Anjo Pecador
5 Capítulo Quatro
Notas iniciais
–Capitulo Quatro-
Edward tinha o olhar perdido na paisagem cinzenta vista da janela do quarto de hospital, vendo-o de perfil Alice sabia que ele estava aborrecido e com olhar decidido. Era uma pena, ela morreria de saudade dele. Ela não queria nem pensar na dor que sua mãe iria sentir quando fosse informada.
—ela se acostumará Alice. —Disse ele lendo sua mente sem se voltar.
—Edward você não deveria se sentir culpado. Você nunca vai poder ser o herói em tudo... Estava fora do seu limite.
—não, se eu não tivesse voltado por um momento ela poderia não ter se machucado muito.
—mas... Você fez o que pôde... Veja a palidez esta se dissipando. Ela é apenas uma humana... Demora a se curar.
Edward se voltou, sua figura cobria a grande janela e consequentemente a vista, Forks estava amanhecendo. A luminosidade do sol que nascia tímido e lento batia nas suas costas, fazendo sombra no seu rosto, Ele tinha uma expressão carrancuda, se fosse um humano que estivesse o vendo agora, com certeza fugiria. Ele tinha suas mãos fechadas em punhos. Ele sofria, ela sentia. Alice se aproximou do seu irmão e pousou sua pequena mão na dele.
—ela ficara boa.
—você deveria conversar com a Esme.
—ok, entendi.
Alice atendeu seu pedido e o deixou sozinho com Bella.
Ele se virou lentamente quando se viu sozinho, seu olhar caiu na face pálida e com reflexos arroxeados, ela tinha escoriações por toda parte, sua perna esquerda estava apoiada por um travesseiro. Mesmo agora sedada, Edward sabia que ela tinha sofrido muito há dois dias.
O som da explosão do carro ainda era muito nítido na memória do Edward, se ele tivesse demorado mais... Ele não queria pensar no que teria acontecido. Ele ainda podia reviver o desespero que o tomou conta. O carro capotara e não foi fácil tirar Bella de lá. Ele não podia simplesmente partir o carro ao meio porque ela estava lá. E mesmo assim ele teve que usar toda sua força sobre-humana e acabara machucando-a mais ainda.
Ele se aproximou lentamente da cama e pegou sua pequena mão, o calor que emanava dela só o fez lembrar o que ele era. Que nunca poderia tê-la. Que deveria seguir com seu plano. Ela era mais importante agora, sua recuperação. Ela precisava da sua família mais do que ele próprio.
Ele ainda segurava a mão de Bella quando Esme entrou. primeiro olhou sua mochila caída ao chão, depois elevou seu olhar.
Dor e angustia irradiava da sua doce e querida mãe.
—então é verdade?
—sim, eu estou decidido a ir embora. Eu não posso ficar... Ela é muito observadora... Eu teria que quebrar o pacto e nossa família se destruiria.
—eu não quero que você vá, eu simplesmente não posso me separar do meu filho... Por favor, reconsidere.
—mãe, não torne tudo mais difícil do que já é.
—podemos achar outra maneira, o seu pai achara, você vai ver... Ele sempre acha.
—mãe eu já decidi, não quero que minha família corra riscos... Se ele souber... Eu estou tentando protegê-los, se eu não tivesse sido exposto... Se.
—não, você não tem culpa... Edward. Ninguém o tem.
—mãe, me promete que cuidara dela.
—sim, meu filho, eu o farei, devo isso a Renne... Ela é da família agora, cuidaremos dela.
Edward se curvou e beijou a mão de Bella, era um adeus. Ele se virou para sua mãe e partiu-lhe o coração ao vê-la tão frágil e triste.
—mãe eu vou te ligar sempre, prometo.
—não é mesma coisa, só se cuide e... —Esme o abraçou apertado, era demasiado doloroso vê-lo partir. Ela ainda tinha esperanças, ela ainda as tinha.
Ele pegou sua mochila e se voltou para sua mãe depositando um beijo em sua testa e abriu a porta enquanto ainda tinha coragem. Ele foi direto pra sala do seu pai, ele sabia que todo o resto da família estava ali.
—tem certeza que quer fazer isso filho. —perguntou Carlisle.
—não tenho alternativas, eu não posso arriscar, vivemos sobe vigília... Não podemos revelar a verdade a Bella, mesmo ela sendo da família.
—eu sei que você e mamãe escondem algo, eu pude notar. —continuou ele.
—filho... —carlisle desviou o olhar do seu filho, ele simplesmente não podia contar-lhes.
—pai, olhe para mim, o que é esse segredo.
—esse segredo não me pertence, eu não posso contar, eu não posso quebrar essa promessa... Não me peça isso.
—eu vou indo. —disse Edward os abraçando e se despedindo, Alice o abraçou apertado, Jasper teve que puxa-la para que ele pudesse continuar.
Do corredor Esme assistiu seu filho acenar para os outros, ela simplesmente dera as costas e fora se refugiar no pequeno jardim do hospital. Se pudesse chorar essa seria a hora de se debulhar em lagrimas.
Bella lentamente foi tomando consciência de onde estava, mais ela continuou de olhos fechados, a simples ideia de abrir suas pálpebras lhe tiravam toda sua energia sem contar que eles estavam ligeiramente inchados e doloridos. Ela escutava o som ritmado e continuo do monitor cardíaco acima da sua cabeça, ela tinha uma bandagem no seu rosto ela sabia por que a ponta do esparadrapo arranhava seu nariz,tudo lhe doía,parecia que fora atropelada. Como um clarão que ilumina a escuridão ela ia se lembrando dos detalhes. Ela havia perdido o controle do carro, só se lembrava dele, dos seus olhos dourados. De pedi-lo para não a deixasse. Ela só não sabia se ele fora real ou um produto da sua imaginação.
Bella tentou apalpar seu rosto mais seu pulso estava conectado ao soro e ela desistiu ao sentir uma ponta na coluna. Estava toda quebrada, mais estava viva era o que importava.
Ela deveria estar no hospital, mais porque estava sozinha. Nessa hora ela escutou uma porta sendo aberta, ouviu passos. Mãos frias pousaram em sua testa, um suspiro involuntário escapou de seus lábios, ela sentia que estava febril.
—Bella, pode me ouvir? —a voz melodiosa do seu tio ecoou no pequeno quarto.
—ela tentou falar mais a sonda nasal dificultava, assim sendo fez um sinal de positivo com o polegar.
—sabe quem esta falando? —continuou seu tio, ele realizava um procedimento conhecido por ela. E assim eles passaram um tempo.
—querida eu sei que é dolorido, mais preciso que se esforce... Tente abrir seus olhos lentamente. —pediu ele enquanto tirava com cuidado a bandagem.
Bella tentou abrir, mais o esforço a estava deixando exaurida. Mais ela sabia que era necessário, segundo seu tio, seus olhos foram prejudicados pelo calor, ele afirmou que nada grave havia acontecido. Mais Bella sabia que nada eram cem por cento na medicina. Ela já vira casos semelhantes onde fazia estágios. Pacientes que perdiam a visão seja permanente ou temporariamente.
Na hora que Bella realmente conseguiu abrir os olhos a porta fora aberta, Bella automaticamente virou o rosto, e seus temores se confirmaram. Só escuridão. Ela piscou tentando trazer a luz de volta, mais essa não existia.
Um ofego se fez presente.
—oh querida, acordou. Como se sente? —perguntou Esme sentando-se próximo de Bella, ela sabia pelo farfalhar da roupa da tia. Os sons vinham mais nítidos aos seus ouvidos.
Uma lagrima deslizou do seu rosto, ela os fechou tentando reprimi-las. Então começou a falar entre soluços.
—tio... Eu não consigo enxergar... Eu não vejo nada... Estou cega.
—o meu Deus. —balbuciou Alice se aproximando e abraçando-a com cuidado. —oh Bella eu sinto muito.
—Carl? Sussurrou Esme. Faça algo.
—calma Bella, eu vou chamar o Paul, foi ele que a examinou. Voltarei rápido.
Nesse meio tempo Esme e Alice tentavam consolar Bella que ainda chorava.
O outro medico entrou, Esme e Alice se afastaram.
—ola Bella, eu sou o Paul, eu a examinei a dois dias passados. Ele falava sem parar, Bella sabia por que, ela geralmente o fazia com seus pequenos quando os examinava... Essa técnica os tranquilizava como ela estava agora, ate um pequeno sorriso brotou dos seus lábios.
—você fica mais linda ao sorrir. —disse-lhe ele, em resposta Bella corou com o elogio.
—Bem, senhorita seus olhos estão ótimos, eles foram lesionados com o calor das chamas, mais nada grave... Você estar sofrendo de algum dano colateral psicológico. vi poucos casos e eles são muitos raros e inexplicáveis... É um mecanismo de defesa... Veja Bem, seus olhos estão normais, mais seu cérebro não processa as imagens, ele se recusa... Bom só o tempo dirá.
—mas...
—sua visão virá quando você menos esperar senhorita, eu sei que é difícil de aceitar, mais você terá que ter paciência e não se desesperar.
Nesse meio tempo que o medico tentava explicar seu diagnóstico, Alice saiu de fininho. Ela tinha que correr.
Edward caminhava lentamente, ele estava relutando em entrar em seu carro e fazer o que deveria ser feito, mesmo que seu coração morto e gelado o lembrasse de que havia alguém o segurando ali. Ele não sabia quando e nem como, mais estava ligado àquela pequena e frágil criatura que estava deitada, machucada e inconsciente naquela cama. Ele a amava, e era um sentimento muito forte e opressor. Ele não queria ama-la, mais seus pensamentos só o puxavam para ela.
Ele pegou a alça da sua mochila e colocou no seu ombro, já estava abrindo a porta do carro quando se lembrou. Quando ela o implorou que não a deixasse. “meu anjo, não me deixe”.
Ele não era um anjo, era um monstro que a quis mata-la na primeira vez que a viu. Quis drenar cada gota de sangue, o monstro que ele abrigava dentro dele quis dilacera-la, corrompê-la. Mais Edward não permitiria, ele não deixaria o monstro destruí-la e se fosse preciso exterminar o monstro dentro dele e ele próprio o faria, por ela faria.
Sua mão pousou na porta do carro, mais uma voz desesperada e gritante invadiu sua mente. Alice.
—espere, espere.
—o que quer Alice, eu não vou voltar atrás.
—Bella não consegue enxergar, é temporário... Ela não consegue ver nada... Você pode ficar mais um pouco.
—não, é arriscado... Alice eu a amo, mais sou seu maior problema. Ela é muito apelativa, eu posso perder o controle... Eu tenho que protegê-la de mim mesmo.
—não, não vai... Você é mais forte do que pensa Edward. Você esteve com ela esse tempo todo, não conseguiria machuca-la, mesmo se quisesse.
—você não entende Alice.
—sim, eu entendo... Você estar errado. deixe-a decidir isso, você simplesmente não é esse monstro.
—não, não posso. —disse Edward se virando.
—Edward... Ela precisa de você. —disse Alice soltando as imagens que se infiltraram na mente de Edward, ampliadas e vivas.
Ele a amparando. Ele a carregando no colo na escada, ela rindo feliz. Ele a beijando. Ela o olhando com aqueles olhos que não tinha luz, mais que brilhavam feito dois faróis resplandecentes.
E aquelas imagens o desarmaram completamente, ele não tinha escolha. Ele não tinha mais força de lutar contra. Ele queria seguir esse caminho. E se voltou, Alice saltou de contentamento.
Ele subiu para o quarto de Bella, sua mão ficou estática na maçaneta, de repente ele não era mais corajoso, ele mentiria para ela. Mais ele precisava vê-la, ela era sua imã, era impossível se afastar.
Ele abriu a porta e foi recepcionado pelos grandes e vivos olhos achocolatados, ela tinha um sorriso tímido. E de repente ele não sabia o que falar.
—quem estar ai?
—oi, eu sou Edward Cullen.
Notas finais
- ??? gostaram?? é eu sou do Mal, deixei na melhor parte...Muaaaaaaahahaha(risada de bruxa, porém ñ sou uma rsrsr)
comentem,comentem muito... aliais eu postei uma nova historia..da uma passadinha básica lá pessoas lindas e fofas do meu s2. >>puxa-saco) é a PORQUE VOCÊ ME PERTENCE! ñ voces oky, to falando da historia hahaha... soumuitobesta.
um grande bj xente.
Fale com o autor