Anjos da escuridão
1 Passado
Notas iniciais
-Papai! Papai!
Uma garotinha de vestidinho branco estava no meio de uma multidão perdida, era festival de outono em Pelly Pell. Onde todos iam para o parque perto do porto e festejavam, as criança brincavam, comiam cachorro quente e algodão doce, era muitas pessoas que vinham e muito fácil de se perder.
Uma garotinha de cabelos castanhos claros e olhos castanhos mel, tão claros como a dia agora estavam vermelhos pelas lágrimas que caiam em seu pequeno rostinho com as maçãs do rosto perfeita, os cílios eram retinhos que parecia que usava maquiagem, o corpinho delicado e cheio de curvinhas.
A garotinha parou, as pessoas quase pisavam nela por ser baixinha, a garotinha de olhos claros tinha apenas 6 aninhos, era seu aniversário naquele dia, seu pai pensou em leva-la no parque para comemorar, mas quando ele a largou para comprar umas fichas, ela seguiu um cachorrinho e acabou se perdendo.
Ela tocou no olhinho e olhou em volta, ela agarrou o casaco de um homem, mas ele só a empurrou. Ela começou a chorar de novo. Ela deu um passo para trás, quando viu um cara cheio de músculos e cabelos espetados verdes, ela se assustou dele e foi para trás, ela se virou mais deu de cara com alguém que fez ela ir para trás e cair sentada, ela passou os dedinhos finos nos olhinhos e levantou o olhar.
Um cara de cabelos negros feito a noite a olhava com uma expressão de nojo e desgosto, mas ela não se intimidou, ela não sentiu medo, o outro cara fugiu quando viu o cara a sua frente. A pequenina tocou no vestidinho e se levantou.
O homem se virou, mas ela não o deixou ir embora, ela pegou a porta de seu sobretudo negro, ele olhou por cima do ombro, seus olhos pareciam brilhar e havia presas em seus lábios. Ele se virou, a garotinha o encarou e sorriu.
Um sorriso quente e com ternura, o vampiro ficou surpreso. Ela chegou mais perto dele sorrindo pedindo para ele pega-la nos braços, mas ele não fez. Ela baixou o olhar e tocou no olhinho de novo.
Ela começou a tremer de frio, um grupo de adolescentes começaram a tocar água um nos outros e espumas em umas latas. Um quase acertou a pequena que gritou.
O humano olhou para a garotinha e deu de ombros.
-Vá procurar seus pais, criancinha. -Falou o que quase a acertou.
O vampiro a sua frente mostrou as presas e o agarrou pelo colarinho de seu casaco mostrando as presas afiadas. Naquele cidade todos os humanos conheciam os vampiros, e o que eles eram, mas não tinham muito medo por que era governados por dois vampiros poderosos, os originais supremos.
-Calma ai cara! -Ele disse tremendo.
-Tem sorte que não acertou essa garotinha.
O humano encarou os olhos do vampiro sedento.
-Eu odeio humanos, vermes. -Disse o vampiro. -Saia daqui!
O humano sai correndo com os amigos, a garotinha sorriu e tentou pegar a mão dele, mas ele a olhou. Ela ainda sorria para ele.
-O que eu faço com você. -Ele bufou.
Ele a olhou naqueles olhos castanhos mel, e sorriu. O vampiro que odiava os humanos... O vampiro temido por ser o maior torturador e matador agora estava cedendo a uma garotinha? Sim estava.
Ele a pegou nos braços, ela ficou feliz. Ele olhou a sua volta, mas não sabia onde estava os pais da garota, então ele foi pedir ajuda.
-Katy! Acorde. -Um homem de cabelos meio grisalhos falou na porta de um guardo com paredes rosas.
A garota embaixo das cobertas reclamou. Ele bateu a porta.
Ela se levantou e parou na frente do espelho.
-Mais um dia. -Ela bufou. Ela olhou o calendário grudado no espelho de corpo inteiro, hoje seria o dia que seu pai a nomearia como a melhor caçadora jovem.
Ela pegou uma calça jeans escura, e uma camisa preta. Ela parou na frente do roupeiro e pegou seu blusão favorito, o blusão do pikachu.
Ela desceu as escadas, seu pai estava fazendo sanduíches para tomarem café.
-Hoje é o grande dia. -Disse o pai animado.
Ela deu de ombros, odiava fiar lutando para matar, isso era desumano, mas ela fez uma promessa, só mataria aqueles vampiros que estavam prejudicando outros e acharia o vampiro que a salvou aquela vez no parque.
Ela colocou o capuz e foi embora, o pai balançou a cabeça.
-Como ela consegue ser assim.
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Um vampiro tremia enquanto curvado, ele estava de frente a uma plataforma onde tinha um sofá vermelho. Lá no escuro olhos sagazes brilhavam.
-M-Me desculpe.
Uma taça de ouro foi atirado em sua direção o vampiro se agachou com as mãos na cabeça, ele levantou o olhar para a escuridão, olhos cor ametista brilharam no escuro.
Uma vampira veio com outra taça, o vampiro no escuro levantou o braço e pegou a taça, pulseiras de ouro cintilaram na luz fraca atrás do vampiro medroso.
O vampiro olhou para seu servo.
-Você quer me dizer que falhou! -A voz do vampiro era fria, ele lambeu a ultima gota de sangue do cálice e voltou a olhar para o vampiro.
-M-Me desculpe, mestre.
-Eu não crio fracos! -O vampiro se levantou, seus olhos cor de ametista estavam fixo neles. -Eu só crio vampiros fortes que completam suas missões, seu companheiro morreu por culpa sua!
O vampiro olhou para trás de seu mestre, outros olhos frios surgiu, só que aqueles era piores, o vampiro atrás dele não falava nada.
-Leve-o daqui, depois cuidarei dele! -Ordenou o mestre para os guardas.
O vampiro se atirou no sofá, ele fechou os olhos e mexeu nos cabelos negros, uma risada fria surgiu.
-Você foi bonzinho.
-Depois cuido dele, não é maninho? -O vampiro sorriu. -Rei do Norte.
-Não sei seus planos rei do sul e oeste. -O vampiro sorriu maliciosamente.
Uma vampira chegou por trás do vampiro deitado no sofá e começou a massageá-lo, mas ele não gostou, mesmo assim a fêmea continuou.
-O que traz de novo?
-Parece que temos um vampiro a solta que esta trazendo o caos aos 4 lados, um vampiro que se diz querer mudar nosso regime, tirar os 4 lados de nós, os originais supremos.
O vampiro suspirou.
-O que faremos?
-Os caçadores vão se unir com nós, eles mandaram alguém que lidera, o líder verdadeiro não virá, ele não gosta de pensar que trabalhará com vampiros, então mandara outro, e nós precisamos impedir esse vampiro.
-Custe o que custar? E com torturas? -O vampiro lambeu os lábios. Seu irmão sorriu friamente.
-Sim. -Ele sorria. -Eles darão resposta ao por do sol. Fique a tento.
-Você sempre sabia. -Ele brincou com o cálice. -Como dizem, somos gêmeos, você é o sábio eu sou o que faz sem pensar.
-Você tortura, mas pensa antes, não se engane. -Ele desceu os degraus. -Logo voltarei.
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