Anjos malignos
1 Enfim voltei
Notas iniciais
Caminhei até o jardim sem flores de minha vó, cada planta morta ali estava assim por minha causa, pelas fotos era algo magnifico, mas agora é só capim queimado, plantas mortas e um chafariz em forma de anjo quebrado ao meio. Sem soma de duvidas estar assim por minha culpa, no dia em que nasci, assim que abrir meus olhos negros e sorri para minha mãe cada planta que rodeava aquela casa morreu. Acho que minha vó nunca me perdoou, por esse pequeno desastre que causei ainda sem saber que eu nunca seria uma garota normal.
- Entre! Celine. – Minha vó grita.
- Já estou indo. — Digo entediada, a mais de um ano que não coloco minhas fusas fora de casa, minha vó é muito cuidadosa quando assunto, sou eu e um monte de inocentes a minha volta.
- Já disse que não deve sai. – Ela diz rabugenta, seus olhos eram da cor do céu, seu cabelos como nuvens, e seu gênio como trovão.
- “A claro, tenho que me enterra ai e não sai mais”.
- Saber que só estou cuidando de você.
- Já faz um ano, eu estou bem, quero uma vida de verdade, não machucarei ninguém e ninguém vai me machucar. Só você pode ver o mostro em mim, eles não. – Digo indo até ela.
- Não é dos humanos que tenho medo. – Ela diz abaixando a cabeça, Minha vó não fazia o tipo “coitadinha de você, vamos compra um doce”? Mas ela tinha medo por mim, mesmo que nunca tocasse no assunto, mesmo que fosse algo que nunca se quer ela quis saber, ela temia.
- Não vão vim atrás de mim, eles me deixaram sai.
- Mas um dia voltaram.
- Não vão, e se virem estou pronta para eles. – Mostro a ela a faca que roubei antes de sai daquele inferno.
- Não é tão forte quanto pensa.
- Não sou tão frágil também. – Vou para o meu quarto, o pequeno lugar ainda com decoração de bruxinhas tomava parte da paredes, havia tantos ursos e brinquedos em pilhados, que eu tinha certeza que um dia eles criariam vida e me expulsaria dali, eu não era mais aquela menininha feliz que a mãe enchia de presentes para abafa o fato de nunca poder brincar com as outras crianças. Me lembro de fica olhando elas brincarem e de me imagina junto a elas, de se normal como elas, nunca imaginei que minha mãe só tinha medo que eu machucar alguém, mesmo que fosse em um excesso de raiva.
Mas no que estou pensando? Não sou nem mesmo o fantasma daquela menina doce, e sonhadora, eles tiram tudo de mim, cada pensamento bom e inocente, eles me mataram e ainda fizeram a crueldade de deixa meu coração batendo.
- Celina! – Outra vez minha vó me chama.
- Sim!
- Vou na vendinha quer alguma coisa?!
- Quero!
- O que?
- Ir junto, mas como sei que não posso, muito obrigada!
- Então vou comprar chocolate e maçã!
- E obrigada por me ignorar!
- De nada querida! – Escuto a porta bater.
Olho para cama ainda bagunçada, o tedio estava me consumindo, abro a janela, que é de frente a janela da casa ao lado, uma vizinha me ver, sua face se torna uma mascara de horror, sua boca se abre, o grito agudo se espelha por toda a casa, a penas dou uma risada, e fecho a janela. Até aonde eles sabem, eu e minha mãe fomos mortas em um acidente de carro. Minha vó por medo, não revelou a ninguém que eu tinha voltado há um ano.
Entro no banho, a marro meus cabelos ruivos que caia até cintura, era sem duvida a única coisa linda em mim. Me olho no espelho não vi muitas meninas da minha idade, mas acho que não sou tão fora do comum, claro que fato de eu não ter nada por dentro possa se um diferencial, afinal quantas já estiveram no inferno? Quantas tem tanto ódio dentro de si que não há espaço para mais nada. Sei que nasci culpada, que meu nascimento foi marcado por desastres e destruições, aviões caíram, navios afundaram, a chuva que caiu naquela noite destruiu parte da cidade, todos os relógios da cidade param as 03:30 da madrugada as pessoas acharam que era o fim do mundo, mas era apena eu fazendo o que eu tinha que fazer “Destruir!”
Escuto um barulho, pego a faca me enrolo na toalha, ao sai do banheiro me deparo com a garota de olhos negros, jeans colado e uma blusa vermelha, seu cabelos loiros caiam em cachos seu sorriso maldoso destruía totalmente sua face de anjo.
- O que quer Carmem?
- Há quanto tempo querida, mal acreditei que á veria novamente. – Ela diz com sua voz doce.
- Diga o que quer e vai embora, víbora.
- Celina, por que me trata assim?
- O que quer? – Ela me dar um meio sorriso.
- Sinto tanta falta de seus gritos. – Pulo em cima da cama, e coloco a faça em seu pescoço, ela não tira o sorriso do rosto.
- Se eu não a parecer em dez minuto, um dos meus amiguinhos fará pedacinho da sua vovozinha.
- O que quer? – Digo tirando a faca.
- Quero que você estude.
- Que?!
- Que faça isso que os adolescente vão todos os dias.
- Escola?
- Por que?
- Tem um garoto que precisa ser vigiado.
- Querem que eu seja a baba dele? – Pego um short vermelho e uma blusa preta e me visto em quanto ela me observa.
- Isso, acho que não será tão difícil para você.
- Porque eu?
- Você tem que começa por algum lugar.
- E se eu não quiser? – Digo pegando novamente a faca.
- Sua vó vira ração de cachorro.
- Estou quase me convencendo.
- Eu disse a ele que você não passa de um filhote com alma, jamais arriscaria a vida de sua vó.
- É essa a sua carta na manga?
- Fará tudo que quisemos enquanto o coração daquela velha bater.
- É isso que pensa?
- Não é a verdade?
- Sim.
- Então estamos em acordo.
- Eu sereia baba de um garoto, mas quem é ele?
- Isso não é da sua conta.
- Tudo bem. – Ela se levanta e se aproxima de mim.
- Eu disse que você era só um desperdício de tempo, nunca vai muda.
- Só esqueceu de uma coisa.
- Do que? – Pego a faca e enfio no peito dela.
- Ninguém entra em minha casa e me ameaça. – O sangue escore pela boca dela, logo ela se torna uma fumaça negra.
Volto para o meu banho, sinceramente meu dia estava ganho, nada no mundo se comparava aquela satisfação de saber que Carmem estava no inferno.
Escuto novamente um barulho dessa vez me visto antes de sai, o barulho vinha lá de baixo, desço as escadas, me deparo com minha vó cantarolando.
- Oi vó pensei que não fosse voltar mais.
- Nem demorei tanto assim.
- Nunca confie em demônios vovó.
- O que menina? – Ela pergunta confusa.
- Nada, trouxe chocolate?
- Sim. – Peguei o chocolate e subi para o quarto e era obvio que o demônio que seguiu a minha vó estava lá, deitado em minha cama.
- O que faz aqui? – Perguntei dando uma mordida no chocolate.
- A matou? — O homem elegante de terno, de uma beleza reservada, me pergunta seriamente
- Ela achou que podia me ameaçar.
- Eu podia ter matado a sua vó.
- Desça as escadas, ela esta lá. – Eu abro aporta, ele sorri.
- E depois me matará.
- Atos, consequências.
- Então deu tempo para ela fala ou enfiou a faca antes.
- Agora querem que eu trabalhe com vocês.
- Sim.
- E por que?
- É a única que age como humano.
- O querem que eu faça.
- Se torne intima dele, faça com que ele te ame.
- E para que?
- Para temos ele do nosso lado.
- Quem é ele?
- Isso não posso dizer.
- E se não se interessa por mim?
- Com essa face de anjo qualquer um cai aos seus pés.
- Posso não ser o tipo dele.
- Fará com que seja, você não intende a importância dele para nós.
- O que ganho com isso. – Ando até ele e mordo meus lábios.
- O quer quiser. – Ele diz sem jeito.
- Por quanto tempo?
- O suficiente para nós.
- Que seria?
- Saberá tudo em seu devido tempo.
- Tá, eu aceito.
- Celina. – Ele me olhar seriamente, como se fosse dá uma ordem. – Não se apaixone por ele, ou ira cai junto com ele.
- Não confia em seu trabalho?
- Nem Carmem confiava.
- E esta morta e por minhas mãos.
- Sabe que os seguidores dela, irão quere se vingar.
- Diga a eles que eu também posso mata-los caso eles queiram continua seguindo ela.
- Não brinque com fogo Celina! – Ele sorri.
- Diga o mesmo a eles, pós você eu ainda respeito, mas se algum demônio pisa em minha casa, eu arranco o coração e os devolvo para o inferno.
- A terra esta cheia de demônios Celina.
- Eu sei, eu vi muitos de vocês. – Não pude esconde o ódio que sentia deles, eu mataria a todos sem pensa duas vezes.
- Estávamos te tornando mais forte.
- E conseguiram me tornaram quem sou hoje, sou a melhor aluna que vocês já tiveram, não é?
- Sim, e não me desaponte.
- Não irei.
- E não mate os meus demônios.
- Isso já não posso prometer.
Ele foi como chegou pulando a janela.
Agora eu tinha uma missão, e isso quer dizer que não posso continuar sendo o segredinho da vovó.
Vou até a escada e grito.
- Vovó!
- O que houve?! – Ela fala preocupada.
- Estou morrendo! – Digo apertando a minha barriga, e me jogando da escada.
Eu realmente me machuquei, mas tive que fingi uma desmaio, por que a pancada não foi tão forte, minha vó estava em prantos.
- Por favor, uma ambulância, minha neta estar morrendo! – Não pude deixa de sorrir.
Meia hora se passou, tive que fica parada ali, ouvindo o choro da minha vó, até que alguém bateu na porta, para o meu alivio.
- Minha neta esta morrendo! – Minha vó fala alto.
- Senhora Rose a sua neta...
Homem para de fala, acho que deve te me visto no chão, para sua surpresa minha vó, não estava gaga.
- Eu chamei uma ambulância, e não você Charles, ela esta morrendo.
- Quando foi que ela…– A voz do homem estava tremula.
-Não me encha de perguntas seu idiota, minha neta está morrendo.
- O que aconteceu com ela?! – O homem corre em minha direção.
- Não tá vendo, ela caiu!
- Vamos! – Homem me pega no colo, sinto o frio da noite em minha pele, escuto a voz de uma mulher.
- Quem é essa?!
- É Celina! – Outra grita. – Eu disse que á vir.
Com certeza olhos curiosos seguia o homem, que me leva para o carro, posso até ver o jornal de amanhã.
Celina Collins está viva!!
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