Anjos Sombrios

3 Amigos do Meu Pai


Notas iniciais
Eu não gostei muito desse capítulo. Não acho que meu forte seja conversação, mas tenho que treinar.

Os cheiros que senti ao entrar na lanchonete eram deliciosos e eu estava morrendo de fome. Não estava lotado, mas as conversas eram altas. Parei. Minha atenção foi completamente atraída para uma mesa no canto, onde três homens muito bonitos estavam sentados e me encaravam fixamente. Não consegui desviar o olhar, até que a senhora Benson entrou na minha linha de visão.

– Saiu correndo após o almoço! Aposto que não comeu nada até agora! – seu tom era de desaprovação, mas seu rosto mantinha um sorriso carinhoso.

– Desculpa, senhora Benson. – não consegui evitar sorrir com carinho para aquela mulher, que sempre agia como uma avó.

– Tudo bem! Agora venha, porque você deixou os amigos de seu pai esperando por muito tempo! – olhei para ela confusa – Vamos, eles estão na mesa ali do canto, querida.

Amigos do meu pai? Eu os deixei esperando? Eles observaram, enquanto a senhora Benson me puxava na direção deles. Aproveitei para estudá-los. Um deles tinha um cabelo loiro bem bagunçado, que batia nos ombros e seus olhos eram suaves, de um azul bem claro. O homem ao seu lado tinha um cabelo castanho muito comprido e liso, com olhos de um castanho muito profundo e misterioso. Do outro lado da mesa, sentado sozinho estava um homem que sorria para mim de maneira gentil. Seu cabelo castanho batia nos ombros e era de uma ondulação perfeita, enquanto seus olhos eram verdes e brilhantes. Parei ao lado da senhora Benson, na frente da mesa.

– Viram? Eu disse que ela logo chegaria! Sente-se logo, querida, o que vai jantar? – olhei para ela por um instante e me sentei ao lado do “senhor sorriso” com insegurança.

– Hmm o mesmo de sempre, senhora Benson. – consegui dizer após um minuto de silêncio constrangedor.

– Você só come hamburguer, menina? – antes que eu pudesse argumentar ela me respondeu — Tudo bem, trarei sua comida favorita! – ela piscou para mim.

Outra vez o silêncio constrangedor, enquanto os estranhos esperavam a senhora Benson se afastar. Olhei a mesa e percebi que eles já haviam comido. Copos, pratos e talheres estavam sujos pela mesa. A senhora Benson obviamente já estava falando com o marido na cozinha, pois o “senhor sorriso” virou para mim animadamente.

– Sei que deve estar confusa, princesa, mas devo dizer que é um prazer conhecê-la. Eu me chamo Aleksander e estes são meus irmãos, Dimitri e Klaus. – ele indicou para o emburrado de cabelo comprido e para o loirinho bagunçado, respectivamente.

– Meu nome é Kisa, prazer em conhecê-los ... – soou mais como uma pergunta, pois ainda estava confusa com tudo aquilo – Então são amigos do meu pai? Ele não me avisou que teríamos visitas. – consegui ir direto ao ponto, mas o olhar que os três trocaram foi confuso.

– Seu pai, Princesa? – me perguntou o loirinho bagunçado, Klaus.

– Sim, meu pai ... Vasile Whitehall. – o olhar de Klaus mudou de confusão para entendimento – E por favor, não me chame de Princesa. – Klaus fez menção de quem ía falar, mas pela primeira vez Dimitri se manifestou.

– O fato de que chame Vasile de pai, mostra que ele criou você sem que soubesse de muitas coisas. Vasile não é seu pai. Não nos peça que paremos de chamá-la de Princesa, pois isso seria algo condescendente para nós.

Aleksander parecia alarmado ao meu lado, mas Dimitri o silenciou com um olhar. Comecei a perceber quem era o líder dor trêS, mas isso não me esclarecia nada. Dimitri parecia muito sério e esperou minha reação as palavras que disse. Vasile não era meu pai? Aquilo me irritou. Dimitri me irritou.

– Vasile e Mila Whitehall são meus pais! Meu nome é Kisa, não Princesa! Para mim vocês são desconhecidos, pois meu pai nunca me falou nada sobre amigos dele. – olhei desafiadoramente para Dimitri, mas ele apenas acenou com a cabeça para Aleksander. Percebi que era uma permissão para que o “senhor sorriso” falasse.

– Entendemos que possa ser difícil aceitar isso logo de cara, mas falamos a verdade. Vasile não é seu verdadeiro pai, na verdade ele é um de nossos muitos irmãos. – seu sorriso era calmo, mas os olhos estavam atentos ao meu rosto – E para todos nós, incluindo Vasile, você é nossa Princesa. Alguém que pensamos ter perdido anos atrás. Quando achamos rastros de que estava viva, sua irmã nos mandou vir buscá-la imediatamente.

– Então sou sua Princesa e minha irmã mandou vocês me buscarem? – minha calma era estranha e eu não conseguia saber se estava em choque ou não.

Aleksander ficou em silêncio, enquanto a senhora Benson aparecia na frente da nossa mesa e servia meu jantar. Ela não deve ter captado a estranha atmosfera, porque saiu cantando feliz de volta para a cozinha. Dimitri lançou um olhar desaprovador para minha comida.

– Sua janta se resume a hamburguer, batata frita e achocolatado? Essa é sua comida de sempre? – Dimitri sabia como ser irritante.

– É minha comida favorita, senhor. Meu pai sempre me deixou comer o que quisesse. – os três recuaram quando chamei Dimitri de senhor e a ênfase na palavra pai lhes dizia que eu não acreditava neles – Você me disse que sou uma Princesa, certo? De que país?

– Hmmm na verdade você é a Princesa de uma raça, não de um país. Você é a princesa dos vampiros! – foi Klaus quem me respondeu, senti minha testa enrugar com sua declaração e Aleksander suspirar pesadamente ao meu lado.

– Eu não deveria ser uma vampira então? Nunca peguei fogo por andar de dia e não me lembro de ter mordido pessoas por aí. – meu tom era petulante e descrente, mas minha voz fraquejou um pouco quando falei do sol.

– Você é uma vampira, mas as circunstâncias do seu nascimento fizeram-na diferente de nós. Tenho certeza que pode caminhar sob o sol, mas que ainda sente algum incômodo. Quanto a você não ter mordido pessoas agradeça a Vasile, que te dava cápsulas com sangue todos os dias.

Dimitri havia me respondido muito seguro de si, mas eram muitas informações que eles queriam que eu processasse. Eu ainda não acreditava em nada do que eles haviam me dito. Mesmo assim sentia a necessidade de falar com meu pai. Não gostava de assuntos mal resolvidos. Não queria mais ficar com aqueles estranhos e ouvir suas histórias. Levantei rapidamente e decidida, mas ao tentar caminhar para longe senti minha mente se desligar do meu corpo. Dimitri me pegou no colo antes que eu atingisse o chão e a última coisa que vi foi seu rosto cheio de preocupação. Me amaldiçoei por não ter tomado minha cápsula e me entreguei a escuridão.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.