Anjos
3 Henrique
Notas iniciais
hahá, eles se completam. sempre.
no começo, o capitulo dela depende do capitulo dele pra total compreensão e talz.
enjoy
Henrique
Ele acordara, mas ainda estava com um pé e a cabeça toda no sono. Isso explica como não viu a bela jovem sentada em sua escrivaninha.
Saiu do quarto, tomou um banho demorado, e passou na cozinha para comer alguma coisa. E sua nova guardiã esperava pacientemente – ou nem tanto.
Voltou para o quarto, e se jogou na cama sem uma única olhada no aposento.
Ela contou até vinte, encostando suavemente os dedos no encosto da cadeira, e movimento os lábios silenciosos.
— Bom dia – falou suavemente
O rapaz pulou sentado na cama, e olhou atônito para a moça
Ela contou mentalmente até dez
— Não vai me perguntou quem sou, ou o que quero?
— Estava me perguntando isso agora – admitiu ele
— Vamos pular essa parte – falou como se estivesse entediada, o que era a mais pura verdade – Meu nome voce vai ter de adivinhar, e eu sou um...
— ...Anjo? – completou indeciso, tocando a cruz entalhada que carregava pendurada no pescoço
— Sim rapaz, sou a tua anja. Pode-se dizer que sou tua anja da guarda.
— Pensei que nós não podíamos ver anjos.
— O que sabes tu sobre anjos, rapaz? Absolutamente nada, se comparado ao que se tens a aprender.
— Realmente não sei nada. Mas não se costuma ouvir de pessoas que vejam anjos, mesmo acreditando neles.
— Simplesmente porque, hoje em dia, não se acredita mais nisso. E aqueles que nos vêem, preferem não contar a todos. Seriam ridicularizados, e aqueles que acreditassem neles, pediriam que levassem suas preces até nós, para que possamos levá-las ao Pai.
— Se isso acontecer, porque não o faria?
— Não podemos voltar. Pelo menos não até que nossa missão esteja cumprida.
— Até que eu morra?
— Não. Até que seu caminho seja feito. Que voce volte para o caminho que lhe foi designado.
— Uau – sussurrou
— Exatamente. Rapaz, voces são todos iguais para mi...
— Henrique – interrompeu-a
— O que?
— Meu nome. É Henrique.
— Eu sei.
— Então porque me chama de rapaz?
— Porque quero. Alias, quantos anos tens?
— Voce deveria saber minha idade. Não é minha anja?
— Uma das poucas coisas que procuro saber antes de vir a este mundo, é o nome de meu protegido.
— Por quê?
— Voce primeiro – disse imparcial
— Voce promete?
— Duvida de mim? – perguntou, o desafio em seus olhos
— Não – ele não parecia abalado – É que voce não me disse que responderia após mim.
— Responderei, se voce me responder antes.
— Tenho 19.
— Mais velho do que a maioria aos que recebo
— E minha reposta?
— Paciência é uma virtude, sabia?
— Certo, sem pressa então. Mas tenho de ir para o curso logo.
— Se eu não te chamasse, voce nem lembraria de curso — rapaz continuou olhando-a fixamente – Bem, não costumo procurar por informações acerca de meu novo protegido, para não criar uma imagem pré-concebida sobre ele. Dos humanos em geral. – e continuou ao ver que ele ainda queria saber mais – Para mim, são todos basicamente iguais. Mas – concluiu com um sorriso calmo – a cada dia que passo aqui, descubro certas singularidades.
Notas finais
vou tentar váaaaarios capitulos prontos.
se possivel terminar de escrever esse.
valeu por ler! =)
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