Animê Bizarre
35 O início do fim
No fim do dia, Romeu estava enérgico. Andava o mais rápido possível e ainda me levava de brinde. Como agora andávamos juntos pelo colégio, as pessoas nos olhavam com cara de espanto. Ninguém iria imaginar que a nossa aversão virasse amor.
Teve garotos que até aproveitaram a situação para pedir à garota que gosta e o esnoba uma chance. A notícia causou impacto até nos professores. Menos no professor Lumi. Luminor sempre via uma possibilidade entre aqueles que mais se odiavam. Parecia até ter um faro pra essas coisas. Um dia, do nada, ele apontou para Romeu e depois pra mim no meio da aula e disse que não demoraria muito. Não demoraria muito pra que? Cara, esse professor me assusta o.O
Acabou a ultima aula, corremos (eu não corri, fui levada mesmo) para o estacionamento. Deu a louca no Romeu e ele não tagarelava coisa com coisa. Não seja por falta de avisos, eu já indiquei um psiquiatra pra ele! Mas ele me escuta? Nunca!
-Anda mais rápido!
-Calma!
- Calma hoje NÃO PODE!
-Ai, com que maluco eu fui me meter? – fiz uma pergunta retórica.
Enquanto ele procurava as chaves do carro, eu olhava o carro do lado. Era o carro do professor Luminor. Um barulho me chamou a atenção e vinha do carro dele. Não via nada dentro do carro que fosse suspeito então, contornei o veiculo cuidadosamente e vi uma coisa. Tom e Alice. Prefiro não comentar o resto, mas tratei de correr pra perto de Romeu. Fiquei assustada com a cena e abracei Romeu enquanto minhas tripas tentavam sossegar. Meu namorado achou graça e riu do meu desespero. Mato ele depois, quero sair logo daqui antes que o professor chegue, pensei.
Dirigindo feito um louco, Romeu se apressava para meu levar em casa. Ele tinha uma surpresa para mim e toda a vez que eu perguntava, ele desconversava dizendo que quer conhecer meus pais. E teve a petulância de chamar minha mãe de sogra! Ouse ele fazer isto com meu pai...
Depois do almoço, eu morri.Dane-se dever de casa, eu estava a fim de me tacar no sofá e ali ficar. Mais como eu tenho um namorado muito compreensivo com meus sete pecados capitais, meu celular me avisou que ele estava me ligando.
-Já almoçou? – perguntou rápido.
-Oi – falei com toda a preguiça disponível.
-Você ta com a cara e a coragem hoje ein? Deixa a preguiça de lado. Estarei ai em dez minutos.
-Não se atrase, mas se quiser, agradeço!
-Engraçadinha. Continue com roupa de banho que logo você vai saber.
-Ahaam.
-Tchau.
-Até.
A preguiça que me consumia era mais pesada que a do Kiro. Acho que aprendi com ele por osmose. Meu soninho estava perfeito até se passar dez minutos. A campainha toca e não tem ninguém disponível, além de mim, para atender.
Depois de muito brigar com Romeu por isso, estávamos chegando onde seria a surpresa dele. Longe da cidade, numa praia por ai, Romeu pede que eu saia do carro.
-Já até sei, você vai me deixar aqui, eu serei dada como morta ai você fica com a herança.
-Engenhosa idéia, mas não é isso... Por enquanto – brincou.
-O que é?
-Vamos pra paia?
-Nesta replica molhada do Saara? Vamos claro!
-De onde você tirou isso?
-Reparou a densidade demográfica do lugar?É praticamente zero, se não fosse por duas almas vivas que saíram de um conversível.
-Ai, mulher, por que você reclama tanto? Vai ficar velha mais cedo!
-Não joga praga, não. Ninguém merece!
A surpresa era a praia deserta. Romeu queria um bom lugar para que ficássemos sozinhos. E foi muito divertido. Passamos a tarde inteira conversando, competindo e namorando. Juntos ali, em meio às ondas, nós nos beijávamos apaixonadamente. E no por do sol, lá estava ele me pedindo em casamento. Ri da sua proposta e disse que ia pensar. Observamos o pôr do sol e trocávamos belas palavras. E mesmo quando o silêncio se formava, um olhar traduzia tudo:
-EU TE AMO!
Notas finais
Bjus ^-^
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