Anjo Travesso

12 Vamos Fugir.


Notas iniciais
Olá meus amores! Quero muitíssimo agradecer aos comentários que recebi, as favoritações e aos que estão acompanhando, mesmo que seja sem se manifestar! SHASHAH. Acho que no próximo capítulo, teremos P.O.V do Derek, não percam!

Imediatamente, vi o sorriso de Derek se estampar em seu rosto. Aqueles sorrisos de orelha à orelha, que eu simplesmente amo! Era como se meu coração fosse parar de bater a qualquer minuto, eu estava tomada pela adrenalina e pelo amor. Tinha medo das consequências de meus atos, mas a verdade é que eu não conseguia mais esconder o que sentia por Derek, ainda mais depois de saber que ele sente o mesmo por mim.

A minha vida com certeza mudaria muito se a gente fosse assumir um namoro ou algo mais sério, as pessoas falariam de mim, na escola tudo seria extremamente diferente, e na minha casa, a convivência com a minha mãe, ainda pior. Mas o que eu podia fazer se era isso que eu realmente queria? Se Derek me pedisse em namoro, ali depois daquele beijo, minha resposta seria afirmativa, pois era isso que meu coração estava mandado eu fazer, mesmo sendo completamente complicado.

–Carrie, eu.... –Derek estava nervoso. – éé... eu... eu amo você, de verdade! Desde o dia que você apareceu no hospital e sentou ao meu lado, desde aquele dia. Um dia que foi tão triste para mim, Deus tirou de mim uma pessoa que eu amava muito, mas em compensação, me enviou você, para que eu aprendesse a amar. Eu tenho certeza que foi o destino que te colocou em minha vida, a gente ser colegas de classe, e além de tudo, amigos. Você não sabe o quanto eu estou feliz por tudo isso!

Derek era tão lindo e fofo, que não tinha como não se apaixonar por ele e por suas palavras.

–Eu também acredito no destino. –disse. –eu estou muito feliz, mas tenho medo no que pode acontecer.

–Como o que?

–Na escola, o que as pessoas irão dizer. Em minha casa, enfim, tudo mudaria tão rápido!

–Carrie, eu não quero que tenha medo de me amar. Por favor, não faça isso, não pense no que os outros irão pensar ou dizer, se for de sua vontade, se teu coração escolher, quero que fique comigo. Como minha namorada, como a pessoa que eu mais amo agora.

–Vai ser tudo tão repentino...

Derek sorriu, como se não estivesse se importando muito no que eu dizia, provavelmente ele sabia que eu o amava muito mesmo e por isso não estava preocupado. De repente senti Derek se abaixar, ele se ajoelhou em minha frente e pegou minha mão, me fitou fundo nos olhos, e eu estava muito surpresa e curiosa, antes que eu pudesse perguntar o que ele estava fazendo, beijou minha mão e voltou a me fitar.

–Carrie Moore, aceita namorar comigo?

Meus olhos se arregalaram automaticamente, meus pelos se erriçaram no mesmo instante, e eu parecia ter entrado em estado de choque, coma ou qualquer outra coisa semelhante. Fiquei sem reação nenhuma, apenas olhando para os olhos de Derek. Meus olhos não piscavam, e os de Derek estavam brilhando, esperando uma resposta.

–Quer ser a minha namorada?

Minha cabeça girou, e agora senti meus olhos piscarem, como se eu tivesse acordado do transe, Derek ainda estava ali, ajoelhado e ansioso. Eu via que ele estava nervoso e parecia suar frio. Logo, seu sorriso se transformou, e ele ficou em uma aparência seria. Deixou de fitar meus olhos, e fitou as flores que estavam ao seu redor, seu olhar parecia de tristesa e decepção. Então, ele se levantou calmamente e largou minha mão.

–Acho que isso foi um não. –disse ele. –Venha, acho melhor a gente ir.

E começou a andar em direção à trilha. Minhas pernas não queriam obedecer ao meu comando, estavam paralisadas.

–Derek, espere!

Fiz um grande esforço, e finalmente corri até ele. Me atirando em seus braços logo em seguida.

–Claro que eu quero namorar com você!

O sorriso dele apareceu novamente, e ele me apertou contra si. Senti seus lábios nos meus, e fechei meus olhos apreciando o beijo.

{...}

Derek e eu, estávamos sentados no meio daquele campo florido, o céu estava todo azul e o dia estava mais perfeito que o normal. Estava sentada entre as pernas de Derek, que com suas mãos, acariciava as minhas. Me abraçava por trás enquanto cheirava meu cabelo e dizia coisas lindas.

Preciso dizer que eu estava nas nuvens?!

–Segunda quero andar com você de mãos dadas por toda a escola. –disse ele.

–A gente já andava de mãos dadas.

–Mas agora vai ser diferente, porque sei que você é minha namorada. E quero que todos saibam, que vejam o quanto eu estou feliz.

–Você já amou assim antes? –perguntei curiosa.

–Já tive dois relacionamentos, mas nenhum deles foi tão intenso. Não duraram nem 3 meses, e eu descobri que não as amava. Eram garotas incríveis, mas nenhuma se compara a você.

–Eu nunca me envolvi com ninguém. –disse. – você é meu primeiro namorado, o primeiro rapaz que se interessou por mim.

–Creio que serei o único também.

Eu ri, e ele me abraçou ainda mais.

–você acha muito cedo se eu for falar com seus pais sobre nosso namoro? –pedia Derek.

–Eu acho que devemos esperar um pouco mais.

–Tudo bem.

Derek era tão compreensivo, ele me entendia tão bem e nem precisava me questionar. Eu estava muito feliz por saber que era sua namorada, porém tinha coisas que eu precisava lhe contar, coisas que me atormentavam e que podiam colocar em risco nosso relacionamento.

–Derek... eu preciso te contar algo. –disse quase gaguejando.

–Não me chame de Derek, me chame de amor. –pediu ele.

Eu sorri sem jeito.

–Amor, eu preciso te contar algo.

–Certo amor. –disse ele. –então me conte.

Fiquei alguns segundos em silêncio, pensando como contaria a ele que eu estava muito doente, e que morreria logo, que ficaria careca e feia....

Quando finalmente resolvi abrir a boca para falar algo, ouvimos um barrulho logo atrás de nós, viramos nossos rostos e vimos de longe um homem nos observando.

–Droga! Venha.

Disse Derek me puxando, começamos a correr e ouvi aquele homem gritar ao longe:

–Párem aí mesmo! Eu vou chamar a polícia.

Ofegante, já na trilha não conseguia correr rápido.

–Derek... –parei para puxar fôlego. –não consigo mais correr!

–A gente precisa sair daqui. –disse ele.

Então, Derek me puxou para si, me colocando em seu ombro e voltando a correr. O homem parecia ter uns 40 anos de idade, por isso logo se afastou e eu não o vi mais.

–Aquele homem não está mais vindo!

Derek parou de correr, e constatou que era verdade. Me colocou ao chão rindo logo em seguida. Ele estava cansado e se acolheu para puxar fôlego.

–Porque corremos feito loucos? –perguntei.

–Acho que aquele homem era o proprietário do terreno, ele não estava com uma cara nada amigável.

–Mas a gente não devia ter saido assim, a gente não fez nada de errado! –disse.

–Foi divertido, admita.

Eu ri.

–Foi mesmo.

Derek pegou minha mão, e entrelaçou na sua. Agora estávamos caminhando tranquilamente pelas ruas, como se nada tivesse acontecido.

–Amor, você ia me dizer uma coisa, lembra? –pedia Derek.

–Ééé... deixa para outra hora, não é nada muito importante. –disse por fim.

Derek balançou a cabeça de forma positiva e continuamos a caminhar.

Chegamos em frente à minha casa, e então foi aí que eu lembrei de algo:

–Nossos Skates! –praticamente gritei.

Derek olhou ao nosso redor, uma tentativa em vão.

–Poxa vida, o perdemos.

Ele ainda ria, e eu estava triste. Era meu único skate, e meus pais com certeza não me dariam outro.

–Devem estar lá no campo. –disse.

–Não mais. –suspirou Derek.

Lembrei do homem da cara emburrada, e fiz biquinho.

–Droga!

Derek se aproximou de mim, e me selou com seus lábios.

–Derek! Na frente da minha casa não, já pensou se minha mãe nos vê?

Ele se afastou.

–Tudo bem, mas quero te ver. Vou morrer de saudade.

–Não vai não. –disse.

–Vou sim! Por isso, vou até seu quarto hoje a noite. Para te ver, entrarei pela janela igual aquele dia.

–Nem pense nisso!

–Já pensei. –disse me provocando. – Não se preocupe, só quero alguns beijinhos de boa noite, depois irei embora.

Revirei meus olhos e suspirei. Era perigoso, mas eu estava amando toda essa adrenalina.

–Agora preciso ir, está ficando tarde. –disse Derek.

–Certo.

–Nos vemos à noite. –disse ele com um sorriso malandro, se aproximou de mim, e rapidamente tascou-me um selinho molhado. Saindo logo em seguida.

{...}

Meus pais não pediram muita coisa de como foi meu ‘encontro’ com Derek, não pareciam curiosos, mas minha mãe ainda parecia contrariada e um pouco brava.

Jantamos sem conversar muito, então depois que terminei os afazeres fui até meu quarto. Meus pais estavam na sala assistindo Tv, fechei a porta logo a trancando, pois sabia que Derek poderia aparecer ali a qualquer momento. Me joguei em minha cama, pegando o livro O Vale dos Anjos que eu já estava quase acabando de ler.

Quando estava no segundo parágrafo do livro, ouvi pedrinhas batendo em minha janela. Me aproximei devagar, e vi Derek sorrindo. Abri a vidraça e então ele subiu.

–Oi meu amor!

Me abraçou antes que eu pudesse responder e começou a me beijar. Correspondi ao beijo, mas ainda estava com medo de que algo desse errado e meus pais descobrissem que tinha um garoto em meu quarto.

Paramos o beijo lentamente, e nos sentamos na cama. Ficamos conversando baixinho, aos sussuros. Derek estava me contado algumas coisas de sua infância, quando eu senti um forte enjôo. Logo em seguida tonturas, uma após a outra. Fechei meus olhos com força tentando afastar aquele mal estar, Derek parou de falar e tocou em meu rosto.

–Amor, o que você tem? Ta se sentindo mal?

Antes que eu pudesse responder, senti meus olhos ficarem escuros e então apaguei.

Notas finais
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