Anjo Travesso

10 De Estranha, Carrie não têm nada.


Notas iniciais
Bem, eu demorei não é? aquela velha história de esperar por reviews. SAHSHHSAH' esta da imagem é a Carrie, as duas imagens não são tão parecidas, mas ela era exatamente assim! SAHSHASHA' =D espero que gostem do capítulo!

P.O.V Derek.

Antes de qualquer coisa, estava muito ansioso em ir até a casa da Carrie, estava tremendo e parecia suar frio, era uma experiência que eu jamais tive. Tinha medo do que seus pais poderiam dizer ou algo assim, porém eu estava confiante, até demais.

Após o meu banho, corri para meu quarto e pus-me a vestir. Coloquei uma bermuda jeans até os joelhos, e uma blusa da qual eu gostava muito com a estampa do capitão América, um all-star cinza pouco gasto, sequei meu cabelo com a toalha e o baguncei por completo. É assim que gosto dele, fora do padrão e todo arrepiado. Olhei no relógio e já estava na hora de ir, peguei meu skate e rapidamente fui até a casa de Carrie.

Exitei em bater na porta, parando para arrumar minhas vestimentas e dar a última bagunçada em meu cabelo, guardei meu ray-ban dentro do bolso da bermuda e bati na porta, na verdade toquei a campainha. Esperei alguns segundos até que alguém abriu a porta, e não era Carrie.

–Olá, você deve ser o Derek, certo?

Era um homem que não aparentava ser tão velho, provavelmente o srº Moore.

–Prazer. –disse apenas estendendo minha mão.

Ele sorriu e trouxe sua mão até a minha a apertando. Eu estava tão nervoso que havia perdido palavras e parecia não conseguir falar muito.

–Eu sou Alexander Moore, pai da Carrie. Fique a vontade!

Disse, e assim o fiz. A casa era maravilhosa, porém simples. Diferente do quarto de Carrie que foi o único cômodo da casa que eu já havia visto. Ao longe, vi uma mulher se aproximar. Constatei na hora que era a mãe de Carrie, pois se parecia muito com ela. Ela se aproximou me examinando e por um momento achei que tivesse algo de errado comigo. Tomei coragem e me levantei para cumprimentá-la.

–Derek Tyler, prazer.

Ela não disse nada, olhou rapidamente para minha mão estendida, e nem sequer a tocou. Envergonhado e confuso, sentei-me no sofá novamente.

–Pois bem Derek, minha filha falou sobre você para mim. –era o Srº Moore. – e vejo que ela tinha razão, você parece ser um cara legal.

Eu não sabia o que dizer, tinha medo de falar uma besteira qualquer e eles acharem que eu sou louco.

–Ela também me falou muito sobre você. –menti.

Ele sorriu.

–Carrie é uma garota incrível, e me anima muito saber que você está fazendo com que ela se distraia um pouco.

–Eu a conheci faz pouco tempo, quando me mudei para o Texas. E desde então, ela se tornou uma pessoa muito especial, acho que a única amiga que tenho por aqui.

–Me fale sobre você Tyler.

Me remexi um pouco no sofá por estar nervoso, a mãe de Carrie estava sentada no sofá ao lado de seu marido, porém ela estava quieta e continuava a me fitar, o que me deixava ainda mais nervoso e desconfortável.

–Bem, eu morava em Dallas antes de me mudar para cá. Nasci e cresci em meio à aquela cidade imensa, estudei todo o fundamental e parte do ensino médio lá. Então, em 2006 descobrimos que meu pai estava muito doente, e tivemos que nos mudar. Eu abandonei todos os meus amigos em Dallas, e foi muito dificil. Porém, viemos morar aqui somente este ano, quando meu pai piorou de saúde e morreu.

–Eu sinto muito. –disse o pai de Carrie.

–Tudo bem. Estou aprendendo a me conformar com isso, e Carrie têm me ajudado muito.

Nesse momento, a mãe de Carrie soltou um suspiro e levantou-se, indo até o outro lado da casa que eu deduzi ser a cozinha.

–Acho que já está na hora de vocês irem. –disse o pai de Carrie se levantando. – Vou ver se Carrie está pronta.

Eu assenti com a cabeça e ele subiu as escadas até sumir. Olhei ao meu redor e fiquei observando a decoração da casa, ao meu lado havia uma pequena mesinha, onde continha retratos. Aproximei meus olhos, e vi uma garotinha montada em um cavalo. Ela estava sorrindo e usava chapéu de vaqueiro. Pelo seu sorriso e cabelos ruivos, vi que aquela menininha era Carrie, sorri ao vê-la assim. Ao lado desta foto, estava a foto de seus pais abraçados, e de mais uma garotinha que parecia ter 5 anos. Apesar de ser bem parecida, não era Carrie aquela, tinha os cabelos mais escuros e seus olhos eram verdes. Ela não estava sorrindo, apenas abraçada aos pais, me perguntei quem poderia ser.

Ouvi passos na escada, e o Srº Moore estava a descer.

–Carrie já está vindo. –disse ele.

Então, a mãe de Carrie apareceu e ficou ao lado do marido, sem deixar de me fitar. Foi aí, que ouvi mais passos na escada, e quando olhei para lá, vi Carrie descendo. Me levantei do sofá e fiquei a observar. Cara, de estranha Carrie não tinha nada! Ela estava.... espetacular!

Tinha um corpo de dar inveja a qualquer garota, as roupas que a gente usava na escola, deviam esconder muito bem aquele corpão que estava a minha frente. Carrie simplesmente ousou, estava usando um Short branco minúsculo, deixando seu belo par de coxas à vista. Usava uma blusa de alcinha, e pude ver o volume de seus seios. Ela estava me deixando maluco, como se eu fosse um cachorro a babar.

Ela me olhou com cuidado, voltando a olhar onde pisava. Fui até o final da escada e a esperei. Assim que chegou ao último degrau, peguei em sua mão e depositei um beijo nela. Carrie sorriu e pude vê-la corrar, desceu e se aproximou de mim. Fui até o seu ouvido e susurrei:

–Você tá mais linda ainda.

Ela riu baixinho e disse:

–Você também.

Carrie me puxou até a porta, e vi sua mãe dizer alguma coisa, que eu não consegui ouvir. Acho que estava anestesiado ainda por ver Carrie tão.... gostosa!

–Poxa vida Carrie, você tá tão gostosa! –eu tive de soltar.

–Páre Derek, é mentira sua.

–Não é não. –disse a olhando. – Você tá simplesmente irreconhecível.

Ela estava envergonhada, pude ver em seus olhos e em seu rosto que agora estava mais vermelho que o normal.

–Tudo bem, onde vamos? –perguntou ela.

–Até a pracinha do centro, lá a gente anda de skate e toma muitos sorvetes.

Ela sorriu e depois disse:

–O que meu pai te falou?

–Coisas censuradas que eu não devo fazer com você. –disse brincando.

Ela deu um pequeno tapa em meu braço.

–Idiota!

–Sério Carrie, achei que fosse pior falar pessoalmente com seu pai, mas você tinha razão, ele não é tão chato, sua mãe ganha dele fácil.

–Minha mãe? –ela riu. –Você ainda não viu nada.

–eu estava muito nervoso, e ainda estou, acredite.

–Sua mão está gelada, eu já havia percebido seu nervosismo. –ela disse.

Eu ri, e por algum momento, tive que deixar de olhar para o chão e voltar meus olhos para o corpo de Carrie, cara! Eu tava muito surpreso. Eu não sabia que ela guardava tudo aquilo! Na escola eu já havia visto ela usando calça, mas nenhuma marcava o seu corpo dando a entender que ela poderia ter tudo aquilo! Olhei para sua bunda, e tive de morder meus lábios. Acho que agora Carrie havia percebido que eu a olhava.

–Derek! O que está fazendo? Pare agora!

Desviei meus olhos daquela abundância, e di um sorriso safado.

–Desculpe, eu não resisti.

Andamos mais um pouco e então chegamos a pequena pracinha, que continha algumas pistas de skate. A gente poderia andar nas calçadas, mas nem sempre dava certo, havia muitas pessoas caminhando além dos burracos que podiam nos derrubar.

A pracinha não estava tão vazia, nem tão cheia. Era um dos únicos lugares que eu já havia ido passear, quando me mudei para cá não tinha nada pra fazer, e quando descobri essas pistas de Skate, vir até aqui havia virado rotina. Carrie estava tão linda que me dava calafrios, seus cabelos compridos e lisos balançavam com o vento enquanto ela jogava o skate no chão. Depois disse, ela o subiu e ficou em equilíbrio, eu jamais imaginaria que ela mandasse tão bem no skate.

–Hey seu bobão! Vai ficar aí parado?

–Vou com você até na lua! –gritei de volta.

Então, joguei meu skate o subindo em seguida, agora Carrie andava também e estava praticamente fugindo, eu aumentei a velocidade para a alcançar mas ela estava muito adiantada. Ela sorria ao longe, e dava gargalhadas gostosas de se ouvir, até que ela parou e eu me aproximei.

–O que foi? –perguntei.

–Nada. –disse apenas.

–Tem certeza?

Ela apenas assentiu com a cabeça, tomou seu skate nas mãos e foi em direção ao banco de sentar. Eu, fui atrás dela. Me sentei ao seu lado e a fitei sorrindo.

–Havia me esquecido de como era boa essa sensação. –disse ela.

–Que sensação?

–De sentir o vento em seu rosto, e por um momento se sentir livre e feliz.

–É uma das coisas que eu mais gosto. –disse.

–Fazia tanto tempo que não andava de skate, que achei que eu havia esquecido de como se andava.

–Você anda melhor que eu! –disse.

Ela sorriu e olhou suas mãos, fiquei a observando e vi pequenas manchar roxas em seu braço direito, estranhei aquele fato e ao ver que eu estava olhando, Carrie colocou a outra mão em cima e disfarçou:

–Vamos tomar um sorvete?

Eu assenti com a cabeça e nos levantamos, peguei em sua mão e a conduzi até a barraquinha que estava do outro lado da praça, Carrie escolheu por chocolate, e eu por flocos com napolitano, paguei pelos sorvetes e nos sentamos embaixo de uma árvore.

O dia estava tão lindo que me fazia lembrar de muitas coisas boas, e quando olhava para Carrie ao meu lado, parecia que tudo melhorava. Eu me sentia bem ali, vendo ela sorrir.

–Você ta tão sério! –Ouvi ela dizer de modo brincalhão.

Olhei em sua direção, e senti meu nariz gelar.

–Eii!

Ela gargalhava.

Passei minha mão em meu nariz, e retirei o excesso do sorvete que Carrie havia lambuzado nele.

–Danada! –disse enquanto peguei um pouco do meu e passei em suas bochechas.

–Não! Não me suje! –ela pedia.

–Não vou te sujar. –disse.

–O que está fazendo então?

–Tô desenhando meu coração em você.

E estava, peguei mais um pouco do sorvete, e com meu dedo indicador desenhei um coração na bochecha de Carrie, que deixou sorrindo.

–Parecemos duas crianças. –disse ela.

–Ficou lindo. –disse assim que terminei de desenhar.

–Me sinto grudenta.

Eu ri, e passei minha mão pelo seu queixo, e vi que ela corou de repente.

Eu nunca havia visto uma garota tão... linda e misteriosa ao mesmo tempo. Algo nela me deixava maluco e eu tinha vontade de beijá-la a qualquer momento, com as outras garotas era tudo diferente, beijo sem compromisso e sem sentimento. Mas com Carrie eu sabia que era diferente, mesmo eu não tendo provado o gosto de seus lábios, algo me dizia que eles eram os melhores que existiam.

Notas finais
espero ansiosamente por seu review! =D não esqueça!Haha! Até logo, bjãão!