eu ainda tentava empurrar um pouco de conhecimento naquela cabeça dura do Percy com aulas de Grego Antigo. Eu estava muito perturbada com a descoberta do pai dele. Isso não era nada bom, nada bom mesmo. Tinha que ser logo Poseidon? Não poderia ser qualquer outro deus? Aquilo dificultava bastante as coisas, não era suposto que uma filha de Atena se desse bem com um filho do deus do mar.

Sem contar que eu ainda almeja ter a minha missão naquele verão e tinha a nítida impressão que aquele garoto atrapalharia qualquer esperança de sucesso.

– Missão... Poseidon?... Grande porcaria... Preciso de um plano... – eu pensava com os meus botões depois de deixar Jackson sozinho

Logo Percy foi convocado á Casa Grande para ter uma conversa com o Senhor D e Quíron. Ele iria receber uma missão!

Mas que droga! Assim que fiquei sabendo que ele havia sido chamado para ir á Casa Grande, larguei os meus projetos de arquitetura no meu chalé e coloquei o meu boné dos Yankees e fui procurar saber o que estava acontecendo lá. Não conseguiria ficar quieta sabendo que ele estava recebendo a missão que eu esperei tanto para conseguir. Cheguei na metade da conversa:

– Sua missão, é claro. Você vai aceitá-la? – Quíron perguntou a Percy que parecia não saber de nada

– Ahn, senhor, ainda não me contou qual será.

Quíron fez uma careta e disse:

–– Bem, essa é a parte difícil, os detalhes.

Um trovão irrompeu pelo vale. As nuvens de tempestade haviam agora chegado ao limite da praia, aquilo não era um bom sinal.

–– Poseidon e Zeus – Percy falou. — Eles estão lutando por algo valioso... algo que foi roubado, não estão? – até que o Jacksonnão era tão burro quanto eu pensava

Quíron e Grover trocaram olhares.

–– Como você sabe disso? – Quíron perguntou e Percy estava encabulado

–– Desde o Natal o tempo está esquisito, como se o mar e o céu estivessem brigando. Então falei com Annabeth, e ela tinha ouvido alguma coisa sobre um roubo. E ... também andei sonhando umas coisas. – ele tinha mesmo que mencionar o meu nome?

–– Eu sabia — disse Grover.

– Quieto, sátiro — ordenou Quíron.

– Mas essa é a missão dele! Tem de ser! – a missão del uma ova, Grover! A minha missão!

Eu estava me segurando muito para não entregar a minha presença ali.

–– Só o Oráculo pode determinar. — Quíron alisava a barba — No entanto, Percy, você está correto. Seu pai e Zeus estão tendo sua pior disputa em séculos. Estão lutando por uma coisa valiosa que foi roubada. Para ser preciso: um relâmpago

Jackson riu como um idiota

–– Um o quê? – perguntou

–– Não brinque com isso — advertiu Quíron. — Não estou falando de um ziguezague recoberto de papel-alumínio como você vê em peças da escola. Estou falando de um cilindro de bronze celestial de alto grau, com sessenta centímetros de comprimento, arrematado em ambos os lados com explosivos de nível deífico.

–– Ah – quanta sabedoria saindo daquela boca!

–– O raio-mestre de Zeus — disse Quíron, agora ficando emocionado. — O símbolo de seu poder, conforme o qual todos os outros raios são moldados. A primeira arma feita pelos Ciclopes para a guerra contra os Titãs, que decepou o cume do Monte Etna e arremessou Cronos para fora do seu trono; o raio-mestre, que acumula potência suficiente para fazer as bombas de hidrogênio dos mortais parecerem fogos de artifícios.

–– E ele desapareceu?

–– Roubaram

–– Quem roubaram?

–– Quem roubou – corrigiu Quíron — Você.

Percy quase teve que se abaixar e pegar o queixo no chão, e eu não estava muito diferente dele. Agora tudo fazia sentido, Percy estava sendo perseguido por ser suspeito de roubar o raio-mestre de Zeus.

Di Immortales!

Agora eu quase sentia pena dele, por tudo que estava passando.

–– Pelo menos — Quíron ergueu uma das mãos -, é isso que Zeus pensa. Durante o solstício de inverno, na última assembléia dos deuses, Zeus e Poseidon tiveram uma discussão. As tolices de sempre: “A Mãe Reia sempre gostou mais de você”, “Os desastres aéreos são mais espetaculares que os marítimos” etc. Mais tarde, Zeus se deu conta de que o seu raio-mestre havia desaparecido, levado da sala do trono bem debaixo do seu nariz. No mesmo instante culpou Poseidon. Agora, um deus não pode usurpar diretamente o símbolo de poder de outro deus — isso é proibido pela mais antiga das leis divinas. Mas Zeus acredita que seu pai convenceu um herói humano a pegá-lo.

–– Mas eu não...

–– Paciência, e escute, criança — disse Quíron. — Zeus tem boas razões para suspeitar. As forjas dos Ciclopes ficam embaixo do oceano, o que dá a Poseidon alguma influencia sobre os fabricantes dos raios do seu irmão. Zeus acredita que Poseidon pegou o raio-mestre e está agora mandando os Ciclopes construírem secretamente um arsenal de cópias ilegais, que poderiam ser usadas para derrubar Zeus do seu trono. A única coisa de que Zeus não tinha certeza era qual herói Poseidon usara para roubar o raio. Agora Poseidon declarou abertamente que você é filho dele. Você estava em Nova York nas férias de inverno. Poderia facilmente ter se infiltrado no Olimpo. Zeus acredita que encontrou o seu ladrão.

–– Mas eu nunca estive no Olimpo! Zeus está maluco! – Percy insultou o deus dos céus e Quíron, Grover e eu olhamos para cima á espera do qe poderia vir em resposta.

–– Ahn, Percy...? — disse Grover. — Nós não usamos essa palavra que começa com m para descrever o Senhor do Céu.

––Paranóico, quem sabe — sugeriu Quíron. — Mas, por outro lado, Poseidon já tentou derrubar Zeus antes. Acredito que essa foi a pergunta 38 da sua prova final...

Percy estava aturdido com aquelas informações que acabara de receber.

–– Alguma coisa a ver com uma rede de ouro? Poseidon, e Hera, e alguns outros deuses... eles, tipo, prenderam Zeus numa armadilha e não o deixaram sair até ele prometer ser um soberano melhor, certo?

–– Correto — disse Quíron. — E Zeus nunca mais confiou em Poseidon desde então. Poseidon, é claro, nega ter roubado o raio-mestre. Ele se ofendeu com a acusação. Os dois vêm discutindo o tempo todo há meses, com ameaças de guerra. E agora você apareceu — a famosa gota-d’água.

–– Mas eu sou apenas uma criança! – reclamou, exatamente como uma criança

Francamente Jackson!

–– Percy — interveio Grover -, se você fosse Zeus, e já achasse que o seu irmão estava planejando derrubá-lo, e então subitamente admitisse que havia quebrado o juramento sagrado que fizera depois da Segunda Guerra Mundial e que era pai de um novo herói mortal que poderia ser usado como uma arma contra você... Isso não o deixaria com a pulga atrás da orelha?

–– Mas eu não fiz nada. Poseidon, meu pai, ele realmente não mandou roubar o raio-mestre, mandou?

Quíron suspirou.

–– A maioria dos observadores inteligentes concordaria que o roubo não faz o estilo de Poseidon. Mas o Deus do Mar é orgulhoso demais para tentar convencer Zeus disso. Zeus exigiu que Poseidon devolva o raio até o solstício de verão. Isso será em 21 de junho, dez dias a contar de agora. Poseidon quer um pedido de desculpas por ser chamado de ladrão até essa mesma data. Eu tinha esperanças de que a diplomacia prevalecesse, que Hera ou Deméter ou Héstia fariam os dois irmãos verem a razão. Mas a sua chegada inflamou o gênio de Zeus. Agora nenhum dos dois deuses quer recuar. A não ser que alguém intervenha, a não ser que o raio-mestre seja encontrado e devolvido a Zeus antes do solstício, haverá guerra. E você sabe como poderia ser uma guerra total, Percy?

–– Ruim ? — balbulciou.

–– Imagine o mundo em caos. A natureza em guerra consigo mesma. Os olimpianos forçados a escolher lados entre Zeus e Poseidon. Destruição. Carnificina. Milhões de mortos. A civilização ocidental transformada em um campo de batalha tão grande que fará a Guerra de Tróia parecer uma luta de balões d’água.

–– Ruim

–– E você, Percy Jackson, será o primeiro a sentir a ira de Zeus.

Começou a chover, e eu me espantei com isso, não chovia no Acampamento Meio-Sangue!

–– Então eu tenho de encontrar aquele raio estúpido. E devolvê-lo a Zeus.

–– Que melhor oferenda de paz — disse Quíron — do que fazer filho de Poseidon devolver o que é de Zeus?

–– Se não está com Poseidon, onde está essa coisa? – Percy perguntou, e eu também gostaria muito de saber

–– Eu creio que sei. — A expressão de Quíron era soturna. — Parte da profecia que recebi anos atrás... bem, algumas frases fazem sentido para mim, agora. Mas, antes que eu possa dizer mais, você precisa aceitar oficialmente a missão. Você precisa procurar o conselho do Oráculo.

–– Por que você não pode dizer de antemão onde está o raio?

–– Porque, se eu fizer isso, você ficará assustado demais para aceitar o desafio.

Ele engoliu em seco e se as minhas suspeitas estavam certas, Jackson não gostaria nenhum pouco de saber onde teria que procurar pelo raio.

–– Boa razão.

–– Então você concorda?

–– Está bem. É melhor do que ser transformado em um golfinho. – ele não sabi ao quanto poderia estar enganado

–– Então é hora de você consultar o Oráculo — disse Quíron. — Vá para cima, Percy Jackson, para o sótão. Quando descer de novo, presumindo que ainda esteja lúcido, conversaremos mais.

Percy foi para o sótão e eu não poderia acompanhá-lo até lá, então permaneci do lado de fora da casa, esperando que ele voltasse.

De repente, uma coisa passou pela minha cabeça, uma ótima ideia por sinal!

Como é que os mortais dizem mesmo? “Se não pode com eles, junte-se a eles!”

Saí de onde Quírone Grover pudessem me ver e me tornei visível.

– Quíron! — chamei

– Sim, Annabeth – respondeu com um brilho nos olhos, ele sabia o que eu estava planejando

– Eu quero ir com ele! Não tente negar, eu sei que ele precisa de alguém além do Grover e ninguém no Acampamento estará muito disposto a ajudá-lo – falei antes que ele desse alguma desculpa.

– Tudo bem, criança, mas ele precisa permitir

Assenti com a cabeça e coloquei de volta o meu boné, esperando pela volta de Percy. Passaram-se alguns minutos e ele voltou, com os olhos esbugalhados e a pele mais branca que cera de tão pálido que estava.

–– E então? — Quíron fez a pergunta que não queria calar

–– Ela disse que eu devia recuperar o que foi roubado.

Grover se inclinou para frente, mascando animado os restos de uma lata de Diet Coke.

–– Isso é ótimo!

–– O que foi que o Oráculo disse exatamente? – pressionou Quíron. — Isso é importante.

–– Ela... ela disse que eu iria para o oeste e enfrentaria um deus que se tornou desleal. Recuperaria o que foi roubado e devolveria em segurança. – Aquilo não era legal, não mesmo, eu sabia bem o que havia na direção oeste

–– Eu sabia — disse Grover.

Quíron não pareceu satisfeito.

–– Mais alguma coisa?

Jackson hesitou e eu sabia que estava escondendo algo importante

–– Não.Isso é tudo. –respondeu simplesmente e Quíron o olhou

–– Muito bem, Percy. Mas saiba disto as palavras do Oráculo freqüentemente têm duplo sentido. Não se fie demais nelas. A verdade nem sempre fica clara até que os eventos aconteçam.

–– Certo. Então, aonde vou? Quem é esse deus no oeste?

–– Ah, pense, Percy — disse Quíron. — Se Zeus e Poseidon enfraquecem um ao outro numa guerra, quem tem a ganhar com isso?

–– Algum outro que queira tomar o poder?

–– Sim, exatamente. Alguém que guarda um ressentimento, alguém que está infeliz com a parte que lhe coube desde que o mundo foi dividido eras atrás, cujo reinado se tornará poderoso com a morte de milhões. Alguém que odeia os irmãos por forçá-lo a um juramento de não ter mais filhos, um juramento que ambos quebraram.

–– Hades.

Quíron assentiu.

–– O Senhor dos Mortos é a única possibilidade. – era o que eu temia

Grover babou um pedaço de alumínio pelo canto da boca.

–– Opa, espere aí. O-o quê?

–– Uma das Fúrias veio trás de Percy – falou Quíron. — Ela observou o rapaz até ter certeza da sua identidade, e então tentou matá-lo. As Fúrias obedecem a um só senhor: Hades.

–– Sim, mas... mas Hades odeia todos os heróis — protestou Grover. — Especialmente se tiver descoberto que Percy é filho de Poseidon...

–– Um cão infernal conseguiu entrar na floresta — continuou Quíron. — Eles só podem ser convocados dos Campos da Punição, e ele tinha de ser convocado por alguém de dentro do acampamento. Hades deve ter um espião aqui. Ele deve suspeitar que Poseidon tentará usar Percy para limpar seu nome. Hades gostaria muito de matar esse jovem meio-sangue antes que ele possa assumir a missão.

–– Boa. São dois dos deuses mais importantes querendo me matar.

–– Mas uma missão para... — Grover engoliu em seco. — Quer dizer, o raio-mestre não poderia estar em algum lugar como o Maine? O Maine é muito agradável nesta época do ano.

–– Hades enviou um protegido para roubar o raio-mestre — insistiu Quíron. — Ele o escondeu no Mundo Inferior, sabendo muito bem que Zeus culparia Poseidon. Não pretendo entender perfeitamente os motivos do Senhor dos Mortos ou porque ele escolheu esta época para começar uma guerra, mas uma coisa é certa: Percy precisa ir ao Mundo Inferior; encontrar o raio-mestre e revelar a verdade.

–– Olhe, se nós sabemos que é Hades – falou Percy – Zeus ou Poseidon poderiam descer ao Mundo Inferior e fazer rolar algumas cabeças.

–-Suspeitar e saber não são o mesmo — disse Quíron. — Além disso, mesmo que suspeitem de Hades... Imagino que Poseidon suspeite.. Os outros deuses não poderiam recuperar o raio por si mesmos. Deuses não podem entrar nos territórios um do outro a não ser que sejam convidados. Essa é outra regra muito antiga. Heróis, por outro lado, têm certos privilégios. Podem ir a qualquer lugar, desafiar qualquer um, desde que sejam corajosos e fortes o bastante para fazê-lo. Nenhum deus pode ser responsabilizado pelos atos de um herói. Por que acha eu os deuses sempre agem por intermédio de seres humanos?

–– Você está dizendo que estou sendo usado.

–– Estou dizendo que não é por acaso que Poseidon o assumiu agora. É uma jogada muito arriscada, mas ele está em uma situação desesperadora. Precisa de você.

–– Você sabia o tempo todo que eu era filho de Poseidon, não é?

–– Tinha minhas suspeitas. Como eu disse... também falei com o Oráculo.

–– Então, deixe-me entender direito. Preciso ir para o Mundo Inferior e confrontar o Senhor dos Mortos.

–– Confere — disse Quíron.

–– Para encontrar a arma mais poderosa do universo.

–– Confere.

– E levá-la de volta ao Olimpo antes do solstício de verão, daqui a dez dias.

–– Isso mesmo.

–– Cheguei a mencionar que o Maine é muito agradável nesta época do ano? — Grover parecia bem assustado com aquela missão

–– Você não precisa ir — disse Percy– Não posso lhe exigir isso.

–– Ah... — Ele se balançou de um casco para o outro. — Não... é só que os sátiros, e os lugares embaixo da terra... bem... Ele respirou fundo, depois se pôs de pé, sacudindo os pedaços de cartas e alumínio da camiseta. — Você salvou a minha vida, Percy. Se... se está falando sério em querer que eu vá junto, não vou deixá-lo na mão.

–– Juntos até o fim, homem-bode – ele falou e virou-se para Quíron– Então, para onde vamos? O Oráculo só disse para ir para oeste.

–– A entrada para o Mundo Inferior fica sempre no oeste. Muda de lugar de era em era, como o Olimpo. Atualmente, é claro, fica nos Estados Unidos.

–– Onde? – ele estava mesmo perguntando onde fica o Mundo Inferior?

– Pensei que fosse óbvio. A entrada para o Mundo Inferior fica em Los Angeles.

–– Ah... Claro. Então é só pegar um avião...

Claro, Jackson, se você quiser virar comida de deus dos ares!

–– Não! — gritou Grover. — Percy, o que está pensando? Alguma vez na vida já esteve em um avião?

–– Percy, pense — disse Quíron. — Você é filho do Deus do Mar. O rival mais rancoroso do seu pai é Zeus, Senhor do Céu. Sua mãe sabia muito bem que não podia confiar você a um avião. Acima de nós, relâmpagos estalaram. O trovão ribombou

–– Certo. Então, viajarei por terra.

–– Certo — disse Quíron. — Dois parceiros poderão acompanhá-lo. Grover é um. O outro já se apresentou como voluntário, se você aceitar a ajuda dela.

–– Puxa. Quem mais seria bastante estúpido para se apresentar para uma missão como essa?

Bem, era a minha hora de entrar em cena. Tirei o boné e falei:

–– Eu estava esperando há muito tempo por uma missão, cabeça de alga. — Atena não é fã de Poseidon, mas se você vai salvar o mundo, sou a melhor pessoa para impedir que estrague tudo.

–– Se é você quem diz. Tem algum plano, sabidinha? – que apelido mais... mais... Argh! Percy Jackson, você me paga!

–– Você quer a minha ajuda ou não? – perguntei mudando de assunto

–– Um trio. Isso vai dar certo.

–– Excelente — disse Quíron. — Esta tarde podemos levar vocês no máximo até o terminal de ônibus em Manhattan. Depois disso, estarão por conta própria.

Um relâmpago.

A chuva desabou sobre as campinas que jamais deveriam ver um temporal violento.

–– Não há tempo a perder — disse Quíron. — Acho que todos vocês devem fazer as malas.

Notas finais
Comentários? O que acharam do capítulo? beijos e até mais *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.