Anjos Perdidos

4 A Verdade É Assustadora


Notas iniciais
Desculpem-me por não ter postado antes, eu realmente queria, mas meu computador foi formatado e perdi tudo que tinha e demorou a chegar, quando chegou fiquei um fim de semana todo fazendo minha inscrição que deu problema e depois demorei porque não tinha criatividade (Porque fiquei no tt também cof cof ♥) Foi mal, podem me bater TuT OBS: SE EU ESCREVI ALGO ERRADO, ME DESCULPE, MEU COMPUTADOR AGORA NÃO QUER CORRIGIR MEU ERROS E ME SINTO INÚTIL POR NÃO SABER VÁRIAS PALAVRAS E ESCREVER TUDO ERRADO Espero vocês nas notas finais... ♥

Eu apenas ri e desci as escadas, não iria cair em uma brincadeira da Clarisse, ela provavelmente queria me assustar, não tenho ideia, mas não iria acreditar, ela não sabe do meu passado e muito menos do meu futuro.

Escutei me gritarem, apenas entrei na sala e ignorei, mas alguém segurou meu pulso e me virou, não era John e nem Morgana, era minha Tia e ela não parecia calma como era no dia que a conheci.

— Você vai me escutar querendo ou não.

— Me solta.

— Anne, por favor, antes de tudo me escute, isso é sério. — Sua expressão tinha suavizado, mas não melhorado, ela parecia triste.

— Eu...

— Eu sei que deve estar achando isso uma loucura, mas isso é mais sério do que imagina, é sobre seus Pais, seu futuro e seu pesadelos.

Eu apenas fiquei a encarando, como eu poderia acreditar em coisas tão absurdas? Eu não queria lembrar dessas malditas coisas.

— Por favor, pode me soltar?

— Não fuja das suas coisas.

— Não estou.

— Tem certeza? Então isso que está fazendo é o que?

— Me poupando disso tudo.

— Sabe que isso sempre vai voltar, não importa o quanto ignore, tudo isso, melhor saber agora antes que isso tudo piore.

— Afinal, isso o quê?

John e Morgana logo chegaram e ficaram encarando Clarisse esperando ela continuar.

— Vocês estão em uma profecia... — Ela soltou meu pulso. — ... Vocês são escohidos para proteger coisas, pessoas, lugares, entre outras coisas.

— Você só pode estar brincando. — Ri de novo, mas dessa vez ela pareceu irritada.

— Estou falando sério, Anne, isso é sério, milhares de pessoas dependem de vocês quatro, suas próprias vidas dependem de vocês quatros, só estou pedindo para me escutarem.

— Vocês quatro? — Morg pareceu meio surpresa, se ela não falasse que não iria perceber, mesmo que John tenha me avisado fiquei surpresa, isso mostra que ele estava certo e que Clarisse também.

— Meu sobrinho, primo de Anne, ele está presente na profecia, ela já sabe, ele cresceu sabendo, mas vocês, nunca pude contar antes, era perigoso. — Ela deu um pequeno sorriso, como se tivesse uma boa lembrança. — Eu sempre estava perto dele, agora de vocês não, me desculpem, mas precisam saber, queria poupá-los disso tudo, mas não posso, preciso que me escutem, que acreditem, preciso treinar vocês para conseguirem sobreviver.

Se eu não estava assustada, agora estou, parecisa sério, não podia ser sério, eu queria mais respostas, queria saber mais e mais.

— Conte-me tudo antes que eu desista de saber. — Pedi meio grossa, logo me arrependi de ser grossa com minha Tia. — Desculpe.

— Tudo bem, irei explicar tudo, esperem.

Ela subiu as escadas e logo voltou carregando o mesmo livro dourado, tinha me esquecido totalmente dele, ela nos chamou para sentar na sala e então se sentou de frente para nós três e abriu o livro.

— Esse livro conta a história da profecia e a história dos Anjos...

— Anjos? — John pareceu assustado. Tinha me esquecido de sua presença ali de tão quieto.

— Vocês são os Anjos escolhidos para proteger a raça humana.

— Se Anjos existem, quer dizer que Deus também? — Perguntei realmente curiosa, sempre quis ter certeza de tal coisa.

Clarisse deu um sorriso.

— Eu não sei, nunca me contaram, mesmo que eu seja um Anjo eu não posso saber, para eles isso interfere na real crença dos outros e ninguém quer isso.

— Não acredito que eu não vou saber nem sendo um Anjo e... — Demorou até eu refazer a resposta toda dela e lembrar da parte “Mesmo que eu seja um Anjo.” — Você é um Anjo?

— Sim, eu vou um Anjo, sou a guardiã de vocês, prazer.

— Isso é informação demais para um dia. — Falei me levantando e andando de um lado para o outro.

— Desculpa.

— Só... conte tudo, minha nossa, eu vou ficar louca tão nova, eu sou a única desesperada? Esses dois nem falaram nada. — Voltei a me sentar olhando para os dois que pareciam duas estátuas.

— Ninguém sabe como foi o início de nada, muito menos dos Anjos, o pouco que sabemos está neste livro, sabemos que os Anjos estão faz milênios tentando proteger esse mundo, protegendo os humanos entre outros, essa profecia acontece a cada mil anos e essa é a vez de vocês, porém dessa vez os Anjos Negros estão mais forte e eles querem além do de sempre, não querem só poder, querem escravizar, matar, querem liderar, querem o pior das coisas, eles querem uma guerra que pode acabar com tudo, eles querem acabar com a felicidade, amor e tudo que resta, vocês precisam impedir, vocês são os escolhidos pois tem forças para impedir isso, não conheço os riscos, pois o livro diz pouco a respeito, mas sei que vocês são bem mais poderosos, vocês vão se tornar guardiões ou voltar a vida normal, tudo que precisam é impedir que eles vençam, vocês precisam treinar, descobrirem suas forças e descobrirem se realmente podem fazer isso. Só temos um pequeno problema. — Ninguém disse nada, provavelmente estavam igual a mim, processando tanta informação, tanta coisa, pouco que pareceu muito, mas mesmo assim Clarisse continuou. — Não sabemos quem, não sabemos se é verdade, mas talvez um de vocês se vire contra nós, vire um Anjo Negro e isso pode causar o pior.

Muito tempo em silêncio, muito tempo processando tudo, muita coisa.

— Tem mais? — Morg foi a única a pronunciar algo.

— Sim, mas não sei se é bom saberem agora.

— Apenas nos conte.

Clarisse suspirou.

— A morte dos Pais da Anne, da morte do Pai de John, da morte de sua mãe e a prisão de seu Pai, tudo isso foram causada por eles, eles tentam destruir vocês toda vez que conseguem descobrir onde estão, seus Pais sabiam, tentaram o máximo proteger vocês, até o último dia deles.

Aquilo tinha sido o suficiente para mim, eu não precisa escutar além, não queria saber mais, eu queria respirar. Levantei-me e sai correndo para a saída da casa, quase de encontro a rua, me sentei na calçada e comecei a chorar, não sabia ao certo por qual parte chorava, mas eu apenas chorava, chorava como uma criança frágil, pois eu era uma, chorava pelo passado e pelo futuro, chorava por tudo, eu só sabia fazer isso... chorar.

— Anne... — Reconheci a voz meio rouca de John.

— Só me deixe chorar sozinha.

— Não deixo não, acha que eu não quero fazer isso? Sei que é difícil, mas ficar sozinha ou fugir não adiantar. — Ele se sentou ao meu lado. — Deixe-me ficar aqui.

— Tudo bem.

— Sabe... Eu sei que não somos muito próximos e te conheço faz nem uma semana, mas se quiser um abraço... — Ele parecia meio constrangido e então eu ri disso.

— Se você não me cantar tudo bem.

— Eu não faria isso.

— Você já fez.

— Ah, verdade.

Ri de novo, mas logo voltei a chorar.

— Que droga.

Ele me abreçou, eu achava que era brincadeira, mas ele me abraçou e eu deixei, eu apenas precisava disso, chorei mais e mais, mas me senti mais calma depois de uns minutos.

— Eu só queria ter uma vida normal, queria viver mminha vida sem me preocupar com as coisas e agora olha só, tenho qe tomar cuidado com meus passos se não minha vida acaba e a de várias pessoas, eu não sei o que fazer.

— Calma, vamos conseguir passar por essa.

— Você fala como se fosse apenas um término de namoro, já parou para pensar a responsabilidade que temos agora? Já parou para pensar que somos Anjos? Caramba, John.

— Me desculpe, mas eu estou pelo menos tentando ser confiante, estou tentando pensar que conseguiremos. — Ele se levantou e me encarou.

— Não pode ser verdade. — Eu ri e me levantei junto.

— Anne, está tudo bem? — Morg chegou e me abraçou, pude perceber que ela chorou também. Clarisse apareceu logo atrás.

— Não, não está, minha nossa, nucna vai estar, eu estou desesperada, eu estou com medo, eu estou mal.

— Melhor vocês dormirem, amanhã voltamos a falar disso, vocês precisam se acalmar. — Clarisse disse suave, poderia ter me acalmado com sua voz, mas nada iria me ajudar agora.

— Calma? Vocês só podem estar brincando, só eu estou tendo noção do perigo?

— Anne, entrar em desespero não ajuda.

— Não ajuda? Clarisse, nada ajuda, nada, entenda, não sou capaz nem de proteger meus Pais, imagine milhares de pessoas.

Clarisse me abraçou e eu comecei a chorar, eu estava tão frágil, tão sensível que com um toque poderia voltar a chorar, como estava acontecendo.

— Ei, vai ficar tudo bem, eu estou aqui para proteger vocês. — Clarisse falava enquanto me abraçava e fazia carinho em minha cabeça, ela lembrava tanto minha Mãe e isso me dava mais vontade de chorar.

Ficamos lá fora por mais um tempo, mesmo no silêncio, sabiamos o quanto qualquer palavra poderia causar choro, briga entre outros, mas agora o silêncio que mais me incomodava, eu queria o humor de Morg, o otimismo de Clarisse e as Piadas ou até as cantadas de John, queria esquecer o desastre por um tempo, menor que seja.

— Isso tudo foi apenas para me esperar? Não precisava. — Um garoto loiro parou em nossa frente com um sorriso travesso.

— Luke, você chegou mais cedo. — Clarisse levantou-se e praticamente pulou nos braços do garoto. — Estava tão preocupada.

— Eu estou bem, eu sei me cuidar.

— Claro que sabe. — Falou irônica.

Clarisse parecia tão feliz e o garoto não mostrava o contrário.

— Tia, me apresente. — O garoto falou rindo e emtão lembrei que Clarisse falou de uma quarta pessoa que era meu primo, ele era meu primo? Será que era ele?

— Gente, esse é Luke Monteir, meu sobrinho e seu primo, Anne.

— Ele é meu primo? — Perguntei mais para mim do que para ela.

— Sim, eu sou. — Ele me puxou e me abraçou. — Prazer em te rever, prima.

— Rever?

— Nos conhecemos antes.

— Quando?

— Logo você irá lembrar.

— Desculpe, não lembro, mas é um prazer em te rever.

Ele sorriu, tinha o sorriso bonito, cabelos loiros bem claros, curto e bagunçado, tinha olhos azuis, ele parecia ser forte e tinha cara de 19 anos, tinha a pele entre branco e moreno. Carregava uma mochila enorme nas costas, me perguntei onde ele estava e logo me lembrei de uma coisa, logo lembrei de quando cheguei aqui, no aeroporto um loiro que riu do meu cabelo, maldito seja esse loiro.

— Foi você que riu do meu cabelo no aeroporto. — Praticamente gritei quando ele estava terminando de cumprimentar John. Ele se virou e riu.

— Pelo visto lembro. — Ele riu. — Desculpe por aquilo, mas realmente estava um desastre.

Eu abri a boca e fechei duas vezes.

— Te matarei mentalmente por isso.

Ele riu, mas eu não estava brincando, eu realmente o matei mentalmente várias vezes por isso.

Ele foi cumprimentar Morg que não pareceu muito animada.

— Prazer. — Ele a abraçou e quando se afastou ficou encarando. — Você é bem gata.

— Prazer. — Ela o encarou igualmente. — Você é bem idiota.

— Gata e nervosa.

— Idiota e abusado.

— Melhor entrarmos. — Clarisse falou tentando não rir, pelo visto ela já esperava uma coisa como essas acontecer.

Ri baixinho, mas mesmo assim Morg percebeu e me encarou com raiva, acho que ela e meu primo não se deram bem.

Por um momento eu esqueci de tudo que tinha descoberto e de tudo que ia acontecer, mas por apenas um momento, logo lembrei e fiquei nervosa de novo, mas tentei não preocupar ninguém, eles não precisavam tentar me ajudar a me recuperar de outro ataque de desespero, então permaneci apenas calada.

— Acho melhor eu ir embora, está tarde e é bem perigoso. — Ele soltando uma risada nasalada.

— Não, pode ficar, tem um quarto especialmente para você é para Luke.

— Espera, como? — Ele e Luke perguntarm juntos. Clarisse apenas riu.

— Apenas ligue para sua mãe e avise, ela vai deixar confie em mim.

— Eu terei que dividir o banheiro com 4 pessoas? Só pode ser brincadeira. — Morg fez um leve drama.

— Antes banheiro do que quarto.

— Se quiser podemos dividir o quarto, Morg. — Luke falou passando o braço pelo ombro de Morg.

— Prefiro dormir na rua. — Ela tirou o braço dele de seu ombro.

— Posso dormir com você na rua? — Ele insistiu e dessa vez passando o braço pela cintura dela.

— Pode dormir na casa do cachorro.

— Mas não tem cachorro.

— Exatamento. — Morg riu e deu uma cotovelada em sua barriga. Luke caiu no chão. Eu apenas ri com Clarisse.

John voltou sorrindo.

— Minha Mãe falou que tudo bem e perguntou se tem você ainda tem aquelas roupas para mim, como assim roupas para mim? — Ele olhou Clarisse meio incrédulo.

— Tenho sim e vamos dizer que venho me preparando para esse dia faz um tempinho.

— Tudo bem então. — Ele parecia surpreso e encarou Luke no chão e parecei mais surpreso ainda. — O que o Luke está fazendo no chão?

— Foi procurar a dignidade dele. — Morg falou e saiu.

Eu comecei a rir.

Espero que eles não deixem de me fazer rir como agora, porque conseguem me fazer esquecer as piores coisas de hoje, conseguem fazer eu esquecer essa história toda.

Sabe, eu tenho um medo de não conseguir fazer o que Clarisse espera, de deixar pessoas morrerem por eu ser frágil ou até virar um Anjo Negro, na verdade esse é meu maior medo, não quero me tornar um Anjo Negro, não quero machucar ninguém, mas o medo continua ao meu lado e não paro de pensar nisso, tavez eu nem durma, até porque sei que ele logo me encontrará, a Vida está atrás de mim e não vai deixar de me encontrar e tenho certeza que ele não quer meu bem, não por enquanto.

Notas finais
"Você demorou isso tudo para vir essa bosta." Desculpem ;-; Eu espero que gostem nem que seja um pouco. Eu precisava voltar com o Luke que se acha o gostosão dando em cima da Morg, porque algumas coisas nunca mudam ♥ Me digam se tem algum erro, comentem ou sei lá, apenas comentem mesmo falando mal de mim e tal Ah, vou começar a postar a história no SS para quem prefere pode me acompanhar por lá e tal, mas vai estar meio atrasado, mas vou tentar começar a deixar tudo junto e tal. Até o próximo e se eu demorar é porque é fim do ano, quarto bimestre e porque tomei vergonha na cara e tô estudando. Adoro vocês e.e ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.