Notas iniciais
Desculpa a demora, era pra mim ter postado antes mas minha internet só voltou agora, espero que gostem, e que não tenha ficado chato ^^

Demoramos cerca de uma hora chegar a casa da minha vó. Leo estava muito tenso e não falou nada até chegarmos lá.

- Chegamos Juliet.

Eu desci da moto e ele desceu logo depois de mim.

- Leo, pode me explicar o que está acontecendo?

Leo não me responde, ele vai até ao celeiro e guarda a moto lá dentro, aproveitando para ver como estão os cavalos, coisa que ele nunca fez, já que ele os odeia por causa de um acidente quando era pequeno.

- Pra você vim ver como os cavalos estão deve ser coisa séria. – digo rindo.

- Isso é sério, você não devia rir. – ele diz se virando para mim, sério. – Não é hora pra gracinhas Juliet.

- Tá, tá. – digo cruzando os braços. – O que aquele demônio queria comigo?

Leo fica pálido e respira fundo, começa a contar, e a se coçar. É meio estranho isso, mas ele fica assim quando está nervoso, além de ficar muito mal-humorado.

- Vem, aqui fora não é seguro. – ele diz pegando minha mão e saindo do celeiro as pressas.

O ar do campo é algo bom e puro, sinto saudades dos tempos que passei aqui, de quando eu corria sem parar e me escondia na floresta, e depois levava uma bronca enorme da minha vó. Bons tempos aqueles.

- Abgail, eu já a trouxe. – gritou Leo entrando na casa.

- Pare de gritar, você está me deixando nervosa.

- E não é pra ficar, aqueles demônios querem matá-la, e você quer que eu fique sério? – grita Leo mais alto ainda, logo depois disso, uma das estantes que ficava na sala caiu no chão, mas não havia ninguém perto dela.

Quanto mais Leo aumenta o tom de voz, as coisas ao nosso redor parecem mudar. Não, deve ser imaginação minha.

- Olha o que você me fez fazer. – ele diz levantando a estante com uma mão, sem dificuldade alguma.

- Você costumava ser mais legal antigamente. – digo sentando no sofá.

- Me desculpe, mas isto é sério, pare de agir como uma criança, você já é quase adulta, aja como uma. – As janelas se quebram e Leo se senta ao meu lado, cobrindo o rosto e tentando conter a raiva.

O Clima havia ficado muito pesado, e o chão começou a tremer, o céu foi ficando escuro e raios caiam por todas as direções. Uma luz branca começou a envolver Leo, era muito ofuscante, não dá pra ver o que está acontecendo. Espera, o que é isso nas costas dele? Asas?

- Leo, o que é isso? – digo tentando me aproximar dele, mas ele então berra mais alto ainda e um forte vento me joga para longe. Não me lembro de mais nada depois disso, minha visão ficou turva e me lembro de ter desmaiado, mas antes disso, acho que vi Leo com asas, grandes e belas, uma armadura muito estranha, e empunhando uma espada.

- Querida, acorde... Acorde... – dizia uma voz feminina, isto é um sonho?

Me levanto rapidamente e vejo que não tem nada ao meu redor, ninguém. Então que voz foi aquela?

- Pare, por favor, acorde, JULIET ACORDE!

Essa voz está me torturando, o que é isso? Vejo cenas horríveis passarem diante de meus olhos. Todos mortos, tudo ao meu redor destruído, demônios me cercando, e aquela pessoa estranha que apareceu em meus sonhos, com um sorriso sádico em seus lábios banhados de sangue.

- O nome dele é Angelo, ou pelo menos costumava ser, agora “eles” os chamam de White Demon, ou algo parecido. – disse Leo em pé ao lado da minha cama.

- O que foi aquilo, lá na sala? E como você sabe o que eu estava vendo?

- Você ainda não consegue controlar não é? Se não se esforçar todos poderão ver suas visões, e você não devia fazer isso.

- Visões?

- Você tem o dom de ver o futuro, uma coisa muito rara que o White deseja, e se ele a tiver, irá por este mundo em chamas.

- Como assim? Não estou entendendo nada, me explique isso direito.

- Seu pai é um anjo, Juliet. E você herdou alguns dos poderes dele, e o dom de ver as coisas da sua mãe. – disse minha vó entrando no quarto.

- Minha mãe?

- Sabe aquela história que te contei? É tudo verdade, mas eu ainda não terminei de conta-la.

- Devia ter feito isso antes. – disse Leo olhando pela janela.

- Quieto, tenha respeito rapaz. – ela disse dando um peteleco na orelha dele.

Leo bufou e continuou olhando pela janela.

- Foi seu pai que condenou o Ângelo a ir pro inferno.

- Meu pai? Ele está vivo?

- Aquele cara nunca morre, nem sei a idade dele – disse Leo brincando com a espada e quase destruindo o quarto.

- Sim querida, ele está vivo.

- Por que ele nunca veio falar comigo?

- Ele nunca soube de você, pois sua mãe temia o que poderia te acontecer. Mas o Ângelo soube, e agora ele a quer.

- Não o chame por esse nome Abgail, ele agora é um anjo caído, uma desgraça que se aliou aos nossos piores inimigos. – disse Leo irritado

- Você é metade-humana e metade-anjo, possui as habilidades de um anjo, e talvez a imortalidade de um, e um dom raríssimo e invejado querida. Terá que lidar com o perigo a partir de agora.

- Eu, vou poder ver o meu pai?

- Talvez, mas lembre-se, ele não sabe nada sobre você, e assim que você sair daqui, estará em total perigo, então tome cuidado.

- As coisas estão muito calmas lá fora, eles planejam alguma coisa. – disse Leo saindo pela janela.

- Vou deixa-la sozinha por enquanto. Já está escurecendo e essa é a hora que eles saem. – Ela então saiu do quarto, e fechou a porta.

Toda essa coisa de anjos e demônios sempre foi algo que me deu medo, e esses tais “pesadelos” que sempre tive, na verdade eram coisas que iriam acontecer? Admito é bizarro. Então eu tenho sangue divino correndo pelas veias.

Me levanto e acabo tropeçando no lençol da cama.

- Isso só pode ser mentira, eles cometeram algum engano. Como uma pessoa como eu pode ser filha de um anjo?

- Não sei, mas deve levar isso a sério. Daremos um jeito em você. – disse Leo aparecendo no nada em cima da minha cama.

- Pare de se exibir tá bom? Eu já sei que você é um anjo super habilidoso. – me sento no chão e cruzo os braços.

- Você também será. – ele sorri e se deita na minha cama.

- Agora sai que eu quero dormir. – digo o empurrando da cama.

- Vai precisar de mais força pra me derrubar. – ele diz debochando.

- Droga. – num momento de raiva, acabo jogando ele e o colchão em direção a parede.

- É isso aí, continue assim e irá impressionar o velho. – ele se levanta e sai do quarto.

- Imprestável, sai e ainda deixa a bagunça toda pra mim. – murmuro.

- Eu ouvi isso Juliet. – ele berra da cozinha.

O sol vai se pondo lentamente, quase sumindo no horizonte, manchando os céus com seus raios de luz radiantes e cansados. O que era pra ser uma noite de verão quente, acabou se tornando uma noite fria de inverno, uma noite longa o dolorosa estava por vir...

Notas finais
Desculpem os erros