Anjo Travesso

17 Uma noite na casa de Derek.


Notas iniciais
Olá meus amores, quero agradecer pelos cometários no capitulo anterior, e por tudo mesmo, estou muito feliz! Boa leitura. PS: o Derek não é tatuado como o cara da foto, Ok? ahshasha'

Derek me conduziu calmamente até uma rua mais movimentada, eu não sabia como faria para chegar em casa, nem o que diria se alguém visse minha perna, ainda mais se ela não ficasse boa logo. Meus pais lógicamente iriam desconfiar, sem falar de que eu deixei a porta de meu quarto apenas encostada, deixando travesseiros embaixo de minha coberta, caso alguém entrasse no meu quarto. Eu estava fazendo coisas que jamais faria, mas eu tinha uma vontade de conhecer novas coisas e fazer coisas que eu nunca fiz, acho que Derek me deu essa coragem, e despertou em mim um desejo de mudar as coisas.

De repente, vi ele acenando para um táxi. Logo, o veículo parou à nossa frente.

–Entre. –Disse Derek.

Não disse nada, apenas entrei no carro com a ajuda de Derek. Ele já ia entrar também quando alguém o chamou de longe, era Peter.

Derek disse para que o taxista esperasse alguns minutos, e foi até Peter. Os dois ficaram conversando e vagamente Derek olhava para mim. Até que ele se despediu de Peter e veio em minha direção, entrou no carro e deu o endereço ao taxista.

–Esse não é o endereço da minha casa. –Disse.

–Você não vai pra casa. –Disse Derek com tranqüilidade.

Arregalei meus olhos e agora o carro começara a andar.

–Como não?

–Eu vou cuidar de você. –Disse apenas.

–Eu preciso voltar pra casa Derek, foi um erro ter vindo pra essa corrida estúpida.

–Eu sinto muito pelo o que aconteceu Ok? –Disse ele. –Jamais queria que tivesse se machucado.

–Eu sei, eu estou bem só preciso ir para casa. É muito arriscado! –Disse.

–Amanhã bem cedo, você estará em casa. –Disse Derek.

–Não! –Revidei.

–Carrie, fica tranqüila. Eu tenho tudo sob controle.

Eu estava perdida, seria o meu fim literalmente. Não conseguia nem se quer cogitar a idéia de chegar em casa apenas de manhã, com a roupa suja e com minha perna machucada. Ficaria de castigo para o resto de minha vida. Eu não via outra saída ao invés de ouvir Derek e torcer para que ele tivesse uma idéia melhor.

–Pra onde vou então? –Perguntei curiosa.

Derek que olhava para a janela do carro, virou-se em minha direção sorrindo calmamente.

–Pra minha casa, claro.

Arregalei meus olhos.

–O que?

Dava para ver o sorriso sacana estampado no rosto de Derek.

–Bem isso que você ouviu. –Pegou em minha mão. –Está na hora de você conhecer minha mãe, o que acha?

–Não! Eu... eu não posso chegar na sua casa nesse estado e ainda dizer que vou dormir lá mesmo.

–Eu estava brincando sua boba. –Derek riu. –Minha mãe já está dormindo, não terá problema nenhum. Assim você aproveita para conhecer minha casa em especial meu quarto.

Dei um tapa em sua mão. Derek estava me deixando com medo daquele jeito, seu sorriso maroto não saía de seu rosto, o que me deixava intrigada.

–Amanhã bem cedo, vou com você até sua casa e te ajudo a subir pela janela. Fica tranqüila amor, vai dar tudo certo!

–Subir a janela? –Falei ao espanto. –Com a minha perna doendo?

–Tem uma idéia melhor? –Me fitou.

Na verdade, eu não tinha. E no momento aquela parecia ser a melhor solução, mesmo sendo uma loucura, eu não tive como negar, teria que adentrar em casa pela janela de meu quarto. Assim evitaria todo o transtorno de ser pega, e ter que explicar tudo aos meus pais.

Eu estava suando frio, pensar em dormir na casa de Derek havia me deixado realmente muito amedrontada. Eu estava com medo de que alguma coisa desse errado, e não saía da minha cabeça o que Liza havia me dito horas atrás, de que Derek me usaria até cansar de mim, e depois mandaria eu sumir de sua vida. Além do mais, ele havia perdido a corrida e eu me sentia culpada de alguma forma.

–Amor? –me chamou. –Você ta legal?

Não respondi.

–Está tremendo e suando. –Disse. –O que foi?

–Não é nada. –disse apenas. –Só estou preocupada com tudo isso.

Derek beijou minha testa.

–Não se preocupe pequena, nada de ruim irá acontecer. Amanhã você estará em casa como se nada tivesse acontecido.

Derek me envolveu em seus braços, então fechei meus olhos tentando relaxar. Quando percebi, já havíamos chegado na frente da casa de Derek. Era uma casa muito bonita por sinal, estava apenas com as luzes do jardim acesas. Descemos do táxi assim que Derek pagou a corrida, ele pegou em minha mão me conduzindo até o portão de entrada.

–E a sua moto? –perguntei.

–Peter cuidará dela para mim;

Assenti com a cabeça, e continuei a caminhar. O jardim era lindo, tinha várias flores e eu fiquei imaginando como a mãe de Derek cuidava de todas elas sozinha.

Entramos pelas portas dos fundos, Derek tinha a chave e então entramos nas pontas dos pés, Derek me ajudou por conta de minha perna, que por sorte, já não doía mais tanto. Ligou a luz delicadamente, e ela iluminou uma bela cozinha. Muito grande por sinal, porém estava toda arrumada. Dava pra sentir o cheiro de bolo de chocolate vindo do forno já desligado, nesse instante meu estômago roncou.

–Tá com fome? –perdiu Derek.

–Acho que sim. –Disse sem jeito.

–Sente aqui.- Derek puxou uma cadeira da grande mesa de mármore, então me sentei. Logo, Derek abriu o forno e se deparou com um enorme bolo de chocolate, ainda fresco.

–Derek não! –Disse assim que ele pôs o bolo à minha frente. –Veja, ele está intacto, eu não posso comer nenhum pedaço.

–Deixa dessa. –Disse ele se sentando ao meu lado. –Eu vou comer também.

Revirei os olhos, eu não pude resistir. O aroma estava delicioso e me causava água na boca. Derek cortou dois pedaços e começamos a comer. Fiquei pensando se a mãe de Derek acordasse e nos pegasse na cozinha aquela hora da noite, comendo o bolo que acabara de preparar.

–Quando eu saio, e volto tarde. –Dizia Derek.-sempre como algo quando volto. E não é a primeira vez que encontro um bolo fresquinho.

–Então você costuma sair bastante é?

–As vezes. –Disse ele. –A princípio eu saia bastante pra conhecer o pessoal e me inturmar, agora mais nem tanto assim, já tenho uma namorada e alguns amigos. –Sorriu. –É o suficiente pra mim.

Eu apenas ri, acabara de comer o delicioso pedaço do bolo de chocolate e me sentia satisfeita. Logo após, Derek também terminou, guardando o bolo novamente. Pediu pra que eu permanecesse sentada e saiu. Alguns poucos minutos depois, voltou com uma pequena caixa, assim que abriu a tampa, vi que se tratava de uma caixa de primeiros socorros.

Derek pegou alguns algodãos e molhou-os num produto, logo em seguida pegou uma tesoura.

–Preciso cortar a sua calça. –Disse ele.

–Não! –Revidei.

–Você igual não poderá mais usá-la, está toda rasgada.

Ele tinha razão, então eu apenas assenti com a cabeça e permaneci sentada. Derek pegou a tesoura e cuidadosamente foi cortando minha calça à alguns centímetros de meu ferimento. Assim que terminou, puxou a parte cortada de minha calça para baixo, eu parecia uma maloqueira assim. Olhei para minha perna, e não parecia ser tão grave, o sangue já havia secado e eu sentia apenas alguns ardores típicos de quando você rala em algum lugar.

–Me avise se arder muito. –Disse Derek soprando minha perna. –Vou limpar e depois enfaixá-la.

Assenti com a cabeça, e Derek deu um pequeno beijo em minha coxa, me fazendo sorrir. Logo depois levou o algodão molhado até meu ferimento, e com movimentos suaves foi retirando toda a impureza que ali continha. Ardeu um pouco, mas eu me segurei e não deixei escapar nenhum suspiro. Derek olhava a cada pouco pra mim, atento a cada reação minha.

–Pronto. A pior parte já passou. –Disse.

Agora Derek enfaixava o pequeno ferimento com uma faixa e esparadrapo. Fez apenas duas voltas em torno de minha perna e o laçou.

–Prontinho! –Disse.

–Não sabia que você levava jeito pra isso.

–Levo jeito para várias coisas. –disse de forma marrota, sorrindo em seguida.

Se aproximou de mim, e depositou um selinho em meu lábios.

–Vem, você percisa colocar outra roupa e eu preciso de um banho.

Eu e Derek fomos em silêncio até seu quarto, agora era bem mais fácil de caminhar, depois de todo aquele cuidado que Derek teve comigo. O quarto dele era muito bonito, e estava todo arrumado. Havia uma cama de casal, uma cômoda, um armário grande, e vários pôsteres de bandas e até de mulheres famosas pela parede. Derek abriu o armário e retirou de lá uma camiseta de malha, estendeu até mim.

–Use isto. –Disse.

–Só isso? –Me indignei.

–Não tenho nenhum short que caiba em você.

–Você está sugerindo que eu vá ficar de....

–É, de calcinha, qual o problema? –Perguntou na maior cara de pau.

–Qual o problema? Você é maluco? –Disse. –Óbvio que eu não vou ficar de calcinha na sua frente, que dirá dormir assim no seu quarto.

Derek achou engraçado e riu, depois se aproximou de mim.

–Prefere ficar com essa calça rasgada e suja?

–Me deixe usar uma calça sua, ou algo do tipo. –Praticamente implorei.

Derek pareceu pensar em algo. Voltou a vasculhar seu armário e retirou de lá um short daqueles de quem usa quando joga algum esporte. Arqueou as sobrancelhas pra mim, jogando o short logo em seguida.

Era aquilo ou nada. Derek pegou uma toalha e saiu pra tomar banho, o banheiro ficava logo ao lado de seu quarto. Já eu, tirei minha calça (que já não era mais calça pelo fato de estar cortada abaixo de meu joelho) e pus o short de Derek. Ficou até grande e largo, até por ser um short esportivo. Sentei-me na cama de Derek e fiquei a esperá-lo.

Fiquei pensando e rezando para que meus pais estivessem dormindo e nem sequer sentissem a minha falta, pelo menos até amanhã cedo. Fiquei observando o quarto de Derek, e vi uma foto de seu pai dentro da gaveta da cômoda. Eu estava vasculhando as coisas dele, sabia que era errado, mas não resisti. Seu pai se parecia muito com Derek, tinha os mesmos olhos e até o mesmo sorriso. Era um homem muito bonito por sinal, e parecia jovem também. Assim que ouvi a porta do banheiro se abrir, guardei a foto de volta na gaveta.

Derek entrou apenas de toalha. E aquela imagem mexeu comigo! Seu corpo maravilhoso molhado, deixava as gotas de água escorrer até sua barriga. Seu cabelo molhado, todo bagunçado e a forma como Derek estava sensual havia me deixado até com calor.

Derek parecia estar a vontade, e por algum momento achei que ele fosse jogar a toalha no chão. Não demorou muito pra que ele fizesse isso, assim que soltou-a no chão, virei meu rosto, colocando minhas mãos no rosto, impedindo-me de ver qualquer coisa.

–Derek! Você é louco!

Ouvi ele gargalhar.

–Eu não vou me virar até você colocar essa toalha de volta!

–Tudo bem, tudo bem! –Disse ele. –Já coloquei.

Me virei calmamente, abrindo meus dedos entre eles. Espiei cuidadosamente e percebi que Derek colocara a toalha, me deixando mais tranquila.

–Nunca mais faça isso. –Suspirei.

Ele riu indo até seu armário, pegou uma peça de roupas e voltou ao banheiro. Fiquei novamente observando seu quarto, fui até a janela, abri a cortina e me deparei com uma bela vista. A rua era bem grande e haviam várias casas, apenas algumas continham a luz acesa, por ser tarde da noite. Fiquei olhando cada uma delas e pensei como essa rua deveria ser calma durante o dia, ou não.

Logo, Derek voltou ao quarto, fechou a porta e se aproximou de mim.

–Gostou daqui?

–Sim. –Respondi. –Deve ser muito bom morar aqui, parece ser tranquilo.

–Tem razão. –Disse ele se aproximando cada vez mais.

–D..de..Derek onde eu vou dormir? –Gaguejei.

–Na minha cama, claro.

Derek me pegou pela cintura, me trazendo para perto dele. Imediatamente, levou sua boca até meu pescoço e começou a mordê-lo, me deixando completamente arrepiada.

–Me desculpe por hoje. –Disse. –Por ter deixado você correr o risco de se machucar, eu jamais queria isso...

–Derek. –O interrompi. – Tá tudo bem.

Sorriu pra mim, já olhando minha boca. Não demorou muito para que começássemos a nos beijar. Derek passava sua mão levemente por debaixo de minha blusa, aprofundando cada vez mais nosso beijo. Entrelacei meus braços em seu pescoço, mexendo com os dedos em seu cabelo. Depois, minhas mãos desceram e ficaram alisando seu peitoral, que estava descoberto. O beijo ficou quente demais, Derek e eu já estávamos sem fôlego algum, mas aquilo não parecia ser o suficiente.

Quando percebi, já estava caída sobre sua cama com seu corpo junto ao meu. Derek não parava de me beijar, e eu amava aquele beijo mais que tudo. Segurei firme com minha mão em sua nuca, enquanto Derek deslizava suas mãos por minhas coxas, já estávamos ofegantes e o desejo parecia só aumentar.

–D..d.. Derek.... –Gaguejei ofegante. –E..eu... Pare.

Derek afastou sua boca da minha lentamente, ainda ficando sobre mim.

–O que foi? Quer que eu pare? –Me fitou.

Eu estava mais envergonhada que nunca.

–Eu estou nervosa... –Disse apenas.

–Você é virgem? –Perguntou.

Senti meu rosto queimar.

–Sim.

Derek sorriu, mostrando tranquilidade.

–Não vou fazer nada que não queira. –Disse me dando vários selinhos. –Eu te espero o tempo que for necessário. –Desceu de cima de mim, deitando ao meu lado. –Eu te amo Carrie, e pra mim já está muito bom ter você aqui comigo, nem que seja pra dormir de conchinha.

Eu sorri, e Derek me pegou pela cintura. Fechei meus olhos depois de receber o melhor beijo do mundo.

Notas finais
Desculpem qualquer erro de português. Nos vemos nos Reviews! Bjoo