Anjo Negro - NaruMiko
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Os dois caminharam por toda a vila, mas nenhum se dispôs a ditar o caminho. Mikoto sabia que não podia levar o garoto para o clã. Arranjaria problemas para o marido, e não queria isso. O jovem também estava alheio ao destino da dupla, já pensando no gosto que a comida caseira daquela linda morena teria.
–E-Então... onde mora? –Ela perguntou sem fitá-lo.
–É aqui perto, mas... porque tá perguntando?
–É que... Naruto-kun, não posso te levar pra casa.
–Não, é? –O garoto pareceu não se importar. Já estava acostumado.
–Não. Isso seria problemático de explicar, e traria complicações para meu marido. Ele já está sob forte pressão, Naruto-kun, não posso fazer isso com ele.
–Entendo. –Disse conformado. Era a primeira desculpa descente que ele recebia por não o deixarem ficar perto. E apesar do fora, se sentia bem. –Então, eu vou indo.
–I-Indo pra onde?
–Ora, pra casa.
–Já disse pra não ser tão apressado Naruto-kun, não disse que vou fazer sua comida? –Falou sorrindo para o loiro.
–H-Hai... –Os olhos do garoto brilharam.
–Então, vamos até sua casa e lá eu preparo, que tal?
–Arigatou Mikoto-sama! Vem! –O jovem segurou as sacolas com apenas uma das mãos, pegou na mão da morena e se dispôs a correr.
Não demorou, e já estavam em um prédio de classe baixa, bem surrado e com uma localização um tanto dificultosa.
–É aqui que mora? –Não soube porque fez aquela pergunta retórica, talvez só quisesse quebrar o gelo.
–Hai! –Disse animado, enquanto destrancava apressadamente a porta.
Os dois entraram e Mikoto mostrou um sorriso ao notar como era o lar do garoto.
–Isso não é coisa que um garoto possa ler. –Disse Mikoto um pouco corada ao notar, jogado no chão, um exemplar de “Icha-Icha Paradise”.
–Ah, isso... eu nunca abri. Eu achei no escritório do Jiji quando ele tava jogando algumas coisas fora, mas só a capa me deixou com sono e eu nunca cheguei a ler. Fala do quê? Tem algum jutsu super forte? –Perguntou fitando Mikoto, que corou mais ainda.
–N-não... não tem nada que uma criança possa fazer uso... –Disse pegando o livro e jogando na lixeira. “Gomen, Jiraya-sama...”
–T-Tá bem...
A morena se recompôs e se virou para o garotinho.
–E então, vamos fazer seu almoço?
–HAI!
A mulher sorriu. Um sorriso que ela não mostrava a tempos. Passaram um bom tempo cozinhando, usando os ingredientes que Mikoto levava nas sacolas.
–Tá gostando? –Perguntou a morena que usava duas camisas do loiro como avental.
–Isso tá perfeito Mikoto-sama! –Exclamou lambendo a colher.
–Só mais um pouco e podemos almoçar.
Voltaram a cozinhar. O loiro era um bom ajudante de Chef, até aprendeu a fazer algo além de seu delicioso ramen.
O almoço ficou pronto, e já estava servido.
–Nossa. Quanta coisa! –O rapaz já estava com água na boca.
–Kami, perdi a hora! –Exclamou aflita.
–Q-Quer dizer que... não vai ficar e almoçar comigo? –Pergunto triste.
–Sinto muito Naruto-kun, mas hoje não vai dar. Acabei me atrasando muito...
–Sei. Gomen por te fazer se atrasar.
–Tudo bem, eu me entendo com meu marido. –Falou sorrindo para o loiro.
Os dois levantaram e se dirigiram à porta, Naruto abriu e Mikoto passou.
–Arigatou por tudo Mikoto-sama.
–Eu que te agradeço Naruto-kun, a tempos não me divertia assim.
–Então... acho que é um adeus...
–Quem disse? Ah, entendi. Não me quer mais em sua casa né?
–Quê? Não é... que... eu... não... quê???
–HunHun... não precisa ficar assim, eu só tava brincando. –Disse quase gargalhando do garoto.
–Hn, não teve graça. –Disse emburrado.
–Teve sim!
O garoto sorriu.
–Então, até amanhã?
–Sim, até amanhã. –Mikoto já saía, quando recebeu mais uma abraço, esse por trás. Sem perceber, Naruto acabou repousando a cabeça um pouco acima do bumbum da monera. –N-Naruto-kun...
–Gomen... é que... eu não sei como te agradecer... eu... eu só posso te abraçar... –Disse chorando.
A mulher virou, ajoelhou e abraçou o rapazinho.
–Não é só um abraço, Naruto-kun. É o abraço. Arigatou... arigatou por me abraçar assim... –Disse com a voz embargada.
Já havia sido abraçada por Itachi e por Sasuke várias vezes, e seu marido era um homem carinhoso, ao seu jeito, mas aquele abraço foi diferente dos anteriores. Aquele tinha muito mais sentimentos, apelo, carinho. Mikoto ficou feliz por Naruto a ter abraçado, porque ela mesma não teria coragem de fazê-lo.
–Mikoto-sama... –Sussurrou com o rosto enterrado no pescoço da morena.
–Sim... –Murmurou perdida naquele abraço.
–Estava atrasada, não estava?
–Ai Kami, é verdade!
Se separaram rapidamente, sorriram um para o outro e Mikoto saiu.
O loiro sorriu e voltou, para saborear o melhor almoço de sua vida, até aquele momento.
[xxxxxxx]
Acordava bem mais tarde que o habitual. Ninguém a podia recriminar por isso, a noite foi a mais agitada de sua vida. De um minuto para o outro, transformou sua relação de amizade com o garoto que guardava em uma relação de amor intenso, muito intenso...
Olhou ao redor ainda confusa, não percebeu de imediato onde estava. As lembranças da noite anterior vieram à mente e a morena se desesperou. Levantou da cama bruscamente, se enrolando nas cobertas. Se não fosse uma ninja tão habilidosa, teria se machucado. Deu um mortal para frente e conseguiu escapar dos lençóis, caindo em pé de costas para a cama.
Percorreu o quarto com os olhos, aquele quarto que conhecia como a palma da mão, mas que agora era completamente estranho para ela. Faltava algo, faltava seu menino.
Em todos esses anos de convivência, eles nunca tiveram a oportunidade de dormir na mesma cama, como protetora e protegido, mas ainda sim aquele quarto estava vazio sem o loiro.
Ficou um tempo parada, encarando o local onde tudo aconteceu. O pedaço de madeira fria, que a poucas horas serviu de cama para o ato impensável, agora exalava uma pluralidade objetiva. Um canto qualquer do quarto. Agora seria. Não podia fazer isso com seu menino, o envolver a ponte de quase transarem. Novamente a culpa caiu sobre seus ombros, alvos e macios ombros. Imaginou-se sendo beijada naquele local, recebendo carícias no pescoço e por todo o corpo, mas logo esses pensamentos se foram quando as lágrimas chegaram.
–Tenho que esquecer... –Murmurou andando em direção ao criado mudo. Não tinha nada para fazer naquele móvel, mas foi levada até ele mesmo sem perceber.
Parou em frente ao móvel de madeira elegante, de classe, e fitou um pedaço de papel. Mais que um pedaço de papel: Uma carta.
Temerosa por saber do que se tratava, levou a mão vagarosamente ao papel, o erguendo e o desdobrando, revelando as letras.
–NÃO! Não leio agora... –Fechou bruscamente o papel. O depositando novamente no criado mudo.
Sem qualquer constrangimento, deixou sua camisola cair, revelando o corpo perfeito de uma mulher madura. As curvas desmentiam a idade. 30 anos perfeitamente vividos, e o mais lento possível. A morena era possuidora de belas coxas torneadas, bumbum médio e empinado, quadril largo chamativo, cintura perfeitamente desenhada e um busto de dar inveja a maioria das kunoichis (N/A: Quando eu digo isso, quero dizer que a tábua da Sakura tá morrendo de inveja hahaha). Ficou somente de roupas íntimas. A calcinha preta que chegou a mostrar a seu menino e um sutiã também preto, que cobria perfeitamente seus médios e empinados seios.
Andou vagarosamente em direção ao roupeiro, pegando sua toalha preferida, com um tecido de algodão extremamente macio e absorvente, na cor azul. Com a peça em mãos, se dirigiu ao banheiro, ainda chorando levemente. Não importa o que estivesse escrito naquela carta, seu último menino havia se distanciado dela, e por sua culpa! Na verdade, nem era o último menino, ela tratava assim somente Naruto. Os outros eram filhos. Deu graças a Kami por nunca ter chamado Naruto de filho.
Entrou no espaçoso banheiro e ligou a torneira da banheira. Era uma dona de casa, que vivia da fortuna Uchiha, mas seu senso de honestidade não deixava esbanjar nada. Seu dinheiro ira inteiramente para Sasuke, e agora não o tinha mais. Tinha uma fortuna, que não serviria para nada. Lembrou que costumava comprar coisas para Naruto também, apesar de o loiro não gostar. Comprava armas, calçados, pagava os cortes de cabelo e até mesmo comprava roupas. Acabou relembrando a vez em que foram comprar roupas novas quando Naruto se tornou gennin, e quando foi comprar roupas com Sasuke para a fase final da prova Chunnin.
Liberou os devaneios ao notar que a banheira estava cheia. Tirou seu sutiã, deixando expostos os seios já intumescidos. Agachou-se e tirou também a calcinha preta, ficando completamente nua. Entrou na banheira e afundou, até a altura dos olhos. Soprava levemente a água, fazendo-a borbulhar. Um sorriso se formou em seus lábios. Soprou mais forte, aquilo a fazia lembrar de Naruto, afinal, seu elemento era o raro Fuuton. A brincadeira com as bolhas teve fim quando lembrou de todos os toques do rapaz na noite anterior. Corou levemente, mesmo chorando por ter “forçado” seu menino a atender seus desejos. Não sabia quando começou a olhar Naruto como homem, só sabia que o desejava.
Era sim um ato reprovável, uma mulher de 30 apaixonada por um garoto de 12, mas ela não conseguia resistir. Sentiu como se estivesse sento tocada pelo rapaz. Seus mamilos já duros ficaram mais ainda. Não conseguia resistir, sua região íntima começou a umedecer por dentro.
–Kami... me dá forças... –Choramingou já com a mão direita massageando a intimidade.
Não teve forçar para resistir, iria fazer aquilo.
–Kami... ohh... não posso... não posso! Naruto-kun... ahhh...
Os movimentos se intensificaram sem a morena perceber, e logo estava com um dedo forçando suas paredes e abertura. Os gemidos ficaram mais agudos, e logo ela se cansou. O desejo era tamanho, mas a culpa não a deixava sentir o máximo do prazer.
–Não farei mais isso! Essa foi a primeira e a última vez que fiz isso! –Disse decidida, levantando da banheira e se encaminhado ao chuveiro. Ligou, se banhou rapidamente e saiu, já com a toalha em seu corpo.
Voltou ao roupeiro e pegou uma calcinha vermelha, no mesmo estilo da anterior, e um sutiã preto, bem folgado. Secou-se e se vestiu. Usava um vestido longo de alcinha, marrom bem claro, com uma camisa preta e uma saia vermelha por baixo. Tomou coragem e deitou novamente na cama, iria ler a carta.
–Me atrevo? Ele se foi, eu sei... mas... Eu sou Uchiha Mikoto, não é um pedaço de papel que irá me fazer tremer! –Disse orgulhosa de si mesma, mas ainda sim sabia que não era aquele pedaço de papel que a assombrava.
Tinha razão, era Uchiha Mikoto e não deixaria que um pedaço de papel a assombrasse. Pegou a carta, desdobrou e começou a ler, já chorando.
“Mikoto, Mikoto-sama, senhora Mikoto ou mesmo... minha melhor amiga.
Sei que procurou relaxar antes de ler esta carta. Provavelmente tomou um banho de banheira, e tá vestindo aquele vestido que tanto gosta. Te agradeço por ter feito isso, não sabe a dor que estou sentindo por te deixar.
Sei que meu ato parece covardia, mas te asseguro que não. Tenho que treinar e ficar bem mais forte pra poder trazer o Teme de volta, e ambos sabemos que a convivência entre a gente estaria comprometida se nos socializarmos tão rápido. Estou saindo para esquecer tudo o que aconteceu. Não agüentaria te ver todo dia e não te agarrar. Kami, o que eu disse! Perdão Mikoto-sama...
Peço que me entenda, eu te desejo e isso é errado. Nunca te chamei de Kaa-san, mas sei que não foi por falta de carinho e oportunidade. Sinto nojo de mim mesmo ao dizer isso, mas... te vejo como minha Kaa-san. Te peço perdão de joelhos por dizer isso somente agora que as coisas ficaram assim, mas não podia sair sem te dizer isso.
Me dói saber que não estarei aí pra te amparar, te abraçar e te confortar, mas não te deixei desamparada. Seu menino é muito bom! Acho que vai gostar da surpresa que te deixei. Mesmo não estando aí, estou cumprindo a promessa que fiz ao Onii-chan.
Ah, falei de mais de novo, mas tô sem tempo pra escrever de novo, então vou explicar. O Itachi-Onii-chan me pediu pra cuidar da senhora. Eu até contaria tudo, mas tô sem tempo.
Sabe que eu te amo de todo o coração, mas eu reafirmo isso. Te amo, Uchiha Mikoto. De todas as formas, eu te amo...
Espero que esses três anos me façam esquecer que disse isso...
Se cuida. E por favor, não esqueça de mim.”
–Meu menino... eu também te amo... de todas as formas... –Mikoto agarrou o pedaço de papel e o pressionou contra o peito, chorando muito. –E-Espera... três anos?
Não teve tempo para mais nada, alguém batia à porta. Estranhou aquilo, os únicos que batiam a sua porta eram os integrantes do time de Sasuke e Naruto. Nem mesmo os ANBUs faziam isso.
–J-JÁ VAI! –Gritou tentando se recompor. Enxugou as lágrimas e desceu rapidamente. –K-Kakashi-san?
–Ohayo, Mikoto-sama. –Disse sorrindo por baixo da máscara.
–O-O que faz aqui? –Desde que Sasuke fugiu, eram raras as vezes em que um membro do time apareceu em sua porta. Até porque ninguém sabia que Naruto também morava no clã Uchiha.
–Bem... a Hokage-sama está querendo falar com a senhora. E como ela não queria mandar um ANBU...
–Hai, entendo. Arigatou, Kakashi-san...
–Bom, meu trabalho acab...
–Espere Kakashi-san.
–Sim...?
–O que sabe sobre a viajem do Naruto-kun?
–Bem... não precisa se preocupar, o Jiraya-sama não o deixará morrer de fome.
–Não perguntei isso Kakashi.
–Eh... tenho algumas informações, mas a maioria é confidencia. O que posso lhe dizer é que o Jiraya-sama pretende ajudá-lo a controlar a Kyuubi, investigar sobre Orochimaru e sobre uma certa organização.
–O-Organização? Qual?
–Bem, acho que já falei de mais. Ja Ne. –Disse sumindo em uma nuvem de fumaça. (N/A: Quando vcs verem “Ja Ne” leiam como “Djá Ná”, eu acho mais divertido rerere sem contar que é a pronuncia correta).
–KAKASHI!!!!
Pensou em seguir o Jounnin, mas tinha uma conversa programada com a Hokage. E com certeza ela saberia mais que Kakashi. Apressou-se, estava desesperada por notícias de seu menino.
–M-Mikoto-sama... não achei que viria tão cedo.
–Eh... é que eu não tinha nada pra fazer. –Falou sorrindo para a assistente da Hokage.
–Está bem. Espere aqui, vou anunciar sua entrada. –Shizune entrou na sala da Hokage, segundos depois saiu. –Pode entrar.
–Arigatou. –Disse mostrando seu típico sorriso de carinho e entrando na sala.
–Mikoto-dono... fico feliz que tenha vindo tão rápido.
–Bem... eh...
–Tudo bem, não precisa explicar nada. Um certo loiro já explicou tudo. –Falou Tsunade deixando a morena apática.
–T-Tudo? C-Como a-assim?
–Ele disse que ia sair da vila por um tempo e que não queria te deixar sozinha. Mesmo que só visse você uma vez por dia quando o levava comida, ele disse que era a única pessoa que tinha, depois do que aconteceu com Sasuke. Ele não queria te deixar só, então me fez prometer que te daria uma ocupação no hospital de Konoha.
Mikoto ouvia tudo completamente alheia.
–Mas... eu... eu não sou médica... não sei nada sobre isso... “Meu menino... Arigatou...”
–Não faz mal, Shizune pode lhe preparar. Bem, o que me diz?
–S-Se é assim, eu aceito Hokage-sama. –Disse sorrindo.
–Então, seja bem vinda ao corpo médico de Konoha.
[...]
As duas figuras andavam pela estrada barrenta. Não corriam, apesar de que suas velocidades fossem no mínimo superiores à média.
–Então... parece que a situação se repetiu. –O pupilo puxou assunto.
–Do que está falando?
–O Sasuke, o Orochimaru. Ambos fugiram dos amigos, e tem bakas pra segui-los.
–Tem razão, mas seu acaso é diferente. Não é um baka por fazer o que está fazendo.
–Mas sou um egoísta, só estou fazendo isso por mim, pra não ter que dar carinho à Mikoto-sama. Porque aquele verme teve que fugir? Tudo o que aconteceu foi culpa dele!
–O-O que aconteceu? –O sensei perguntou intrigado.
O jovem gelou. Falou de mais, e nem percebeu.
–Droga... –Murmurou baixinho.
–Naruto, o que aconteceu? –O Sennin insistiu.
–Bem, eu e a Mikoto-sama... quase... fizemos amor...
O velho estancou no lugar, fitando o horizonte. Até mesmo um cego reconheceria a beleza de Mikoto, e Jiraya praguejava o pupilo por ter tamanha sorte.
–Como alcançou?
–O que disse?
–Você, como alcançou os lábios dela? É um pivete! –O velho queria se vingar por uma coisa que o afilhado nem mesmo fez.
–D-Do que tá falando Ero-Sennin?
–Seu baka, como alcançou a... a bichinha dela e a boca ao mesmo tempo?
–SEU VELHO PERVERTIDO! SE FALAR ASSIM DA MIKOTO-SAMA DE NOVO VOCÊ TÁ MORTO!
O jovem loiro partiu pra cima do sensei já com um rasengan formado.
–C-Calma Naruto!
Aquilo era sério, Naruto queria mesmo atingir o sensei. Jiraya não teve escolha, formou também um rasengan e o colidiu com o do aluno.
Os dois rasengans se fundiram, formando um quatro vezes maior e cinco vezes mais potente. A rotação era tamanha que se Jiraya não fosse um Sannin, os dois teriam perdido os braços.
–E-ERO-SENNIN! O QUE A GENTE FAZ!!! –O garoto estava desesperado com aquela enorme esfera furiosa na mão.
–Droga... COMO ISSO FOI ACONTECER!
–ERO-SENNIN!!
–TÁ, TÁ. FAZ O QUE EU DISSER. –O jovem assentiu. Tinham que gritar porque a técnica emitia um barulho ensurdecedor. –VAMOS TER QUE JOGAR A ESFERA!
–MAS ISSO NÃO É PÓSSÍVEL!
–NÃO TEMOS ESCOLHA, SE CONTINUAR ASSIM, O RASENGAN CONTINUARÁ ATÉ NOSSOS CHAKRAS ACABAREM!
–ENTÃO VAMOS ESPERAR!
–NÃO SEJA IDIOTA. VOCÊ É UM UZUMAKI E AINDA TEM A KYUUBI. PROVAVELMENTE FICARÍAMOS DIAS AQUI!
–ENTÃO, VAMOS JOGAR!
–ISSO MESMO, MAS TEM QUEM SER AO MESMO TEMPO, OU O RASENGAN PODE IR NA DIREÇÃO DE UM DE NÓS.
–ENTENDIDO!
–MUITO BEM. JOGAMOS NO TRÊS.
–HAI.
–UM... DOIS... TRÊS!!!!!!!
Jogaram aquela furiosa esfera azul e ficaram olhando a destruição que ela deixava pelo caminho. Como se já não bastasse ter cortado o chão, a esfera causou uma grande explosão ao se chocar com uma árvore.
–DROGA. NARUTO! –O jovem entendeu e se aproximou do mestre. –NINPO: HARI JIZOU! (Arte Ninja: Espinhos do Santo Protetor).
Jiraya transformou seus longos cabelos em espinhos super resistentes, envolvendo ele e Naruto.
A energia liberada foi enorme, destruindo tudo em um raio de duzentos e cinqüenta metros.
–O... o que foi isso? –O Sennin estava de boca aberta vendo a destruição que causaram naquela floresta.
–É sensei, parece que acabamos de fazer minha mais nova técnica, Bakugan.
–Esfera Explosiva... hehe, você tem estilo garoto.
–Hn. E mais uma coisa, se o senhor pelo menos pensar na Mikoto-sama da forma que não deve, eu acabo contigo. –Disse sério, fitando o sensei.
–Parece que tem alguém com ciúmes aqui...
O garoto corou e desviou o olhar.
–É melhor pararmos de falar nela...
Jiraya olhou terno para o pupilo.
–E eu sei exatamente o que fazer!
Puxou o garoto para a cidade mais próxima, teriam uma prazerosa tarde de pesquisa.
Fale com o autor