Anjo Travesso

24 A Vontade De Te Ver.


Notas iniciais
Oooii! Tudo bem com vocês? eu sei que demorei, tá sendo bem dificil pra mim arrumar tempo pra postar e escrever os capitulos, mas eu jamais os abandonarei! SAHSHAHSAH' Cadê meus leitores? *O* sinto-me sozinha! Mas agradeço sempre à amg82michaelis, e a HeyGi, por estarem comentando. porém quero maaais!! :D Espero que gostem e boa leitura!

Fui até o banheiro e fiz minha higiene. Fiquei pensando em tudo que aconteceu enquanto me fitava seriamente no pequeno espelho, assim que terminei, voltei para o quarto e James estava olhando da janela, assim que notou minha presença se virou para mim e sorriu.

–Pode escolher o lado da cama que quiser. –Disse ele.

Olhei para a cama toda arrumada esperando por nós, então sentei-me no lado esquerdo dela.

–Vou ficar com este lado. –Anunciei.

James sorriu e já ia retirando os sapatos, eu ajeitei meu travesseiro com cuidado e assim que terminei senti James se deitando do outro lado. A cama fazia barulhos irritantes conforme nos mexíamos, porém ela era confortável.

Deitei-me do lado oposto ao de James, levei o edredom até meu pescoço e me acomodei com a cabeça no travesseiro.

–Boa noite James. –Falei.

–Boa noite Carrie. –Ele disse já imóvel.

Eu estava um pouco assustada, eu teria que contar isso tudo à Derek? O que ele diria sobre isso? Só sei que eu estava com uma saudade enorme dele.

Fechei meus olhos com cuidado enquanto pensava nele, alguns reflexos se passavam pela minha mente, como o dia em que nos conhecemos, o nosso primeiro beijo e o pedido de namoro, as vezes que ele pulou a janela de meu quarto só para me ver dormir, e o quanto eu o amava.

Estava quase adormecendo, quando senti uma mão em minha cintura. Só podia ser James! Virei meu rosto para trás, e o vi em minha direção.

–James! James! –Ia tentando o acordar, enquanto retirava sua mão de minha cintura.

Não sei se ele era sonambulo, ou estava apenas se fingindo, mas ele não acordou e continuou me pressionando a ele. Aquilo estava ficando insuportável, agora sua perna estava em cima da minha e ele me apertava forte. Falei mais alto para ver se ele acordava, mas não foi o que aconteceu.

Quando percebi, James já estava completamente em cima de mim. Agora ele mantinha os olhos fechados e um sorriso sacana no rosto.

Minhas pernas ficaram trêmulas e eu suava frio. James iria me estuprar?

Meus olhos estavam arregalados e eu mal podia respirar. James estava vendo minha reação e apenas sorria pra mim.

Passou sua mão sobre meus cabelos enquanto eu tentava sair de baixo dele.

–Não se preocupe Carrie, você vai gostar. – Disse ele.

Logo, suas mãos começaram a percorrer toda a extensão da minha coxa, indo até meu quadril, onde James apertou com vontade. Eu tentava me soltar mas ele era bem mais forte, comecei a gritar e James tampou minha boca com sua mão.

Ele, então saiu de cima de mim de repente, eu não esperava por aquilo. Deitou ao meu lado e começou a gargalhar. Ficou rindo por minutos enquanto eu ainda estava imóvel e completamente atordoada.

–Você achou mesmo que eu fosse te abusar? –Ele pediu aos risos.

Eu nada respondi, ainda sentia minhas pernas tremerem e minha voz não queria sair.

–Só fiz isso por que sabia que sua reação seria engraçada.

Eu nada respondi novamente, então ele se virou de bruços até mim, olhou com atenção pra mim, agora sério.

–Desculpe.

Eu não sei mais no que acreditava, no que ele estava me dizendo agora ou se acreditava no que Derek dizia.

–Eu não devia ter feito isso. Me desculpe, você ficou mesmo preocupada e eu só queria me divertir um pouco, eu jamais faria algo que você não quisesse. –Disse James.

–Preocupada? –Eu praticamente gritei enquanto levantava da cama ainda tonta. –Eu quase infartei! Que brincadeira de péssimo gosto!

–Desculpa Carrie, por favor. Eu só queria ver a sua reação ao achar que eu te abusaria.

–Vá pro inferno James! –Gritei. –Eu mal posso acreditar que estava confiando em você de verdade. Não me importa se isso foi uma brincadeira ou não, mas eu não chego mais nem perto de você! –Gritei.

James permanecia sentado na cama. Estava com cara de quem não estava entendendo nada.

–Eu quero ir pra casa! Agora! –Gritei novamente.

Ele então, se levantou da cama e veio na minha direção. Me segurou pelo braço enquanto eu tentava ficar longe;

–Espere pelo menos até amanhã. –Ele disse.

–Não vou mais me deitar nessa cama, ainda mais com você nela!

James bufou e revirou os olhos.

–Puta merda Carrie, foi uma brincadeira!

–Não me importa!

Ficamos em silêncio por alguns segundos, James parecia estar pensando em algo. Eu estava morrendo de medo dele, queria ir pra casa e ver Derek.

–Fica com a cama, eu durmo no chão. –Disse James enquanto jogava o travesseiro no chão gelado.

Assenti com a cabeça, sem dizer nenhuma palavra. Deitei-me na cama novamente mas demorei para dormir, ficaria atenta a cada barulho que ouvisse. James havia quebrado a minha confiança, totalmente;

{...}

Acordei com James me sacudindo. Abri as olhos lentamente por conta da luz do sol que entrava por entre as cortinas abertas. Ele parecia estar bem, apesar de ter dormido no chão. Fiquei o observando por alguns instantes, ele era lindo até pela manhã. Eu já disse isso não é?

–Você vai pra casa. –Disse ele.

Então eu sorri, e levantei rapidamente. Estava com saudade da minha casa e de toda a minha família.

5 De Março, 2009; -Texas.

Andamos de táxi e ônibus até chegar na minha casa, James e eu conversamos pouco, ele até tentava puxar algum assunto, mas eu não dava muita corda à ele, ainda por estar chateada pelo acontecido.

Minha mãe quase teve um troço quando nos viu, mesmo assim veio me abraçar. Meu pai nos deu vários cascudos e tivemos que nos explicar direitinho sobre a fuga do hospital. James se sobre-carregou na culpa, eu não achei isso justo por que eu pedi que ele me ajudasse, mesmo assim deixei que ele assumisse a culpa sozinho. Tenho certeza de que minha mãe o perdoaria bem fácil.

Entrei em meu quarto, e senti o cheiro bom que tinha nele. Deitei em minha cama e fiquei observando o quanto era bom estar em casa de novo. Mesmo eu tendo ficado apenas um dia fora de casa, sentia muita falta da minha bagunça e do meu quartinho.

De repente, a porta se abriu, era meu pai.

–Posso me sentar aqui? –Pediu ele.

Assenti com a cabeça e ele se sentou na ponta de minha cama.

–Primeiramente, foi uma completa loucura o que vocês fizeram, sua mãe e eu ficamos realmente muito preocupados, fomos até a policia, mas teríamos que esperar dar 24 horas do seu desaparecimento.

–Me desculpe papai, mas eu não quero fazer quimio.

–Eu e sua mãe conversamos sobre isso, e será tomada a sua decisão.

–Não precisarei mais fazer? –Perguntei feliz.

–Não se não quiser.

Abracei meu pai e o beijei muitas vezes.

–E só pra avisar, você ficará mais duas semanas sem celular e sem internet. –Disse meu pai- Nada mais justo depois do que você aprontou!

–Tudo bem. –Disse por fim.

Meu pai beijou-me o rosto e foi até a porta, parando nela em seguida.

–Antes que eu me esqueça. –Disse ele. –Aquele rapaz que a sua mãe não gosta, esteve aqui. Te procurando, estava triste e preocupado com você.

–Derek? –Meus olhos deviam estar brilhando.

–Este mesmo. Sua mãe não lhe contaria que ele esteve aqui, mas eu acho que você deveria saber.

Assim que disse isso, meu pai saiu do meu quarto, fechando a porta em seguida.

Derek! Era Derek que foi me procurar, e agora era exatamente o que eu iria fazer. Eu iria atrás dele! Levantei-me rapidamente da cama pegando minha bolsa em cima da poltrona, em seguida abri a porta de meu quarto e pus-me a descer as escadas quase que correndo.

Quando cheguei na sala de estar, fui barrada.

–Onde pensa que você vai? –Era mamãe.

Fiquei alguns segundos pensando na melhor resposta.

–É...é que eu preciso falar com a Lauren, vou até a casa dela.

–Você não vai a lugar algum. –Ordenou.

Bufei ao ver a reação de minha mãe, ela estava realmente falando sério.

–Depois do que você aprontou ainda acha justo tanta liberdade?

–Eu só iria falar com a Lauren, logo estaria de volta! –Supliquei.

–Você poderá conversar com ela amanhã, quando for para a escola.

Mamãe não mudaria de ideia, e eu sabia disso. Revoltada sai dali correndo às escadas à cima, voltando para meu quarto. Encontrei James no caminho, ele queria falar comigo, mas eu fiz questão de bater a porta de meu quarto em sua cara.

Fiquei praticamente a noite toda sentada em minha cama pensando em Derek. Eu precisava vê-lo! Meu pai havia batido na porta novamente pedindo se eu queria jantar.

–Não papai, eu vou dormir se não se importa.

–Tudo bem querida, boa noite.

–Boa noite!

Depois disso não o ouvi mais. Provavelmente depois do jantar meus pais iriam dormir também como de costume. Então eu tive a brilhante ideia.

Peguei todos os lençóis, fronhas e edredons que existiam em meu quarto, e os enrolei um ao outro. Fazendo uma grande e resistente corrente. Eu precisava falar com Derek, e não podia mais esperar! Abri a janela com cuidado, todos os vizinhos deviam estar dormindo, e na minha casa já não haviam mais barulhos. Joguei cuidadosamente uma ponta da corrente para baixo da janela, atingindo o chão do jardim. A outra ponta, amarrei firmemente na perna da minha cama. Parecia bem resistente agora, fiz alguns testes de segurança como espichar a corrente com força, agora que tudo estava certo. Corri até a porta a trancando com a chave.

Cuidadosamente e um pouco nervosa, fui escalando a parede de minha casa. Segurava firme na corrente improvisada, tão firme que minhas mãos chegavam a doer. Finalmente eu estava no chão, deixei a janela e a corrente do jeito que estavam, afinal eu teria que subir de volta do mesmo jeito.

Olhei para todos os lados, e a rua estava completamente deserta. Uma noite perfeita para uma fuga! Sai correndo segurando a minha bolsa em mãos.

Apesar da minha falta de ar, corri o mais rápido que pude, felizmente a casa de Derek não ficava muito longe da minha, então eu logo cheguei.

O pior era descobrir qual das janelas seria de seu quarto. Analisei praticamente todas, e quando eu já estava desistindo, uma luz se acendeu. Só podia ser Derek, seus pais deveriam estar dormindo também, e eu rezei pra que isso fosse verdade.

Por entre as cortinas eu via a luz acesa, e ela não se desligou. Então, eu ajuntei pedrinhas que encontrei na calçada e cuidadosamente as atirei, pedindo aos céus que fosse Derek quem aparecesse na janela.

Joguei um monte delas, e finalmente vi uma sombra se aproximando da janela. Abriu as cortinas e as vidraças e olhou assustado para mim.

Meus olhos lacrimejaram quando vi Derek sorrindo, ele parecia confuso, arqueou as sobrancelhas e abriu a boca em espanto.

–Preciso te ver e falar com você! –Sussurrei baixinho.

–Fique aí, eu já volto.

Derek sumiu da janela por alguns segundos, porém, apareceu na porta dos fundos em seguida. Corri até ele.

–O que tá fazendo aqui sua doida? –Perguntou enquanto me abraçava forte.

Era tão bom sentir o seu cheiro novamente, não sei como pude esperar tanto tempo para vê-lo.

–Eu preciso de você. –Falei.

–Eu estou aqui.

Sorri para ele, e então sua boca veio de encontro a minha. Nos beijamos como se nada existisse, como se ninguém pudesse nos ver, como se nada pudesse atrapalhar aquele momento que era só nosso.

–Vamos subir até meu quarto. –Disse Derek.

Assenti com a cabeça, e suas mãos se cruzaram as minhas. Com o maior silêncio entramos na casa, e cuidamos para não fazer nenhum barulho que pudesse acordar seus pais.

Assim que entrei em seu quarto, Derek entrou também, fechando a porta atrás dele.

Fui até a janela e a fechei com cuidado.

–Foi uma surpresa e tanto. –Disse Derek. –Mas eu ainda estou confuso, você sumiu....

–Não fale disso agora. –Fui até ele. –Eu só preciso de você.

Agarrei-o para mim, precisava sentir aquele calor novamente, aqueles lábios macios e aquele beijo que só ele sabia me dar.

Derek logo correspondeu ao beijo, me segurando pela cintura. Levei minhas mãos até seu pescoço, acariciando seus cabelos, ele sorriu entre o beijo.

Em seu ouvido eu sussurrei baixinho:

–Eu amo você.

Notas finais
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