Notas iniciais
OIEEE genteney sorry a demora hehe é que eu não escrevo na velocidade da luz igual o Lucas .-. Brincks my friend. Agora o capitulo

Mackenzie

O céu já estava ficando escuro na Terra. Droga, eu tinha que voltar pra casa antes que fique totalmente escuro. Andei um pouco mais rápido. A rua estava muito movimentada. Eu não podia voltar pra casa naquele momento. Entrei em uma rua. Ela estava desértica, só se encontrava alguns carros estacionados. Senti um movimento dentro de um carro. Alguém devia estar lá dentro. Andei mais um pouco, se afastando do carro. Ouvi um barulho esquisito. Olhei pra trás. Um cara estava vindo na minha direção. Andei um pouco mais rápido, sentia que ele estava me seguindo. Comecei a correr, e o cara também correu.

Com a sorte que eu tenho, brotou uma pedra no chão e eu tropecei nela. Levantei-me rapidamente, mas alguém segurou meu braço. Era ele.

– Me solta. – resmunguei. Percebi que meu joelho estava ralado.

Ele bateu no meu livro, derrubando-o.

– Me passa tudo que tem de valor. – ele fedia a alho estragado misturado com feijão podre. – Rápido!

Fiquei sem reação. Não entendi bem o “tudo que tem de valor”. Um grupo de pessoas passou. Tinha quatro pessoas, no mínimo. Algum deles olhou e ouve murmúrios, mas nenhum foi ajudar. Pensei o que seria “de valor” na Terra. Peguei um vale-presente no bolso da minha calça e entreguei.

– É tudo que eu tenho. – falei.

Ele estudou o vale-presente. O vale-presente na verdade não era meu. Eu o tinha encontrado enquanto passeava por ai e por causa da minha curiosidade eu peguei. Ele soltou meu braço e foi embora, sem falar nada. Achei aquilo estranho. Toquei-me que já estava escuro. Voltei o mais rápido possível pra casa.

Entrei em casa e fui direto ao meu quarto, sem falar nada. Fui ao banheiro e molhei meu rosto. Aquele dia foi quando eu fiquei mais tempo na Terra. Sequei meu rosto e me fitei no espelho. Meu rosto estava do mesmo jeito de sempre. Fiz um curativo no joelho ralado e verifiquei meu smartphone. Tinha três mensagens do Eduard:

“Mackenzie?”

“Foi na Terra e esqueceu o celular de novo, né?”

“Ligue-me quando ler essas mensagens.”

Liguei pra ele. No terceiro toque ele atendeu.

– Mackenzie? – sua voz parecia preocupada.

– Algum problema? – perguntei.

– Se você se preocupa com sua raça e com seu mundo, acho que sim. – respondeu.

– Então qual é?

– Pelo que fiquei sabendo, um anjo branco invadiu o Mundo Negro. Em vingança, os anjos negros querem guerra por causa disso. – ele suspirou. – O Mundo Branco está sem soldados para ir às guerras ultimamente. Estão à procura de novos soldados. – ele suspirou de novo. – E eu vou ser obrigado a ir.

– O que? – consegui dizer. Ser um soldado no Mundo Branco é algo meio arriscado. O treinamento não é muito bom e nem sempre vencemos nas guerras. – VOCÊ VAI MORRER! ISSO NÃO É PRE VOCÊ, EDUARD!

Ele não falou nada. Ouvi um soluço. Acho que ele estava chorando. Se tornar um soldado não é nada a cara do Eduard. Ele nunca foi forte o bastante, nem para segurar uma espada. Ele não consegue voar por muito tempo, porque uma vez rasgaram a asa esquerda dele.

– Eduard – falei –, você quer mesmo ir?

Ele fungou.

– Não. – respondeu. – Não quero nem pensar nisso.

– Então não vai!

– Meu pai quer que eu vá. Meu irmão foi e, ele quer que eu “honre minha família”. – ele fez uma voz tentando imitar o pai dele em honre minha família. – Eu não quero ir. – ele disse com angustia. Ouvi alguma coisa se quebrando, talvez ele tivesse jogado algo na parede. Ouvi alguém gritar do outro lado da linha. – Tenho que desligar. – disse ele, por fim. – Vou tentar convencer meu pai que isso é bobagem.

– O.k., espero que dê certo.

– Obrigado. – ele desligou.

Larguei meu celular em cima do criado-mudo e tomei banho. Coloquei uma roupa qualquer para dormir: uma calça de moletom branca e uma camiseta larga e fina amarela. Prendi meu cabelo em um coque mal feito e me joguei na cama. Enterrei-me no cobertor e deixei que o sono tomasse conta de mim.

Acordei com algo apitando. Outra mensagem do Eduard. Ela dizia “Eu vou”. Levantei da minha cama apressadamente. Arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo bagunçado e fui às pressas pra casa do Eduard. Bati na porta e o pai dele abriu.

– Mackenzie, o que faz aqui tão cedo? – perguntou.

– Eduard está ai? — disse ofegante — Preciso falar com ele.

– Claro, no quarto dele. – ele estendeu a mão, me deixando entrar.

– Obrigada. – falei. Fui até o quarto dele.

Entrei sem bater na porta. Não o encontrei. Vi um braço pra fora do cobertor. Tirei o cobertor de cima dele. Ele estava de barriga pra baixo com um braço caído e o outro na cabeça. Estava usando só uma bermuda azul com detalhes brancos. Fiquei cutucando suas costas. Ele acordou com um pulo.

– Mackenzie? O que voc...

Dei um tapa no rosto dele antes que terminasse a frase.

– Idiota! – disse, quase gritando. – Você está contra a si mesmo?

– Não. – disse ele com a mão no rosto. – Porque você se preocupa comigo?

– Porque você é a única pessoa que não me acha esquisita e eu quero manter nossa amizade.

Ele assentiu. Levantou-se e me abraçou.

– Deu pra ver que você se importa comigo. – ele me soltou.

– Por quê? – perguntei.

Ele apontou pra minha roupa. Percebi que ainda estava de pijama. Meus pés estavam doloridos e eu estava descalçada também. Abaixei a cabeça. Ele me jogou na cama e começou a fazer cócegas em mim. Fiquei pedindo pra ele parar, mas ele fingiu não me ouvir.

Ficamos nos divertindo pelo resto da manhã.

Notas finais
Eae goxtaram? Comentem peloamordedeos :>