Anjos caem

2 Capitulo 2


Meu corpo estava dolorido, mas o ar era fresco e sentia uma cama macia embaixo de mim, abri meus olhos encontrando um cômodo em tons de cinza, eu estava sozinha em um canto isolado por cortinas, eu estava em uma enfermaria, me sentei com dificuldade e por um momento fiquei olhando tentando lembrar do que tinha acontecido, quando vozes foram se tornando mais altas até que minha mãe entrou no meu campo de visão.

— Esta acordada, graça aos Deuses. – Ela veio com os braços entendidos me abraçando com forço e mesmo que meu corpo doesse com isso eu me senti protegida e em casa.

— Como se sente querida? – Olhei para meu pai parado na ponta da cama com um sorriso calmo.

Minha mãe me soltou e pude olhar para ambos, ela era pequena e ruiva assim como eu, meu pai era alto e robusto com os olhos dourados que eu puxei.

— Me sinto dolorida. – Falei calma tentando ser otimista.

— Não e para menos, você destruiu todos os Andarilhos dentro do seu colégio... – meu pai começou a falar.

— E quase morreu. – Minha mãe completou em tom de repreensão.

— Sinto muito. – Tentei falar quando tive um ataque de tosse sentindo minha garganta seca.

— Aqui. – Meu pai me deu um copo de agua.

— Você salvou a todos, mas isso foi arriscado. – Meu pai falou com uma cara séria, mas era claro que ele estava orgulhoso.

— Isso foi burrice Salem. – Brian apareceu com um rosto arranhado e um sorriso sarcástico.

— Você está ótimo Fosten. – Respondi no mesmo tom.

— Melhor do que você eu garanto, Senhor e Senhora Salem. – ele entrou com um sorriso agora cumprimentando meus pais.

— Brian pensei que os Elevados estavam curando os seus. – minha mãe não era fã dos Elevados por conta da rincha natura de bem e mal.

— Estão curando casos mais graves do que um rosto arranhado. – ele me olhou agora preocupado.

— Eu estou bem e viva. – falei mais uma vez o que seria a primeira de muitas mesmo quando sai da enfermaria improvisada e meus pais foram embora.

Os corredores eram largos, mas fechados, sem janelas, Brian me tratava como se eu fosse quebrar a qualquer momento e todos me olhavam como se eu fosse uma aberração, a Elevada ladra usando magia dos Caídos, eram esses comentários que eu ouvi no primeiro café da manhã fora da enfermaria.

— Não ligue para eles. – Brian falou pela milésima vez.

— Eu não ligo. – eu sabia que não ligava, mas pela primeira vez queria mandar eles calarem as bocas e cuidarem da suas vidas.

— Deixa eu levar sua mochila. – e mais uma vez eu senti raiva da forma que ele estava me tratando.

— Eu não vou quebrar sabia. – parei no corredor que tinha poucas pessoas e olhei para Brian. – Para de me seguir como se eu fosse quebrar a qualquer momento porque eu não vou, eu estou bem e não tenho problemas com o que as pessoas pensam de mim e sim como você está me tratando mesmo sendo meu melhor amigo.

— Eu não estou... – Brian começou falar quando vi duas mão em seus ombros.

— Está sim. – eu conhecia aquela voz.

— Não adianta negar. – eu olhei e confirmei que eram os mesmo que eu tinha visto naquele dia.

— E quem são vocês? – Brian tirou de forma brusca suas mãos e encarrou os recém-chegados.

— Sebastian e Vincent. – falei automática e senti meu rosto esquentar quando ambos olharam para mim.

— Eu disse que ela lembraria. – Sebastian tinha um sorriso satisfeito no rosto.

— É claro que sim. – o sorriso de prepotente de Vincent me fez revirar os olhos.

— Você conhece eles? – Brian agora parecia desnorteado e mais alguma coisa que não reconheci.

— É claro que ela conhece. – Vincent se aproximou tocando meu rosto me fazendo arregalar meus olhos.

— Ela e nossa garota. – Sebastian seguiu o movimento do outro e ambos saíram me deixando vermelha de vergonha e todos olhando e comentando.

— Garota deles, o que ele quis dizer? – Brian agora estava vermelho obviamente de raiva.

— Temos aula. – voltei a andar na mesma direção dos outros dois.