Anjos Da Noite
10 Capítulo 10 - Game?
Notas iniciais
Esses últimos dias foi uma confusão só, semana passada foi semana de provas (e semana que vem vai ser a de provas finais ~socorro~) e eu não conseguia escrever a fic porque tinha que estudar e minha mãe anda colada no meu pé, ai quando dava eu vinha e escrevia um pouco. E assim foi, eu consegui escrever o capítulo todo umas 5 vezes, mas sempre quando eu ia postar alguma coisa dava errado e eu perdia tudo e tinha que começar do zero agaain, que nem outro dia que choveu até granizo aqui e o pc pifou BEM NA HORA que eu ia postar. Eu fiquei com muita raiva, o que me fez enrolar mais ainda, mas eu peço desculpas e FINALMENTE consegui terminar alguma coisa. O capítulo ficou horrível e pequeno, mas é que eu não queria deixar de postar. Antes isso do que nada né? Bom é isso, falo o resto nas notas finais, boa leitura! DESCULPAS!
Lá estava ele, de costas para mim. Mexia em algo de sua escrivaninha que eu não consegui prestar atenção. Olhei ao redo reparando em seu quarto, tudo bagunçado. Roupas se espalhavam pelo chão, objetos jogados por ai, a cama desarrumada e o quarto parecia que, depois de Justin se apoçar do lugar, não via a luz do dia desde um bom tempo.
– Rapidinha ein? — Escutei ele dizer e bufei.
Ele pensa que eu sou o que? Um cachorro? Arg.
– Cala essa boca Bieber, você queria conversar e bom, aqui estou eu. Pois bem, vamos conversar.
Me sentei na beirada de sua cama atrapalhada enquanto o fitava, ele apenas soltou uma risadinha irritante pelo nariz e depois de alguns segundos ele se virou. Seu olhar procurou o meu com rapidez e logo fui invadida por aquelas íris douradas, aquela sensação de estar sendo aquecida, derretida por dentro. Aquela sensação de estar sendo despida apenas com seu olhar que queimava. De repente, meu sangue se transformou em brasa e senti o mesmo fluir para minhas bochechas. Porque eu estava corando? Que merda, não fazia sentido nenhum. A minha sorte era que o quarto estava escuro, o que dificultava dele ver esse estúpido ato de vergonha do meu corpo incontrolávelmente idiota.
– Então.. eu já te contei a história toda. Agora só cabe a você acreditar e aceitar nossa ajuda. — Justin falou enquando andava vagarosamente até mim.
– Eu.. olha, não é que eu não acredite — Justin, você está perto de mais.. — é só que.. que.. — porque minhas mãos estão suando? Isso é ridículo.
– Que..? — A essa altura ele já estava bem na minha frente, me fitando de cima como se fosse uma cobra prestes a dar o bote em um ratinhos indefeso. E esse, seria eu.
Respirei fundo antes de continuar a falar — Que, isso tudo, é muito novo pra mim.. Mas no fundo, eu sinto que é tudo verdade. Eu sei que devo aceitar. E eu também sinto uma energia aqui dentro, que precisa sair, precisa ser liberada.
– Finalmente seus instintos começaram a falar mais alto, já era hora.
– Mes o que?
– Seus instintos Alyssa. — Justin agachou em minha frente e suspirou. — Nós, bruxos, somos mais ligados a natureza e aos quatro elementos, por isso temos a tendência a seguir mais nossos instintos entende?
Ele falava devagar, como se eu fosse uma criança aprendendo a falar. Ou ele achava que eu era burra. Mas de certa forma eu entendia o que ela queria dizer com tudo aquilo, eu sempre fui mais impulsiva, desde criança agia por instinto. Era uma coisa forte que dentro de mim gritava “faça isso” e eu simplesmente não conseguia evitar. As coisas estavam começando a fazer sentido, mas eu acho que ia demorar mais um tempo para eu me acostumar a essa ideia.
Eu era uma Bruxa.
Bruxa.
Como se fosse super natural alguém chegar pra você numa boa, no seu primeiro dia num castelo do terror e falar 'oi, tudo bem, meu nome é tals e você é uma Bruxa. Prazer!'. Só o Justin mesmo.
– Tá bom, mas como isso funciona exatamente. — perguntei curiosa.
– O instinto?
– É.
– Bom, o instinto é como se fosse a razão que leva o ser humano a agir. Mas no nosso caso, temos a influência da força da natureza, o que os torna bem mais fortes.
– Como por exemplo..?
– Hum, o instinto sexual. – Ele disse na maior cara de pau, um sorriso provocante colado no canto dos lábios carnudos. — O impulso no sexo é mental, como por exemplo, se eu te disser que tudo o que eu quero agora é arrancar essa sua blusinha insignificante e tirar seu sutiã com os dentes.
Seus olhos faiscaram na direção do meu busto enquanto eu não conseguia mexer um músculo sequer. Ele realmente estava falando sério estava só tirando uma com a minha cara?
De repente senti minha respiração acelerar, o sangue em meu corpo ferver. Um arrepio correu por minha espinha e um frio gostoso se formou em minha barriga. O ar começou a entra com certa dificuldade em meus pulmões. Uma corrente passou pelo meu corpo quando notei o quão próximo Justin estava de mim. Minhas mãos suadas começaram a apertar nervosamente o lençol macio na cama enquanto ele continuava a se aproximar lentamente.
– Mas.. – A sua voz saiu baixa, como se houvesse mais alguém no quarto que não pudesse ouvir o que ele dizia – se eu não estivesse usando todo o meu autocontrole agora, já teria te atacado.
Justin pronunciou a última palavra, sua voz rouca, bem ao pé do meu ouvido, fez até meu último fio de cabelo se arrepiar. Seus lábios roçaram em meu pescoço soltando uma lufada de ar quente na pele ali descoberta. Ele estava brincando com fogo, mas parecia gostar de se queimar.
– O-ok, eu acho q-que já entendi.
Consegui juntar todo o meu autocontrole e espalmei minha mão direita em seu peito, o empurrando. Seu perfume amadeirado já estava começando a me entorpecer e a mexer com meus pobres neurônios indefesos. Quanto mais longe ele estivesse, melhor. Pelo menos agora..
E de repente o local pequeno foi invadido por uma risada alta e gostosa.
– Parabéns Aly, você também sabe usar o seu alto controle! – falou entre gargalhadas.
– O que você quer dizer com isso? – perguntei nervosa.
– Que você, por pouco, não se rendeu ao seu instinto agora. Eu sei que você estava adorando a ideia de eu tirar seu sutiã com a boca.
Revirei meus olhos bufando. Acho que agora eu terei que ensinar ele a controlar esse ego enorme.
– Justin, controle seu ego. Não tem espaço suficiente aqui dentro para nós três. – disse enfezada.
– Huh, quanto tempo eu não solto uma risada dessas... — soltou me ignorando completamente, como se estivesse falando com si mesmo.
Ele se levantou e pegou um maço de cigarros em sua escrivaninha, mas estava vazio. – Droga! – exclamou.
Me ergui um pouco para pegar o maço em meu bolso traseiro e lhe estendi junto com o isqueiro. Pegou agradecendo com um gesto de cabeça e tirou um cigarro, o acendendo em seguida. Me devolveu os objetos e tragou com vontade. Soltou a fumaça em um suspiro aliviado, os olhos fechados.
Tirei um cigarro do maço também e o peguei com a boca, acendi e traguei com calma esperando ele dizer alguma coisa. O que não aconteceu. Seu olhar estava vago quando abriu os olhos, vazio, como se estivesse em outro lugar bem longe daqui.
– Hum.. Justin, tá tudo bem? – Disse me levantando e parando em sua frente.
De repente a preocupação tomou conta, senti um aperto no peito quando encontrei su olhar angustiado, como na noite em que ele me contou...tudo.
– No que tá pensando? – Perguntei.
– Em nada – respondeu totalmente aéreo.
– Ah, nada, eu tô vendo.
Ele levantou a cabeça me olhando, passou os olhos por todo meu rosto como se estivesse tentando gravar todos os meus traços. Estávamos pertos, pertos de mais, e eu nem havia me dado conta. Ele deu mais um passo em minha direção e falou.
– Porque se preocupa? Porque você liga para o que estou pensando?
– Eu.. – Não sabia o que dizer, acabei embolando-me em meus próprios pensamentos e soltei gaguejando. – E-eu não sei. Só..m-me preocupo.
– Pois não devia. Ninguém se preocupa com o que eu digo, o que eu penso ou o que faço. Porque você, logo você, sim?
– Como assim logo eu? Não é uma coisa ruim alguém que se preocupa com você.
– Sei disso, só que eu já desacostumei com as pessoas que ligam para algo relacionado a mim. Minha mãe, depois da.. morte de meu pai, – Ele engoliu em seco e a dor em meu peito aumentou – ficou muito abalada e ela também só ligava pra Jazzy. Sempre foi assim, como se ela preferisse a Jazz do que a mim sabe.. E isso me matava por dentro. O único que realmente ligava para mim era meu pai, e depois que ele se foi, tudo piorou. Minha vida virou totalmente de cabeça para baixo. A única pessoa no mundo em quem eu realmente confiava se foi e me deixou aqui sem saber de nada, o que e deveria fazer ou como lidaria com tudo isso. Foi ai que conheci os meninos e, bom, a Cait.
Não gostei do modo como ele falou o apelido da Caitlin. Sei lá, me pareceu intimo de mais, me fez pensar se eles já não tiveram algo juntos, um caso. E isso não me agradou nem um pouco. E não era ciúmes tá? Tá!
– Acredita em mim, é muito melhor você ter uma mãe que não liga muito pra você, ao seu lado, do que um pai que te abandonou antes até de você nascer, comprovando o quanto ele não tá nem ai pra se você existe ou não. E nem teve medo de demostrar o quanto a minha vida não faz diferença pra ele. – Meus olhos já começaram a umedecer, mas eu segurei as lágrimas.
Não eram lágrimas de tristeza, mas sim de ódio, rancor. Eu juro que se um dia, por um acaso muito infeliz do destino, eu encontrar esse cara que eu não me dou o direito de chamar de ‘pai’, juro que não me responsabilizo por meus atos.
– Porra, você tem alguma coisa pra beber aqui? – perguntei de repente.
– Am, tipo...?
– Tipo, vodka.
Ele soltou uma risadinha debochada pelo nariz e foi em direção a seu armário. Segui-o com meus olhos curiosos e vi Justin abrir um fundo falso no armário de madeira e tirar uma garrafa lacrada da bebida transparente, dois copos vermelhos de plástico e alguns pacotes de bala, sour patch.
Sorri olhando para as balas, eram as minhas preferidas. Ele deu alguns passos até chegar na cama e despejou as guloseimas e a bebida ali se sentando logo em seguida. Fiz o mesmo e me sentei de frente para ele e as coisas no cento do colchão macio. Observei ele sorrir e pegar a garrafa e os copos, enchendo-os, abriu um pacote das balas azedas e colocou uma na boca, fazendo careta.
– Para né, são minhas balas preferidas.
Justin apenas riu e continuou a mastigar o doce fazendo caretas. Pegou seu copo de vodka pura e bebeu um generoso gole sem fazer nenhuma cara feia, o que fez rir também. Comi uma bala e dei um gole em minha bebida esperando ele dizer algo.
– Então... – disse tentando puxar assunto. O silêncio estava me incomodando.
– Hum, que tal a gente fazer um joguinho? – Me interrompeu, com um sorriso presunçoso no canto dos lábios.
– Jogo? Que jogo? – perguntei com medo da resposta
– Verdade ou Consequencia?! – disse como se ele estivesse falando ‘’oi, tudo bem?’’.
Meu corpo estremeceu, só de saber o que poderia estava por vir...
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