Anjos Da Noite

2 Capítulo 2 - The Castel


Notas iniciais
Postando mais um, eu sei que é pouco mas eu fiquei muito feliz com meus dois reviews lindinhos já!! Espero que gostem.

Minha vida sempre foi complicada, desde criança meu pai nem se quer liga pra minha existência, meu padrasto me estupra desde que me entendo por gente e minha mãe sempre foi e sempre vai ser uma lerda, principalmente em relação a ele.. Foi ai que apelei para o álcool, cigarro, e comecei a me cortar. É muito fácil para a pessoa que não passa nem metade do nosso sofrimento vir nos julgar, mas só quem sente que sabe. Não me orgulho de nada disso, mas o que eu posso fazer, infelizmente, sem isso eu não conseguiria agüentar.


Nos carro, olhei pela janela e estava mais escuro que o normal, nuvens escuras tomam conta do céu neste momento. Peguei meu celular e os fones, apertei play e a primeira musica que começou a tocar foi You — The Pretty Reckless. Fiquei ouvindo musica o caminho inteiro. Era melhor viajar no meu próprio mundinho do que ter que agüentar o lá de fora, que só me deixava triste, depressiva e etc... O caminho era longo, pois o internato era lá no fim do mundo, bem longe, mas assim era melhor mesmo.


–--

Havia acabado de sair do carro junto com minha mãe que estava pegando minhas coisas no carro. Há essa hora, Ricardo já devia estar acordado e com uma ressaca do caralho, irado por minha mãe ter me ajudado a fugir daquele inferno que eu costumava chamar de vida. O colégio era totalmente estranho, parecia mais um castelo gigante, grotesco e sombrio. Senti um arrepio, mas no momento eu só pensava que qualquer lugar no mundo era melhor do que onde eu estava antes, o lugar que eu costimava chamar de ‘casa’. Realmente, a sensação que tive ao pisar lá dentro pela primeira vez não foi das melhores, senti um frio percorrer minha espinha, me arrepiei e senti um aperto no estomago, muito estranho.


Eu e minha mãe estávamos paradas no hall de entrada do grande colégio, minhas malas no chão. Quando olhei para frente vi um homem que parecia ter seus 80 anos de idade, bem gordo, com um óculos grosso caindo pelo nariz se aproximar.


– Seja bem-vinda Srta.. – Ele deu uma olhada em uma prancheta que estava em sua mão – Reynolds, estou certo?


Apenas assenti com a cabeça sem falar nada.


– Bom, vamos a minha sala para que a Sra. Assine alguns papéis e mostrarei o quarto de sua filha. – Ele falou se referindo a minha mãe que sorriu e assentiu também.


Seguimos o homem até um gabinete que tinha uma mesa de madeira com uma poltrona confortável e duas cadeiras a sua frente, havia uma parede cheia de livros. Sentamos nas cadeiras de frente para a mesa e ele na poltrona atrás da mesma, remexeu nas gavetas e tirou alguns papéis de lá, entregando junto com uma caneta para minha mãe que começou a ler e a assinar enquanto ele falava.


– Espero que goste daqui Srta. Reynolds, que se sinta em casa! – Ele disse com um sorriso e eu tremi.


Não queria me sentir como em casa, queria era me livrar de tudo aquilo. Sei que ele falou no sentido de que eu me sinta a vontade, mas é que não pude deixar de lembrar disso.


– Também espero Diretor..?


– Bonnarte.


– Diretor Bonnarte!


– Prontinho.. — Falou minha mãe dando um meio sorriso e lhe entregando as folhas e a caneta. – Pelo que li ai, o colégio é muito bom não é Sr. Bonnarte?!


– Sim, temos total controle sobre tudo aqui.. – Ele falou mas não senti firmeza em suas palavras, e vi que ele engoliu em seco. – Bom, agora vamos, vou lhe mostrar seu quarto e dar o resto das informações.


Levantamos e o seguimos até um elevador com grades pretas, ele abriu o mesmo e entramos, apertou o botão do 7º andar e subimos em silêncio. Chegamos a um corredor repleto de portas com números nas mesmas e todas decoradas de formas diferentes, algumas tinha caveiras, outras continham fotos em preto e branco, tudo muito estranho mas acho que minha mãe nem reparou. Ele seguiu reto até parar em uma porta á esquerda, nº 842, com uma porta totalmente branca, uma das únicas que ainda estavam intactas. Abriu e entramos dando de cara com um quarto confortável na medida do possível, com uma cama coberta por uma colcha preta com estrelas brancas, um guarda-roupa de madeira escura no canto, um armário também de madeira, no mesmo tom, e ao lado, uma escrivaninha. Também havia uma prateleira com livros que pareciam ser das aulas do lugar.


– Esse será seu quarto agora, pode reformar como quiser, agora essa é sua casa. Aqui estão seus livros escolares — Ele disse deixando minhas malas perto da cama e apontando para a prateleira – O banheiro coletivo é no bem no final do corredor, fique a vontade para ir lá a hora que quiser. Aqui estão seus horários e um mapa da escola caso precisa, qualquer duvida é só me procurar no 1º andar que você já sabe onde é minha sala. — Falou tudo e parou para respirar dando um sorriso — Agora vou deixá-las a sós para se despedirem, Sr. Reynolds, estarei lá em baixo.


Ele saiu e fechou a porta, minha mãe veio logo me abraçar.


– Filha, espero que fique bem, virei aqui sempre que puder te visitar tudo bem? Espero que Ricardo compreenda. Nunca se esqueça de que eu te amo. – Ela falou e beijou minha testa.


– Obrigada mãe, obrigada mesmo, por tudo que você fez por mim ou tentou, eu também te amo.


Dei um último abraço nela, que se foi logo depois, fechando a porta em seguida. Apenas deitei na cama e comecei a chorar, não sei porque, mas precisava colocar tudo pra fora nesse momento, eu iria sentir saudades, não da minha vida antiga e do Ricardo, mas da minha mãe..


Notas finais
Aiai, muitas coisas estão pra acontecer ainda nesse 'Castelo' MUAHAHAHAHAHAHAHA ~Raios medonhos~ /parey! Amanhã tem mais a não ser que eu receba mais reviews hoje sabe gente linda? ~indiretaModeOn~ Até a próxima!!