Anjo sombrio
3 Algue, especial
Notas iniciais
Os olhos dele não saiam dos meus, eu ainda estava paralisada olhando para ele com a maior cara de tosca do mundo.
–Posso ajudar? — ele disse tirando totalmente o livro da frente de seu rosto.
–Sim pode. — eu disse tentando parecer, “mão caidinha por ele'. -Como faço para retirar livros aqui?
Ele pensou por um momento, como se tentassse decifrar o que eu havia dito.
–Ah sim, claro, e só preecher esse questionario aqui, com nome e indereço, e bem, ai e só você escolher o livro. — disse ele me dando uma plancheta com uma caneta.
Preechi tudo em silencio, e vizivelmente encabulada por ele estar o tempo todo me olhando, hesitei em olhar novamente para os olhos dele mais o fiz, por alguns segundos.
–Então, você é nova aqui? -perguntou enquanto eu entregava a plancheta.
–Sim, me mudei ontem. — disse indireferente.
Ele sorriu ao ouvir a minha resposta, mecheu em alguns papeis e me entrego um cartãozinho, com o nome da biblioteca eu meu.
–Agora e só você escolher o livro que deseja, e voltar ao balcão para que você possa assinar seu nome aqui.
Eu não fiz nada, ne agradeci nem sorri, apenas lhe dei as costas e fui para as estantes a procura de algo que me agradace. Caminhei por entre as grandes filheiras de estantes lotadas de livros, e me perguntando se ele ainda estaria me olhando, ele oarecia ser interessantes, mais me sentia culpada por pensar naquelo, eu não devia nunca mais querer me aproximar de outro menino, nem mesmo ter a amizade de um, o que havia acontecudo me deixará receiosa, não queria mais me importar tanto com alguém, para depois acabar perdendo de forma tragica novamente, eu certamente não queria mais que aquilo acontecesse, nunca mais.
Meus pensamnetos volltaram para o livro, e então um titulo, “As trevas do coração.” peguei aquele livro, e não pensei em duas vezes, era aquele que eu ia levar. Não sabia se estava mais feliz porque finalmente tinha achado o livro e iria sair dali e voltar para casa, ou se estava pelo fato de ver novamente aqueles olhos verdes, Caminhei até o balcão.e bem, ele não estava mais lá, fique nas postas dos pes para ver se ele nãp estava atras, e nada, Ele não estava mais ali, me virei para as mesas onde havia alguns pessoas, e elas pareciam nem me notar, voltei-me para o balcão e, de u,a portinha que havia ali atras, surgiu uma senhora. Uma senhora com cara de 'bibliotecaria'.
–Pois não senhorita? — disse ela pondo seus oculos de fundo de garrafa.
Eu fiquei pensando se eu havia tido uma visão, ou se a minha imaginação era tão fertil assim, e o menino que eu havia visto não se passava se miragem, imaginção , minha mesmo.
–Senhorita? — perguntou novamente a senhora de cabelos grisalhos
–Perdão, eu quero levar este livro.
–Òh claro, assine aqui por favor.
–Obrigada.
Peguei o livro e sai dali, m achando uma completa maluca, e me odiando por ser tão “débil”, voltei para casa caminhando, já passava da 13hs, e eu ainda não havia comido nada, e nem queria voltar para casa tão cedo.
Eu sabia que havia uma praia ali naquela cidade, que não era muito habitada por causa do clima, seria um otimo lugar para escutar musica e ler o livro que tanto me interessará. Andei alguns 25 minutos, ai avistei a areia, e um pequeno pier, caminhei sobre ele, olhando para o mar, que ele cristalino e azul,tão lindo que ate dava uma certa vontade de viver. Não havia ninguém na agua, ninguém era retardado de entrar no mar com aquele frio, me sentei na ponta, colocando o livro do lado e os pes para fora da madeira, naquele momento algumas lembranças aquele sorriso, o som da risada dele veio me assombrar, os olhos encheram de agua, o tormento foi tomando conta de mim, olhei para o céu e e perguntei “porque?”, naquele momento uma forte dor na nuca escureceu minha visão, levante daqui deixando o celular e o livro, me segurei na madeira lateral, mais senti tudo ficar longe, me arrastei ate a beirada, e então, cai para dentro da agua.
Senti aquela agua gelada endurecer meus ossos, era tão gelada que não conseguia nem respirar, não me mechia e nem nadar eu ia consegui, senti como se fosse meu fim, e apaguei.
Quando acordei, estava deitadana areia, minha visão eestaca ofuscada, e eu tremia de frio.
–Meu livro...meus celular.. -falei em um fio de voz.
–Está comigo, não se preocupe eu peguei, tente ficar calma por favor, vou te levar para o carro.- ouvi uma voz desconhecida dizer, uma voz de um menino, que eu não conseguia nem ver o rosto.
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