Anjo por Acaso.

1 Capítulo 1: Jules.


Notas iniciais
Aqui está o capítulo um. É quando a Carol conhece Jules.

Pov Caroline:

Michael observava o céu calmamente, mas eu pude ver a raiva em seus olhos enquanto virávamos a esquina e nos aproximávamos da escola.

_ Por que está com raiva? — perguntei, passando uma escova em seus cabelos loiros, que estavam desordenados e desarrumados.

_ Parece que uma pessoa nova entrou na nossa sala. — resmungou ele, sem me olhar.

Virei seu rosto e fitei seus olhos azuis esverdeados, parando de andar. Ele acabou parando também, pois estava sendo puxado por mim. Ele bufou, observando meus olhos castanhos.

_ O que você quer dizer com isso? — perguntei.

_ Digamos, entrou um idiota na nossa sala e eu o odeio. — resmungou Michael, passando a mão por todos os fios do meu cabelo negro e extremamente liso.

_ Espero que ele não seja mais idiota que você. — falei, o provocando.

Mas ele não sorriu e me olhou seriamente.

_ Nunca mais me compare áquele bastardo. — disse ele e eu vi que ele estava mesmo aborrecido.

_ Calma. — sussurrei, dando um passo para trás e levantando as mãos.

Ele soltou um riso leve e parou de me olhar, olhando o chão.

_ Desculpe. É que eu não suporto aquele sujeito, sinceramente. — disse ele.

_ Não se preocupe, tenho certeza que você é muito melhor do que ele. — falei, sorrindo. — É por isso que sou sua amiga. Não existe ninguém melhor que você para me aguentar. — soltei, dando uma risada e dando um beijo em sua bochecha.

Ele corou, o que destacou sua pele branca, mas logo virou o rosto e começou a andar.

_ É. Obrigado. — disse ele.

_ Sem problemas, esse é o meu tabalho! — falei, rindo.

Finalmente ele riu também, relaxando um pouco.

_ Vamos para a sala logo. — disse Michael(se pronuncia Miguel).

Ele pegou uma mão minha e corremos para dentro da escola.

_ Aaai, calma! — exclamei, tropeçando em um degrau no corredor e caindo para o lado.

Eu estava de olhos fechados, ainda esperando o baque no chão. Abri os olhos lentamente e me deparei com um garoto idêntico ao Michael, exceto pelo cabelo ruivo e os olhos negros.

_ Aaaaah, solta ela! — ouvi a voz do meu amigo e levei um puxão, caindo em cima de Michael, que nem se quer tremeu, me pegando nos braços.

Os dois se fitavam com raiva.

_ O que você faz aqui? — perguntaram os dois juntos e pararam, se olhando com ainda mais raiva.

_ Eu estou aqui, para cuidar dela, protegê-la de pessoas como você. — disse Michael secamente.

Um sorriso perverso se formou nos lábios do outro Michael.

_ Não se iluda. Não estou aqui por ela. Tem uma alma marcada que eu tenho que levar por aqui. — disse o garoto, com a voz divertida.

Os dois se fitaram um com mais raiva de um do que o outro.

_ Então, Jules, você deveria ir procurar o professor para te dar a autorização. — resmungou Michael.

Então era Jules o nome do garoto? Eu olhava de um para o outro, confusa.

_ E agora deu para ler a minha mente, seu imbecil? — perguntou o tal Jules, aparentando raiva, mas logo se recompôs em um sorriso sarcástico.

Espera... Ler a mente? Agora é que eu não estava entendendo nada mesmo.

_ Cale-se antes que você deixe a Carol mais confusa do que já está. — disse Michael, se virando para mim e me puxando para a sala.

_ Ótimo. Não mandei ela escutar nada mesmo. — resmungou o tal Jules e Michael paralisou.

Michael estava de costas para Jules, tremendo de raiva. Uma de suas mãos estava em punho e a outra apertava tanto a minha que eu começava a sentir que ficaria roxa.

_ E não fui eu que fiz a burrice de mandar você aqui para vigiar o meu trabalho com uma desculpa de que está protegendo uma humana imprestável. — resmungou Jules.

Michael se virou com os olhos brilhando de raiva. Seu rosto começava a ficar vermelho.

_ O que você espera falando desse jeito comigo, seu demônio detestável? Me deixar com raiva? Tudo bem, se for isso, você conseguiu! — exclamou Michael e eu passei um braço pelos seus ombros.

_ Calma. — sussurrei e ele respirou fundo.

Quando me olhou, todos os vestígios de raiva tinham desaparecido.

_ Ei, Carol, por que você não me deixa cuidar desse... Bastardo, enquanto você vai até a sua cadeira? — perguntou, com os olhos vagando perigosamente na direção de Jules.

_ Ah, é? E você espera mesmo que eu permita isso? — perguntou Jules, me fitando.

_ Eu não perguntei nada a você, Eurony... Digo, Jules. — se corrigiu Michael rapidamente. — Eu não preciso que você permita nada, bastardo. — disse Michael.

Aquilo me deu muito medo. Eu nunca vi Michael tão ameaçador assim. Jules não se intimidou, chegou a sorrir com a reação de Michael.

_ Estou conseguindo, não estou? Logo logo vou conseguir fazer o que eu quero. Não se esqueça, eu posso estar em um trabalho de coleta, mas eu sou um demônio gerado do descontrole. Ou seja, eu vou conseguir fazer você se descontrolar, Michael. E este será o seu fim. — disse Jules, rindo perversamente.

_ Espero mesmo que você consiga. — resmungou Michael, sorrindo simpáticamente para Jules e me trazendo calmamente para a sala, fechando a porta atrás de si.

Ele ficou paralisado, respirando fundo perto da janela da sala.

_ Micah? — perguntei, engolindo em seco.

_ AAAAHH! EU NÃO SUPORTO AQUELE MERDA! — exclamou Michael, chutando uma carteira. Essa carteira voou longe e ele respirou fundo, tentando não destruir a sala.

_ Calma. — sussurrei, me encolhendo.

_ AAAAH, AQUELE FILHO DO INFERNO! EU VOU MATAR AQUELE MALDITO! — exclamou Michael, dando socos na parede.

_ Micah, já passou, já passou, calma, chh... — sussurrei, pondo a mão em um ombro dele.

_ NÃO ENCOSTA, SE NÃO EU TE BATO! — exclamou ele, tirando a minha mão de seu ombro. O fitei, enquanto ele me olhava e abaixava a cabeça, fazendo seu cabelo loiro ondulado cair em seu rosto. Foi como um pedido de desculpas.

Eu ri, fazendo com que ele me olhasse, um pouco mais calmo, mas de mau-humor.

_ Ele mecheu mesmo com os seus nervos, não é Michael? — perguntei, rindo.

_ Ah, pára com isso, não foi nada divertido para mim. — resmungou, indo para a cadeira chutando o chão.

Então abriram a porta devagar, e vi Jules passando por ela junto com o professor e um mar de alunos estava atrás. Mas Jules parou o professor, olhando de mim para Michael.

_ Acabou o ataque de raiva Michael? Ou vocês estavam se pegando? — perguntou Jules e até o professor riu.

Michael encostou a cabeça na carteira para se acalmar e eu pus os braços á sua volta, de forma protetora, olhando feio para Jules.

_ E você, já acabou de provocar o Micah? Parou de ser engraçadinho para agente começar a aula? — perguntei.

Todos riram, até Michael. Jules me olhou com raiva e se sentou, liberando o professor e os alunos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.