Anjos e Amores
3 2. Primeiro Dia.
Notas iniciais
O jantar com a mãe de Josh havia sido muito divertido, Sara era uma piadista, tirava sarro até da formiga que passava na sua frente, o que tornou o clima leve num piscar de olhos, apesar de ter se enrolado um pouco para responder perguntas sobre o seu passado.
Quando chegou a noite e pode descansar a cabeça no travesseiro, finalmente, parou para pensar no seu longo dia.
Ainda podia sentir sua cabeça latejar, e uma ardência incomoda nas costas, onde seria suas asas. Também desejou ter tido uma despedida menos conturbada com Cas, as palavras que ele lhe disse ainda ecoavam em sua cabeça. É claro que ela sempre soube que ele a amava. “Como uma amiga claro, que outro jeito seria?” Pensou. Ela o amava também. Como não poderia amar ele? Os dois sempre estiveram juntos, desde que pode se lembrar.
De repente, sentiu uma enorme vontade de chorar. Queria poder abraçar ele e saber que estava tudo bem outra vez. Nunca imaginou a possibilidade de um dia não ter Castiel perto de si. Foi sempre assim, quando precisava do colo de alguém, era em Cas que ela encontrava conforto, pensar que não teria ele ali sempre que quisesse contar sobre seu dia era definitivamente... estranho e... ruim.
Um frio na barriga a assaltou quando seus pensamentos mudaram de rumo bruscamente. Amanhã seria seu primeiro dia de aula. Seria a primeira vez que ela entraria em uma escola humana depois de muito tempo. Dessa vez, não acompanhando seu protegido, mas como uma aluna, novamente.
Claro que ela já conhecia a escola das muitas vezes que acompanhou Josh no dia-a-dia, mas agora era diferente, depois de tanto tempo, ela seria vista por todos, teria que fazer amizades e tentar não dizer algo fora do normal.
Ela já sabia que no intervalo Josh se sentava com o grupo dos... Em falta de palavras, populares. E definitivamente ela não queria passar os seus intervalos com aquelas pessoas abomináveis. Eles só sabiam falar futilidades... Se perguntava o que Josh fazia no meio deles... Havia um ou outro que se salvava, mas não, não e não, não iria passar 30 preciosos minutos ali. Poderia sentar em uma mesa afastada com um livro, pensou, ela gostava de ler e a literatura dos mortais era realmente fascinante.
Suspirou e então resolveu tentar dormir. Virou de bruços e abraçou o travesseiro. “É fácil, vamos lá.” Pensou sonolenta. “Um carneirinho, dois carneirinhos, três...” Não lembrou onde parou a contagem, mas teve a sensação de que alguém fazia cafuné nela enquanto dormia.
=*=*=
– Leeh, acorda. – Alguém cutucou seu ombro. – Anjo, nós vamos nos atrasar se você não levantar...
– Hummm, já vou Cas, enrola o Hairt mais um pouco.. – Grunhiu virando pro lado.
– Não sou Cas nenhum, sou eu, Josh, meu anjo levanta logo vai. – Fez uma careta. Já era 7:18, mais um pouco e chegariam atrasados se Leerah demorasse pra se arrumar.
– Humm? – Tirou a coberta da cabeça e franziu o cenho – Josh? Como você veio parar aqui...? Ah meu Deus! Desculpe meu amor, esqueci que eu tinha me “mudado”.
Riu de si mesma tocando as pernas para fora da cama.
– 25 minutos no máximo e eu estou pronta, prometo.
Correu pro banheiro e só saiu de lá de banho tomado e vestida. Desceu pra cozinha pra encontrar Josh que estava encostado na bancada.
– Só tenho que comer algo e podemos ir.
– Toma. –Entregou um sanduiche e um copo térmico com café, indo para a porta – Pode comer no caminho, anjo.
Ela olhou pra comida meio em dúvida, mas acabou pegando. Sorriu pra ele
– Obrigado Josh.
O caminho foi silencioso enquanto ela comia e observava ao seu redor. Era incrível, ainda se maravilhava com tantas coisas que haviam mudado com o passar do tempo. Sentiu o carro ir parando ao chegar perto do prédio onde era seu destino.
– Chegamos anjo – Josh disse antes de sair do carro.
Ela podia sentir as borbulhas de nervosismo em seu estomago, faziam-na se sentir inquieta e ficar mexendo insistentemente no seu colar. Olhou para o estacionamento da escola antes de respirar fundo e sair de dentro do carro. Imediatamente pode ouvir os cochichos começarem.
Josh parecia ter ignorado isso, pois veio para o seu lado e passou a mão pela sua cintura a puxando para um grupo de pessoa mais ou menos perto da grande porta verde que dava acesso ao interior da escola.
Ela já sabia quem eram aquelas pessoas e definitivamente a ideia de passar mais que 5 minutos perto delas lhe embrulhava o estomago. Conteve um suspiro. “Vou ter que me acostumar” pensou, abrindo um sorriso tímido quando chegaram próximos ao grupo.
– E aí galera? – Um pequeno coro de “oi’s” saudou Josh – Essa é Leerah, a garota que eu falei pra vocês – Ela acenou com a cabeça para eles – Leeh, esses são Henry, Edgar, Adam, Agatha, Brenda e Carlie.
Não que ela precisasse que apresentasse eles para ela, já que conhecia cada um deles das tantas vezes que esteve na escola observando Josh, mas sem duvidas seria estranho ela saber o nome de cada um quando supostamente essa era a primeira vez que eles se viam.
Henry e Agatha são irmãos, pareciam gêmeos mas Agatha é um ano mais velha, como repetiu um ano (por motivos que ninguém parecia saber) ela esta no mesmo ano que o irmão, o que só reforça a ideia que eles são gêmeos para quem não os conhece. Eram os únicos ali naquela roda de amigos que Leerah achava que talvez pudesse fazer amizade algum dia. Eram altos e de corpo atlético, os cabelos num estranho tom entre ruivo e castanho e olhos marrons avermelhados. As vezes cochichavam entre si e trocavam olhares, como se compartilhassem um segredo. Leerah mantinha uma certa curiosidade a respeito dos dois, pois não descobriu quase nada sobre eles.
Brenda e Carlie poderiam ser usadas como exemplo do estereótipo das patricinhas de filmes, ambas tinham cabelos loiros (e Leeh acreditava que o de Carlie era loiro de farmácia). Brenda era um pouco mais baixa que Carlie, mas usava saltos maiores para parecer ter a mesma altura que ela. Ao que parecia, Carlie era tipo uma... Deusa para Brenda, e ela se esforçava para ser como ela.
Edgar era aquele típico cara que quer dar uma de maioral a custa do dinheiro dos seus pais, sempre desfilando com carros e roupas novas e caras. Edgar era baixinho, uma coisa que ele odiava que lembrassem, cabelo loiro, olhos verdes, Leerah já sabia que eventualmente ele gostava de se drogar, para esquecer os problemas que tinha em casa.
Já Adam era alto e forte, cabelos pretos encaracolados e olhos tão pretos quanto a noite, ele até seria um cara legal, se seu passatempo predileto não fosse quebrar corações de garotas e se não fosse tão rude com quem não fosse os seus amigos, alias, parecia que ele só tolerava Josh, Edgar, Brenda e Carlie por obrigação, já que aparentemente ele só se dá realmente bem com Henry e Agatha. Ele ara outro que Leeh só sabia o que via e ouvia quando estava com Josh, na escola e em alguma saída deles.
Passou alguns minutos somente ouvindo a conversa deles, ao que começou a ficar incomodada com o olhar de raiva de Carlie, e os olhares analisadores dos “Gêmeos” e Adam.
– Humm, Josh... – Ela mordeu o canto da bochecha tentando achar alguma desculpa para sair daquela roda – Eu vou pegar meu horário na diretoria e vou pra sala, ok?
Ele sorriu de lado – Certo, não quer que eu te acompanhe até a sala, anjo?
– Não precisa, a gente se vê no intervalo amor. – Ela sorriu pra ele, que enlaçou ela pela cintura e beijou-a – Tenha uma boa aula.
– Você também, Leeh.
Ela acenou aos outros antes de entrar no prédio.
Lá dentro já havia uma grande quantidade de alunos se preparando para um novo ano letivo, muitos conversavam sobre como foram suas férias, alguns reclamavam por terem aula novamente com algum professor do qual não gostavam, Leeh se contentou em procurar pela porta certa tentando não se bater em ninguém, o que não deu muito certo, claro, ela se chocou com ao menos três pessoas antes de chegar a porta onde uma plaquinha branca adornada por girassóis e folhas podia ser vista onde se lia “Diretoria” em letras pretas.
Lá dentro, ao contrário do esperado, não havia uma secretária, mas sim um homem por volta de seus quarenta anos, cabelos começando a ficar grisalhos, usava um óculos retangular que tinha uma das lentes com um pequeno trincado, de aro azul escuro e uma camisa social acompanhada por uma calça jeans.
Quando a porta se abriu ele levantou os olhos de uma pasta que estava aberta a sua frente.
– Com licença, senhor, eu gostaria de pegar minha grade de horários.
– Ah! Senhorita Leerah Dawerhaimer, imagino, ãh? Seus horários estão aqui em algum lugar... Claro... Só um minuto, sim? – Ele revirou algumas gavetas até soltar uma exclamação baixinho. – Aqui está, desculpe, não é sempre assim sabe? Mas a senhora que cuida da secretaria estava doente, então nós professores estamos tendo que nos virar hoje. – Ele deu um sorriso sem graça, então olhou de relance seu horário. – A propósito, seu primeiro horário é comigo. Sou Vincent Ganz, professor de História, muito prazer.
– É um prazer professor, obrigada. – Ela sorriu e acenou antes de sair da sala. – Até logo então senhor.
Ela caminhou alguns minutos pelos corredores da escola até alcançar a porta de sua sala de aula, uns poucos alunos já estavam lá, amontoados em grupos conversando, alguns deles viraram para olha-la entrar na sala e tomar para si um lugar perto do fundo, mas nenhum fez menção de levantar e tentar puxar assunto com ela.
Ela suspirou ao por seus materiais em cima da classe e abrir um caderno qualquer para ficar rabiscando seus desenhos. Ela só percebeu que estava desenhando Castiel quando o desenho estava começando a tomar forma, isso fez ela sorrir ao lembrar que o amigo anjo adorava tentar espiar, segundo suas palavras “O que ela tanto desenhava nesse bendito caderno, pra não prestar atenção enquanto ele falava” . Ela soltou uma risada baixinha, antes de perceber que o Senhor Ganz havia entrado em sala e escrevia a data, seu nome e a matéria que leciona num canto do quadro negro.
– Bom dia turma, aproveitaram as férias? – Ouviu-se um coro de respostas animadas para ele e Leerah pensou que esse devia ser um daqueles professores que todos gostavam. – Bem, eu me chamo Vincent Ganz, para quem ainda não me conhece. – Ele deu um sorriso caloroso em direção a Leerah, o que fez ela corar com os olhares sobre si. – Mas pelo visto só a Leerah que entrou esse ano, uh? Pode se apresentar por favor, Leerah?
Ela ficou ainda mais vermelha, mas se ajeitou na cadeira e passou os olhos pela turma.
–- E-eu – Pigarreou – Eu me chamo Leerah, e vim de Londres fazendo intercâmbio, e... Acho que é isso.
A turma murmurou algumas boas vindas, então o professor pediu a atenção e começou a falar sobre o que estudariam naquele ano, relembrando algumas coisas do segundo ano e até algumas do primeiro. Durante a aula ela anotou algumas coisas no caderno, mas se dedicou mais em terminar seu desenho.
Ao fim da aula com o Sr. Ganz, a turma se levantou para ir para a próxima aula e enquanto arrumava a mochila, uma garota parou ao seu lado, ela sorria animada, segurando uma das alças da mochila, tinha cabelos coloridos de roxo com as pontas pretas e se balançava pra frente e pra trás nos calcanhares.
– Oi! Leerah, né? Eu sou Lizza, muito prazer. – Ela pareceu alargar o sorriso – Pra que aula que você vai agora?
– Ããh, sim, hum... – Olhou meio perdida pro papelzinho que tinha na mão – Parece que... Inglês, na sala 213.
– Ótimo! É a mesma que a minha, vamos juntas. – Ela puxou Leerah pelo braço, tagarelando sobre a professora de Inglês e como ela era irritante algumas-muitas vezes.
No caminho Lizza perguntou um monte de coisas sobre ela, sobre diversos assuntos, Lizza parecia ser uma ótima amiga, Leerah pensou, se perguntando como ela conseguia falar tanto ao mesmo tempo.
Quando estavam na porta da sala de Inglês, um garoto apareceu correndo atrás delas.
– Puta que pariu, Lizbeth, não me ouviu te chamar? – Ele respirou fundo, sem ar. Tinha uma estatura mediana, tinha o cabelo castanho escuro e bagunçado e uma pintinha na bochecha esquerda, usava uma camiseta de anime,pelo que percebeu, Death Note.
– Não – Ela piscou os olhos inocentemente, antes de fazer uma careta e fulminar ele com os olhos – E não me chama de Lizbeth, caralho, é L-I-Z-Z-A. – Depois se virou para ela, séria – Se quiser ter uma morte lenta e dolorosa, me chame de Lizbeth.
– Ok, então. – Riu – Vou me lembrar disso.
– Quem é ela? – O garoto perguntou curioso, olhando a garota de um jeito avaliativo
– Ah é, Louis, essa é Leerah – Ela acenou pra ele – E Leerah, esse é o Louis, ele é meu amigo.
– Legal, oi Leerah – Ele sorriu sem jeito pra ela – É nova aqui, né? Eu nunca te vi nos outros anos...
– Me chamem de Leeh, e sim, sou sim. – Ela apontou pra sala – Vamos entrar? Tenho a impressão que a aquela mulher que vem vindo lá é a professora.
Lizza levantou a sobrancelha virando pra olhar onde apontou com a cabeça, depois fez uma careta e agarrou os dois pelo braço, puxando para dentro da sala, só soltando eles quando chegaram no fundo da sala, onde Leerah sentou atrás de Lizza que ficou ao lado de Louis.
– Pela cara de limão azedo ela não está num bom humor hoje. – Ela cochichou virada pra trás
– E quando ela está num bom humor? – Louis virou também, fazendo uma cara engraçada.
Leerah afundou na cadeira – Vai ser uma loooonga aula – Resmungou.
Eles fizeram sinal de positivo e viraram pra frente quando a professora bateu um livro na classe de um aluno que sentava na frente, que deu um pulo e se encolheu. Alguns riram baixinho disso.
– Quietos! Quero que anotem no caderno os tópicos que abordaremos neste ano. Rápido! Eu irei ditar.
Louis soltou um suspiro alto da sua cadeira.
– Realmente, vão ser dois longos e chatos períodos.
Quando o sinal para o intervalo tocou a turma quase saiu cantando o coro de aleluia, haviam sido duas horas copiando incessantemente, parando somente quando a professora xingava um ou outro aluno. Lizza e Louis convidaram Leeh para sentar com eles, o que foi um grande alivio, pois teria uma desculpa perfeita para não ter que sentar-se com os amigos de Josh, por mais que ela quisesse que ele passasse o intervalo ao seu lado, sabia que ele não iria se sentar em uma mesa separada do grupo.
– Como era morar lá em Londres? – Louis perguntou curioso, assim que saíram da sala, pelo que ela entendeu, ele era fascinado pela cidade.
– Legal, passar as tardes lendo no Regent’s Park era muito gostoso... – Ela deu de ombros, isso era algo que ela realmente fazia, mas numa outra época.
– Leerah! – Josh apareceu na sua frente, fazendo ela esbarrar nele – Opa, cuidado meu anjo, você esta bem?
– Josh, que susto, pelo Summ..!, — Arrumou a mochila direito, cortando a frase ao meio ao quase falar algo “fora do normal” – Estou, amor, vou ficar com a Lizza e o Louis no intervalo, você não se importa?
– Quem? – Ele franziu o cenho
– Nós – Lizza e Louis falaram juntos, chamando a atenção do moreno, que fez uma careta.
– Ah, eles... Hum.. Tem certeza anjo? – Ela assentiu cruzando os dedos para ele não ficar bravo – Tudo bem – Ele disse de má vontade.
Ela sorriu – Obrigado amor! — Roubou um beijo dele e se virou para a dupla – Vamos?
Eles concordaram e fizeram um sinal com a cabeça para Josh indo para o lado do refeitório.
– O que é Summ?
– Por que me parece que vocês não se dão muito bem? – Desconversou Louis
– Não somos populares – Lizza falou com sarcasmo
– Ainda bem – Leerah comentou, fazendo com que Louis sorrisse.
– Pensei que fosse ignorar a gente depois de saber disso – Riu – Acho que você é das nossas!
Ele comemorou virando de frente pra elas e andando de costas, balançando as mãos de um jeito engraçado, fazendo as duas rirem.
Quando chegaram no refeitório, ele perguntou o que elas iriam querer e então foi buscar enquanto Lizza a arrastou para uma mesa. Ele voltou com duas bandejas com suco, bolinhos e mais algumas coisas gostosas, eles ficaram conversando sobre muitas coisas diferentes, e aquela meia hora de intervalo pareceu passar como 5 minutos. Logo o sinal soou, fazendo Leerah ir para sua aula, a qual, infelizmente, ela pensou, não era com nenhum dos dois.
=*=*=
Um sorriso brincava nos lábios do anjo de cabelos carmesim ao observar sua protegida tentar disfarçar o tropeço no caminho de sua sala de aula, ele ainda deu uma olhada na mesa onde Josh ria despreocupado com sua roda de amigos antes de se virar e seguir os passos da garota.
Ao se aproximar da carteira onde ela estava sentada, notou que ela rabiscava mais um de seus desenhos, isso o fez alargar o sorriso. Ele parou ao lado dela curioso para descobrir o que ela desenhava.
– Então é por isso que você nunca deixa eu ver seus desenhos? – Ele comentou, mesmo que ela não pudesse o escutar, quando viu que ela terminava de desenha-lo.
Por um momento Leerah virou para traz e franziu o cenho confusa, balançou a cabeça e voltou a se concentrar no que estava fazendo.
– Então você ainda pode me sentir, mesmo eu estando oculto? – Castiel falou novamente.
A mão dela hesitou por um segundo num detalhe que ela sombreava, como se prestasse atenção em algo momentaneamente, mas a professora chegou na sala fazendo-a pegar o caderno.
– Como está sendo o primeiro dia dela?
Castiel se sobressaltou ao ouvir a voz de Hairt ao seu lado.
– Ela está se dando bem, pelo que eu vi. Almoçou com um garoto e uma garota, parece que ela fez amizade com eles.
Ele sorriu surpreso. – Pensei que ela almoçaria com o... namorado.
– Hum, pelo que parece ela não gosta de alguns dos amigos dele. – Ele passou a mão pelos cabelos, virou-se para Hairt e fez um gesto indicando a sala de aula – Acho que enquanto ela esta em horário de aula irei acompanha-la da minha sala. É meio irritante ficar aqui ouvindo esses professores tagarelarem coisas que eu já ouvi um monte de vezes, e algumas em que estive presente, ainda.
– Certo, então vou pedir sua ajuda com algumas coisas que precisa ser resolvido.
Hairt riu quando Cas olhou mais uma vez pra professora, antes de olhar pra Leerah e resmungar um “Não sei como ela aguenta”.
Os dois trocaram olhares antes de desaparecer da sala.
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