Anjos E Demônios.

22 Esquecendo dos problemas.


Notas iniciais
Demorei, mas está ai :)

Amy estava exausta, queria ir embora, a aquela aula chata com o professor Willians não acabava mais.

Qual é, eu não agüento mais, como seria bom, sei lá, ter uma arma, ou uma bomba, ou a Lisa aqui -era o que Amy estava pensando no momento.

Triiiiiin...

Finalmente – pensou Amy – acho que vou falar com Dave – Amy estava falando com ela mesma em seus pensamentos – nossa, eu estou sentindo saudades dele – ela da um sorriso sem jeito para si mesmo – meu Deus, o que eu tenho na cabeça, ele é um amigo normal, quer dizer – ela faz um careta – não tão normal assim.

- Vai direto pra casa?

— Ai meu Deus, você me assustou – ela olhou para trás e viu Amandy sorrindo e olhou por cima do ombro de Amandy, estava Lisa.

— Estava fazendo algo de errado para se assustar?

— Não, não, é... Eu estava mergulhando nos meus pensamentos, sei lá, estava falando sozinha comigo, vocês me assustaram.

— Hm, eu posso saber o que a senhorita estava pensando? – Lisa foi para o lado de Mandy, ela estava com uma lata de refrigerante na mão e com o cabelo preso que a deixava mais bonita pensava Amy.

— Hm, nada do que vocês estejam interessadas, agora vamos, vamos, preciso fazer uma coisa – ela foi empurrando as duas até a saída.

— Uau, quem.é.aquele.deus.grego? – Mandy perguntou de queixo caído olhando no banco onde Dave costuma sentar.

— Só o irmão do Dave – Amy faz uma cara de desinteresse.

— Só? Aquilo você chama de só? Eu queria um ‘só’ desse na minha vida.

— Ele é um canalha! Não fique animadinha, perfeição não existe – ela olha para Mandy e solta um sorriso irônico e depois vai na direção de Ash.

— O que você está fazendo? – Lisa perguntou.

— Só realizando mais um sonho de Amandy Crawford – ela começa a correr até chegar a Ash.

— Olá princesa, como está?

— Eu to bem, olha, vai falar com aquela garota ruivinha, tipo “a que deus grego e aquele?”, foram às palavras dela a te verem. – ela faz uma cara tipo “o que ela tem na cabeça? Minhocas?”.

— Uhum, até que é bonitinha, pensarei no seu caso.

— Ah, me poupe de seus pensamentos, se é que você tem um cérebro para fazer isso.

— Hei, sem ofensas, por favor, não é porque sou lindo e irresistível que não tenho um cérebro.

— Há, Há, Há... Ótima piada, serve até para ser palhaço de circo profissional. E é melhor eu voltar pra lá, você me enjoa.

Ela volta para a porta de saída da escola e as três entram no carro de Lisa, Amandy não parava de olhar para Ash e Lisa dentro dela tinha que admitir que Ash não fosse nem um pouco feio.

— Eu devia correr de volta para aqueles braços fortes, pelos olhos deles sei que ele me queria, claro, sou linda, e o que você foi falar com meu futuro marido?

— Vocês se merecem – choramingou Amy e depois respondendo a pergunta de Mandy – fui realizar um de seus sonhos, lembra?

— Nem precisava, pelo seu olhar, vi que ele me queria.

— É, provavelmente, com sua beleza mortal não é Mandy? – Lisa fala ironicamente.

— Claro que sim, e parem de zombar, vocês ainda vão me ver com aquele homem.

As três ficaram em silêncio, cada um com seus pensamentos, até chegarem à casa de Amy.

— Tchau, depois te ligo Lisa, preciso falar com você.

— Está bem.

Amy esperou Lisa desaparecer na estrada e logo pegou o celular e ligou para Dave.

— Alo – a voz suave no outro lado da linha atendeu.

— Alo, oi, é – Amy pensa em o que falar – será, eu não sei, se você poderia vir me ajudar nos deveres?

— Deveres?

— Ai, desculpa, é que realmente sou péssima em álgebra.

— Claro, e essa desculpa só pra eu ir à sua casa é tão nova, não? – ele ri.

— Exatamente, tão nova quanta minha avó.

— Está bem, logo estou ai.

Amy entrou e não demorou nem um minuto depois que ela entrou alguém bateu na porta e ela foi abrir.

— Quando você disse “logo estou ai” foi literalmente, não?

— Sim – ele ri.

— Ainda não me acostumei, você sabe, a isso.

— Sei como é.

— Você quer ficar aqui na porta? Não aconselho, meu pai vai ficar te enchendo com suas perguntas e piadas que você é quase obrigado a rir.

— Está bem, não tenho outra escolha, não é.

— Você pode sentar, eu vou ao meu quarto pegar minha blusa, você quer alguma coisa pra comer?

— Não, obrigado.

— Ah, vai, não seja assim, aqui você pode se sentir em casa.

— Ah, okay, talvez eu queira um copo de água.

— Só, está bem, vou fazer uma pipoca e trazer refrigerante, está bem e você gosta de pizza requentada? – ela pergunta vermelha.

— Acho que só a pipoca já me enche – ele pisca e sorri para ela. Amy sobe as escadas para pegar sua blusa, ou melhor, seu moletom, depois desce e vai para cozinha, pega uma pipoca que estava no armário embaixo da pia, coloca no microondas e depois pega dois copos e coloca Coca-Cola, depois pega uma bacia azul e coloca a pipoca que estava pronta, fecha microondas e vai para a sala com as mãos ocupadas de pipoca e refrigerante.

— Prontinho – ela fala colocando tudo em cima de uma mesinha em frente ao sofá onde eles estavam sentados.

— Hm, bela cozinheira.

— O que um microondas não faz pela gente, não?

— Claro, mas então, quando você conseguira se acostumar, sei lá, a eu ser um demônio?

— Talvez quando eu conviver o suficiente para isso.

Eles se olham, ficam sem jeito, depois desviam o olhar, e ela pega o pote de pipoca e oferece a ele.

— Obrigado.

— Sabe, eu gosto de ficar com você, eu não sei, geralmente eu só ando pensando em minha mãe, e, também, no meu irmão, claro, ele esta bem, mas, depois daquilo tudo...

— Vai tudo ficar bem – ele interrompe Amy a abraçando.

— Obrigada.

— Eu sempre vou estar por aqui quando precisar, Amy, você foi uma das primeiras pessoas a me acolher nessa cidade.

— Nunca vai me abandonar?

— Nunca!

Ela levanta a cabeça e olha para ele, depois eles se distanciam e ela pega os dois copos de refrigerante e da uma para ele.

— Gosta de seriados?

— Sim, aprendi a assistir com minha tia.

— Legal, tem um canal que passa séries o dia todo, agora deve estar passando um que eu adoro.

— Ah, então, vamos assistir – ele sorri para ela e ela liga a TV.

E agora, ah meu Deus, eu não acredito que eu estou com vontade de beijá-lo, não, eu não posso, sou sua amiga e nada mais, e quieto pensamento, quieto. – Amy riu.

— O que foi? – Dave perguntou olhando para o rosto de Amy rindo – do que esta rindo?

— Ah, nada, eu – ela para um pouco – eu, estava pensando em umas coisas – ou seja, nele.

— Ah, sim.

Os dois ficaram se olhando, ele chegou mais perto dela, e mais perto, até que os dois estavam centímetros de distancia um do outro. Ele a beijou. Ela sentiu um arrepio e minutos antes daquilo, ela estava pensando naquilo, e... Aquilo aconteceu. Logo ele para e apenas olha nos olhos dela, ainda segurando seu rosto e ela fala:

— Sabe – ela da um pequeno riso – eu estava pensando nisso agora.

— Por isso estava rindo? – ele fala baixo e calmo.

— Sim.

— Acho que está na hora de ir embora – ele olha para baixo sem jeito e sorrindo.

— Ah, claro, obrigado por vir.

— Ah de nada.

Ela o acompanha até a porta e ele a beija novamente, depois se vira e vai embora.

Ela fecha a porta e se encosta nele, logo Jake aparece na frente dela. Ele começa a fazer gestos de um beijo.

— Seu idiota, espião filho da mãe, você devia morrer – Amy fala rindo.

— Ah que bonitinho casalzinho romântico, quando o namoradinho vem de novo? Ele por acaso tem uma irmã? – Jake ergue as sobrancelhas e ela vai para a sala e pega uma almofada e joga em Jake que estava no ultimo degrau de baixo da escada.

Sim, eu estou gostando de um demônio! Literalmente – Amy pensa e depois sobe para seu quarto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.