Anjos E Demônios
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários TT^TT!!!! Aqui está mais um capítulo xD. Me desculpem pela demora.
Boa leitura o/
Uzumaki Naruto estava com os cabelos louros bagunçados. A janela de seu quarto estava aberta, soprando uma suave brisa gelada. O barulho das folhas dava à Naruto uma sensação de bem estar. Ele nunca sentira isso desde que se entendia por gente.
Naruto vivia com seu avô, um famoso escritor de romances e contos eróticos, já que seus pais sumiram misteriosamente quando este ainda era um bebê. Às vezes, Naruto conseguia viver seus dias sem dor, outras ele não suportava ver outras famílias. Ver crianças brincando com seus pais ou simplesmente dando-lhes as mãos causava nele uma inveja grandiosa. O poder desta inveja é tão grande que é capaz de destruir qualquer ser humano, ou pior, destruir a própria pessoa, corroendo-o até a morte.
Naruto remexia nas tranqueiras que guardava. Ele tinha um monte de coisas, seu avô as comprava como forma de recompensa pela dor de Naruto (mesmo sabendo que não compensaria), porém seu único bem precioso era a foto dos pais. E seu avô não comprara isso.
Naruto observava a foto com demasiada atenção. A seus olhos azuis como o céu, seus pais pareciam anjos. “Talvez sejam mesmo.” – pensou, rindo sozinho.
Naruto escutava seu Jiraya dar berros para procurar algo. Este apenas se deitou em sua nova cama, nem macia demais, nem dura demais, e ficou olhando para a janela. Não tinha nada melhor para fazer, afinal aquela cidade, apesar de grande, não era interessante com Tókio ou outra estupenda cidade.
Ele escutou um barulho e correu para a janela. Algo tinha caído. Do céu. Não havia uma árvore sequer ao reder de sua casa.
Do alto avistou alguém no chão. Tinha cabelos róseos e compridos (N/A não sei se vou cortá-lo ~leeumexendoemtesourasafiadas~), sua pele era muito clara e lembrava marfim. Ela estava apagada e sangrava. Muito.
Naruto praguejou algo enquanto voava escada a baixo, abrindo a porta e a fechando com um ruído demasiado irritante.
O garoto não avisou seu avô e nem se importou em avisá-lo. Só o faria se a menina continuasse apagada.
Ele pisou com certo cuidado na grama e sentiu a relva em seus pés descalços. Se o momento não fosse louco, ele riria por causa da sensação. Porém não era.
Com delicadeza, um hábito que não era dele, pegou no pulso da menina. Ela estava viva. E pelo que parecia, com a respiração normal.
O sangue não vinha de parte alguma do corpo como se este estivesse machucado, pois suas vestes de cetim branco não estavam sujas. O sangue vinha de um sete marcado a ferro em seu braço esquerdo.
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Sasuke observava a menina apenas a alguns metros de distância. Ele iria socorrê-la não fosse por um individuo de cabelos loiros.
As perguntas giravam em sua cabeça. De onde ela surgira? O que era aquilo no braço dela? Sasuke passou a mão de leve no cabelo negro. Sim, ela era muito bonita. E sim, parecia um ser do céu.
Ele viu que a menina estava bem de longe. Era possível ver que ela dormia tranqüila. Mesmo depois de uma queda de um lugar inexiste.
“Estou pensando bobagens.” Sasuke sorriu e observava o garoto e a garota.
O menino era mesmo um sem-noção. Ele não percebera Sasuke em momento algum. E não chamara ajuda. Talvez, ele fosse um pervertido. Era por isso que Sasuke continuava lá. Ia observar e, se precisasse se intrometer, o faria sem pestanejar.
O garoto de orbes azuis se sentou ao lado da menina e começou a chacoalhá-la.
- EI! MENINA! QUEM É VOCÊ? – gritava. Sasuke não percebeu quando se locomoveu até o garoto e lhe deu um tapa.
- Você está louco? – perguntou o dono dos olhos ônix.
O menino de cabelo loiro se levantou.
- Quem é você pra me bater? – berrou o outro.
- Alguém que sabe que você é um idiota e insensível. – falou Sasuke.
No mesmo momento o menino se jogou em cima do Uchiha e bater nele. O que o garoto não sabia, era que os Uchihas tinham um dom ideal para lutas.
E Sasuke também tinha herdado isso de sua família.
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Os cabelos cinza-prateados estavam desalinhados. Ele observava aflito. Pudera, o outro já entrara em ação. E justo com aquela... a mais poderosa de seu exército.
- Kakashi-senpai? – perguntara uma voz suave. A garotinha devia ter em média seis anos, isto é, se ela fosse uma humana normal. Porém ela é um anjo. Sua pele era morena, seus olhos eram enormes e brancos, seus cabelos eram prateados.
Kakashi não se virou.
- O que foi Kaya-chan? – perguntou. Ele já estava fazendo cálculos de quem enviara e como pararia seu irmão.
- Ela... ela... – Kaya começou a se engasgar.
- Acalme-se por favor Kaya. Eu não irei ficar bravo com você. – murmurou Kakashi.
Kaya começou a se balançar de um lado para o outro. Ela fazia isso para se acalmar quando era humana.
- A Décima pediu para ir para a terra. – murmurou Kaya.
Kakashi se virou para encará-la.
- Ela está louca? É impossível! A Décima é uma de nossas superiores e guardiãs da barreira! – Kakashi começou a falar loucamente. – Não há a menor possibilidade dela ir para a Terra!
- Ka-Ka-Ka... – Kaya começou.
- Mas é muita loucura! Onde está a cabeça dela? Sinceramente, ninguém me dá mais trabalho do que ela!
- Kakashi!!!!! Não brigue com a minha Nee-chan!!! – gritou Kaya com lágrimas nos olhos.
Diferentemente dos demônios, os anjos tem sentimentos e emoções como os humanos. A única coisa que não podem fazer é impedir a morte de um humano por amor.
Kaya saiu voando e suas lágrimas formavam trilhas.
- Kaya! – gritou Kakashi. Ela não lhe deu atenção, apenas continuou voando. – Não deviam colocar crianças, isso sempre dificulta.
Uma lâmina foi levantada e iria acertar Kakashi, mas este a previu em tempo.
- Décima... Finalmente poderemos conversar.
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Naruto desviava dos socos que o menino de olhos ônix lhe dava. O outro fazia o mesmo com os golpes dele. Ele não fazia ideia de como seu avô não escutava a luta dos dois.
Eles foram interrompidos por um barulho. A garota de cabelos cor-de-rosa murmurava algo incompreensível.
Os dois se soltaram para encará-la.
E então, ela abriu os olhos. A primeira coisa que ela escutou fora um grito.
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