Anjos
8 Ágata
Ágata
— Como voces nos protegem? Simplesmente mudam coisas de lugar?
— Na maioria das vezes, não. Sussurramos coisas aos ouvidos humanos.
— Ah. Mas, existem tantas coisas que poderiam ser evitadas. Tantas catástrofes. Porque voces não as impedem?
— Não somos os únicos capazes de sussurrar coisas. Os caídos tambem tem este poder. E é por isso que estou aqui. Para impedi-los de te alcançar.
— E porque eu mereço voce, e existem tantos outros, sem algum guia?
— Muitos não precisam de nós. Outros nos renegam. Ou outros não saíram do caminho.
— Em que categoria eu estou?
— Voce, deixou-se ceder. Lhe foi sussurrado coisas, e voce caiu na armadilha. E se mostrou forte para voltar. Mas, não se pode mudar o passado, e decisões que lhe seriam oferecidas, não estão mais em seu caminho. Assim, seu destino foi mudado. E Ele tinha um plano para ti.
— Isso quer dizer, que eu fui uma burra, fiz coisa errada, e voce está aqui para me ajudar?
— Tentar te ajudar. Só poderei fazê-lo se voce quiser, e deixar.
— É claro que quero. Quero fazer o certo. Só que ultimamente, não sei mais o que é certo e errado.
— No mundo de hoje, a linha entre o bem e o mal está tênue. Mais tênue até que na criação.
— Como assim? Sempre pensei que a criação fosse um acontecimento de luz. Algo puro, e intocável. E que o mal surgiu quando o primeiro caiu.
— Não, minha cara. Existe o equilíbrio no mundo. Parcelas que deveriam ser iguais de luz e trevas. Mas não. Há muito tempo, quase não existia o mal. E ultimamente, homens de bem, são minoria.
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