Anjos E Feras
1 Capítulo 1: "Mocotó de bêbado não tem dono"
Elizabeth... Meu nome é Elizabeth, para vocês que se importam. Sentem-se por aqui por perto, bando de bêbados! Eu vou lhes contar uma história bem antiga, uma história da época em que o mundo era mundo ainda... Apenas me dêem um pouco de tempo, crianças, afinal, estou velha, e minha memória está um pouco falha...
Eram exatamente 23:30 do dia mais frio do ano de 2013. Se me lembro, foi numa quinta feira de julho, quando conheci o primeiro dos grandes protagonistas da história que lhes contarei. Igor, um menino relativamente bonito, mas... estranhamente solitário! Nos tempos antigos, costumava frequentar um pequeno bar chamado "Noitosfera", e, no segundo andar do edifício, sempre trancado, ficava um clube noturno, onde a escória se reunia. Chamávamos o clube de "NoitosFERAS". Lá, tudo era permitido. Lá, as pessoas poderiam ser elas mesmas. E, foi com uma desavença causada por esta liberdade, que a história mais linda de amor que já presenciei, se deu...
A noite, como já tinha dito, era fria. As ruas estavam meio vazias, mas, quem se importa com a porra da rua, quando estávamos na Noitosfera? Éramos jovens, cometemos muitos erros e acertos na época. Alguns mais jovens, como a Mary Scarpini, lembram, aquela mafiosa que foi morta recentemente? Então. E, também haviam os mais velhos, como o grande ladrão Kawão, também conhecido por "Bug", a pessoa que conseguia quebrar todas as câmeras de segurança, apenas olhando para elas.
Sim, este era o ambiente da noitosfera. Para evitar confusões, qualquer assunto mais delicado era proíbido de ser discutido a público, no primeiro andar, sendo o segundo andar, a NoitosFERAS Night Club, o lugar ideal para este tipo de discussão.
Foi neste lugar, nesta pequena pousada de satanás na terra, naquela noite fria, que eu avistei Igor subindo as escadas pela primeira vez. Primeiramente, ele foi recebido da forma mais adequada possível. Um tapa na cara, e um chute no saco, do nosso inquilino, Dr. Oliveira, empresário que bancava nossas noites de sodomia. Mas, chega de encher a porra do saco com descrições, não é? Vamos direto à nossa história sobre o amor... Ah, o amor...
Fale com o autor