Anjo Pecador

3 Capítulo Dois


-Capitulo Dois-

Joy Division começou tocar no radio, Bella conhecia aquela musica, Love Will Tear Us Apart, era uma das suas preferidas.

Ela aumentou no ultimo volume, Bella acompanhava as batidas da musica batucando no volante, logo sua voz desafinada preencheu o carro. Ela ria lembrando-se dos comentários do seu pai quando ela soltava a voz. Pensar nele ainda doía, ela sentia tanto sua falta.

A brisa entrava janela fazendo seus longos cabelos castanhos, esvoaçarem em torno do seu rosto. Rosto esse que brilhava de ansiedade e certo medo. Será que sua família iria gostar dela.

Pelo clima do ar que penetrava pela janela aberta do seu carro, Bella deduzia que Forks estava próximo. Pesquisando descobrira que forks era a cidade mais chuvosa e fria do estado de Washington. Mais ela adorava o frio.

Ela não sabia se havia feito à coisa certa; talvez mudar-se se tornara uma medida drástica! —lhe acusou sua consciência.

Mais ela estava empolgada com a perspectiva de conhecer seu tio e respectivamente o restante da família que não dava a mínima para a sua tão responsável consciência. Ela descobrira pesquisando que seu tio era medico.

Coincidência ou não ela estava ali, em seu carro em direção á forks. E que de agora em diante seria seu lar. Fazia uma semana que recebera a confirmação da sua residência medica. Ela trabalharia provavelmente com seu tio, já que só havia um hospital em forks.

Ela sorriu animada, Bella sentia que sua vida mudaria de alguma forma, ela só não sabia que isso aconteceria mais rápido do que imaginara.

Ao virar uma curva, ela viu um carro parado no acostamento, Ela foi diminuindo a macha do carro ate que parou.

Talvez alguém precisasse de sua ajuda, ela tentou convencer a si mesma.

Descendo do carro olhou ao se redor, ela se encontrava em uma autoestrada, que a essa altura se encontrava deserta. Era sombreada por arvores dos dois lados, dando um ar sombrio e assustador. Lembrava os cenários dos filmes de terror que assistiu.

—ora pare com isso, Isabella. Que paranoia. —ela ralhou com sigo mesma.

Bella foi se aproximando e percebeu que o carro estava totalmente abandonado, a porta do motorista estava aberta. Dentro do carro tocava uma canção, Uma bolsa feminina no banco do passageiro. Ao que parecia o carro se tratava de uma mulher.

—Mais um motivo para ajuda-la.

Mais a frente ela viu um par de sapatos perdido na entrada da floresta. Tardiamente sentiu medo, parou abruptamente.

Ela não sabia o que encontraria mais a frente. —melhor chamar ajuda. —tentou sua consciência mais uma vez.

Mais seu lado curioso e autossuficiente foi mais forte. Ademais alguém poderia estar precisando de ajuda, era seu dever como medica.

Resoluta começou entra na mata, as pegadas no chão era seu guia. Ela andou uns minutos, a cada passo que dava a floresta ia ficando mais densa. Mais escura e fria.

Ela começou a entrar em pânico, começou a olhar ao redor e descobriu que não fazia ideia da direção que tinha tomado. Ela estava com medo de admitir que estivesse perdida e apavorada. Mantenha a calma, por favor... Não pira Isabella. Pensou mentalmente.

De repente ela escutou um som semelhante a gemidos em meio a soluços. Ela se aproximou sorrateiramente, a cena que viu a diante lhe chocou e a deixou paralisada.

Ali a frente ela o viu, ele estava curvado sobre a mulher, ela só chorava confusa, ela tinha uma expressão de prazer ora medo, era como se sentisse mais próxima do êxtase, Tinha medo mais não tinha forças de lutar contra ele.

Bella engoliu em seco ao ver o brilho dos dentes pontiagudos e finos, eles penetravam a pele do pescoço da mulher. Com horror ela viu um filete de sangue que descia pelo pescoço da jovem. Bella fechou seus olhos desejando que aquela imagem sumisse. De repente como sentindo sua presença ele virou o rosto, ele tinha um olhar perdido, sem alma.

Os traços do seu rosto eram marcantes, sua expressão mostrava que não estava muito feliz com a interrupção.

Bella ainda se via impedida de desviar seu olhar, era um misto de fascínio e deslumbre. Tinha que admitir, nunca vira um homem tão belo e fascinante como aquele. Ele tinha olhos escuros como a noite, sua boca fina, era uma boca feita para o pecado. E Bella o desejava como nunca desejou homem algum. Não era qualquer atração sexual, era algo mais primitivo, selvagem.

Ela se sentia estranha, era como se ele fizesse parte dela. Como se tivesse encontrado uma metade perdida e agora, estava inteira. Ela piscou tentando clarear a mente.

Ela se considerava uma pessoa cética, mais aquela cena, aqueles olhos. Ele tinha Sua boca suja de sangue, ate parecia cenas de filmes de terror, Bella olhava absorta. Ela estava impedida de dar um passo à frente, suas pernas estavam moles. O choque a paralisara por completo. E foi aumentando à medida que ele se aproximava.

Edward não estava preparado pela interrupção da sua caça. Seus instintos afloraram no momento que a brisa passou pela intrusa e trouxe seu cheiro. Automaticamente ele soltou a sua primeira vitima e com passos apresados correu de encontro a ela, que o olhava em choque. Foi com surpresa que se viu impelido de se aproximar, era como se uma barreira o impedisse de chegar ate ela. Era como se o medo dela o bloqueasse como um instinto de proteção. E ele a desejava com ânsia, ele a queria, mais não era só o sangue que era apelativo. Ele queria prova-la, queria marca-la como sua. Ele queria reivindica-la para que nenhum outro homem pudesse se aproximar dela. Ela era de uma beleza etérea, sua pele era branca leitosa, translucida. seus cabelos caiam em cascata a suas costas, a cor era semelhante a mogno.

Mas Edward se perdeu naqueles orbes chocolates, que agora estavam bastante expressivos.

Ela tinha medo.

Medo do monstro. Ele por um segundo queria ser normal para que ela não o olhasse daquele modo.

Ela era apelativa, era como uma droga feita sob medida pra ele. Ele sentiu sua garganta queimar, o monstro querendo vir à tona, se apossar da sua parte humana.

O monstro dominava sua mente incansavelmente. Pegue-a para mim, será bom... confie em mim...você a quer tão quanto eu...

Edward lutava contra seus instintos, ele não a queria morta. Ele queria protegê-la, queria que ela confiasse nele. Ele apenas queria manter o anjo intacto, puro.

Ele não conseguiria resistir por muito tempo. Ele queria gritar para ela correr, antes que o monstro a destruísse, antes que o demônio corrompesse o anjo de cabelos brilhantes e de olhos divinais. De repente um zumbido o fez proteger seus ouvidos, o fazendo cair ao chão, ele se contorcia de dor. Aquele som estava estourando seus tímpanos. Ele tinha que sair dali, tinha que fugir.

Ela o olhava assustada, será que foi seu pensamento Que se realizara, ela só queria que ele ficasse imobilizado para que ela pudesse fugir dele, daquele olhar assassino. Ela não teve tempo de pensar no assunto. De repente num clic ele havia sumido, evaporado. Isso é impossível — pensou ela.

Bella se viu sozinha com a mulher ainda desnorteada, ela se aproximou e a ajudou a se levantar.

—você estar bem. —perguntou Bella.

Em resposta recebeu um olhar vago e confuso da mulher.

—eu não sei, não consigo lembrar nada. Onde estou? Quem é você? —disse ela se levantando trôpega, em seguida como se sentisse dor tocou no local do pescoço onde Bella via dois pequenos furos.

—oh meu Deus isso é sangue. —perguntou a mulher olhando para sua mão ensanguentada.

—você se machucou. —disse Bella usando o tom que usava com seus pacientes. Se ela dissesse a verdade, verdade essa que Bella custava acreditar. A mulher poderia entrar em choque ou pior pensar que ela era louca.

—venha comigo, tenho uma mala de primeiros socorros em meu carro. Deixe-me ajuda-la.

—tudo bem.

Por sorte elas encontraram a saída daquela prisão verde e fria.

Enquanto Bella cuidava do ferimento da mulher, sua cabeça trabalhava a mil.

Ela tentava entender o que acontecera, tentava se convencer que tudo não passara de imaginação ou algo psíquico. Talvez fosse um sonho fora da realidade. —Pensou ela.

Mais a lembrança daquele rosto, da boca manchada de sangue e principalmente os olhos, aquele olhar de predador não combinava com aquele rosto, ele tinha um rosto de anjo. Ele era a personificação de Um anjo pecador. Seu anjo.

—seu, até parece Isabella.

—disse algo. —perguntou Ângela ainda confusa, ela só queria saber, como fora parar naquele lugar e como fora se machucar. Era uma desastrada mesmo.

—não, nada. —respondeu Bella, ela tinha que para com essa mania de falar sozinha.

—a propósito, qual seu nome?

—Ângela weber e você?

—Isabella, só Bella. Prazer. —disse Bella lhe estendendo a mão.

—o prazer é meu, e obrigada por me ajudar... Eu não sei o que aconteceu comigo... Eu estava dirigindo e do nada... Talvez eu tenha tido um surto. —disse Ângela com medo de estar ficando louca, talvez estivesse trabalhando demais. Tenho que tirar férias.Decidiu ela.

—não se atormente. —disse Bella se sentido culpada por estar mentindo. Mas ela não tinha escolha.

—pra onde você estava indo?

—pra Forks, eu moro lá.

—serio, eu também estou indo para lá. Vamos. Eu vou te seguindo. —disse Bella a ajudando a se levantar.

Bella saiu daquele lugar em companhia da doce Ângela, ela a seguia em seu carro.

Bella decidiu esquecer por hora aquelas lembranças, quem acreditaria nela se contasse que viu um homem bebendo sangue como um vampiro. —Esses seres não existem. —tentou se convencer sem muito entusiasmo.

Ela seria tachada de louca se continuasse a falar e comentar com alguém, era melhor esquecer e fingir que nunca aconteceu.

Mais seu inconsciente como era um chato iria lembra-la e avisa-la, que ela estava mentindo pra si própria.

Edward parou perto da sua casa, ainda confuso com o que acabara de acontecer. Uma humana, apenas uma humana fora capaz de derrotá-lo e fazê-lo correr igual a uma criancinha. O Emmett jamais poderia saber disso.

quem seria aquela humana, se perguntava ele. E o mais importante o que era ela.

Ele ainda podia sentir as vibrações em sua cabeça, nunca sentira tanta dor, eles eram seres indestrutíveis. Era o que ele pensava há minutos atrás.

—Edward! O que aconteceu? O que foi isso que aconteceu? —perguntou Alice mentalmente. Ela se encontrava em seu quarto, era a única que podia se comunicar com ele alonga distancia.

—eu não sei. —disse ele deixando Alice entrar em seus pensamentos, ele a ouviu ofegar. De repente em um feixe de luz, ele viu a visão da sua Irma. Ele a viu, a humana abraçada a Alice.

—oh, Meu irmão, seremos amigas. Ela é linda.

Edward já sabia disso, a imagem dela ainda estava nítida em suas memórias, aqueles olhos expressivos e que recordava chocolate derretido.

—isso é impossível, Alice. Ela é humana.

—eu sei, eu... Alice parou ao perceber que não conseguia ver o futuro da humana, ela era uma incógnita.

—eu não consigo vê-la. —disse Alice frustrada, sentando-se em seguida.

—não se sinta culpada, eu também não consegui ouvir seus pensamentos. Ela é diferente de todo ser humano que já conheci. —disse ele fascinado.

—ela te fascina! —disse Alice eufórica.

—para Alice! Isso jamais vai acontecer. —disse Edward andando em círculos, ele não queria ver aquela ultima visão. Ele abraçando a humana, isso jamais aconteceria. Ele não era forte o bastante e não com o cheiro apelativo que ela possuía.

Não, ele que não tinha contato com humanos, ele só tinha contato com as mulheres Quando se alimentava delas e as usava.

Edward já calmo subiu e se trancou em seu quarto. Ainda se sentia frustrado pela interrupção da sua caça. Ele ralhou com sigo mesmo, por ter sido um fraco. Por aquela irresponsabilidade, ele teria que hipnotizá-la. Ela não poderia contar pra ninguém. Ou sua espécie podia ser exilada. Ele estava se preparando para a bronca bem merecida que levaria do carlisle quando ele chegasse.

continua...


{comentários: é a forma de alimentar a criatividade do autor.}

Notas finais
N/A: e ai anjinhos gostaram? me falem, critiquem... só não me deixe no vácuo:(mudei a capa, gostaram?) :) bjs e até o próximo----