Anjo e Demônio

1 À procura do Anjo


Notas iniciais
Como eu disse nas notas da fic, essa é minha primeira Megstiel e eu só estou escrevendo porque eu vivo/sou esses dois.

Cass entrou no quarto com tamanha pressa e colocou sua mochila em cima da primeira e única cama que encontrou por ali. Havia tomado as devidas precauções de se hospedar em um motel de estrada, em vez de ficar perambulando por aí, e não usar seus poderes. Teria de evitar ao máximo fazê-lo porque sabia que podia ser entregado pelo simples fato de desaparecer ou aparecer de novo em qualquer lugar.

Respirou fundo enquanto trancava a porta,em seguida foi até a cama e se sentou na beirada. Bufou. Parte de sua mente sabia que tudo aquilo era errado. Esconder-se de Dean e Sam, quando eles foram os únicos que ajudaram o anjo enquanto ninguém mais ajudava. Mas também tinha certeza de que colocaria os dois em perigo se ficassem juntos.

Levou as mãos até os cabelos e os bagunçou. Precisava realmente de um descanso. "E olha que anjos não precisam", foi o que ele pensou. Levantou da cama devagar. Não podia negar que sentia uma preguicinha. Preguicinha básica de anjos. Cass olhou em volta do quarto, e apesar de um motel de estrada de velha aparência, era tudo bem organizado. Tinha um banheiro. Resolveu ir até. Também se surpreendeu. Não cheirava mal e muito menos era nojento. Por um momento até passou por sua cabeça tomar um banho. Não que ele precisasse. Mas parecia ser bom. Pensou, pensou e pensou mais um pouco e quando se deu conta já tirava a roupa e ia para debaixo do chuveiro. Sentiu a água quente cair sobre sua pele e se arrepiou. Tinha que concordar que aquilo era realmente bom.

Demorou mais de que um humano demoraria em um banho, mas Castiel realmente não se importou com isso ao sair enrolado da cintura pra baixo em uma toalha branca que ele encontrou dentro do armário. O anjo se sentiu renovado. Não conseguiu deixar de soltar um sorriso leve. Depois de se vestir, devidamente, tornou a se sentar na cama e começou a olhar para o nada.

Ouvir o som de uma batida na porta o fez despertar de onde quer que seu pensamento estivesse. O anjo se aprumou, desconfiado e exalando tensão, e tratou logo de pegar sua faca contra anjos que carregava na bolsa. Ouviu novamente aquele som vindo do lado de fora e pensou que se fosse algum anjo, ou mesmo demônio, com certeza não estaria sendo educado o suficiente pedindo permissão para invadir o quarto e levar a tábua dos anjos dali.

Então foi até a porta, a faca ainda em uma das mãos, mas não aprumada no ar. Destrancando-a, pode ouvir mais uma batida um tanta desesperada sobre a madeira antes de abri-la. Quando o fez, arregalou os olhos e pôs-se a ficar de boca aberta.

– Meg? — Indagou sem acreditar.

– Não me esperava por aqui.. não é Clarence? — A loira disse em meio á um sorriso e uma mordida no lábio inferior, tentando conter a dor. Estava coberta por sangue.

– Entre logo antes que alguém te mate. — Disse Cass a puxando com cuidado para dentro do quarto do motel. Trancou logo a porta e se virou para a demônio, ainda surpreso e um tanto preocupado, mesmo que internamente.

– Que foi? — Questionou Meg sobre o olhar vidrado que só Castiel sabia colocar sobre uma pessoa.

– O que foi que aconteceu com você? — O anjo transferiu o olhar para um pouco abaixo dos seios de Meg, e ali era a região onde a cor vermelha ofuscava.

– Ah, isso.. — Ela também olhou para o próprio sangue. — Crowley tentando me matar.

– E como você escapou? — Perguntou Cass vendo Meg se sentar na cama. O anjo arqueou as sobrancelhas de leve. Sempre atirada.

– Aquele porco gordo pode ser inteligente.. — Começou a loira tentando conter um gemido de dor. — Mas muita gente esquece que eu também sou.

– Disso eu sei.. mas como diabos você chegou aqui? — O anjo tornou a questionar encarando-a e Meg fez uma expressão séria e tediosa ao mesmo tempo.

– Você vai cuidar de mim ou vai ficar me fazendo perguntas? — Meg indagou de sobrancelhas arqueadas e Cass revirou os olhos levemente. A loira não pode deixar de rir.

– Não posso usar meus poderes. — Falou Cass para ela.

– Porque não? — A demônio arqueou ainda mais as sobrancelhas.

– Estou em um momento "fuga" de anjos, demônios.. Sam e Dean.. não posso me alarmar de nenhuma forma. — Explicou o anjo se aproximando da cama.

– Sam e Dean? — Meg questionou, com surpresa enquanto Castiel assentiu. — É sério que você não pode me ajudar?

– Isso poderia me entregar. — O moreno continuou a explicar enquanto encarava os olhos de uma Meg um tanto desapontada na cama.

– Oh, isso é ótimo. Porque mesmo eu estou aqui? — Indagava enquanto levantava com um pouco de dificuldade da cama com menção de se dirigir á porta e ir embora.

– Espera. — Cass a segurou pelo braço quando a viu passar por ele. Meg o encarou, a expressão de sempre, sexy pra ele, irritada pra ela.

– Vou embora Clarence. — Disse seca.

– Não vai não birrenta. — Cass falou com determinação e a fez ficar em sua frente.

– Eu não sou birrenta, só estou sujando o chão do seu quarto de motel de sangue á toa. — A loira explicou com tamanha birra. Cass riu levemente e fez Meg se surpreender, internamente.

– Se você não fosse tão bonita eu realmente não faria isso pra você. — Falou Cass encarando-a, vendo a demônio demonstrar tamanha surpresa por sobre os olhos castanhos escuro. A mão do anjo pousou com cuidado por sobre a barriga de Meg e logo a loira sentiu aquela dor interna ir embora. O sangue das roupas dela evacuaram e ela finalmente conseguiu sentir a força das pernas.

– Limpando minhas feridas de novo.. — Comentou Meg com um sorriso debochado.

– Eu estou ciente de como fazer isso. — Completou Cass, sorrindo junto ao relembrar da conversa que tiverem antes de saírem para a missão "encontre a tábua".

– Não sei se isso vai valer alguma coisa, mas obrigada Clarence.- A loira agradeceu e viu Cass arquear as sobrancelhas. — O que? Não se pode mais dizer obrigada?

– Você? — Castiel riu pelo nariz.

– Não vem com preconceito só porque eu sou um demônio, bebê de sobretudo. — Meg tornou a se sentar na cama, dessa vez praticamente se jogando. — Demônios também sentem.

– E anjos agora precisam dormir. — Debochou o anjo. Meg deu uma gargalhada gostosa e Cass estranhou.

– Porquê tá rindo? — Indagou ele estranhando.

– Você tá engraçado. — Comentou a loira o olhando. — O que diabos houve com você?

– A vida. — Respondeu o anjo, divertido, depois de pensar um pouco. Meg deixou um sorriso nos lábios depois de conseguir parar de rir. O silêncio pairou por ali segundos depois e ambos começaram a achar a situação um tanto desconfortável.

– Hum... — Cass tentou puxar assunto.

– Então né... — Meg continuou, enquanto levava á mão a uma mexa loira de seus cabelos e a penteava de leve. Ainda estava se acostumando com aquela cor.

– Você quer tomar um banho? — Ofereceu o anjo, olhando Meg por sobre os ombros, já que agora estava caminhando dentro do quarto.

– Você vai comigo? — Indagou com uma das sobrancelhas arqueadas e aquele típico sorriso malicioso nos lábios. Cass riu, de costas.

– A toalha tá em cima da cama. — O anjo se virou e apontou para a toalha branca bagunçada em cima do travesseiro.

– Quanta organização Clarence. — Debochou a loira se levantando da cama e pegando a toalha molhada.

– Duvido que você se saia melhor que mim. — O anjo implicou. Meg o olhou de esguelha, entreabriu a boca por alguns segundos, e se aproximou de Cass em seguida. Se aproximou demais. Ela ergueu novamente as sobrancelhas, aquilo já era típico pra ele, e era impossível Cass negar que não achava sexy aquela forma como ela o olhava.

– Já eu acho que nós dois nos sairíamos muito melhor juntos. — Sussurrou a loira, os olhares conectados, as bocas perto o suficiente.

– O que quer dizer com isso? — Castiel indagou entrando na provocação.

– Entenda como quiser. — Meg piscou e saiu de perto do anjo, levando a toalha consigo e entrando no banheiro. Não fechou a porta. Cass notou e riu.

A demônio não demorou no banho, estava realmente precisando de um, mas não podia perder sua melhor chance de ficar sozinha com seu unicórnio. Terminando de se secar, se enrolou na toalha, deu uma leve conferida de si própria em frente ao espelho e deu um sorriso breve. Tinha que concordar que fez uma boa escolha quando foi possuir uma garota .Ela era realmente bonita. Reparou em seu cabelo. Estava uma merda enquanto era torturada por Crowley, mas depois que o lavou, o cheiro estava muito bom, os cachos agora eram bem formados e até que estava bem tratado. Sorriu de novo. Quando saiu do banheiro, encontrou Cass mexendo dentro de sua mochila.

– A tábua dos anjos? — Questionou Meg encostada sobre a porta de madeira do banheiro. Cass direcionou seu olhar pra ela e se constrangeu por vê-la só de toalha.

– Você não vai vestir sua roupa? — Indagou o anjo sem jeito.

– Você não respondeu minha pergunta. — Continuou Meg com as sobrancelhas arqueadas.

– Sim. — Respondeu Castiel, mostrando a tábua dentro da bolsa para a loira.

– Você realmente vai se esconder.. — Meg começou, se desencostando da parede e caminhando até a cama. — e esconder a tábua do Timão e do Pumba?

– Eu não tenho escolha. — Explicou Cass pensativo.

– É, estamos realmente sem escolha. — Meg disse tediosamente e se sentou na cama. Em seguida deitou. Cass a observou ainda sem jeito. — Sabe o que eu tava lembrando, quando eu estava "morrendo"? — Colocou aspas enquanto cruzava as pernas e ria levemente.

– Não, o que você estava lembrando? — Perguntou Cass demonstrando curiosidade.

– Eu pensei: "Não posso morrer antes de pedir uma pizza com meu Clarence." — Meg contou soltando uma risada e viu Castiel rir junto.

– É, é um pensamento tentador. — O anjo entrou na brincadeira. — E deixa eu adivinhar.. esse foi um dos motivos que você usou pra lutar e não morrer?

– Tecnicamente Clarence. — Respondeu a loira balançando a cabeça de leve e continuando a rir.

– Você ainda não me explicou quem é Clarence.. — Relembrou-a Cass.Meg o olhou com a sobrancelha direita arqueada.

– Você é meu Clarence.- A loira piscou e sorriu maliciosa. Castiel sorriu, dessa vez, levando a malícia junto. Seus olhos percorreram as pernas de Meg, que estavam expostas por sobre a cama. Subiu o olhar pelo quadril, era tão bem desenhado.. a barriga.. ela quase não tinha.. o busto apropriadamente traçado para o corpo. Ela era um mulherão e tanto.

– Você tá me querendo ou é impressão minha? — Meg perguntou sedutoramente enquanto se sentava na cama.

– Você quer pedir uma pizza agora? — Cass perguntou, já jogando a mochila de cima da cama no chão.

– Não,acho que a gente não precisa da pizza.. — Meg o puxou pela gravata, trazendo Cass para cima de si na cama.- Você é meu cara da pizza. — Sussurrou sexy encarando os olhos azuis vidrados sobre os seus. Cass sorriu, pela primeira vez de uma forma maliciosa, a forma mais maliciosa que Meg já tinha visto.

– Você é gostosa — Comentou o anjo, lembrando da fala do "cara da pizza" no primeiro pornô que viu na vida, enquanto pegava Meg pela cintura e a colocava devidamente por baixo de si na cama.

– Eu sei disso. — A loira respondeu sorrindo marotamente e mordendo o lábio inferior em seguida.

Encarou por mais alguns segundos aqueles olhos azuis brilhantes, que praticamente devorava sua boca, e então,ambos não resistiram por mais. Cass a tomou em um beijo, não calmo, mas intenso, rápido, cheio de desejo. As mãos de Meg alcançaram de imediato os cabelos de Castiel, que ainda estavam molhados. A demônio tratou de despenteá-los fio por fio, num movimento lento e sensual. Já as mãos de Cass apertavam a cintura de Meg com voracidade, tanta que se a loira não tivesse me um momento tão gostoso e intenso estaria imaginando como estaria a cor da pele de seu corpo naquele momento. As línguas se encontravam, entrelaçavam, dançavam em um ritmo quente e prazero. Tudo aquilo era bom, era muito bom. Tanto pra um, quanto pra outro.

Quando precisaram de ar,se separam do beijo com dificuldade e se olharem por alguns instantes.Cass e Meg estavam ofegantes.O sorriso malicioso não demorou a surgir sobre os lábios da loira quando sentiu a mão direito do anjo descer para sua coxa.

– Você sabe mesmo como fazer uma garota tremer,não sabe? — Provocou Meg com a sobrancelha arqueada e o sorriso maldoso no rosto.Cass riu junto,sem jeito,bobo e malicioso,mas logo voltou a se focar no trabalho que pretendia fazer aquela noite.Um trabalho muito bom.