Anjos e Demonios

12 Capitulo 11


Demônio estava atirando facas nas árvores, pensando no quanto ele estava longe de cumprir sua missão, o quão idiota ele foi perdendo seu tempo com Julieta e o quão bravo Lúcifer iria ficar.

–O próximo anjo que aparecer na minha frente, será aquele que terminará meu dever. – Demônio falou para o verde da mata. – Eu juro.

–Demônio!

Ele congelou. Não. Não. Não. O destino só podia estar brincando com ele.

–Demônio! – Ela gritou de novo. A felicidade era evidente em sua voz.

Demônio se virou de vagar, rezando para que tivesse confundido a voz de Julieta. Ela não podia vê-lo, eles nunca mais iriam se ver. Ele tinha uma missão a cumprir. Mas sim, de algum jeito, Julieta escapara do paraíso e agora estava ali. As asas fortes a tirá-la do chão.

Ela tinha o sorriso mais lindo que ele já vira. Ela realmente parecia feliz por tê-lo encontrado. Mas depois dessa sua ultima promessa, ela era a ultima pessoa que ele queria ver.

–O que você faz aqui? – Demônio praticamente a empurrou.

–Eu... eu achei... vim te ver. – Ela falou confusa pela a raiva de Demônio. Será que ele não queria vê-la? O que estava acontecendo?

–Você é muito idiota! Cai fora daqui! Nunca, absolutamente nunca saia do paraíso!

–Mas De, o que houve?

–De o fora daqui Julieta! E vê se me esquece. – Julieta sentiu como se Demônio tivesse dado um soco nela.

Como ele podia falar assim com ela? Como se ela fosse a pior coisa no mundo. A raiva começou a ferver dentro dela. Não. Ela não ia embora sem respostas. Estava desobedecendo ordens para estar aqui com ele, Demônio teria que se explicar. Ele iria se explicar, nem que para isso ela tivesse que tirar as palavras à força dele.

Demônio se virou de costas, os punhos fechados enquanto, em sua mente, xingava o destino de todas as palavras conhecidas. Então Julieta pulou em cima dele. Demônio não estava preparado então foi fácil para ela derrubá-lo no chão.

Ambos saíram rolando na terra. Julieta dava socos em Demônio enquanto gritava com ele.

–Você é um egoísta, mimado, pretencioso. Não pensa em nada a não ser em si mesmo. – As lagrimas se misturavam a terra em seu rosto. – Desgraçado, idiota, incompetente!

–Para Julieta! Para! – Ele conseguiu segurar os braços dela os fazendo parar de rolar.

–Me solta! Eu te odeio! – Ela já chorava alto agora – Por que Demônio? POR QUÊ? – Ela sacudiu os braços tentando se soltar

–Eu... Eu... Desculpa Julieta.

–Me solta! Quer saber, você tem razão, eu nunca devia ter saído do paraíso, mas tive a doce ilusão que você ficaria feliz em me ver. – Julieta saiu de cima dele, incrédula. – Você é o maior idiota que eu conheço Demônio. – Ela secou as lagrimas. Então o mundo explodiu em fogo jogando Julieta ao encontro de uma árvore.

–Como o amor é lindo – O Djinn falou saindo do meio do fogo. – Uma pena que para monstros, não existe o felizes para sempre. Você devia saber disso Demônio, uma pena que seja tarde de mais.

–Quem é você? – Julieta perguntou tirando a faca de dentro da bota e entrando em posição de ataque. Ninguém iria ameaçar Demônio assim.

–Não importa meu nome, mas o que eu vim fazer aqui.

–Seu bostinha de merda, deixa ela em paz! – Demônio atacou o Djinn, mas antes que pudesse tocá-lo, uma parede de fogo se ergueu entre os dois, deixando Julieta e o demônio do fogo na mesma área, o que deixou Demônio muito preocupado.

–Não, Demônio. Acho que está na hora de você ir embora. – Com um estalar de dedos Demônio afundou na terra enquanto gritava obscenidades para o Djinn.

–NÃO! Para onde você o levou? – Julieta deu um passo ameaçador em direção ao mostro deformado na sua frente.

–Ah, Demônio não conseguiu cumprir sua missão, o Senhor está furioso. Uma pena que não haja ninguém no inferno capaz de ajuda-lo. – Dijnn estava claramente encenando, mas Julieta não estava preocupada com a falsa preocupação do monstro.

–Você vai ajuda-lo! – Julieta falou, praticamente ordenou.

–Não querida, já olhou para mim? Eu apenas controlo o fogo, seria praticamente feito em cinzas. Seria necessário alguém com a força de um anjo. Mas já falei muito, anjo algum o salvaria, não há esperanças para ele. Foi um prazer, anjinha. – Ele piscou e sumiu na mesma velocidade que apareceu, levando o fogo junto com ele.

–Não! – Julieta entrou em desespero. Se Lúcifer estava furioso, não ia ser nada bom para Demônio, ele estava em perigo.

Julieta teria que ter a força de um anjo. Tudo bem que ela não era um arcanjo, mas Demônio a ensinara a lutar muito bem. Ela podia vencer Lúcifer. Ela podia trazer Demônio são e salvo do inferno. Ela podia e ela ia.

Julieta precisava de um plano, voar direto para o inferno não ia adiantar nada, e seria suicídio. Ela precisava de armas também, mas entrar no paraíso estava fora de cogitação, o sol já havia se posto, se entrasse, não sairia mais.

Ela teria que ser rápida, mas teria que ser letal. Velocidade ou armas? Teria que ser um meio termo.

Demônio lhe ensinou que os seres inferiores, a maioria, não eram muito inteligente. Então se ela entrasse com toda a sua velocidade, ela poderia avançar um bom caminho antes que eles percebessem. Parecia bom para ela.

Mas ela ia demorar um bom tempo procurando Demônio...

Era um suicídio. Com toda certeza. Julieta não conseguiria sair viva de lá. Nunca. Mas se salvasse Demônio... Sim, com toda certeza valeria a pena.

Ela pegou o arco, a espada e a faca que tinha escondido na floresta. Demônio tinha dado tudo aquilo para ela ter as aulas. Era tudo tão perfeito, por que tinha que acontecer aquele incêndio? Por que Julieta tinha que ter dado uma de super anjo e salvado os animais? Ela deveria ter saído quando Demônio pediu. Os superiores não saberiam nada sobre eles.

Ela suspirou. Não ia adiantar nada se culpar agora. Ela precisava erguer a cabeça, vestir-se de coragem e voar direto para o lugar mais perigoso da face da terra. Voar direto para sua morte. Voar para Demônio.

Notas finais
e aiiii?? o que acharam? mandem reviews ;)