Anjos Negros
9 Chego aos aposentos de Lucifer
Já teve aquele pesadelo horrível, e acordou com medo do escuro? Pensando que pudesse haver algum fantasma ou coisa parecida? Pois era bem assim que eu me sentia , porem, ali eu tinha certeza que havia algo terrível, ouvia sua respiração e seus passos no chão frio.
–--Luz— falei e uma bola de fogo do tamanho do meu punho apareceu ao meu lado,iluminando tudo.
O que eu vi me surpreendeu intensamente, a sala era ampla, de mármore branco. Não havia nenhum móvel na sala, alem de uma grande coluna de madeira bem no meio. Nela havia um corpo preso por correntes um pouco grossas demais para ele.
Ele estava péssimo, todo ensangüentado e com cortes muito feios, estava sem camisa e sua barriga estava cortada na diagonal.Seus cabelos negros estavam caído no rosto. Ele estava com uma péssima expressão.
–--M-Me ajude—disse ele, sua voz era rouca e fraca, como se tivesse gritado anos seguidos sem parar, o que eu não duvidava muito. Afinal estávamos no inferno, lugar da tortura.
Andei ate ele, as correntes pareciam de chumbo.
–-- Acho melhor você não fazer isso Icaros— disse Vena.
Eu a encarei com um sorriso bobo na cara.
–--Por que?
–--Ele esta ai por algo que ele fez, e pelas correntes foi algo grave, não devia-mos solta-lo.
Eu observei enquanto ela foi ate aquela coisa e o examinou com cuido.
–--Ele é Forgek— disse ela— conforme historias que eu ouvia quando era criança, ele foi punido a ficar preso eternamente ,sofrendo sem nunca morrer.
–--Por qual motivo?
–-- Ele usou o poder de um demônio--- contou —mas o demônio pediu um preço alto demais, e ele se recusou a pagar.Então o demônio pegou sua alma e o transformou em uma espécie de besta.Algo incontrolável e, sedenta por sangue, algo que nem mesmo ele foi capaz de controlar.
Eu olhei para ele, parecia apenas uma pessoa, normal.
–--Então, se ele era incontrolável, quem o prendeu?
Ela parecia quere me bater.
–-- Você realmente não sabe icaros?
Pareci confuso, não fazia idéia do que ela estava falando.
–--Não
Ela riu, depois me olhou seria como se caísse a ficha .
–--Seu pai Icaros— disse ela —Careken, ele o aprisionou aqui, mas para isso ele deu sua própria vida.Sua mãe nunca lhe contou?
Encarei ela perplexo.
–--Não, ela disse que ele havia ido embora —disse –E eu passei minha vida com raiva dele por ter partido e ele tinha realmente morrido.
Vontade que eu tinha era de amaldiçoa -La, mas ela já havia morrido e eu no fundo sabia que ela só falo aquilo para me poupar. E eu agradecia isso a ela.
–-- Tudo bem—disse--- vamos seguir em frente então.
Enxuguei os olhos e andei em direção a uma outra porta que havia no canto da sala.Estava prestes a empurrá-la quando ouvi barulho de correntes se partindo.Consegui virar a tempo de ver Forgek escapar.Primeiro ele era uma pessoa normal, bastante machucada e sangrando muito.
Então sua pele escureceu, virando cinza escuro, asas saíram de suas costas, seus dentes cresceram, seus olhos mudaram de castanhos pra puro preto e unhas cresceram da sua mao.Ele me atacou, mas Adonael pulou na frente e o agarrou no pescoço, forçando-o a se deitar no chão.
–-- Vão— disse ele— eu seguro essa besta ate vocês voltarem.
Hesitei mas ele me olhou e sorriu depois empunhou sua espada, uma espada larga de cor prateada, seu cabo era deito com pele de alguma coisa que não reconheci, era bem bonita. Ele fez sinal para irmos e desceu do bicho atacando-o com a esada pra pegar distancia.
Herur abriu a porta e me chamou, não queria abandonar um dos meus amigos, não queria deixá-lo para trás, mas Vena pegou minha mão e me puxou.
–-- Venha ele vai ficar bem.
Eu a segui e nos passamos pela porta que se fechou atrás de nos. Saímos em outra sala, um lugar totalmente diferente. Nas paredes tinha fotos de demônios e pessoas morrendo, crânios humanos cobriam o chão, ossos estavam empilhados em um canto da sala. No meio tinha uns dos maiores tronos que eu já vi na vida, era feito com partes de ossos, o lugar todo parecia um cemitério.
Ouvimos ruídos altos, vindo das paredes, como gritos, gemidos, algo do gênero.Uma risada alta tomou a sala e no trono antes vazio, apareceu o próprio Lucifer, estava vestindo uma grane capa preta, camisa branca manchada de sangue e empunhava um cajado, feito de marfim.
Ele nos encarou rindo e eu sabia que ele queria nos matar.
–--Então vocês conseguiram chegar ate aqui —disse ele – conseguiram chegar ate a suas mortes.
–-- Chegamos para a sua morte— disse a ele.
Ele riu ainda mais alto. Então me olhou serio.
–-- Eu sou a morte, garoto.
A raiva subiu ate meu braço e eu empunhei a espada. Ele mexeu a mão e dos retratos saíram grandes escorpiões com a parte de cima humanos. Demonios-escorpioes, eles nos cercaram e eu sabia que não poderia-mos derrotar todos. Olhei para Herur e Vena.
–--Prontos?—disse--- então vamos arrebentar
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