Notas iniciais
espero que gostem e que não tenha ficado chato ^^

- Maldito! Eu vou arrancar sua cabeça fora. – rugiu Vincent.

- Oh, o pequeno Vincent também veio, mas que recepção agradável. – disse White Demon.

Sua voz era calma e melodiosa, quase como uma canção de ninar, mas estrondosa e ensurdecedora. Seus olhos eram sádicos e penetrantes, mesmo ele estando falando com Vincent, ela não parava de me fitar.

- Juliet, saia daqui o mais depressa possível, fuja! – rugiu Vincent mais uma vez.

Eu então saio de cima dele e ele saiu correndo em direção ao White, que não se moveu um centímetro sequer, continuou parado, vendo o que Vincent iria fazer, e sorrindo de forma insana. Vincent parou em sua frente e rugiu mais uma vez, fazendo as árvores ao nosso redor voarem para longe, e uma delas quase me acertou, mas foi quase, apenas caí no chão.

White Demon olha para mim de novo, e ri baixinho. Seus olhos rubros estavam começando a brilhar, e suas mãos começaram a pegar fogo, mas ele parecia não se importar, ele sorria cada vez mais. Vincent sabia que iria ser atingido, eu pude ver o medo em seus olhos, ele não queria isso, mas ele sentia que deveria me proteger, e não recuava.

- Vincent, saia daí, agora!- grito correndo em sua direção.

- Não Juliet, prometi a sua mãe que iria protege-la e é o que vou fazer, saia daqui, por favor.

- Não quero que ninguém morra por mim! – berro bem alto e me surpreendo, pois a terra começou a tremer.

- Oh, temos aqui uma meio-divina orgulhosa, e isso é tão – White fez uma pausa – interessante.

- Maldito, eu sei os seus objetivos, e você não vai conseguir chegar perto dela – Vincent se aproxima de mim rapidamente. – Sua teimosia não tem limite, Juliet?

- Eu não quero ver derramamento de sangue por mim, por favor parem.

- Por favor... Parem? Mas que mulher mais engraçada, seria uma pena que alguém morresse... – White diz isso com um sorriso no rosto, e então, um de seus demônios aparece ao seu lado, com alguém em seus braços. – Opa, parece que fali cedo demais, não é, Abgail? – Ele então pega o corpo de minha vó com nenhuma dificuldade.

- Solte-a agora, não temos porque continuar isso. – digo andando em sua direção.

- Juliet não. – rugiu Vincent.

- Ah Juliet, você não faz ideia de quanto tempo te esperei, acha mesmo que eu vou soltá-la? Mulher estúpida, típica reação dos humanos, e um típico ato da sua querida mãe.

- Cale-se, você não sabe nada sobre ela.

- EU SOU O PROFANO, AQUELE QUE TRARÁ A DESTRUIÇÃO Á ESSE MUNDO HIPÓCRITA MERGULHADO EM ÓDIO E ESCURIDÃO, UM CENÁRIO PERFEITO PARA UM NOVO MUNDO, UM MUNDO MERGULHADO NO CAOS.

- Você é apenas um anjo caído, embebedado de seu próprio orgulho, ele o cegou e você não é mais capaz de ver. – rebato.

- Não, mulher estúpida, ele me fez ver as coisas como elas realmente são. Eles são a obra mais bonita do todo poderoso? Me poupe das suas palavras insignificantes. Vocês temem o que não conhecem, e irão morrer por um poder maior. O MEU PODER! EU SOU O MISERÁVEL E DIVINO!

- Juliet não seja tola, ele não é um humano, ele não possui sentimentos. Ele é um anjo caído, você não pode fazer tudo o que acha que pode.

- Devia escutar o leãozinho Juliet. – com uma de suas mãos, ele ergueu minha vó, ela ainda estava viva, ela ainda respirava, mas de uma forma curiosa ela sorria para mim, eu sabia que ela queria me dizer alguma coisa, mas estava incapacitada, as palavras não saiam de sua boca, ela estava ficando sufocada, cada vez mais ser ar. – Diga adeus a sua querida neta bastarda, Abgail.

Falsidade, medo, armadilhas, tristeza, tudo passou de uma diante de meus olhos, tudo o que o White me fez, sua falsidade, suas armadilhas, o medo que ele me impôs, e a tristeza que ele me trouxe. Sim, principalmente o medo e a tristeza. Com um simples movimento de mãos, ele arrancou fora a cabeça da minha vó, sem piedade ele assim o fez.

Eu quero gritar, mas a minha voz não sai. Eu quero me render ao medo, mas não posso, pois estaria provando o quão fraca sou nesse exato momento, e assim, morrer sem orgulho algum.

O divino é algo além da compreensão do ser humano, nem mesmo o mais inteligente, nenhum deles tem o poder suficiente para deter White Demon. Gostaria de poder chama-lo por seu verdadeiro nome, mas há mais nada de verdadeiro além das sombras em seu coração puramente corrompido.

- Eu sou o que o seu Deus abomina, sou o filho bastardo atirado de corpo e alma nas trevas. – ele simplesmente atira a cabeça para longe, e observa com orgulho suas mãos banhadas em sangue.

- Chega disso, estou ficando farta desse seu maldito discurso ridículo, do quão abominável você se tornou! – não me contento e acabo chorando ao dizer aquelas palavras.

- Juliet, vamos sair daqui, os seguidores dele estão se aproximando, é perigoso.

- Não Vincent, eu não vou sair correndo como uma criança assustada, eu ficarei aqui, mesmo que eu acabe morrendo, eu tenho que por um fim nisso.

- E o que uma meio-divina vai fazer? Vai usar as suas doces palavras angelicais para tocar meu coração amargo?

- Eu não sou somente uma meio-divina White, eu sou o melhor de ambos os seres. – digo apertando com força a chave dourada que eu havia recebido.

- NÃO! VOCÊ É A CORRUPÇÃO NASCIDA NUM CORPO MORTAL, VOCÊ NÃO É NINGUÉM COMPARADA AO MEU PODER!

- Eu não vou mais cair no seu jogo. Eu não tenho mais medo de você.

- Você não tem mais ninguém, eu matei sua querida vó. Você agora está sozinha.

- Não... do fundo da minha alma, eu sinto, que não estou sozinha. Eu tenho Vincent comigo, e além dele, tenho o Leo, e... muito mais do que posso imaginar.

Uma forte luz pura e branca começou a irradiar da chave estranha que a Any me deu. Ela pulsava cada vez mais, e a brilhar mais, afastando os demônios de perto de mim. Olho para os lados e vejo Vincent, com um ferimento horrível em uma de suas patas. Com dificuldade e ruge e se aproxima de mim. A chave emana uma sensação tão quente e confortante, soa até mio familiar.

Uma grande explosão pôs a casa aos ares, e lá, no meio do fogo e dos destroços se ergueram três grandes figuras, todas elas com armaduras e empunhando espadas divinas, que ofuscavam a todos ao redor.

- Parece que ouvimos você nos chamar senhorita – disse o homem da esquerda, com os cabelos louros e compridos ao vento, atravessando o fogo sem nenhuma dificuldade.

- Esperamos por você por muito tempo, senhorita. – disse o da direita, que com um cessar de olhos fez todas as chamas se extinguirem, com cabelos negros e esvoaçantes.

- Obrigado nos chamar prima. – disse o do meio, que obviamente era o verdadeiro Leo, todo machucado mas ainda com aquele ar heroico que ele sempre teve.

- Nós viemos prestar nossos serviços em sua jornada contra White Demon – disseram todos em unissoro.

White ao ver os três ali logo sumiu em meio aos demônios, que atacaram-nos em vão, pois foram reduzidos á cinzas com um simples ranger das espadas deles, com suas belas asas majestosas.

- Muito bem minha querida, você é forte, agora, só te peço que durma, todo esse pesadelo vai passar...

É aquela mesma voz feminina de antes. Droga, me sinto tão fraca e tonta, acho que eu vou....

- Juliet – rugia Vincent inquieto – O que está acontecendo?...

Sua voz foi se tornando cada vez mais lenta... E não demorou muito para que eu desmaiasse... Tendo mais um de meus pesadelos. Mas esse era diferente, a voz feminina se fazia cada vez mais próxima, eu podia ver aquela imagem... Eu posso vê-la claramente agora... Ela é...

Notas finais
e desculpe os erros