Anjo Negro - NaruMiko
2 Capítulo 2
Notas iniciais
A voz do rapaz a fez ficar rígida. Ele costumava fazer isso, aparecer sem ser sentido. E foi isso que veio a proporcionar seu martírio. O que ela não sabia era que o dele também havia começado com seu erro estúpido de aparecer que nem um fantasma.
–N-Naruto-kun... –Murmurou ainda encolhida, olhando pra parede.
–Por favor Mikoto-sama, não fique assim... foi uma fatalidade. Não pode se culpar, eu não posso me culpar.
–Mas... eu...
–Não foi a senhora quem beijou, fui eu. Eu que aproximei nossos lábios...
–Mas eu não resisti.
–Estava muito chocada. Eu é quem peço perdão. Fui um fraco, um pervertido como meu sensei. Deixei que sua beleza me influenciasse a fazer algo que não podia.
Mikoto sentiu um calor ao ouvir as palavras do rapaz. Ele a achava bonita a esse ponto? Tudo bem que ele costumava dizer o quanto sua amiga adulta era bonita, mas sempre com um toque de inocência. Agora, com 12 anos e depois do que aconteceu, era possível notar o desejo que as palavras do pequeno homem exalavam.
–N-Não diga isso, Naruto-kun. Somos dois ingênuos que se trombaram. –Disse sentando e virando, mas sem fitar o garoto.
–Eh... quanto a isso, peço desculpas pela queda. –Disse divertido.
Mikoto adorava ver seu menino sorrir. Aquele sorriso tão verdadeiro e acolhedor. O sorriso que ele mostrava mesmo quando era chamado por nomes depreciativos.
–T-Tudo bem... acho que não quebrei nada... “só meu coração...”
–Tem certeza? Não quer passar no hospital?
–Não se preocupe Naruto-kun.
Os dois choravam baixinho, sem deixar o outro perceber. O loiro estava para dar seu veredicto. Aquela mulher era muito mais que uma amiga, era muito mais que uma mãe para ele. E ele sabia que não deveria pensar assim. Enquanto a visse todos os dias. Cozinhando, lavando a roupa, vestida com sua camisola lilás, ele não poderia ficar. Não suportaria tamanhas tentações. Queria amá-la todos os dias e dizer que aquela era sua mulher, mas a cada segundo seu coração doía mais, em saber que isso era loucura e até mesmo uma afronta aos deuses.
O loiro fez um esforço sobre humano e se aproximou de sua companheira. Mikoto sentiu uma corrente elétrica passar pelo corpo quando o rapaz segurou seu braço, a erguendo. Ela não tinha controle do corpo, nem mesmo conseguiu levantar, Naruto fez todo o trabalho. Ergueu a morena, que era leve, e a apoiou no ombro.
O cheiro de Mikoto o atormentava. O toque dela, a pele dela, a voz dela, os gemidos de protesto que ela lhe mostrava o estava fazendo perder os sentidos. Uma eternidade depois, chegaram à cama da morena, onde Naruto a colocou cuidadosamente sentada na beirada.
–Me prometa uma coisa Mikoto-sama... –Sussurrou um pouco distante dela.
–O-O quê? –A pergunta saiu em um fio de voz.
–Que vai esquecer esse acontecimento.
–Mas... eu...
–Não quero que sofra pensando coisas que não são verdade. Aconteceu, isso não podemos negar, mas foi um acidente, uma fatalidade. –Cada palavra que saia de sua boca era desmentida pelo coração. Ele sabia que não tinha sido uma fatalidade, e sim o extinto o dominando, dominando ambos.
–T-Tá... bem... Eu... eu não falarei mais disso. –Sussurrou aumentando a intensidade do choro.
O rapaz sabia que não podia deixar aquela situação como estava. Mikoto era muito meiga e gentil (N/A: Só falta o Byakugan rsrs), se culparia com certeza. Sem perceber, andou até a mulher e sentou ao seu lado. Os dois ficaram surpresos com o ato, mas não esperavam o que viria a seguir.
–Estou com você, nunca a deixarei só. –Sussurrou abraçando a morena, que se encolheu no peito do rapaz.
Ficaram um tempo abraçados, sentindo o calor um do outro. O cheiro que tanto os fazia bem. Era torturante para ambos, mas não deixariam de confortarem um ao outro.
Naruto soltou o abraço e fitou Mikoto nos olhos. A morena se perdeu nos olhos do garoto, que quase cedeu a tentação e a beijou novamente, mas se conteve e desviou a trajetória, depositando um delicado beijo na testa de sua anja.
–Vou sair da vila. –Sussurrou ainda com os lábios colados à alva testa da mulher.
–Co-Como? –Mikoto o empurrou, separando o abraço.
–Jiraya-sensei me chamou para acompanhá-lo em uma viajem de treinamento e pesquisa. Sei que é o certo a se fazer.
A mulher pensou um pouco. Seria ótimo com um tempo para por as ideias nos lugares certos, mas se afastar de seu menino estava completamente fora de cogitação.
–VOCÊ NÃO VAI! –Levantou-se da cama exaltada.
–Mikoto-sama... eu... temos que esfriar os pensamentos. Ambos estamos confusos, ficar um pouco longe vai ajudar.
–MAS EU JÁ DISSE QUE NÃO VAI! Quase me mata de preocupação quando foi atrás da Hokage-sama! Não posso mais ficar longe de você! Principalmente agora que é a única pessoa que me resta!
O loiro a olhou com ternura. Era uma mulher tão forte, mas extremamente carente. Sentiu seu coração pesar ao vê-la daquele jeito, mas não tinha outra saída. Precisava esquecer de tudo e trazer seu imprestável irmão de volta.
–Por favor Mikoto-sama, sabe que é o melhor para nós dois. E mais, preciso trazer aquele imbecil de volta, e ele está com um Sannin, não tenho como fazer isso em meu estado atual de força.
–ESTÁ TENTANDO ME PERSUIADIR NARUTO-KUN! VAI ME DEIXAR ASSIM COMO OS OUTROS!
–JÁ DISSE QUE NÃO MIKOTO! EU NUNCA VOU TE DEIXAR!
A mulher parou de chorar para fitar o loiro à sua frente. Ele nunca a tinha chamado de “Mikoto”, o máximo que falava era Mikoto-san, e isso quando era pequeno.
–Naruto... –Ela sussurrou fitando o garoto.
–Eu jamais te deixaria, Mikoto. –Ele disse fitando os olhos negros da maior.
Mikoto voltou a sentar na cama, quase colada a Naruto. O loiro percebeu a proximidade perigosa, mas não deu tempo de recuar, ela o abraçou.
–Meu menino... eu te amo tanto...
–T-Também te amo, Mikoto-sama... –Disse perdido nos seios da mulher. Sentiu suas forças o deixando, quase pegou no sono, mas foi acordado pelo bom senso. Se separou do abraço de Mikoto, só para se perder na pequena boca da mulher. O gosto ainda estava em seus lábios, o gosto de Mikoto. Todas as perturbações se perderam em um único movimento, ele a beijou novamente.
Os dois caíram na cama, Mikoto por baixo do garoto. O beijo já começou selvagem, intenso ao extremo. Os dois respiravam com dificuldade, mas não abriam mão daquilo. Mikoto começou a chorar, achando que tinha corrompido seu menino e o incitando a repedir o ato profano, mas não tinha forças para negar o beijo.
Rapidamente as mãos do rapaz iniciaram uma revista pelo corpo da morena, que gemia junto ao beijo. Mikoto tinha as duas mãos forçando a nuca do garoto contra seu rosto, deixando aquele beijo o mais invasivo que podia. As línguas brigavam por espaço, disputando um cabo-de-guerra acirrado. Naruto enroscava sua língua na da mulher, na tentativa de sentir cada gota de sabor da sua companheira.
As mãos do loiro massageavam o quadril da morena, que tentava gemer mesmo com o beijo selvagem. Desta vez não tinha receio para atrapalhar o loiro. Queria aquilo. Queria sentir cada parte do corpo daquela mulher! Subiu sua mão pela camisola de Mikoto, a puxando levemente para cima. Parou o beijo por um instante, para apreciar o corpo escultural daquela morena. A camisola estava à altura da cintura de Mikoto, expondo sua calcinha preta contrastando com sua pele branca, sua cintura fina e corpo perfeito deixando negar que já teve dois filhos.
O rapaz ficou admirando a calcinha grande da morena, que cobria muito de seus predicados. Era a primeira vez que via as cochas de Mikoto, e não pôde deixar de pensar até onde chegava a perfeição daquela mulher. Ficou encarando a calcinha da morena, praticamente hipnotizado. Ela não tinha reação, jamais pensaria chegar tão longe com seu menino, apesar de o amar com todas as forças. Mesmo que desejasse aquilo fervorosamente, ela pensava ser errado, pensava que era culpa sua seu menino estar agindo assim, e isso lhe preocupava, mas estava muito bom para parar.
O rapaz saiu de seu transe e voltou a encarar o rosto da mulher, que levava uma expressão estranha no rosto. Ela parecia gostar do que estava acontecendo, e isso o deixou apreensivo. Estava envolvendo sua amiga, sua confidente, e isso lhe preocupava. O fazia sentir o pior ser da terra. Levar a sua própria quase mãe até aquele ponto era até mesmo um pecado! Não conseguiu resistir, a amava muito pra ir contra sua vontade. Só pararia se ela dissesse pra parar. Voltou a beijá-la com necessidade.
Sem pudor, começou a massagear o seio direito da morena, que gemia sentindo os calafrios que o toque proporcionava. O rapaz foi a loucura ao sentir a maciez daquela região. Não pensou que a pele de Mikoto pudesse ser mais macia, mas se viu monstruosamente enganado. Os seios daquela morena era como nuvens, ficou feliz ao pensar em dormir com a cabeça apoiada naquele lugar. Dormiria no céu.
–Arrhhhh
Mikoto gemeu mais alto quando Naruto apertou fortemente seu seio. O gemido da mulher o fez despertar. Parecia que não era ele quem tinha feito tudo aquilo. A expressão que o loiro tinha na face mostrava pânico, um pavor sem igual. Tirou a mão da camisola da amiga feito um jato, quase a rasgando tamanha foi a velocidade.
–M-meu deus... o... o que eu fiz... –Ainda estava em cima da mulher, mas levou as duas mãos à cabeça, parecia que estava ficando louco.
–Naruto-kun... não... não foi você... me des...
–Meu deus... eu... eu sou um monstro! Eu seduzi minha melhor amiga, minha benfeitora... meu deus, a pessoa que eu mais tenho apresso... EU SOU UM MONSTRO!
O rapaz saiu da cama em um pulo, ficado de costas para Mikoto. Ainda tinha as mãos na cabeça, pressionando-as fortemente.
–Não diga isso Naruto! –A mulher levantou, ajeitando a camisola. Já chorava timidamente.
–M-Mikoto-sama... eu... droga! Eu te amo Mikoto-sama!
Mikoto estancou no lugar. Nem percebeu quando o loiro saiu correndo pela janela. Depois de muito tempo e de muitas lágrimas, foi deitar. Dormiu sem nem mesmo perceber.
O rapaz, que estava esperando a mulher dormir, aproveitou a oportunidade e entrou novamente no quarto. Se sentou na beirada da cama, pegou a cabeça da morena e colocou no colo.
–Kami, o que estou fazendo. A senhora é tão importante pra mim, não posso fazer isso com a senhora. –Sussurrava enquanto acariciava os cabelos negros da mulher. –Mas eu te amo, não sei quando começou, mas te amo. Sei que é errado, mas eu te amo. Sei que é impossível, mas eu te amo. Não sei se com essa viajem poderei me acalmar, mas uma coisa eu te prometo, eu voltarei, não importa o que aconteça!
Deu um leve beijo nos lábios macios e pequenos da morena e saiu, a cobrindo.
A manhã já se mostrava e era hora de encarar a vida. Eram 9 horas da manhã, quase toda a vila já estava de pé, mas dois membros se destacavam, no portão da vila.
–Vamos, Ero-Sennin.
Os dois se puseram a caminhar. O loiro saiu com o pensamento de ficar mais forte, esquecer o passado e... voltar para Mikoto.
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